Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

A bola da vez

(Motoboys no Correio!)

 

Chegou a vez dos motoboys e mototaxistas.

 

Desde que foi publicada a resolução nº 350 de 14 de julho de 2010 do CONTRAN, instituindo o curso especializado e obrigatório para motofretistas e mototaxistas, finalmente começam os trabalhos de implantação destes cursos por todo o Brasil. A partir de 2012 será obrigatório para o exercício destes dois ofícios.

 

Desde que me conheço por especialista em segurança de motociclistas venho batendo na tecla da normatização e isonomia dos motoboys aos taxistas. O melhor jeito de tentar doutrinar esta categoria de motociclistas seria implantar as mesmas regras e leis que fizeram dos taxistas de São Paulo um exemplo em nível mundial. Claro que sempre vai ter aquele que derrapa, mas até médicos e advogados erram, então não seriam os taxistas imunes a problemas. O importante é que foi dado o primeiro passo rumo a um controle.

 

Tarde, diga-se de passagem, aliás, atrasadíssimo, porque desde os anos 80 já se fala no aumento exponencial das vendas de motos e suas conseqüências. Mas foi preciso chegar ao limite do insuportável para que o Estado percebesse que “algo deve ser feito”. Os acidentes de motos em cidades do Nordeste atingiram nível de pandemia, criando um exército de lesionados, desamparados ou eternamente deficientes. Os gastos em despesas de atendimento médico oneram as prefeituras e não há leito em hospitais que dê conta dessa legião de mutilados. Constroem-se mais hospitais e mesmo assim não se dá conta da necessidade.

 

No Sudeste, mais especificamente em São Paulo, capital, os motociclistas já se tornaram o “problema número 1” de trânsito, segundo a própria população. O mesmo motociclista que é adorado na hora de trazer a pizza quentinha à noite é odiado quando arrebenta o espelho retrovisor do carro durante o dia.

 

Mas foi preciso chegar no nível de caos social e urbano para que o Estado se mexesse. Como já escrevi centenas de vezes na minha vida, neste misterioso país do avesso é preciso primeiro esperar o paciente chegar à beira da morte para depois ministrar algum tipo de medicamento. É a eterna perseguição do rabo correndo atrás do cachorro.

 

Eu fui motoboy de 1978 a 1980! O ofício de motoboy começou a ser popularizado nos anos 80, mas teve seu grande crescimento a partir de 1992. Começou a crescer quando o prefeito da cidade era Mário Covas (1983 a 1986), depois vieram Jânio Quadros (1986 a 1989); Luiza Erundina (1989 a 1993); Paulo Maluf (1993-1997); Celso Pitta (1997-2001); Marta Suplicy (2001 a 2005); José Serra (2005 a 2006) e o atual Gilberto Kassab. Foram sete síndicos empurrando a sujeira para debaixo do tapete, desviando da goteira, fazendo ouvidos de mercador para o problema dos motoboys em SP.

 

Já pensou como seria diferente se lá atrás, nos anos 80 a equipe do Mário Covas já tivesse identificado este crescimento e criado uma normativa, que poderia servir de base para todo o Brasil? Imagine como seria tudo diferente se o ofício do motofretista e mototaxista tivesse sido regulamentado em 1983, com cursos de especialização,  cidadania, mecânica e legislação! 

 

Imagine como seria lindo se na gestão do Jânio Quadros (que costumava multar carros estacionados irregularmente) tivessem sido criadas motofaixas, em várias vias de trânsito intenso. E se a Luiza Erundina tivesse estabelecido uma tabela fixa de preços de serviços como existe com os taxistas? E se o Paulo Maluf tivesse aberto mão do ISS das concessionárias criando vendas de motos e peças exclusivas para motoboys regulamentados? 

 

Imagine como o trânsito de SP seria tão melhor se o conceito de planejamento fosse levado na prática e não servisse apenas na hora de pedir verba à União ou para justificar a irredutível posição de manter os impostos urbanos mais altos do País. Não tem jeito, o rabo está sempre correndo atrás do cachorro.

 

Agora sobrou para Gilberto Kassab a missão de mandar para a escola 200.000 motoboys (pelos dados oficiais), que pode chegar a 700.000 em menos de um ano. Não será fácil – como se alguma coisa fosse fácil quando se trata de São Paulo – criar os agentes formadores e mais difícil ainda será seduzir os atuais motofretistas a pararem por 30 horas para assistir aulas de legislação, cidadania, segurança, equipamento, mecânica e manutenção, direito Civil e previdenciário e mais uma gigantesca lista de disciplina, muitas delas que deveria fazer parte da grade escolar ou da moto-escola.

 

Estou com a resolução aqui nas minhas mãos. Foi muito bem elaborada e merece os parabéns no que diz respeito ao conteúdo programático. Mas o pênalti fica por conta da carga horária: 30 horas de aula! É a mesma carga horária do curso de reciclagem para quem tem a habilitação apreendida. Eu fiz a reciclagem e achei muito boa, só que sou um profissional liberal, que não tenho horário a cumprir, não ganho por hora, e estou muito acostumado a estudar.

 

No país imaginário do CONTRAN os motofretistas e taxistas DE TODO O BRASIL, são pessoas com muito tempo disponível, fácil capacidade de aprendizado, alto nível de formação e totalmente aptos a entender termos da legislação trabalhista e previdenciária.

 

Nós estamos vendo uma inversão de ordem. Muito da legislação que tem como objetivo inserir o cidadão na sociedade – a chamada cidadania – deveria ter sido ensinada na escola normal. O conceito de cidadania e respeito ao próximo deve estar na grade curricular desde o ensino fundamental. O comportamento no trânsito tem tudo a ver com o nível de educação de uma sociedade. Leis de trânsito nada mais são do que uma forma de organização da vida em sociedade.

 

Se uma pessoa chega aos 21 anos (idade mínima para o curso) sem a noção de cidadania, então é o Estado assinando o atestado de incapacidade educacional. Já que não conseguimos ensinar ninguém a se comportar na sociedade, vamos transferir essa missão aos educadores de trânsito!

 

Idem ao item legislação de trânsito. É preposto básico que o candidato a motofretista seja habilitado. Portanto já cumpriu suas 30 horas de aulas. Não tem sentido impingir mais um tanto para tratar do mesmo assunto! É o Estado assinando o atestado de incapacidade de educar seus motociclistas.

 

Depois de ler e reler esta resolução fica óbvio que a preocupação maior é com a educação do indivíduo, porque a carga horária teórica é quase quatro vezes maior do que a prática. Na visão do CONTRAN, aprender a ser um cidadão educado é mais importante do que aprender a frear. De certa forma está certo, porque a maioria dos motofretistas sabe pilotar muito bem, falta mesmo a cidadania. Mas este é um papel da escola de educação fundamental e não de uma escola de trânsito.

 

Em suma, quando se trata de educar motociclista mais uma vez vemos um Estado cheio de boas intenções, mas um desastre na execução. É claro que este curso não poderá custar caro, aliás o ideal seria a gratuidade. Resta saber como cada município administrará recurso para implantar os cursos: se busca apoio na indústria, por meio de patrocínio, ou se entrega para a iniciativa privada, criando cursos formadores de motofretista e mototaxista por todo o Brasil.

 

Confesso que como um negócio, não vejo uma forma justificável de remuneração, sobretudo com esta carga horária de 30 horas, que levará uma semana para formar cada turma de 30 alunos (máximo de capacidade permitido pela resolução). A resolução também obriga as escolas a usarem motos próprias, o que exigirá um alto investimento.

 

Mesmo assim parabenizo pela iniciativa de dar o primeiro passo. Toda grande caminhada começa pelo primeiro passo. Só acho que veio muito tarde e aos tropeços!

 

 

 

publicado por motite às 17:12
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7 comentários:
De Péricles Cezar _PC a 15 de Abril de 2011 às 19:03
Parabéns pelo artigo, e realmente veio tarde a resolução, além do que como você citou no artigo anterior sobre sermos dizimados como motociclistas, essa demora criou uma zona de combate no trânsito brasileiro, visto que nós que não exercemos a atividade de motofretista ou mototaxista, somos muitas vezes alvos dos motoristas que estão sempre prontos pro ataque em função dessa morosidade! Tomara que não seja mais uma boa iniciativa que ao tropeçar pela primeira vez, não se levante mais!

Abraços,

_PC.
De Luidhi a 15 de Abril de 2011 às 20:26
"porque a maioria dos motofretistas sabe pilotar muito bem, falta mesmo a cidadania."

Você tá de zoeira é Tite? Se frear com traseiro e sair travando na reta é frear bem ou então andar que nem uma vaca louca na reta empurrando todo mundo e na curva contornar que nem uma bicicleta, pode caçar minha carteira.

O principal instrutor de motoboy é o "Zé ruela das couves" de buteco que vende tremoço com ovo azul.
De Renato Campestrini a 16 de Abril de 2011 às 02:25
Tite ,

Concordo com você. A preocupação com o motociclista, deveria ser considerada lá atrás, e não agora que como você disse, explodiu a utilização do veículo, mas antes tarde do que nunca.
Em toda reunião de técnicos de trânsito que participo, ouço que os motociclistas merecem atenção especial, que eles morrem oito vezes mais que os demais. Está certo que o índice de acidentes é alarmante, muitos conduzem a motocicleta como se fossem imunes a acidentes, mas ai, quando tem a infelicidade de se envolver em um, as consequencias são graves, quando não, há o óbito do motociclista ou de um pedestre.
Sou motociclista desde os 15 anos e nunca vivenciei uma situação como a atual , a ponto de motociclistas causarem a queda ou acidentes de outros pelo ímpeto de acelerar nas vias urbanas.
Há muito a ser feito, e assim como demorou para explodir, irá demorar para melhorar.
Penso que a formação do condutor precisa ser revista, não só para o profissional que exerce a atividade remunerada com a moto. Ensinamentos como a correta utilização dos freios, como fazer curvas dentre outros devem ser difundidos, bem como as campanhas educativas devem abordar as sérias consequencias de atitudes irresponsáveis na condução de motocicletas. Já tive a infelicidade de sofrer um acidente e cair em uma emergência de hospital e sei o quanto é difícil estar ali e observar pessoas em estado muito mais grave que o seu.
Dias atrás, conclui um curso a distância da CET SP , sobre a condução segura, e está de parabéns a iniciativa da empresa. Um curso interativo , com dicas importantes, e que transmite vários conhecimentos ao condutor, um bom exemplo a ser seguido. Uma vez ao ano pelo menos procuro fazer um curso dessa natureza, seja para rever conceitos como para eventualmente aprender novas técnicas.
Quanto ao curso para motofretistas , segundo a Resolução, a responsabilidade pela realização recai sobre os Departamentos Estaduais de Trânsito, portanto, vamos aguardar como eles serão realizados, ou se a responsabilidade será repassada para os Centros de Formação de Condutores.
Cresci lendo as páginas de Motoshow , Duas Rodas, Moto!, Motociclismo Magazine, e sonhava com o dia que teríamos um mercado como o nosso, que segundo informações já ultrapassou o da Itália, mas não pensava que chegar a esse estágio fosse trazer tanto transtorno à sociedade.
Abraço,
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Tite , <BR><BR>Concordo com você. A preocupação com o motociclista, deveria ser considerada lá atrás, e não agora que como você disse, explodiu a utilização do veículo, mas antes tarde do que nunca. <BR>Em toda reunião de técnicos de trânsito que participo, ouço que os motociclistas merecem atenção especial, que eles morrem oito vezes mais que os demais. Está certo que o índice de acidentes é alarmante, muitos conduzem a motocicleta como se fossem imunes a acidentes, mas ai, quando tem a infelicidade de se envolver em um, as consequencias são graves, quando não, há o óbito do motociclista ou de um pedestre. <BR>Sou motociclista desde os 15 anos e nunca vivenciei uma situação como a atual , a ponto de motociclistas causarem a queda ou acidentes de outros pelo ímpeto de acelerar nas vias urbanas. <BR>Há muito a ser feito, e assim como demorou para explodir, irá demorar para melhorar. <BR>Penso que a formação do condutor precisa ser revista, não só para o profissional que exerce a atividade remunerada com a moto. Ensinamentos como a correta utilização dos freios, como fazer curvas dentre outros devem ser difundidos, bem como as campanhas educativas devem abordar as sérias consequencias de atitudes irresponsáveis na condução de motocicletas. Já tive a infelicidade de sofrer um acidente e cair em uma emergência de hospital e sei o quanto é difícil estar ali e observar pessoas em estado muito mais grave que o seu. <BR>Dias atrás, conclui um curso a distância da CET SP , sobre a condução segura, e está de parabéns a iniciativa da empresa. Um curso interativo , com dicas importantes, e que transmite vários conhecimentos ao condutor, um bom exemplo a ser seguido. Uma vez ao ano pelo menos procuro fazer um curso dessa natureza, seja para rever conceitos como para eventualmente aprender novas técnicas. <BR>Quanto ao curso para motofretistas , segundo a Resolução, a responsabilidade pela realização recai sobre os Departamentos Estaduais de Trânsito, portanto, vamos aguardar como eles serão realizados, ou se a responsabilidade será repassada para os Centros de Formação de Condutores. <BR>Cresci lendo as páginas de Motoshow , Duas Rodas, Moto!, Motociclismo Magazine, e sonhava com o dia que teríamos um mercado como o nosso, que segundo informações já ultrapassou o da Itália, mas não pensava que chegar a esse estágio fosse trazer tanto transtorno à sociedade. <BR>Abraço, <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>RC</A> . <BR>
De Bernhard Jordan a 17 de Abril de 2011 às 04:52
tite , concordo que deveria haver planejamento , mas se tem uma coisa que não suporto são "cursinhos do governo" principalmente com matérias idiotas como cidadania, seja lá oq isso quer dizer.

regulamentações engessantes como ter 21 anos , atualemtne pelo novo código civil que não é tão novo assim , já se é responsável legal aos 18. qual é a base portanto par ase limiar aos 21 o inicio do desenvolvimento da atividade?

oq um motoboy tem que saber que deveria ser segredo para um motorista normal ? não deveriam todos saber das técnicas de pilotagem tão necessárias ?

preço tabelado. isso é o fim da picada , é o cancelamento do livre mercado e o impedimento da livre concorrência , o mercado de aviação só cresceu no Br quando o governo resolveu atrapalhar menos e deixar empresas privadas cobrarem por uma passagem o valor que elas acham mais justo, em 3 anos o mercado cresceu o mesmo que levou 70 para crescer. e agora ta travado pq o governo não deixa que os aeroportos sejam livremente administrados.

não entendo que deveria haver uma fiscalização maior ou especifica sobre a manutenção de motos de motoboys , todos deveriam ter as motos em bom estado não importa oq se faça com ela.

ter uma licença pode ser lindo para quem as tem , mas impede a entrada de outras pessoas no mercado , criando desemprego e serviços com preços altos.

a solução não é mais governo nunca foi , foi ele que fez essa merda toda para começo de conversa . a solução é menos.
De Alexandre Penna a 19 de Abril de 2011 às 01:26
Caro Renato,

Vamos pensar da seguinte forma: você quando pega um táxi , liga no ponto mais próximo da sua casa ou no radio táxi , que manda o que esta mais próximo da sua casa. Voce nao vai ligar naquele que é do outro lado da cidade porque é o mais em conta... Com os mototaxistas motofretistas será o mesmo, senão fica a baderna que esta! cada um cobrando o que quer e o que cobra mais barato tem de sair "que nem cachorro louco" para se virar com as entregas uma em cada canto da cidade... Seu raciocínio pode ser valido, mas não numa situação em que envolve-se transporte de passageiros. No caso de carga, uma tabela mínima por distancia percorrida seria o ideal. Ai as empresas vão nos motofretistas mais próximos , criam-se menos deslocamentos longos desnecessários e o trânsito agradece. Alguma vezes a visão de neoliberal de estado mínimo não é a melhor solução. Alias, nenhum extremo não é solução para nada. Como a sabia filosofia budista já disse a centenas de anos, um meio termo (ou o caminho do meio) é sempre a melhor solução ;)

Abraços
De Bernahrd Jordan a 20 de Abril de 2011 às 12:29
estado minimo não é neoliberalismo , mas sim liberalismo clássico. Não nunca tivemos nada preciso no Br e tudo de bom que temos agora não veio pelo governo ou por regulações . Esse não é o ponto.

se uma empresa que coordene melhor seus motoboys for tão mais eficiente , ela terá espeço no mundo competitivo.

não precisamos de novas leis ou de conhecimentos especificos para a classe , apenas cumprir oq já esta ai. não precisa de uma lei nova , para impedir alguem dirigir como umcachorro louco , já não pode, o mesmo vale para motos sem manutenção.

no Brasil temos um tesão de resolver as coisas com leis novas , não se para para pensar se realemente precisamos de mais regulamentações.

sempre que se fecha um grupo , como o de taxi vc beneficia apenas quem esta dentro desse grupo , com um cartel , um preço tabelado impede que realemente haja concorrência no preço, o melhor exemplo é o mercado aéreo pre e pos tabelamento de preços. no caso de taxis é impossivel vc tentar trabalhar na profissão o clçube é fechado , e para os clientes é caro contratar o serviço, já que não se tem opção alguma.

isso é bom para quem ?
De Diomar Rodrigo Rockenbach a 19 de Abril de 2011 às 16:34
Se eu bem conheço o país aonde moro, isso só vai servir para os CFCs ou quem for ministrar os cursos ganhar dinheiro. Se eu paguei por uma habilitação para poder conduzir minha motocicleta por qualquer lugar no território nacional, inclusive apto a carregar passageiros por que deveriam aqueles que querem exercer profissão com moto fazer um novo curso, que pelo o que parece vai ser uma revisão do que foi visto no curso de habilitação?
Eu acho que deveria sim é melhorar o curso para tirar a habilitação, que esse sim é uma verdadeira porcaria. Eles ensinam como se tu fosse utilizar uma bicicleta com motor. Pelo menos na minha cidade apenas fica-se dando voltinhas em um circuito fechado a 5 km/h, o instrutor senta e fica conversando com os outros instrutores e tu fica ali, o tempo todo da aula dando voltinhas. Tu apenas aprende a se equilibrar na moto, arrancar, frear (do jeito errado, e em velocidades extremamente baixas) , trocar marchas e era isso. Não é passado nenhuma noção de transito. Aonde o motociclista deve se posicionar, como deve-se utilizar o freio em situações de perigo ou de chuva, como se deve fazer as curvas. O curso para habilitação atual apenas te habilita a andar de moto a 5 km/h em um circuito fechado, e nada mais. Uma vergonha.

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