Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Citycom 300i: um novo mercado se abre

O Citycom veste bem para duas pessoas

 

Grande scooter

 

A Dafra firma parceria com a taiwanesa SYM para produzir o Citycom 300i

 

Antes de escrever sobre o Citycom é preciso explicar melhor essa parceria entre Dafra e SYM. Já faz tempo que escrevi que de todas as marcas neocomming do mercado de motos a que tem maiores chances de se firmar no mercado é a Dafra. Por vários motivos, mas um deles tem peso fundamental: os principais executivos não são da área de moto. São pessoas com visão de mercado e empresários que visam lucrar lá na frente e não de forma imediata como a maioria das marcas aproveitadoras que surgiram. Claro que ainda existem várias arestas a serem aparadas, como o pós-venda e a qualidade do produto. Mas que eles estão no caminho certo, disso eu não duvido.

 

A Dafra já está montando um modelo da BMW em Manaus e essa parceria pode inculcar na empresa brasileira alguns conceitos de qualidade e pós-venda que não seriam possíveis apenas lendo manuais. Agora chegou esta Citycom da SYM, marca muito respeitada nos mercados europeus, com aceitação em países de grande tradição como Espanha e Itália. E a SYM pertence ao grupo Sanyang, uma gigantesca indústria com mais de 50 anos de existência. Ou seja, não dá pra classificar como “aproveitadores”.

 

(O branco é mais bonito! mas fique esperto nas curvas!)

 

Vamos lá! – Pode parecer grande e pesado, mas basta montar e sair rodando para perceber que o novo scooter Dafra Citycom 300i é bem muito confortável e fácil de pilotar. É a primeira experiência no segmento dos maxi scooters feita pela Dafra, ocupando um espaço abandonado há muitos anos no mercado brasileiro. Claro que tecnicamente o Suzuki Burgman 400 pode ser considerado um concorrente pela categoria, mas a diferença de preço é gritante. Enquanto o Burgman 400 é vendido a R$ 26.900, este Citycom 300i será colocado no mercado a R$ 12.290.

 

Independentemente do preço, as diferenças entre os dois são tão grandes que seria bobagem compará-los. O mais correto é afirmar que o Dafra faz parte de uma nova categoria de scooters. Ele tem motor de um cilindro, refrigerado a água, com 263,7 cc e que desenvolve 23 cv a 7.500 rpm, enquanto o Burgman 400 tem 34 cavalos.

 

A primeira boa impressão é o bom nível de acabamento, revelado nas peças de plástico, encaixes, painel completo e punhos bem desenhados. São três versões de cores: branco, a mais bonita; azul metálico e preto fosco, que está na moda. Percebe-se que existe um melhor padrão de qualidade em relação a outros produtos chineses que chegaram por aqui. Ainda é cedo para afirmar quanto à qualidade, mas já se percebe um padrão muito próximo ao das marcas japonesas. A SYM nasceu nos anos 50 como uma parceira da Honda.

 

(O acabamento é de alto nível)

 

Suave – Como todo scooter, a principal característica é a facilidade de pilotagem. O câmbio é automático por polia variável (CVT) e o piloto só precisa acelerar e frear. Os comandos dos freios são como na bicicleta, apenas nas mãos. E olha que esta Citycom freia muito bem, até demais! Segundo a Dafra, um dos itens revistos no modelo brasileiro foi o sistema de freio, porque o motociclista brasileiro abusa demais dos freios. Só que exageraram...

 

Por uma questão da facilidade de produção, os freios a disco dianteiro e traseiro têm o mesmo diâmetro (260 mm) com pinças de pistão duplo. Aí está o problema, porque o freio traseiro deveria ter menor poder frenante, já que boa parte da massa é transferida para a roda dianteira nas frenagens. E a falta de costume pode levar facilmente ao travamento da roda traseira.

 

O melhor mesmo é o motor de funcionamento suave e silencioso. Mesmo se tratando de um cilindro, o motor tem vibrações dentro do esperado. Só em marcha-lenta percebe-se uma vibração um pouco exagerada, mas isso é comum aos scooters. Outro cuidado foi com o sistema de arrefecimento, que teve a capacidade de troca aumentada, visando suportar melhor nossas condições de clima tórrido.

 

(Susp. traseira regulável e freio a disco com aeroquip)

 

As suspensões foram bem calibradas para nossas ruas e estradas. Sim, estradas, porque este scooter de 300 cc permite se aventurar em pequenas viagens. O motor sofre um pouco nas subidas e tem as retomadas lentas, se comparado com uma moto da mesma potência, mas temos de lembrar que a transmissão do scooter por correia de borracha é naturalmente mais lenta do que nas motos com câmbio convencional.

 

Durante o teste realizado em pista fechada, chegamos a velocidade de 110 km/h na reta com uma pequena subida. Pode-se prever que possa chegar a 130 km/h no plano, o que permite uma velocidade de cruzeiro na faixa de 110 km/h. Normalmente scooters têm desempenho inferior a uma moto de mesma capacidade. Por isso é perda de tempo compará-lo com uma moto 250 ou 300 cc.

 

Imponente – Não tivemos a chance de pilotá-la na cidade, mas a julgar pelo guidão largo e espelhos retrovisores enormes pode-se prever alguma dificuldade nos grandes centros congestionados. Por outro lado, tivemos a chance de pilotar com garupa e, ao contrários dos pequenos scooters de 125/150cc, a Citycom aceita bem garupa, que ainda desfruta de um banco largo, espaçoso e muito confortável. A perda de rendimento é bem discreta no plano, mas acentuada nas subidas. Mais uma vez reflexo do câmbio CVT. Talvez uma relação mais “curta” deixasse o Citycom mais arisco.

 

De grande porte, uma das grandes vantagens do Citycom são as rodas de 16 polegadas, com pneus Metzeler. Graças às rodas de grande diâmetro o scooter é tão estável que chega a raspar algumas peças no asfalto durante as curvas. É bom lembrar disso, porque é preciso controlar os impulsos esportivos na hora de enfrentar as curvas. Levei um baita susto numa curva de alta para esquerda porque o cavalete raspou tão forte que a roda traseira saiu do chão! Isso também já aconteceu com uma Burgman 400, por isso é importante lembrar que, apesar de parecer uma moto, ainda é um scooter que está a míseros 125mm de distância do solo.

 

Um item bem pensado são os dois amortecedores traseiros reguláveis (como nas motos). Normalmente scooters não são brilhantes em termos de estabilidade. O chassi tubular, mais o grande peso concentrado na traseira, contribuem para balanços indesejáveis nas curvas de alta velocidade. Mesmo com o tanque de gasolina colocado no piso (que reduz o baricentro) é preciso ficar esperto nas curvas, especialmente as de raio longo. Talvez trabalhando as regulagens dos amortecedores traseiros possa encontrar um melhor compromisso entre conforto e estabilidade.

 

(Tomada 12V dentro do porta-luvas)

 

Outros dois detalhes interessantes são uma entrada de eletricidade de 12V dentro do porta-luvas e uma chave geral sob o banco, que pode funcionar como anti-furto. A tomada pode ser usada tanto para alimentar um GPS como até carregar seu celular ou iPod enquanto passeia! No porta-capacete cabe apenas um capacete fechado ou dois modelos jet (abertos). Ms um gancho na frente do escudo pode receber também um capacete.

 

O que me deixou meio preocupado é que (mais uma vez) um scooter traz o eixo traseiro alinhado ao escapamento. Para retirar a roda traseira será um sufoco! Felizmente os pneus são sem câmeras, que permitem o reparo sem retirar a roda.

 

(Porta-capacete com uma chave-geral anti-furto)

 

A posição de pilotagem é típica dos scooters, mas a diferença está no banco bem largo, em dois níveis, com um pequeno encosto para o piloto. Não é tão baixo como os scooters pequenos, com 800 mm do banco ao solo. Mas o peso (182 kg, a seco) pode ser um problema para pessoas de baixa estatura ou mulheres. Felizmente é só aparência, porque é muito fácil de pilotar e ainda conta com cavalete lateral para facilitar o estacionamento. O cavalete central é fácil de ser acionado em função da grande alavanca, a mesma alavanca que raspou no asfalto... Como se vê, trabalho de engenheiro não é fácil: arruma de um lado e desarruma do outro!

 

(Painel completíssimo)

 

Não foi possível avaliar o consumo, mas pode-se calcular algo na faixa de 20 a 24 km/litro em condições normais. O motor é injetado, claro, o que já representa grande vantagem tanto no consumo quanto nas emissões.

 

(Calma, tio Tite, isso é um scooter!)

 

Segundo os executivos da Dafra, foram rodados mais de 150.000 km em teste nas condições de piso e combustível brasileiros. Para eles, ainda é cedo avaliar as expectativas de venda, mas serão produzidas 700 unidades até o final deste ano. Parece pouco, porque o produto tem tudo para agradar não só os donos de atuais scooters de 125/150cc como também os neo-motociclistas que buscam um veículo fácil de pilotar para fugir dos congestionamentos ou até como lazer.

 

Especificações técnicas

Dimensões

Altura

1.445 mm

Largura

785 mm

Comprimento

2.210 mm

Distância entre eixos

1.500 mm

Altura mínima do solo

125 mm

Altura do banco

800 mm

Peso seco

182 kg

Motor

Tipo

Monocilíndrico, 4 tempos, OHC (Over Head Camshaft), refrigerado a água e com injeção eletrônica

Disposição do cilindro

Horizontal

Diâmetro x Curso

73,0 x 63,0 mm

Cilindrada

263,7 cm³

Taxa de compressão

10:1

Potência máxima

16,9 kw (23,0 cv) a 7.500 rpm

Torque máximo

23,5 N.m a 5.500 rpm

Sistema de injeção eletrônica

Keihin

Corpo de borboleta

Keihin

Sistema de partida

Elétrica

Filtro de ar

Elemento de papel

Filtro de óleo

Tela metálica

Sistema de lubrificação

Forçada por bomba trocoidal

Chassis

Tipo

Tubular

Ângulo de caster

27,5 graus

Susp. Diant., curso

Telescópica, 100 mm

Susp. Trás. Curso

Biamortecida, garfo em alumínio, 91 mm

Rodas

Liga de alumínio

Freio Diant.

Disco

Acionamento

Sistema hidráulico, duplo pistão

Freio Tras.

Disco

Acionamento

Sistema hidráulico, duplo pistão

Pneu diant.

110/70-16 52P - Metzeler

Pneu tras.

130/70-16 61P - Metzeler

Transmissão

Tipo

Automática de variação contínua (CVT)

Redução final

8,37

 

 

Capacidade

Óleo do motor

Especificação

API SG, JASO MA, SAE 20W50

Volume após drenagem

1,2 l

Volume após desmontagem

1,4 l

Tanque gas.

10 l

Reserva

1,5l (Luz reserva é acionada patamar)

Sistema elétrico

Sistema de ignição

Ignição Transistorizada - ECU

Bateria (semi-selada)*

12V 10Ah

Lâmpada do farol

12V - 35W/35W (x2)

* Bateria é selada totalmente na ativação da motocicleta no concessionário.

 

publicado por motite às 14:52
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36 comentários:
De Tiago a 15 de Setembro de 2010 às 18:32
Tite, sobre esse lance do freio traseiro, eu concordo. Muitas pessoas reclamam, por exemplo, da twister e da fazer que não têm freio traseiro a disco, mas eu acho que eles querem um disco atrás só para mostrar para o amigo e falar: a minha tem freio a disco e a sua não! A maioria dos motociclistas não sabe freiar corretamente (não que eu me inclua fora destes) e um freio traseiro "muito bom" pode ser um perigo!

E realmente parece que este produto é muito bom, pq vc foi tão gentil e elogioso! Acho que usou o mesmo texto em outra publicação de maior porte, acertei (se é que é possível)?!
De motite a 15 de Setembro de 2010 às 19:38
Não usei, não... vc leu este texto em outro lugar?

De Tiago a 15 de Setembro de 2010 às 20:23
Não Tite, o único site que entro para realmente ler coisas sobre moto (e outras coisas) é o Motite, apenas te achei muito polido no texto. Fique tranquilo, não foi plagiado (eu acho)!
De motite a 15 de Setembro de 2010 às 21:13
Ah, faz parte da minha nova campanha de limpeza da imagem: menos porrada e mais política! Já nem entro mais no Orkut pra ver se esquecem de mim...

E tb pq o produto é bão mesmo, tem coisa pra melhorar pra KCT (ih...), mas já nasceu bem legalzinho. Quando tiver liberado pra testes mais profundos quem sabe eu solto as cobras e lagartos de sempre, rs!

valeu pela fidelidade, acho que vou criar o plano de milhagem (ou bytagem) do Motite!
De Pedro a 16 de Setembro de 2010 às 13:29
Eu sei por que o Tite escreveu esse texto de forma tão gentil. A resposta é: o Tite estava bem alimentado na hora de escrever!
Parabéns, Tite! A melhor análise do Citycom até agora, ela não se deteve apenas nos detalhes técnicos, abordou também questões de mercado e público alvo.
De The Crow a 17 de Setembro de 2010 às 13:39
...eu apoio a informação acima, Tite alimentado teste amansado!!!

Teve uma vez que ele foi tão bem alimentado (ou foi pra se alimentar) que no dia do aniversario dele entrou em um casamento qualquer e até hoje não lembra nem onde é o lugar!!!
De Sergio Aguiar a 27 de Março de 2012 às 01:20
Pessoal me dêem uma força e postem em meu forum será um prazer trocar informações com proprietários de citycons pelo mundo. Sou do Brasil

www.citycom.forumeiros.com
De Mauricio a 15 de Setembro de 2010 às 19:18
Aê Tite, finalmente um maxi scooter a um preço accessível!!! O preço realmente se vier a R$ 12 e tantos tá de bom tamanho.

Parabéns pelo blog, venho acompanhando desde que você o lançou, quem sabe até o final do ano eu não faço o curso do speedmaster e a gente se conhece pessoalmente.

Grande abraço.
De motite a 15 de Setembro de 2010 às 19:40
Pra que esperar o final do ano? Já estamos em setembro... faça logo!
De Focusbsb a 15 de Setembro de 2010 às 21:27
Parabéns pelo post. Muito bem escrito. Sou um entusiasta das scooters com um pouco mais cilindradas! Estou realmente tentado em adquirí-la.

Será que a branca virá pro Brasil como nas fotos? Com rodas e detalhes pretos?

Muito bonita! Só achei ela um pouco magrela. Será impressão pelas fotos?

Obrigado.
De douglas a 15 de Setembro de 2010 às 22:45
espero que não demorem para aparar a aresta qualidade do produto
De Antônio a 16 de Setembro de 2010 às 03:44
Poxa.. 263,7? Não seria mais honesto chama-la de 270i?
Quer dizer, em se tratando de Dafra tenho certeza que o mais honesto mesmo seria 250i, mas vá lá, 270i tava bom.
Este pessoal do Marketing não vai receber suas 30 virgens quando morrer.
De Gustavo a 16 de Setembro de 2010 às 05:58
Eu quero!
De Neto a 16 de Setembro de 2010 às 13:03
Lembranças da crise econômica de 1999 quando vi pai de família chorando de soluçar com um mico coreano na mão porque as marcas de carro evaporaram do mapa me faz ainda ter um certo receio/bloqueio psicológico, por assim dizer, sobre esses produtos Dafra, Kasinski, Chana, Chery, até sobre as próprias coreanas ainda, etc etc, infelizmente.......
De Pedro a 16 de Setembro de 2010 às 13:35
Pois é, Gustavo, eu lembro desses anos 90 e as importações tresloucadas.
Mas os tempos são outros, alguns micos da época hoje tornaram-se confiáveis. Temos por exemplo, antigos micos como Hyundai e Kia, com estruturas sólidas no nosso mercado.
Quem tem medo hoje de comprar uma Tucson ou uma Sportage?
Imagino que com Dafra e Kasinski será o mesmo.
De Luidhi a 17 de Setembro de 2010 às 03:18
Que eu lembre o soluço era porque os contratos eram indexados em dólar, e os gordos carnês triplicaram de preço. Ah sim, quando viu a moeda se desvalorizar o importador deu uma banana para todos e parou de importar tudo.

Como aqui ninguém vai preso mesmo...
De motite a 16 de Setembro de 2010 às 16:27
Respondendo a todos:

O modelo branco já tem no mercado, esta foto aí em cima foi feita no Brasil e sou eu mesmo que tá au guidon!

Concordo plenamente que adotar 300i foi um tiro no pé. Deveria ser 250i para não criar experctativas quanto ao rendimento. aliás falei isso pra turma da Dafra mas desdenharam da minha observação. Pelo jeito eu não sou tão louco assim.

Não creio que a Dafra é uma empresa oportunista como as primeiras marcas chinesas que chegaram aqui e mais uma vez vamos esclarecer: chinês NÂO é coreano e vice-versa. Por favor parem de chamar produto coreano de chinês antes que o mundo comece a nos chamar de argentinos...

Sim, eu estava muito bem alimentado quando escrevi o teste, por isso fui bem bonzinho, mas vamos esperar o teste de verdade, nas ruas para ver se este meu humor continua...
De Focusbsb a 16 de Setembro de 2010 às 19:08
Pois é... Vamos ver se elas passam pelos testes de rua, no dia-a-dia.

Quanto ao número de referência, acredito que o problema não seja da Dafra, propriamente... Isso porque o modelo é comercializado há 2/3 anos com essa referência. Não pensaram em modificá-lo para não alterar o padrão.
Lembro que a Burgman 400, até o ano passado, tinha 385cc, não 400.

Hoje fui a uma concessionária da Dafra aqui em Brasília. Não sei como insisto em tentar dar-lhes crédito. É impressionante o amadorismo dos vendedores e assistência.
A vendedora não tinha a menor ideia de quando o modelo chegaria. O mecânico, que disse estar fazendo o "curso da moto", não sabia que a moto era importada e montada no Brasil. Não sabia que ela já foi lançada na Europa há anos. Também não sabia sequer as cores que viriam. Eu que dei a notícia de que seriam três: preto grafite, azul e branco.

Confesso que me entusiasmei com a "lambreta". Mas cair mais uma vez nas mãos do amadorismo da Dafra é complicado!

Dá vontade de pegar a moto desmontada, fazer o download do manual de serviços (http://www.scribd.com/doc/21965498/Sym-CityCom-300i-EN) e montá-la por minha conta. Certamente terei mais conhecimento da scooter que os que deveriam ser especializados nela.

Valeu!
Mais uma vez parabéns pelo post.


De luidhi a 17 de Setembro de 2010 às 02:39
Não tenha dúvida disso, focusbsb. Eu tinha uma burgman 125 que tinha vendido na base do cheque parcelado. O novo ex-proprietário veio reclamando que o motor fundiu, que ela só dava problemas, etc, etc. No final, o cara não me pagou e acabei pegando ela de volta e dando um troco para ele. Conclusão: O motor veio fumando e resolvi abrir o motor em casa mesmo, já que meu hobby é mecânica além de ser técnico mecânico formado. Conclusão: O motivo dela fumar é que o mexânico montou o retentor de válvula sem o o-ring, deve ter perdido, sei lá, ou achou que a moto não precisava disso. Sem falar que o mexânico devia ser viciado em cola, porque meteu cola em tudo, até na tampa do filtro de óleo. Como ela estava aberta medi as peças e vi que o cilindro não estava ovalado, a biela não tinha folga e estava tudo em ordem. Resolvi descarbonizar o cabeçote e trocar válvulas, pistão, anéis e agregados. Conclusão: peguei o manual de serviços e remontei conforme instruções. O motor está forte, não queima mais óleo e tenho uma moto praticamente nova com 50.000 km.

O problema no brasil é a formação de mecânicos. Visando o lucro, os concessionários pega o primeiro analfabeto funcional que passa na rua, dá um curso de como apertar parafuso e coloca ele como chefe de oficina ganhando salário mínimo.

Eu desisti de levar minha lander-X na revisão, toda vez ela voltava pior. Agora faço em casa, e a moto está com 17 mil km sem problema algum.

Concessionária só serve para emitir nota fiscal. Esqueça.
De Focusbsb a 17 de Setembro de 2010 às 15:42
É complicado...

O problema é que sou servidor público e advogado... Não tenho experiência com mecânica ou montagem.

Onde você mora, amigo? Não quer montar a minha não? Rsrsrsrsrs

Brincadeira.... Um abraço!
De Luidhi a 17 de Setembro de 2010 às 03:12
Então, fui no manual de serviços e dei uma olhada no manual de serviço. Olha, vou ser sincero: Já fui analista de processos de produção de uma fábrica de eletro-eletrônicos, então acho que tenho noção do que estou dizendo: O acabamento da moto é bom mesmo. Os fios estão passando no lugar certo, as junções internas das peças parece bem colocados, tem até foto de um motor usado desmontando, não demonstrando vazamento pelo anel.
Parece tudo feito com cuidado, diferente até de motos boas por aqui. Sinto meio raiva quando vejo a fiação da minha Lander-X, colocada meio aleatório, tendo quase uma convulsão quando vejo o defletor que fica atrás do painel, que é uma espuma vagabunda que a concessionária tem coragem de cobrar 35 pilas por um pedaço de espuma que você compra de melhor qualidade em qualquer papelaria por um real.
Acho que o produto é bom mesmo, só falta agora a Dafra não pisar na bola.
De Luidhi a 17 de Setembro de 2010 às 02:48
Bem Tite, Taiwan também em termos industriais não é a china, já que era uma colônia inglesa e a ainda tem uma (pequena) cultura de qualidade em seus produtos, diferente daqueles que estão no continente.
Acho que pelo menos a Dafra agora tem uma engenharia de produto, já que pegaram a scooter saíram andando pelo país inteiro. Isso é fato porque tenho vários depoimentos de verem essa scooter andando com placa azul pelas ruas e estradas. E fizeram alterações, coisa que sofria com minha ex-vulcan 500 por causas dos giclês originais e o radiador subdimensionado para nosso clima, que fazia ela esquentar em qualquer subida de serra. Eu arrumei isso na época colocando um radiador feito de cobre sob encomenda, que aliás, saiu 1/5 do preço do original, e aumentando os giclês para se adaptar ao nosso Gasalchool.
Isso já acredito ser uma grande vantagem. Sem falar que essa Scooter já tem um bom histórico na gringolândia e tem peças boas em profusão, como TBI Keihin e pneus metzeler.
Quem sabe a dafra não dá uma bola dentro? Vamos ver se demonstrar ser um bom produto, eu encaro em breve.

[]'s
De motite a 17 de Setembro de 2010 às 18:50
Luidhi

Apesar da minha rabugice galopante sou o cara que mais torce para que Dafra, Kasinski, Traxx dêem certo porque eu vivo deste mercado e ele precisa crescer não só em número!

Olhei bem detalhadamente o Citycom desmontado e tive a clara sensação de que eles estão bem perto dos japoneses. Se existem mancadas são por questões de economia de escala (como os freios de mesmo diâmetro e pinça dupla atrás). Mas ninguém está imune a cagadas. Vamos esperar e torcer para que este scooter tenha qualidade e a Dafra invista no pós-venda!

Quer arrumar meu Address 100???
De Pedro a 17 de Setembro de 2010 às 19:37
Eu já comentei em foruns na Internet: muita coisa de ruim que aconteceu com Dafra, Sundown, Kasinski, TRaxx, etc., foram motivados por falhas na montagem. Essas montadoras achavam que bastaria abrir o container vindo da China, colocar uma meia dúzia de pessoas mal treinadas para abrir as caixas e montar tudo, e depois seria só ficar contando dinheiro. Deu no que deu: motos desmontando, fumando, quebrando, deixando muita gente sentada na sarjeta, chorando. Sem contar que ignoraram uma regra básica: adaptação do veículo às condições do Brasil, na pavimentação, no combustível, na maneira de pilotar do motociclista brasileiro.
Parece que esse cuidado a Dafra está tomando agora com o Citycom.
Não basta apenas trazerem da China produtos com melhor qualidade. Tem que saber também montá-los, e dar a devida assitência técnica. Espero que pelo menos Dafra, Kasinski e Traxx consigam, porque a Sundown acho que é tarde demais.
De Luidhi a 18 de Setembro de 2010 às 15:17
Olha, estou seriamente pensando em largar o mundo corporativo como consultor de TI e investir em alguma coisa que possa trabalhar de chinelos e bermuda.

Se abrir oficina já tenho dois clientes.

Dá medo de mandar moto no mecânico. Conheço uns 3 que são realmente bons. Mas a oficina deles está sempre entupida e não cobram barato.

É o que está se tornando nosso mercado de trabalho. Por redução de custo, ninguém investe em treinamento e pesquisa. O mundo está se dividindo em duas camadas de profissionais especializados e profissionais medíocres, sendo que a mediocridade hoje em dia está em parâmetros de semi-analfabetismo.

Estou me animando, alguém sabe onde tem um curso de injeção bom.

Ah, já perguntando, quando vai dar um curso para mulheres de pilotagem?
De Irineu a 18 de Setembro de 2010 às 23:21
Eu já arrumei o Address sem ajuda do manual de serviço e ficou muito bom. Foi só questão de usar o bom senso e as peças certas.
De Luciano A.B a 17 de Setembro de 2010 às 20:47
Falaê, Tite.
Comprou a Montana?
Agora deve achar as que vão sair de linha por um preço bom.
De Luidhi a 18 de Setembro de 2010 às 15:03
Isso compra logo que essa trapizonga feita em cima do arghile vai ser uma merda.
De Neto a 18 de Setembro de 2010 às 21:24
Parei de falar mal das coisas......tipo "tal carro é uma "carniça"....."isso é um lixo"......aprendi que o mundo dá volta....até ontem eu tinha 3 carros na garagem e mais 2 para "brincar" com arrancada e show de manobras. Hoje depois de muuuuita pindaíba estou agradecendo a Deus por estar a um passo de comprar uma Titan Mix KS ou Fan ESi.

Mas infelizmente esses produtos chineses e congêneres por assim dizer ainda não conseguiram atrair minha confiança......os produtos vem melhorando de fato e muito mas a falta de um pós venda e assistência técnica mais solidificada me causa receios ainda.

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