Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Majestade da velocidade

(Uia, não é que corre messss!)

 

Desde a ZX-11 a Kawasaki sempre surpreende com um modelo rápido e desejável como a ZX-14

 

Assim que o ex-presidente Fernando  Collor determinou a abertura do mercado brasileiro à indústria de carros e motos um modelo imediatamente passou a ser alvo dos sonhos dos motociclistas. A Kawasaki Ninja começou a entrar no Brasil em 1992 e o próprio Collor pousou pilotando um modelo ZZ-R 1100. Foi o que precisava para o nome Ninja ser levado à categoria de objeto do desejo.

 

Lançada em 1990, a ZZ-R 1100, também chamada de Ninja ZX-11, foi uma das primeiras da categoria Sport Touring capaz de se aproximar muito da barreira dos 300 km/h. Em 1993 ela foi totalmente reformulada visualmente e o nome Ninja ZX-11 virou sinônimo de velocidade ao superar os 300 km/h e dar início a uma espécie de “corrida armamentista” entre as fábricas para ver quem fazia o foguete mais  veloz.

 

Agora, quase 20 anos após o nascimento da primeira Ninja 1100, a Kawasaki volta a chocar o mercado brasileiro com a chegada da nova ZX-14, com motor de 1.352 cc, quatro cilindros e potência declarada de 200 cv a 9.500 rpm e freios ABS de série. Se for levado em conta que esta potência declarada é medida em dinamômetro de motor, ou seja, a potência pura, com a ZX-14 em movimento a potência é ainda maior graças ao sistema de indução de ar que funciona como uma espécie de compressor dinâmico. Por isso é previsível imaginar que esta Kawasaki é a mais potente e veloz moto produzida em série no mundo.

 

(Já se imaginou com a cara enfiada neste painel?)

 

Por conta de um acordo  entre as fábricas, as motos atuais só indicam a velocidade até 299 km/h. Depois disso o velocímetro trava, mas a velocidade não. O que projeta algo perto de 327 km/h para esta Ninja. Fácil?

 

Curiosamente, a ZX 14 tem uma grande área frontal, na contra-mão da tendência atual que é de motos tão finas quanto flechas. Com uma carenagem larga ela até poderia ficar “amarrada” em alta velocidade, mas foram consumidas algumas horas em túnel do vento para fazer o ar passar de forma menos perturbada pela moto. Com a frente larga foi possível instalar quatro faróis (algo bem raro) de lâmpadas alógenas.

 

Como anda

Muito! Se a primeira das seis marchas chega a 120 km/h dá para imaginar que a aceleração de zero a 100 km/h é feita em torno de 2,5 segundos. Dificilmente alguma moto (ou carro) de série conseguirá valores abaixo dela. Aliás, está cada vez mais difícil abaixar de 2,5 segundos essa arrancada até 100 km/h.

 

(Assim com a tampa cobrindo o banco do garupa ela fica mais sexy)

 

Não só potente, porque de nada adianta encher o motor de cavalo se não conseguir distribuir essa força de forma linear. O torque máximo de 15,7 kgf.m aparece aos 7.500 rpm, mas a partir de 6.000 rpm o piloto sente um soco no estômago com a aceleração brutal. Quando o conta-giros passa de 2.000 rpm é possível perceber a cavalaria tão disponível que a retomada de velocidade é feita rapidamente sem exigir redução de marcha. Por outro lado, não se espera um motor econômico e o consumo pode chegar até 18 km/litro com uma pilotagem muito controlada ou descer a menos de 10 km/litro se o acelerador for aberto com vontade!

 

A aparência meio trambolhenta, graças aos anunciados 215 kg (a seco), pode sugerir uma moto difícil de pilotar, mas que nada! A engenharia do quadro é toda voltada à maneabilidade. Feito de uma peça única de alumínio esse leve quadro perimetral “abraça” o motor e oferece resistência e esportividade ao mesmo tempo. Incrível como uma moto 1.400 cc consegue uma distância entre-eixos de apenas  1.460 mm, 20 mm menor do que a principal concorrente, a Suzuki Hayabusa 1300.

 

(Freios pra parar até pensamento)

 

Essa diferença é pequena demais para ser percebida na pilotagem, por isso, além de curta, o ângulo de cáster é reduzido, apenas 23º o que reflete em uma pilotagem fácil, mesmo para uma moto aparentemente grande.

 

A comparação com a Suzuki Hayabusa é inevitável e as fichas técnicas mostram números muito próximos. Por isso a novidade do freio ABS pode colocar a Kawasaki em vantagem em relação à concorrente. Mas é na pilotagem que a ZX-14 leva grande vantagem pela ciclística melhor projetada e balanceada.

 

Aliás, nesta versão 2010 que chegou ao Brasil a novidade é o freio anti travamento (ABS) que completa o serviço já eficiente dos dois discos dianteiros (com pinças radiais) e o disco traseiro. Ou seja, o que era bom ficou melhor e mais fácil de pilotar.

 

 

Ficha Técnica

PREÇO: R$ 61.990 ORIGEM: Japão

MOTOR: quatro cilindros em linha, 16V, 1.352 cc, alimentado por injeção eletrônica, arrefecido a líquido. Potência máxima de 200 cv (a 9.500 rpm) e torque de 15,7 kgfm (a 7.500rpm)

TRANSMISSÃO: Câmbio de seis marchas. Secundária por corrente

SUSPENSÃO: Dianteira com garfos invertidos (upside-down) e traseira monoamortecida

FREIOS: Dianteiro a duplo disco e traseiro a disco, com ABS

PNEUS: Dianteiro 120/70-17 e traseiro 190/50-17

DIMENSÕES: 2.170 mm de comprimento, 760 mm de largura, 1.170 mm de altura e 1.460 mm de entre-eixos

PESO: 215 kg

TANQUE: 22 litros

publicado por motite às 21:08
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De Mateus a 27 de Julho de 2010 às 00:11
Linda moto!! Achei até que ela dava mais em primeira marcha, já que a GSX-R 1000 dá en torno de 168 km/h,(segundo li, porque andar acho melhor nem pensar...)
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