Sábado, 3 de Julho de 2010

Feita no Brasil? Mais um testículo de moto...

A calça camuflada é pra pilotar no mato. Foto: Daniel Rosa

 

Como é a BMW G 650GS montada em Manaus pela Dafra

 

A BMW G 650 GS é pioneira. Primeiro por recolocar a BMW na categoria monocilindro lá atrás, em 1993, com um modelo F 650 fabricado pela italiana Aprilia, com motor austríaco Rotax e a marca alemã BMW. Ou seja, era um produto totalmente globalizado. A partir de 2000 a BMW assumiu a produção total do modelo, que teve mais um capítulo de pioneirismo porque o motor passou a ser montado na China. Agora a mais importante de todas: é a primeira moto da marca alemã a ser 100% montada fora da Europa.

 

Aparentemente é exatamente o mesmo modelo que foi importado para o Brasil até 2007. Mecanicamente também é a mesma, com motor monocilíndrico, 652 cc, que desenvolve 50 cv a 6.500 rpm. Só a injeção eletrônica teve uma alteração com pequeno aumento do diâmetro da borboleta. Este motor tem como principal característica o bom torque em baixa rotação, grande economia de gasolina, chegando a impressionantes 24 km/litro, mas tem um funcionamento bastante ruidoso com vibração excessiva, denunciando a antiguidade do seu projeto.

 

Na Alemanha esse modelo é considerado como de entrada da marca, ou seja, o mais barato e acessível, especialmente indicado para iniciantes e mulheres. Por isso a posição de pilotagem é estranha, com o piloto afundado no banco de dois níveis e a apenas 79 cm do solo. Os baixinhos agradecem! Já o guidão é exageradamente largo, com avantajados pesos nas extremidades. Pode ser bom para o fora-de-estrada, mas na cidade atrapalha bastante na hora de zanzar entre os carros.

 

(Feia ou bonita? Hum, quem decide é você)

 

Antiquado também é o painel de instrumentos que fica devendo um marcador de gasolina, adotando a luz de advertência de reserva. Com um tanque de 17,3 litros (4 de reserva) a autonomia média é de 360 quilômetros. Um painel mais moderno e com marcador digital de marcha seria bem vindo.

 

Não há qualquer motivo para subestimar a qualidade desse produto apenas pelo fato de ser montado no Brasil pela Dafra. Porque o controle de qualidade é todo exercido por técnicos treinados na matriz em Munique. Mesmo assim nota-se algum descuido no acabamento do chicote elétrico, por exemplo. Outro detalhe irritante são os comandos dos punhos elétricos, totalmente anti-ergonômicos e fora do padrão, com a buzina no lugar do pisca e vice-versa. Parece que os alemães da BMW se especializaram em criar confusão aos motociclistas.

 

Que é isso? Buzina no lugar do pisca e vice-versa!

 

Na rua

A primeira impressão ao acionar a partida da G 650 GS é de um motor áspero. Com a marcha lenta a 1.500 rpm essa sensação é ainda amplificada. Como já foi explicado, o projeto está completando 11 anos e isso aparece nestes detalhes. A principal concorrente, a Yamaha XT 660 tem um motor notadamente mais silencioso e suave.

 

Por enquanto aqui será fornecida apenas a versão GS estandard (já existiu a versão Dakar, com roda dianteira de 21 polegadas), com rodas de liga leve, sendo a dianteira de 19 polegadas. A vantagem da roda de 19” é deixar a moto mais estável e maneável nas curvas, sobretudo no asfalto. No entanto a roda raiada pode até ser mais confortável e absorver melhor as irregularidades do piso, porém impede o uso do pneu sem câmera, mais seguro e eficiente.

 

Até que essa BMW aceita bem o uso no fora-de-estrada e esta é a proposta: ser uma moto de uso on-off road. Só que na hora de sair do asfalto é importante desligar o freio ABS por meio de um feioso botão no painel. Se no asfalto o ABS já funciona com alguma dificuldade quando passa por irregularidades, na terra é preciso desligar. Ao contrário do sistema adotado pela Honda XRE, a BMW ainda não conseguiu desenvolver um sistema que consiga interpretar as irregularidades do piso.

 

Neste modelo avaliado este botão do ABS estava defeituoso e ligava sozinho, quase me matando de susto quando esperava a roda traseira travar e o freio simplesmente não funcionou e por pouco não saí reto na curva!

 

Na estrada

Rodei quase 500 km e dois dias em um percurso com trecho de terra, asfalto, curvas, tanto de dia quanto à noite. Se a distância entre-eixos pode sugerir problema em curvas de raio curto, essa impressão logo desaparece nas primeiras curvas. Os pneus Metzeler Tourance são projetados para 70% de uso em asfalto e 30% de terra e essa mistura é muito bem balanceada, pois eles seguram bem nas duas condições. Para ter uma idéia, cheguei mesmo a raspar o cavalete no asfalto em uma curva mais abusada. E no trecho de terra foi bem tranqüilo. Dessa vez peguei só seco, mas já rodei com essa moto na lama. Não foi fácil, mas dá pra encarar.

 

Painel completo, mas meio antigo...

 

O grande destaque está no conforto. Tanto piloto quanto garupa viajam em amplo espaço, com um bagageiro também avantajado e até equipado com um pequeno porta-objeto. A grande contribuição é do conjunto de suspensões bem balanceadas, inclusive com uma regulagem da suspensão traseira bem acessível para se adaptar às condições da estrada e do peso.

 

O farol de lente única ilumina muito bem e os protetores de mãos ajudam a afastar um pouco do frio. Se a BMW fizesse um pacote de opcionais para este modelo poderia incluir um aquecedor de manoplas e um pára-brisa maior, porque falta um pouco de proteção aerodinâmica.

 

Porta-objeto no bagageiro.

 

A briga no mercado ficou bem aquecida e interessante, porque na faixa de preço da BMW G 650 GS (R$ 29.900 em São Paulo) podem-se encontrar boas opções como a já citada Yamaha XT 660 de um cilindro (R$ 27.000), a Kawasaki ER-6 de dois cilindros (R$ 25.500) ou a nova Yamaha XJ6 de quatro cilindros (R$ 27.500). Honestamente, nesta faixa de preço a BMW seria minha última opção. Para uma moto com motor monocilíndrico, de tecnologia meio defasada, pagar 30 mil reais é um pouco exagerado. A explicação mais usada está no freio ABS, que representa um benefício na mesma proporção do preço. Outro argumento a favor é o seguro menor, que compensa a diferença de preço em pouco tempo.

 

Ficha Técnica

PREÇO: R$ 29.900

ORIGEM: Brasil

MOTOR: monocilindro, 4T, duplo comando, 652cc, alimentado por injeção eletrônica, arrefecido a líquido. Potência máxima de 50 cv (a 6.500 rpm) e torque de 6,1 kgfm (a 4.800rpm)

TRANSMISSÃO: Câmbio de cinco marchas. Secundária por corrente

SUSPENSÃO: Dianteira com garfos telescópicos e traseira monoamortecida

FREIOS: Dianteiro a disco e traseiro a disco, com ABS

PNEUS: Dianteiro 110/90-19 e traseiro 130/80-17

DIMENSÕES: 2.185 mm de comprimento, 905 mm de largura, 1.160 mm de altura e 1.520 mm de entre-eixos

PESO: 175 kg

TANQUE: 17,4 litros

publicado por motite às 04:05
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39 comentários:
De Diomar Rockenbach a 3 de Julho de 2010 às 12:55
É tite , eu já desconfio por essa moto ser montada pela Dafra . Eu estava pensando já no comentário enquanto lia, iria falar que diversas motos da dafra dão problema com chicote elétrico . Já vi no fórum do motonline a interminável batalha que o pessoal que comprou dafra tem com pós venda por problemas de montagem; a moto começa a soltar algumas peças, problemas de chicote.

Por mais que tenha supervisão da BMW como tu disse, nesse modelo de teste tu já encontrou dois problemas. Um com o chicote, e um com o botão do ABS.

Bom, EU não confio.
De motite a 3 de Julho de 2010 às 14:55
Cá pra nós, Dio, eu também não!!!
De Mateus a 4 de Julho de 2010 às 02:13
Tite, faltou vc dizer que ela tem o tanque falso assim como a ponteira de escape esquerda. O tanque tudo bem, mas é o CÚMULO engenheiros (será) não acharem outra solução e colocar uma ponteira falsa para "realçar" a moto. Sinceramente, sempre gostei de BMW, mas essa me decepcionou!
De motite a 5 de Julho de 2010 às 00:07
Mateus, esse texto é uma rapidinha, o teste completo está no site Best Cars Web Site. Esta ponteira falsa é o catalasidor, uma solução bem melhor do que meter uma marmita gigante sob o quadro.
De Murilo M a 3 de Setembro de 2010 às 00:57
A ponteira não é "falsa", é o catalizador. Deste 1997(acho que foi a primeira) enquanto a XTE600 poluia que uma beleza, ela já contribuía com os nossos pumões. Neste quesito: nota 10.
De arnaldo s. schver a 4 de Julho de 2010 às 02:24
TITE e voce sabe que a APRILIA PEGASO que é a irmã da 650GS hoje é montada com o motor da YAMAHA 660 na Italia
De motite a 5 de Julho de 2010 às 00:13
Putz, essa eu não sabia, quer dizer que até a Aprilia admitiu que o motor não era lá essas coisas? Mas acho que tem alguma coisa de ponta-cabela nesta informação, porque o motor da Yamaha XT 660 não é feito pela Yamaha, ele é italiano... sempre foi! Só não lembro se é Aprilia, Gilera ou outra marca, confesso que não lembro, mas nos primeiros testes da XT 660 nós escrevemos a origem do motor. Só sei que não é japonês.
De arnaldo s schver a 5 de Julho de 2010 às 02:35
Caracas, então não entendo mais nada - pelo que sei não é mais rotax e sim da yamaha 660 mas não sabia que não era a yamaha que fabricava, vou tentar obter mais informações -
De Marcelo a 5 de Julho de 2010 às 10:32
O motor da 660 é Minarelli -http://www.minarelli.com/
De STuma a 4 de Julho de 2010 às 16:56
Não adianta só falar mal, certo?
Eu tenho uma F650GS Dakar, ano 2004, está com 30.000km e acho que ela é espetacular. Não tem vibração excessiva, é muito econômica (nunca fiz abaixo de 23 km/l), confortável, ABS, manopla aquecida, e seguro baixo. Na cidade, passa muito bem nos corredores. A ponteira falsa de escap poderia ter sido melhor resolvida, eu concordo. Mas ali se encontra o catalisador. Estão vendendo muito, e se for assim ruim, logo o mercado mostrará.
De The Crow a 4 de Julho de 2010 às 21:39
...nada contra BMW, mas o que da pra perceber é que a grande maioria dos donos dessas motos "SE ACHAM A ULTIMA BOLACHA DO PACOTE"... e defendem até quando uma merda é vendida com o selinho BMW.

Mas o fato é que é uma moto cara, antiga, praticamente basica (ABS vagabundo não conta) e que só vai servir pra mostrar pros outros e dizer: Tenho uma BMW... fico com a XT660 que tem como unico defeito ser da YAMAHA...
De Murilo M a 3 de Setembro de 2010 às 01:10
Não acho cara, pelo contrario, acho barata comparada com a 660. Explico: vamos comparar igualmente? Então vamos lá: Coloca um ABS na 660, coloca um bagageiro(original, não paralelo de 200 pilas), coloca cavalete(imagina um original Yamula qto seria, pelo menos uns 600 paus), coloca contagiros, bolha mais alta, coloca uma balança de aluminio(acho que é de aluminio, isso?), coloca suspensão regulável (íiichi quanto seria!!!), coloca garantia de 2 anos, coloca service assistence pra te resgatar a qq lugar durante a garantia, tem mais mais esqueci agora....soma aí pra ver quanto custa esta nova 660 agora igualmente equipada!!!!!!! Quer um chute? Deixo para a imaginação de vcs....
.....Pode ser ao contrario também: Uma G650 sem nada disso e pelada igual a 660, quanto seria? Uns 22/23 ? ......
...Por este angulo, que é mais caro?
De Murilo M a 3 de Setembro de 2010 às 01:16
Mais um detalhe...o ABS não é vagabundo, é o mesmo sistema da R1200GS, também é desligavel para a terra! ..... O unico ABS que é acima de qq suspeita é o da XRE, e lembro aos Yamarrentos, é Honda !!!! ... Gosto de comparação justa, falamos de moto! Religião é em outro site.
De The Crow a 3 de Setembro de 2010 às 20:39
...cara o ABS é uma bomba!!! a um tempo atrás o Tite relatou que o ABS não era legal na BMW (independente de modelo), esses dias andei em uma e provei a mim mesmo (não tinha acreditado que uma moto tão boa vinha com um ABS tão vagabundo) que o ABS era uma bosta.

Agora vejo mais pelo olhar critico do que pelo gosto por BMW... fico com a XT660 e peço a Deus que chegue a Tenere... e não gosto de moto que só tenha "garantias" disso e daquilo... vou esperar a recepção do mercado, depois vejo se compensa ou não comprar uma.

PS.: Você podia ensinar aos amantes de Fusca que tem por aqui a conversar sem ridicularizar a pessoa, teu comentario foi muito bom.
De Murilo M a 8 de Setembro de 2010 às 01:04
Esqueci de dizer na comparação que todas as BMs tem o freio aeroquip. Mais essa na lista de acessorios.

Bom, tive uma 660 por 3 anos, umas das motos q mais curti, potente e disposta. Passei pela DL e agora estou de GS1200. Cada moto é uma e todas tem suas vantagens e nenhuma no meu entendimento é ruim. Mas, como escrevi, não acho a G650 cara comparada com a 660, pelos motivos relatados acima.. Sobre o ABS, é a primeira moto com ABS que tive, somado com a suspensão e aeroquip: Que freio ! Tocou, prendeu ! Maravilhoso o freio da 1200. Na terra, com ando na calma, nem desligo. Colegas de XT, andou nela e a primeira coisa quando chegam do rolesinho, falam: Que freio! ..E não tem lógica ser ruim uma moto(freio) de tantos anos de mercado, tanto a 1200 como a mono 650, teriamos muitas reclamações a respeito caso fosse um fato! ... Acho que a moto que vc andou estava com freio ruim ! Tente em outra assim que puder !

Vlw,
MM
-
De Murilo M a 8 de Setembro de 2010 às 01:16
Deculpe se fui enfático nas mensagens anteriores. Acabei passando uma impressão de discussão ou defesa. Nada disso! ok? .. É pq moto pra mim é tecnico e não religiao. Se a Suzi tem um modelo bom, ótimo. Se for Honda ou Yamula, ou BM, mesma coisa. Acho dificil uma marca ter apenas modelos ruins ou bons. Prefiro analisar os produtos individualmente.

Vlw,
MM
De motite a 5 de Julho de 2010 às 00:10
Ué, Tuma? E eu não mencionei que a moto faz 24 km/litro, que é confortável, etc... Acho que vc que só leu as partes ruins...

aliás, a DAKAR é BEM diferente da G 650GS. Eu sou especialista em moto, não sou apenas um usuário. Não me confunda...

Ah, e eu também tenho uma BMW e não acho em nada melhor do que as japonesas...
De Stuma a 5 de Julho de 2010 às 12:57
Concordo, a Dakar é outra moto, porém o motor é o mesmo, não?? O fato do tamanho da borboleta da injeção ter mudado implica em alguma mudança significante no desempenho e consumo da moto??
Na minha opinião, se essa moto fosso um mico realmente, não venderia tanto. Os XTzeiros falam do problema do chicote, mas não falam da ECU da XT por quê??? O fato é que se fosse uma moto ruim, depois de tanto tempo, já teriam queimado tanto esse modelo que não venderiam mais nada. Entretanto, ela continua aí, e vendendo! Quem tem XT deveria até ficar contente, pois é provável que a Yamaha faça um up na XT pra abocanhar o público que tá indo pra BMW...
No mais, quando a gente fala que a mulher é linda, mas tem mau hálito, o que fica marcado é o "mau hálito".rsrsrsrs
Valeu!!
De Diomar Rockenbach a 5 de Julho de 2010 às 15:12
Se a boca de cima tem mau hálito, beija só a de baixo, e vice-versa. Hehehehehe
De motite a 5 de Julho de 2010 às 17:30
STuma
Sem querer polemizar, uma moto "estar aí vendendo" não é argumento para qualificá-la como boa ou ruim. Certamente tem muita coisa ruim sendo vendida (veja o novo Agile) e as pessoas compram.

Venda nunca foi sinônimo de qualidade, mas de aceitação. No Nordeste vendem-se dezenas de milhares de marchas chinesas de qualidade inferior, mas quem compra geralmente não conhecem outros produtos.

E quando testo uma moto eu me concentro NESTA moto. Se a ECU da XT dá problema essa é uma informação que procede no teste da XT. Eu não fiz um comparativo, mas se fizesse continuaria afirmando que a XT 660 é uma opção melhor do que a BMW G 650 GS. E olha que já rodei muito com as duas... Como expliquei antes, não sou um analisador de ficha técnica, eu passo dias com a moto antes de escrever.
De STuma a 5 de Julho de 2010 às 23:08
Tite, confio muito na sua avaliação.
O que me faz contestar algumas afirmações é o fato de eu montar numa tranqueira dessas todos os dias e estar completamente satisfeito com a moto...
Outra coisa é que, pra quem mora em São Paulo, acho importantíssimo levar em conta o fato "seguro" na hora de dizer se a moto vale o que cobram.
E ver os felizes proprietários de XT virem "buzinar" que essa moto é "qualquer merda" como disseram aí é pra rir...
Adoro a XT e nunca tive nada contra ela, que nunca me fez mal nenhum, mas prefiro andar tranquilo...

De Tiago a 6 de Julho de 2010 às 14:05
Bom, eu gostaria muito de ter uma "merda" dessas, mas o que não se pode levar em conta neste caso específico de discussão é o valor sentimental.
Por exemplo: o Crow não gosta da Yamaha, ou seja, isso não quer dizer que a Yamaha seja ruim (talvez seja, sei lá), quer dizer que pra ele não foi boa e por isso ele não gosta. Da mesma forma pra vc essa BMW é boa, pois vc gosta dela, mas isso tb não quer dizer que ela realmente seja boa.
Quando o Tite faz suas avaliações ele tenta ser imparcial, mas sempre dá um pitaco pessoal, o que é muito legal, pois não tem o rabo preso com a marca. Neste caso é mais legal ainda, pois ele tem uma dessas, e ainda assim foi imparcial.
Então deixem de falar mal das marcas ou modelos apenas por gosto pessoal e façam como o Tite, avaliem o produto pelo que ele é.
Falei bonito...
hauiahiuahiuhauiuai
De The Crow a 6 de Julho de 2010 às 18:40
...vc entendeu mal, na verdade eu gosto da YAMAHA, eu não gosto é das concessionarias e do atendimento, de moto ela é otima...

Mas quando compro uma moto eu me utlilizo da minha opinião que consiste em: QUALIDADE DO BEM, UTILIDADE DO BEM, VALOR DE MANUTENÇÃO, PÓS VENDA E PREÇO.

Utilizo estes quesitos pra dizer se é bom ou não... essa BMW falha apenas em 3 quesitos (qualidade, valor manutenção e preço) ou seja 3 de 5... por isso não compraria.

A GS1200 ganha nos cincos quesitos... a GS800 ganha em 6 (se tivesse 6)
De The Crow a 6 de Julho de 2010 às 12:25
...ainda fico com a XT 660 (que tem como unico defeito ser da YAMAHA).

Acho que pra entrar no mundo da BMW, vc tem ter cacife pra comprar algo bom que realmente defenda o nome BMW, e não comprar uma moto bobinha só pra dizer que tem.
De Edson a 5 de Julho de 2010 às 15:44
Muita sinceridade é o que se percebe neste "teste" da BMW. Bom para quem pensa em adquirim um "trem" desse.
Se fosse mais barata... mas pelo visto o peso da marca é o componente que pesa no preço.
Como o que gosto é do vento e da liberdade... até bike de quinhentos contos pode me remeter à felicidade.
Muito boa esta e as demais avaliações.
De The Crow a 6 de Julho de 2010 às 12:33
APOIADO!!!

...e como disse no primeiro comentario:

"os caras que tem BMW desendem até defeitos que a moto tem".

Se comprou uma esta feliz... então seja feliz!!!!
Minha primeira moto eu fui na labia do vendedor (da YAMAHA claro) e comprei uma 125cc que andava menos que uma BIZ e não tinha uma assistencia descente, passei raiva e cai fora... da concessionaria, da marca (que sequer respondeu maus i-mails) e de uma coisa chamada "garantia" que na ultima moto que comprei mandei o vendedor enfiar no rabo dele...garantia o caramba eu quero um produto de qualidade.

O foda é que tive (na epoca) que comprar uma moto um pouco mais cara, mais antiga... mas que não quebra, tem manutenção barata e qualquer canto conserta (se vc tiver arame e um alicate vc até faz o motor dela rsrsrss)...

ps.: não comprei CG e sim uma TWISTER (CG de luxo... sem luxo)
De Jonas a 8 de Julho de 2010 às 03:13
a altura do solo dessa moto ja eh pouca, com esse descanso lateral ridiculo e mal projetado fica menor ainda.
que saudade das velhas XT600 e DR650.. trails de verdade!
De phil a 10 de Julho de 2010 às 02:12
Tite, tenho uma carta de credito de uma shadow ja sorteada e estou na duvida, espero a tenere ou compro a gs. Se as duas estivessem disponiveis no mercado agora e voce quisesse uma moto para longas viagens, compraria qual ?
De motite a 11 de Julho de 2010 às 16:22
Nenhuma das duas: não sei nada da Ténéré nova e a GS 1200 acho um trambolho. Escolheria a F 800GS mesmo!
De phil a 11 de Julho de 2010 às 21:40
Eu tb escolheria a f800gs Tite mas como não tenho 58.000 reais, estou me concentrando em uma moto na faixa dos 30, essa era a pergunta !
De Leonardo a 16 de Julho de 2010 às 19:17
Tite,

Acabei de comprar um BMW G 650 GS. Não estou satisfeito com a moto. Li todos os testes que foram publicados e, ainda assim, errei na compra. A BMW não tem toda a tecnologia que alardeia. Lendo o Manual da moto descobri que ela ainda usa bateria com ÁGUA, que deve ser reposta a cada três meses!!! Pior ainda, para a manutenção da bateria deve-se desmontar toda a carenagem que a cobre, inclusive os piscas, e retirá-la. O motor, além de vibrar em excesso, esquenta a perna direita em demasia. Chega a incomodar bastante. O chicote elétrico também é mal feito. Basta tirar o banco e olhar como uma proteção de borracha foi rasgada para a passagem de um conjunto de fios. Não acreditando no manual liguei para a concessionária. Aí me confirmaram tudo, e ainda disseram que a manutenção da bateria, por ser difícil, é feita na oficina de ano em ano, apesar de o manual mandar pôr áqua a cada 3 meses. O que você acha disso? Um BMW que usa bateria de 20 anos atrás. Esta BMW vai ser a minha moto de entrada e de saída da marca. Vou voltar para as japonesas.
De Douglas a 18 de Julho de 2010 às 22:39
Ola,
estou interessado na moto,qual a cor e por quanto voce vai vender?
Obrigado,
Douglas
De Douglas a 21 de Julho de 2010 às 23:08
Caro Leonardo,
continuo interessado na aquisição da moto,voce poderia enviar maiores detalhes da mesma?
Preço,cor,quilometragem,se esta quitada,etc
Tite ,desculpas por usar o espaço para este tipo de transação.
e-mail:dncalderon@ig.com.br

Obrigado,

Douglas
De Leonardo a 22 de Julho de 2010 às 02:18
Douglas,

A moto tem exatamente os problemas que narrei. Contudo, não estou pensando em vendê-la agora. Isto porque não sei que outra moto comprar. A própria loja já me ofereceu 27 mil. Eu acho que a intenção deles é vendê-la pelo preço da nova, pois a fila de espera é grande.

Obrigado
De Douglas a 23 de Julho de 2010 às 00:09
Obrigado
De motite a 3 de Setembro de 2010 às 23:20
OOOOOOOOOOOoooooooooooo vcs ficaram loucos??? Se alguém vender moto por aqui eu quero minha comissão!!!

Ae, ninguém se lembra de quando é o projeto desta BMW G 650GS??? É de 1994!!!!!!!!! esse projeto é velho pacas, mas pra vender no Lisarb tá bom...
De motite a 3 de Setembro de 2010 às 23:21
Então, Léo, essa moto é de 1994, quando as baterias eram assim mesmo. Espera passar a garantia e troca por uma selada!
De Anónimo a 29 de Abril de 2019 às 13:42
Bom dia.
Vivo em Portugal, no norte de Portugal, nem sei se este meu comentário vai ser lido. O projeto desta BMW com moto mono data de 1994 e foi continuado na linha de montagem da Aprilia em Itália, paralelamente com a Aprilia Pégaso 650.Nessa Mota BMW quase tudo tem origem em Itália exceto o desenho que foi encomendado a um gabinete independente na Inglaterra, a eletrônica tem origem japonesa, assim como os carburadores e o motor que tem origem na Rotax na Áustria e desenvolvido em parceria com Aprilia. Motor similar Aprilia Pégaso mas com a parte superior do mesmo que teve que ter o dedo da BMW, nomeadamente com 4 válvulas em vez de 5 da Pégaso. Toda a montagem foi feita em Itália. Na minha opinião um belo motor numa grande moto que na Europa salvou a BMW de muitas dificuldades.
Depois de 2000 a moto não mais foi feita com esse motor montado na Rotax e a parceria com Aprilia. Mas essa são outras histórias
leofranco.vero@gmail.com

De motite a 29 de Abril de 2019 às 20:17
Oi Léo, obrigado pelo seu tempo dedicado a esse texto de 2010!
Sinto um pouco de inveja de quem se mudou pra Portugal, adoraria viver aí, quem sabe um dia...
Sabe de uma curiosidade? Em 2016 em comprei a última geração da G 650GS, linda amarela. Adorava a moto, mas aqui em SP estão matando motociclistas donos de BMW e eu acabei trocando por uma Triumph Bonneville ST 900.
Uma boa motoca, mas coisa de velho...
Obrigado mais uma vez
Abraço

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