Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Com que roda eu (não) vou?

(ah, se eu tivesse R$ 189.000 na conta corrente... Foto:Tite)

 

Já que estou nessa missão de escolher um novo carro (ou picape), chegou a vez de avaliar o Audi A5 Sportback, que obviamente não comprarei. Mas pelo menos já sei como é ser classe média remediada.

 

Dois litros família

 

O Audi A5 Sportback é um cupê com desempenho de esportivo graças ao motor 2.0 turbo

 

Qual sensação pode provocar fazer uma curva a 200 km/h? Medo, insegurança, pânico ou prazer? Se for atrás do volante do novo Audi A5 Sportback em princípio a sensação é de curiosidade (“será que vai dar certo?”), seguido de absoluto prazer ao descobrir que um veículo com todo aspecto de “família” e com uma grande distância entre-eixos (2.810 mm) é capaz de oferecer estabilidade de um esportivo.

 

Ao apresentar esse modelo, o presidente da Audi do Brasil, Paulo Kakinoff, fez uma descrição se encaixa perfeitamente: “trata-se de um carro três em um, porque tem a elegância de um cupê, conforto de sedã e praticidade de station-wagon”. A definição cai uma luva, porque realmente o espaço interno é de um sedã, apesar da carroceria hatch. Para conseguir um bom espaço no banco traseiro, esse A5 tem uma grande distância entre-eixos, permitindo uma boa divisão entre as portas dianteiras e traseiras da ordem de 60% e 40% respectivamente. Kakinoff em pessoa serviu como modelo e com 1,80 m de altura entrou e saiu várias vezes do banco traseiro sem bater a cabeça na forração interna.

 

Acrescentaria ainda uma quarta característica: esportividade e é aqui que o teste revelou algo surpreendente. Como e possível um motor 2.0 oferecer 214 cavalos? Entre outras coisas, a eficiência vem do sistema de injeção direta na câmara de combustão e do turbocompressor, além do comando de válvulas variável. Os números impressionam: aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e velocidade máxima de 234 km/h. Tudo isso com consumo reduzido para esse padrão de desempenho, variando de 11 a 17 km/litro. Parece que a Audi colocou em prática um exercício de engenharia que parte da premissa dos motores pequenos de grande eficiência.

 

Como era de se esperar de um carro de R$ 189.000 o interior é impecável, com forração de couro até no volante. É muito fácil encontrar uma posição de pilotagem, porque tem regulagem de altura, distância e inclinação do banco e o volante também sobe, desce, aproxima e afasta do motorista.

 

O câmbio automático com oito velocidades é o grande responsável pelas respostas absurdas ao comando do acelerador, tanto na aceleração quanto nas retomadas de velocidade. O motorista pode optar pela posição totalmente automática, semi-automática, com as trocas manuais ou o modo esportivo, quando as trocas são feitas em rotação mais elevada. A opção semi-automática é apenas para dar ao motorista a sensação de escolher as marchas, mas se pisar fundo o câmbio muda de marcha sozinho antes de chegar no limitador. Sinceramente, apesar de presente na maioria dos carros atuais é uma opção totalmente dispensável.

 

O melhor do teste veio em uma sequência de curvas em alta velocidade. Toda eletrônica trabalha para manter o carro na trajetória por meio do bloqueio eletrônico do diferencial. E ainda conta com o sistema de tração integral, que faz o A5 praticamente grudar no asfalto, sem ameaçar derrapar nenhuma roda. É uma experiência realmente emocionante!

 

A título de curiosidade, esse Audi conta com o sistema de recuperação de energia, semelhante ao kers usado nos Fórmula 1 até o ano passado. Mas na F1 esse sistema armazenava energia em um acumulador e depois entregava em forma de potência. No A5 ele serve para reduzir a carga do gerador, funcionando como um conversor de energia elétrica. O benefício é trabalhar com um alternador menor e mais “solto”, resultando em menos esforço do motor. E quanto menos esforço o motor faz para mover seus periféricos, mais potência sobra para o motorista desfrutar.

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publicado por motite às 21:38
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6 comentários:
De Luciano a 11 de Maio de 2010 às 13:40
Já pensou num Fiat Ideia 2011 (com motor Tritec) e uma carretinha? Aliás, esse Tritec (ou E-torq) 1.6 vai vir para a Pickup Strada? Uma Strada Cab simples com motor 1.6 seria interessantíssima.
De motite a 11 de Maio de 2010 às 21:51
Depois deste final de semana eu não quero nem ouvir falar em carreta: a merda não aguenta duas motos grandes e fica balançando mais que minhoca em calçada quente.
De Angelo a 11 de Maio de 2010 às 14:42
17km/l ? Só na teoria né ! E com gasolina europeia, em estradas europeias, uma velocidade ridicula em ultima marcha, sem peso no carro, ......
De Andreas a 11 de Maio de 2010 às 15:27
Sonho de consumo hein...

Realmente, concordo com o Angelo. Para chegar nesses valores, tudo foi controlado ao máximo, não é uso comum certo?

E aí Tite, quanto a uma pick-up (usada) cabine dupla com caçamba comprida, tem alguma coisa barata? Não me importo se pule que nem cabrita...hahahaha

Tropa senior do grupo escoteiro Bororós - visite:
http://thomasbreslau.wordpress.com/
De motite a 11 de Maio de 2010 às 21:50
Angelito, agora existe uma norma NBR para divulgar consumo. As montadoras são obrigadas a fazer um teste padrão aqui mesmo em Lisarb.
De Tiago a 11 de Maio de 2010 às 19:06
Tite... aproveitando esses testes... seria uma boa se vc conseguisse a nova Fazer p vc testar, já que nos tempos de Motonline vc realizou um teste na antiga fazer.

abraço

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