Sexta-feira, 19 de Março de 2010

O marginal sou eu

(Hey, você aí! Não pode mais morrer na 23 de Maio, só na Vergueiro! foto: Tite)

 

A população brasileira tem cerca de 18% de indivíduos negros e mulatos, os chamados “afro-descendentes”. Já entre a população carcerária essa média é de 50%, o que pode nos levar à conclusão que os indivíduos desta etnia são mais potencialmente perigosos e propensos ao crime do que os das outras etnias. E mais, com base nestes números poderíamos até sugerir a castração ou proibição de procriação destes indivíduos negros e mulatos. Pois os números* estão aí e refletem uma verdade insofismável.

A esta altura você aí do outro lado do monitor já está se preparando para escrever uma mensagem me chamando de preconceituoso, nojento, branquelo de m***, reacionário, louco e outros adjetivos menos publicáveis.

Pois foi com este raciocínio simplista e manipulado que a Secretaria de Transporte de São Paulo determinou a proibição do trânsito de motos nas vias expressas da Marginal Tietê e parte da avenida 23 de Maio. O secretário Alexandre de Moraes alega que a medida foi tomada com base em “critério técnico” (sic), a partir do elevado número de acidentes – muitos fatais – envolvendo motociclistas.

O erro técnico está exatamente aí: analisar os números! Como vimos no primeiro parágrafo, se analisarmos apenas os números teremos de mandar castrar toda a população afro-descendente brasileira. Números, meu caro leitor motítico, nunca foi um indicativo inteligente para tomar qualquer medida.

Já lá no comecinho do século 19 criou-se a teoria do “homem-lombrosiano”, segundo a qual as pessoas tinham um biótipo criminoso. Pelo comprimento do queixo, largura da cabeça etc poder-se-ia classificar uma pessoa como potencialmente criminosa, pois esse era o biótipo dominante nas cadeias da época.

Portanto, analisar apenas número já se mostra uma burrice há quase 200 anos! Mesmo assim, em pleno século 21, na maior metrópole da América do Sul existe uma pessoa, com poder de tomar medidas administrativas apenas assinando um documento, que pensa exatamente como o italiano Cesare Lombroso, o doidão que elaborou a teoria lombrosiana. Na época deram crédito ao pirado porque ele era um conceituado médico e mostrou um estudo feito “com base em critérios técnicos” (parece que já li isso antes...).

Secretário e prefeito olharam um papel com números e tomaram as decisões baseadas em “critérios técnicos”. Portanto, gostaria de perguntar: “Sim, caras-pálidas, mais QUAIS são estes critérios?” Para obter a resposta que todos já sabemos: “os números”. Ohhh, fascistas travestidos de democratas!

Quem é marginal? – Cerca de 10 anos atrás escrevi um artigo no qual eu defendia a urgência na criação de uma equipe de peritos para analisar os acidentes de trânsito envolvendo motos. Naquela ocasião eu sugeria que fossem levantadas as causas contribuintes que levaram ao acidente, tais como: condição de conservação das motos, tempo de habilitação, carga horária diária até o momento do acidente, grau de escolaridade, tipo e estado de conservação dos equipamentos pessoais de segurança, tipo de veículo envolvido no acidente, dados do motorista, estado de conservação do veículo envolvido etc etc etc...

Obviamente que em caso de acidente com óbito ou inconsciência da vítima, algumas perguntas teriam de ser respondias por familiares ou levantadas pelos peritos. Para executar essa ação bastaria treinar a equipe de resgate que socorre as vítimas, a polícia de trânsito e demais agentes de trânsito. De posse destas respostas poder-se-ia então, com enorme grau de acerto, determinar AS CAUSAS contribuintes dos acidentes envolvendo motos.

Não sei se influenciada por este artigo ou não (afinal nunca me perguntaram nada), cerca de três anos atrás, a Abraciclo – associação que reúne alguns fabricantes de motos – convidou um perito japonês que veio ao Brasil se reunir com os agentes de trânsito para quê? Ensinar a periciar os acidentes, na tentativa de levantar as causas dos acidentes. Ou seja, aquilo que eu vinha pedindo há mais de uma década finalmente estava prestes a ser implantado (sem nenhuma citação à minha pessoa, claro).

Passados três anos dessa ação o que temos como conseqüência? A medida arbitrária e fascista de  proibir a circulação de motos em algumas vias. Parece que aquela iniciativa da Abraciclo teve o fim inglório do fundo da gaveta.

Srs Prefeito e Secretário, aprendam de uma vez: motociclistas não se acidentam sozinhos, não existe um portal  misterioso na avenida 23 de Maio, nem na Marginal que engole os motociclistas e os teletransporta para a UTI. Os motociclistas se acidentam com outros veículos como carro, ônibus e caminhões. Se não for feita uma cuidadosa perícia nunca saberemos se o acidente foi provocado por irresponsabilidade do motociclista ou imperícia do motorista. O que se tem atualmente são números!

Além disso, a medida proibitiva comete o mais injusto dos preconceitos: os bons motociclistas pagam pelos maus. Está errado! O correto é punir severamente os maus e beneficiar os bons. Eu rodo de moto diariamente na 23 de Maio desde 1976, quando fui estudar no centro da cidade. Nunca caí, nem quebrei nenhum espelho retrovisor, nem matei nenhum motociclista e nem morri (toc, toc, toc). Por que, srs administradores, eu serei equiparado a um motoboy irresponsável, semi-analfabeto, prepotente, arrogante e sociopata? Por que eu tenho de pagar pelo erro dos outros? Não seria mais justo eu ser beneficiado e  esses psicóticos motorizados serem punidos ou retirados de circulação?

Ah, mas isso custaria caro ao município porque exigiria investimentos em formação, contratação de peritos e agentes fiscalizadores, compra de radares, uma série de custos. A proibição é a forma mais econômica e fácil de resolver um problema difícil.

E eu não endosso o coro daqueles que pregam um motim nas urnas. Muito menos sou defensor corporativo dos motociclistas profissionais (moto-frete). Achei ingênua a declaração do presidente da Abram ao esbravejar nas rádios que “os motociclistas saberão responder essa medida nas urnas”. A ingenuidade vem do fato que para cada motociclista que boicotar uma candidatura terão 10 motoristas que apoiarão. Os motoristas celebrarão essa medida porque eles (e eu me incluo na lista) não agüentam mais a horda de criminosos motorizados que rodam como se o mundo vivesse em função da pressa deles.

Aí está o maior problema dos órgãos que pretendem “defender” os motociclistas: sempre que tentam proteger uma centena de bons e responsáveis acabam por beneficiar os milhares de cretinos que usam o ofício de motoboy porque são incapazes de fazer qualquer outra coisa na vida pela pura condição de sociopatas que são.

Se hoje a sociedade alimenta um ódio visceral aos motociclistas a maior responsabilidade está nos próprios motociclistas que c*** e andam para o resto da humanidade e querem resolver apenas o problema imediato. Por isso é preciso muito cuidado ao criticar ou aplaudir certas medidas restritivas.

Só estou tentando mostrar que decisões tomadas sem critério técnico efetivo podem prejudicar uma parcela pequena de bons cidadãos, por culpa e obra de uma maioria psicótica que não sabe (ou não quer) viver em sociedade.

Outra enorme parcela de responsabilidade cabe ao poder público que por mais de seis décadas entregou o Brasil às montadoras de automóveis, criando uma dependência tão grande que dá a impressão de que o Brasil estacionará se a indústria automobilística cair 1% que seja. Uma cidade do tamanho de São Paulo tem um transporte público caótico, antiquado, desconfortável e inviável porque por mais de 60 anos a prioridade sempre foi a venda de automóveis.

Por exemplo, neste elaborado “critério técnico” mencionado pelo Sr Proibição, Paulo Kassab (mistura de Paulo Maluf+Gilberto Kassab, porque proíbe, mas faz), não levou em conta que o trecho da 23 de Maio proibido para as motos foi acrescentada à força uma faixa de rolagem adicional para melhorar o fluxo de quê? Dos automóveis! Veja o mecanismo protecionista disfarçado: primeiro espremeram as faixas e fizeram os carros rodarem a poucos centímetros, sem deixar espaço para as motos. Como resultado os motociclistas se espremiam tanto que obviamente aumentou o número de ocorrências. Qual a solução? Voltas ao número de faixas de antes? Não, proibir a circulação de motos.

A Prefeitura de SP está se especializando em proibições. Em vez de organizar, normatizar e fiscalizar a publicidade externa, proíbe. Em vez de educar, segregar, restringir e fiscalizar a área de fumantes em locais públicos, proíbe. Em vez de educar, normatizar e fiscalizar a circulação de motocicletas, proíbe. Qual será a próxima proibição? E sabe qual será a conseqüência dessas medidas restritivas aos motociclistas? Os acidentes mudarão de endereço, mas não diminuirão, como querem os burocratas. O motoqueiro que morreria na 23 de Maio morrerá na av. Vergueiro. Porque o perigo não está na rua, está no comportamento do motoqueiro.

Alguém precisa iluminar a cabeça desses homens para mostrar que não adianta em nada proibir o trânsito de motos nas marginais, o que precisa urgentemente é proibir o trânsito de marginais nas motos!

* Esses números não são oficiais, pois nem o IBGE consegue determinar com rigor científico qual o grau de miscigenação da população brasileira, mas é um dado genericamente aceito. É um verdadeiro samba do afro-descentente mentalmente perturbado.

 

publicado por motite às 18:13
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35 comentários:
De Odil a 20 de Março de 2010 às 02:19
Olá Tite

Como já escrevi no Orkut:

O que dizer...?
Lamentável.

Mandei mensagem para o Sr. Heródoto Barbeiro e estou tentando promover algum debate ou fórum para discussão do tema "Motocicleta no trânsito", mas se não for por intermédio de alguma mídia de penetração e com a participação de autoridades, motociclistas de bom senso e representantes de segmentos profissionais, não vai adiantar nada.

Passou da hora de mostrar que as motocicletas vieram para ficar e ocupar o seu espaço no trânsito.

Lugar de motociclista não é no corredor e muito menos caído no chão.

Sem respeito e organização, não se chega a lugar nenhum.

Abs
De Alceni Santos a 20 de Março de 2010 às 16:27
Partindo desse mesmo estudo tecnico que eles fizeram para aprovar essa baboseira toda, ja com resultados positivos "garantidos", ou seja, menos acidentes, agora eles deveriam baixar o seguro DPVAT, que subiu tanto porque "havia" muitos acidentes.

Alceni C. Santos
Motorista de Ambulancia
e motociclista
De Maru a 20 de Março de 2010 às 18:09
O autor do texto está completamente equivocado. Sem a intenção de desrespeitar ninguém, vou dizer porque.

Você já ouviu falar de estatística? Ela serve sinalizar algo que se repete. Em SP, a estatística mostra que 3 motoqueiros morrem no trânsito por dia. Um na hora e dois no hospital. E isso já deve ter aumentado.

Em segundo lugar, corredor não é pista. Nem precisaria dizer mais nada a partir daqui porque tudo fora disso é ilegal. Mas vamos em frente.

Para circular, o motociclista paga proporcionalmente os impostos que lhe são devidos. Portanto, é seu DIREITO ocupar uma faixa de rolagem. O motociclista deve se comportar como um veículo qualquer. É errada a idéia de que moto foi feita pra chegar antes, cortar caminho. Moto é um veículo perigoso, não tem pára-choques. Ou tem, é o condutor.

Por isso precisa se comportar no trânsito de forma que seja possível aos demais veículos acompanhar seus movimentos. Entrar no ângulo morto do carro e querer ser visto pelo motorista? Onde foi que um motoqueiro desses tirou sua habilitação?

Eu viajei por países ricos como a Alemanha e pobres como a Indonésia. Nestes dois extremos, a convivência carro/moto é absolutamente pacífica. Isso acontece porque há lei e respeito à vida.

Aqui, temos a cultura do levar vantagem. É isso que predomina no universo do motoqueiro atual.

Eu tenho moto desde 1984. Naquela época o perigo era o mesmo, e ninguém precisava buzinar. Andei muito pela 23 de Maio em trânsito pesado, em baixo de chuva e NUNCA buzinei. Agora o cara não sabe pilotar sem tirar o maldito dedo da buzina. Isso vai criando um clima de agressividade no trânsito impossível de controlar. Isso sem falar das fechadas, da ousadia, e de trafegar muito acima da velocidade do fluxo.

Se formos apontar os culpados, são vários: uma economia porca que obriga as pessoas a se sujeitar a esse tipo de emprego, falta de campanhas educativas, impunidade, incentivo da cultura do "comigo ninguém pode" e por aí vai.

Você é um formador de opinião perigoso, saiba disso! Ao invés de pregar o entendimento, está aí inflamando seus pares. Não é assim que você vai ser respeitado.

Só pra finalizar: seus dados sobre a proporção de negros no Brasil estão errados. Temos 46% de pessoas da cor preta - é assim mesmo que o IBGE as define. E o nome do prefeito não é Paulo Kassab, é Gilberto Kassab.
De Gustavo Oliveira a 21 de Março de 2010 às 18:59
Ora, não é pq um motociclista assume o volante de um carro que ele toma uma postura mais ou menos louca no transito.... a realidade é bem simples existem bons e maus condutores (seja de moto ou carros) e por causa dos maus os bons são punidos... e tem mais este texto não esta pregando a impunidade aos maus, mais a punidade acertiva! ! !

Eis então a preocupação em definir as causas do acidente, como é que vc sabe se o culpado por uma queda foi o motociclista??? neste transito onde primeiro se muda de faixa para depois dar a seta! ! ! a verdade é bem simples e definida no seguinte ditado " a corrente se quebra no elo mais fraco", ou seja, não importa de quem seja a culpa por determinado acidente quem sempre vai se dar mal é o motociclista... isto é claro enquanto a cultura da proibição continuar reinando nas ruas... enquanto leis continuarem a ser criadas com base em dados parciais cuja a perspectiva não reflete nada além de uma pequena fração da realidade
De motite a 22 de Março de 2010 às 02:53
Esses números da população são genéricos, para exemplificar uma situação absurda. Mas se a população de negros é de 46% porque o Ministério da Educação criou o sistema de cotas "racial"? 4% são suficientes para considerar "minoria"

Na verdade eu cortei um pedaço do texto, que justificava o "Paulo Kassab", um prefeito que proíbe, mas faz!

Quanto ao resto, nem vou comentar...
De Gustavo a 22 de Março de 2010 às 07:17
Você é louco(a), Maru. Eu concordo quanto à parte quanto a criar um clima de agressividade injustificado. Todo mundo anda muito estressado, mesmo, e devia se acalmar. Mas sério: o resto do que você disse (moto ter que andar dentro da faixa, a estatística dos três motoqueiros, o perigo ser o mesmo desde 84 etc.) é só chavões recheados de baboseira que justificam a legislação opressiva sem resolver, em Português claro, porra nenhuma.
De alicio a 20 de Março de 2010 às 22:08
Grande Tite , a pouco mais de um mês te pedi opinião sobre a moto que estava comprando, uma B king. Pois bem comprei a moto e a duas semanas com exatos 500km rodados na moto, uma dona Maria me fechou jogando eu e minha namorada no chão. Graças a Deus estávamos bem equipados e os ferimentos foram minimos.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a postura da PRF e de todos que chegavam curiosos para ver o acidente. Sabe qual era a primeira pergunta de todos?
O que o motoqueiro aprontou agora?
Engraçado o simples fato de estar de moto me torna culpado por tudo de errado que acontece
De Flávio Vaz a 21 de Março de 2010 às 01:29
Atenção, a Av. Brasil (SP) teve mais uma faixa criada \"a força\", custando o estreitamento das mesmas. Assim, ficou mais apertado o corredor e aumentará o número de acidentes. Logo será proibido rodar de moto nela também. E vem mais por aí...
De Alexandre Zamariolli a 21 de Março de 2010 às 20:19
Tite,
Pra pensar na cama:
"Nenhuma grande cidade do mundo resolveu seu trânsito incentivando o uso de motos. É um veículo perigoso, individualista ao extremo, além de barulhento e poluente. E há motos demais em São Paulo. Em 2000, eram 348 mil. Hoje, já são 824 mil, mais do que o dobro."
(Fernando de Barros e Silva, "Ninjas Urbanos", Folha de S. Paulo, 19.03.2010.)
De Gustavo a 22 de Março de 2010 às 07:31
Como toda adjetivação, depende. Em comparação com o metrô ou a bicicleta, tudo certo. Em comparação com um carro, aí tudo errado. Quer mais perigoso que o carro, que protege o motorista e deixa ele relaxadão pra fazer todo tipo de barbaridade de dentro de um verdadeiro tanque? Um veículo tão ineficiente que dodecuplica a massa do condutor e geralmente é usado pra transportar uma pessoa só. É mais individualista usar um veículo de 120kg que cabe em qualquer cantinho ou uma Pajero gigantesca que ocupa um baita espaço? A moto é, por enquanto, o menor e mais eficiente veículo em termos de deslocamento individual instantâneo - pronto pra te levar aonde você quiser sem ficar dependente de ônibus ou metrô com suas linhas e horários preestabelecidos e nem sempre amigáveis - e enquanto isso for uma exigência social como é em São Paulo, ela vai existir. Quanto a poluição e à eficiência de combustível, variam de modelo pra modelo e entre faixas de cilindrada. E é só uma questão de empenho para que motos poluam menos que carros. Eu também adoraria ver a combustão externa extinta, mas e aí? O que é que você propõe? E, eu admito que não tão pertinente assim à discussão, mas mais como uma curiosidade: você tem ou anda de carro?
De Alexandre Zamariolli a 22 de Março de 2010 às 22:54
Gustavo,
Talvez eu não tenha me expressado adequadamente.
Não concordo com o que foi escrito na Folha. Dizer que a motocicleta é perigosa é como culpar a peixeira pelo assassinato na porta do boteco. TODO veículo pode ser seguro ou perigoso, dependendo principalmente do juízo de quem o dirige.
No que diz respeito à poluição das motos, os motores a injeção já começaram a chegar. Catalisadores são mais complicados, mas se até a CG Fan ganhou um...
Por fim, e para satisfazer sua curiosidade, tenho carro desde que me habilitei como motorista, em setembro de 1985, e moto desde quando habilitei-me como motociclista, dez anos depois.
Abraços.
De Alex-ctba a 22 de Março de 2010 às 13:04
Tite, parabéns pelo artigo, precisamos mesmo dar um jeito nessa praga urbana que se intitula moto-boy. Quanto às "toridades", temos um grande exemplo aqui em Curitiba, feito sem alarte. A Rua Mariano Torres foi, igualmente à 223 de maio, "espremida" para caber mais uma faixa de rolagem. Tiraram os estacionamentos e aumentaram uma faixa. O que mudou completamente meu modo de pilotar a moto neste trecho. Mas já vi de perto as consequências. Um local onde não se viam acidentes com motociclistas, em apenas duas semanas de "nova faixa" de rolagem, já vi três motoqueiros estendidos pelo chão...
De Tiago a 22 de Março de 2010 às 14:55
"não adianta em nada proibir o trânsito de motos nas marginais, o que precisa urgentemente é proibir o trânsito de marginais nas motos!"

PERFEITO!!!

Mas o Br. é um paisinho estranho mesmo. Pra que tanta lei? É para diminuir a criminalidade, ou, neste caso, o nº de acidentes...
Mas será que "eles" não sabem que quem é marginal não respeita leis? Adianta criar uma nova cada dia se quem não respeita qualquer tipo de regra vai respeitar uma ou duzentas leis?!
De Roberio a 23 de Março de 2010 às 02:00
E o meu IPVA e SEGURO OBRIGATÓRIO ? Alguém vai devolver o pedaço correspondente a parte da cidade que eu, não vou mais poder usar ??????????
De Gustavo a 23 de Março de 2010 às 22:19
Não devolveram o dos carros por causa do rodízio (que foi muito mais sacanagem e com um público muito maior).
De Rafael Fleming a 23 de Março de 2010 às 15:58
A gente sabe que este tipo de papagaida sempre vai sugir e são poucas as chaces de levar a melhor afinal contra os números não tem discussão (para nossos governantes). Mas para quem gosta/depende de moto, acho que o pior é ler os coméntários que são inseridos abaixo de noticias deste tipo, na Globo.com, tinha um festival de comentários do tipo: 'Viva, não teremos mais que ficar no transito por causa de um motoboy morto ocupando uma faixa...' Sem palavras para este tipo de animal urbano... Tite para a Presidencia...!!!!
Abração
De Eduardo a 24 de Março de 2010 às 00:43
Nos documentos emitidos por esta repúlica deveria constar:
Nacionalidade: otário
Votamos tal qual mulher de malandro, elegemos exploradores, vigaristas e semelhantes.
Aqui o trânsito também está chegando ao seu limite, fico indignado.
Mas deixa pra lá a copa vem aí, carnaval tbm, viva o "pão e circo"
Abraços

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