Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Anhanguera, 4 de abril, km 17

(Essa é a GSX-R 750, o que sobrou dela...)

 
Já vou avisando: estou num mau humor de espantar rothweiller! Passei uma semana inteira sendo bombardeado por notícias sobre o projeto que tentará – mais uma vez – proibir a circulação de motos nos corredores. Quando lembro nas ruas de Brasília, DF, sobretudo daquelas asas Norte, Sul, Esplanada e outra bacanices urbanas, imagino que motociclistas candangos não usem os corredores porque lá nem se sabe o que é isso. As ruas são largas, os carros têm espaço, tudo funciona na buenas! Mas em São Paulo, com 19 (D-E-Z-E-N-O-V-E) milhões de gentes e 6 (S-E-I-S) milhões de veículos proibir a circulação de motos nos corredores é uma piada. Esses salames eleitos pelo povo deveriam proibir a corrupção, a prevaricação, o desvio de recursos, a falta de professores, o mensalão, mensalinho e mensaleto, o nepotismo etc etc. Proibir a miséria social não aparece na mídia. O que dá Ipobe é proibir trânsito de motos nos corredores! Quer saber? Isso vai acabar em pizza. Entregue por um motoboy que, espero, venha pelo corredor porque não gosto de mussarela fria!
 
Falando em corredor, recebi as fotos do famoso acidente na Anhanguera. Meu chapa! Tinha uma Yamaha R1, uma Yamaha R6 e uma Suzuki GSX-R 750. Quando os salames pilotos saírem da UTI certamente aparecerão algemados dando entrevista com carinha de anjos barrocos, do tipo “estávamos no limite da estrada, a 90 km/h e fomos surpreendidos pelos policiais no meio da estrada!”. Querem apostar? E vai aparecer um adevogado engravatado afirmando que seus clientes foram tão vítimas porque os policiais não sinalizaram o veículo atravessado no meio da pista. Pára tudo!
 
A melhor coisa que um adevogado pode fazer numa hora dessas é proteger seus clientes de um linchamento. Se aquelas motos estavam a menos de 150 km/h eu coloco minhas bolas numa morsa e pode apertar. As fotos mostram um show de horror. A pancada foi tão violenta que um dos motociclistas foi encontrado a uns 30 metros do local, perto de um riacho. Faltou pouco para a vaca ir pro brejo. Testemunhas dizem que a turma do resgate só se deu conta que faltava um motociclista quando contaram seis motos e cinco estabacados. Imagina a cena:
 
- Ué! Tem mais moto que motociclista!
 
- Procura por aí, porque está faltando um...
 
- Ih, achei, ta ali no meio do mato!
(Ih, olha o motociclista ali!)
 
 
Quem tiver a coragem de defender esses três motociclistas estará passando um atestado de  burrice do mais alto escalão. Qualquer estagiário de Física sabe calcular massa x velocidade. Um corpo de 70 kg não voa por meios próprios, precisa ter uma força de arremesso. Basta verificar a distância que o corpo voou para saber qual a velocidade da moto. Além disso, um dos conta-giros travou a 10.000. É só descobrir em qual marcha a moto parou para desvendar a velocidade. Simples!
 
Muita gente me perguntou “o que leva alguém a correr desse jeito na estrada?”. Minha vontade é responder “Certamente porque tem pênis pequeno e precisa provar que é bom em alguma coisa”. Mas não pega bem a um profissional da minha estirpe usar esse tipo de analogia. Por isso, visto minha carapaça de especialista em pilotagem preventiva para elaborar um parecer técnico sobre o comportamento desse tipo de vilania do trânsito.
 
O começo
Hoje as motos esportivas chegaram a um ponto que não dá mais para conceber a liberação a pessoas com habilitação convencional. Uma 1000 esportiva chega a 200 cv (com auxílio do sistema de indução de ar) e pesa 170 kg. É um veículo de corrida! As motos de GP dos anos 80 tinham 180 cv e pesavam 140 kg.
 
O meio
O perfil do motociclista que compra uma moto esportiva é bem variado. Encontra-se desde aquele que apenas curte o aspecto visual, mas pilota de forma até conservadora; passa por alguns que gostam da emoção da velocidade como um hobby e participam regularmente de competições ou track-days e termina naqueles que têm uma necessidade vital de auto-afirmação. São esses que batem, morrem e matam.
 
Sobretudo na faixa entre 35 e 45 anos, quando ainda preservam algum vigor da juventude e que precisam mostrar ao mundo que efetivamente SÃO jovens. A característica mais marcante da adolescência é a onipotência, sentimento pelo qual o jovem acha que as coisas ruins só acontecem aos outros. Outro arquétipo da juventude é a prepotência. Como o próprio nome diz, é a pré-potência, ou seja, atribuir a si uma potência antes de tê-la, ou que nunca terá.
 
(O miolo da R6)
 
O coroa de 45 a 50 anos percebe que está entrando na parábola descendente no ponto de vista físico e precisa de algo que lhe devolva a sensação de poder. E a velocidade é o Viagra que faltava para levantar o astral. Para comprar um carro que chegue a 300 km/h é preciso desembolsar algo perto de R$ 400 mil. Já uma moto esportiva chega aos mesmos 300 km/h e custa menos de R$ 60 mil. É fácil perceber que a opção pela moto esportiva pode ser meramente econômica e não passional.
 
O fim
Um dos temas que mais martelo em aulas e palestras é a pré-visão, que nada mais é do que a capacidade de ver antecipadamente. Nenhum motociclista pode argumentar que não viu determinado obstáculo. Na verdade, ele não previu! A rodovia Anhanguera tem proteções centrais de concreto. Um muro com cerca de 1,5 metro que serve para impedir a invasão dos veículos que rodam no sentido contrário. Como qualquer criança sabe concreto não é transparente, logo impede a visão nas curvas. E a curva passa a ser o que tecnicamente chamamos de “curva-cega”.
 
Quando o técnico determina a velocidade máxima de 90 km/h para aquele trecho ele leva em conta o quanto de alcance visual o motorista pode contar. A 90 km/h um veículo percorre 25 metros por segundo. A 100 km/h uma moto esportiva é capaz de frear em cerca de 30 metros. Logo, está dentro do previsível para a estrada. Só que o motociclista pego de surpresa demora cerca de 1 segundo para começar a frear, é o chamado tempo de reação. São 25 metros para reagir e mais 30 para frear...
 
No entanto a matemática muda radicalmente quando a velocidade chega ao nível de 150 km/h. A essa velocidade a moto percorre 41 metros por segundo e necessita cerca de 70 metros para frear, o que dá um total de aproximadamente 110 metros entre reagir e frear! É mais de quatro vezes a distância pré-vista para aquele trecho.
 
O corretivo
Qualquer pessoa pode tirar brevê de avião. Basta fazer o curso, passar nos exames, fazer as horas/aulas e ser aprovado no vôo solo. Isso faz de qualquer pessoa adestrada um aviador. Porém, quem tem a licença para pilotar um avião pequeno monomotor nunca poderá subir em um Learjet 85 e sair voando. Apesar de ambos os aparelhos serem aviões e obedecerem as mesmas leis da Física e aerodinâmica, são máquinas absolutamente distintas no que se refere à complexidade de pilotagem.
 
O que defendo é a mesma distinção para motos. Não é admissível que alguém faça um adestramento ridículo, em ambiente fechado, com uma moto utilitária de 125cc e receba a licença para pilotar motos de 200 cavalos, que chegam a 320 km/h!
 
O burocrata prevaricador que perde o tempo e o dinheiro público criando leis que já existem teria uma aplicação muito mais sensata se legislasse a favor de um critério técnico na habilitação de motociclistas. Quanto maior e mais potente a moto, mais severas e complexas devem ser as exigências para habilitação. No meu tempo existia as carteiras 1, 2 e 3 para motos conforme a cilindrada. O que era facilmente manipulado, pois bastava usar no exame uma moto de 200cc com as mesmas dimensões de uma 125 para receber a patente máxima. Uma atitude ridícula e aceita pelos Detrans desse país do avesso.
 
O motociclista que pleiteia a habilitação para motos acima de 100 cv deveria passar por um rigoroso exame de habilidade e psicotécnico, da mesma forma que um piloto de avião comercial. É preciso provar equilíbrio emocional e habilidade para pilotar motos que superam a marca de 200 km/h, pois existem pessoas que simplesmente são incapazes de controlar este tipo de moto e estão por aí, ameaçando a sua segurança e a dos outros.
 
Enquanto isso, em Brasília, alguém acha que as motos não devem circular nos corredores!
publicado por motite às 01:47
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33 comentários:
De Paulo Ricardo a 17 de Abril de 2009 às 03:21
só esse trecho já resume o texto inteiro...
Um acidente grave, que mostra que ta tudo errado

"Enquanto isso, em Brasília, alguém acha que as motos não devem circular nos corredores!"

eeeee lisarB
De Octavio a 17 de Abril de 2009 às 04:52
Perfeito, Tite.
Assino embaixo.
Abs,
De Gustavo a 17 de Abril de 2009 às 05:54
Olha, tite, eu concordo contigo, até, em partes. Sem dúvida nenhuma restringir o acesso às motos maiores teria um resultado prático imediato e reduziria o número de acidentes. O que ainda me incomoda é que a gente seja obrigado a criar uma nova máfia de habilitações por causa de um bando de incompetentes.

Não quero ofender (se quisesse, chamaria de estúpidos, que acho que são), é só uma afirmação do óbvio: o cara não teve competência para pilotar a moto. Como não foi por causa de nenhuma fatalidade, mas por causa de um abuso deliberado proveniente de um erro de julgamento de proporções colossais, eu questiono a inteligência básica desse indivíduo. A física do colegial, o bom senso e cada fibra do seu corpo, se manifestando pelo medo, te avisam pra não conduzir uma moto em velocidades absurdas.

Do ponto de vista ideológico, eu tenho duas soluções, só. E nenhuma delas - eu já reconheço - é eficiente. Infelizmente, porque são justamente as que eu acho mais coerentes. A primeira delas é não fazer nada em termos de prevenção. Existem N placas gigantescas dizendo algo como "120km/h". A placa não é enfeite o o pobre rapaz não simplesmente deixou de notar que a moto passou dos 200. O vento sempre dá um jeito de te lembrar. Ele chegou a esse ponto completamente ciente de que é algo que não se deve fazer. De que há riscos enormes e além de seu controle. Nem o melhor piloto do mundo se livra de uma Blazer a setentinha quando está a 180km/h no meio de uma curva. É uma escolha entre chão e parede e no momento em que você tem que fazê-la, já se danou todo.

O problema desse raciocínio é que infelizmente as pessoas são umas antas e o quadro vai continuar exatamente como está hoje, causando transtorno pra centenas de outras pessoas que não têm nada a ver com as babaquices do energúmeno que é duplamente bípede, biológica e veicularmente, mas tem cabeça de quadrúpede.

Então eu sugeriria proibir motos esportivas. Em uma legislação de trânsito que não permite que se passe de 120 por hora, por que diabos alguém compraria uma CBR RR? Pelo conforto é que não é. Nem autonomia. Nem economia. É pra correr. E se for correr na estrada ou na cidade, vai fatalmente matar alguém. Então eu sugeriria que se aplicasse a essas motos mais ou menos o mesmo conceito de armas. Você pode até possuí-las, tendo uma licença. Mas o porte deveria ser regulamentadíssimo, raro e de obtenção proibitivamente difícil. Se quiser correr, que vá para um autódromo ou corra no seu próprio quintal. Se sair com a moto na rua, que seja aplicada a mesma pena que se aplica ao porte ilegal de arma de fogo.

Lógico que esse segundo cenário não é viável. As motos já existem, são reconhecidas como veículos de trânsito e tirar esse status de um bem que não só existe em grande número mas é possuído por gente abonada, seria um tiro no pé por parte do governo.

Mesmo com esses cenários claramente falhos por únicas alternativas, eu não acho que dividir a habilitação funcione muito bem. Em primeiro lugar porque nosso modelo de exame atual não funciona nem para ensinar alguém a andar de 125cc, onde se "treina". Então é bem provável que se faça o mesmo com as motos maiores, depois de um tempo. Além de que quem tem 60 mil pra uma moto, certamente tem mais milzinho pra molhar a mão do fiscal e não fazer exame nenhum. Mesmo que funcionasse, seria um tipo de contra-senso ensinar o cara a controlar a moto e a acelerar e depois não deixar ele fazer nada disso, de acordo com a legislação. A própria aula seria um incentivo.

Eu imagino que o pessoal do SpeedMaster, tiando um ou outro, saia abusando até menos. Mas a cabeça de quem procura um curso de pilotagem já é diferente da cabeça de um pangaré doidão. Esse não creio que vá ter aula que salve.

Talvez a criação de uma autobahn preparada para uns 230km/h aliviasse mais esses acidentes do que a imposição de leis. Aí quem quisesse correr teria onde fazê-lo, pelo menos, desafogando as pistas que claramente não estão preparadas para a auto-afirmação. Mas acho que antes de uma legítima autobahn aqui eu vou ver a volta de Jesus Cristo salvando cada um dos motoqueiros malucos na base do amor e do carinho. Ou seja: pouco provável.

Infelizmente eu concluo que, tentemos o que for, a gente vai ter que conviver com esses incidentes por um bom tempo.
De Tanaka a 17 de Abril de 2009 às 18:27
Então todos deveríamos andar de Gurgel 800 e Hunter 100!!! \o/ \o/ \o/ Pode ter o carro ou moto que for.

O que falta é LEI SEVERA e o CUMPRIMEITO das mesmas!
Só isso, mais nada. Assunto encerrado. Ponto final. Zéfini! Quando digo severa, é SEVERA MESMO! Daí o "será que acelero", "vou tomar todas e sair dirigindo" nem vai passar pela cabeça!!! hahaha

CHEGA DE IMPUNIDADE!!!

Putz... mas olha o pessoal que faz nossas leis! O pessoal que manda...

Mas não fomos nós que colocamos eles lá? Sim, fomos. Então é nossa culpa?

Ahh, sei lá! TITE, candidate-se a alguma coisa, votamos em você! O que acha? Tem vontade?

DOC TITE pra deputado federal!! Ou quer começar por estadual?

Vê aí o que acha melhor.

Abração.



De motite a 17 de Abril de 2009 às 19:18
Deus me livre, Tanaka, não tenho estômago pra política!

Nossas leis já são severas. Só que a severidade funciona só com os pobres, porque para ricos as leis são bem brandinhas...
De Paulo a 1 de Maio de 2009 às 23:40
Tite,
Tenho 50 anos e uma R1 2008. Concordo com você mas discordo das soluções. Acho que deveria ser obrigatório para se pilotar esportivas um treinamento especial bem como uma experiência anterior com motos de menor cilindrada. Deveria haver um controle ostensivo nas rodovias da velocidade. Algumas rodovias poderiam ter faixas especiais para alta velocidade como nas Autobahn alemãs. Ja andei em alta velocidade mas em trechos curtos e com total segurança.
De Francisco a 18 de Maio de 2009 às 13:02
Eu tambem estou na faixa dos cinquenta anos e possuo um Suzuki Hayabusa 2008 e sou motociclista a mais de trinta anos. Já tive vários modelos de motos, porém ultimamente optei pelas superesportivas, não pela velocidade e sim pela beleza e tecnologia. Não vou dizer que nunca acelerei ate o final do velocimetro, mas o fiz em uma estrada vazia e em uma reta de +- 15 KM, mas volto a dizer com total segurança, pois conheço esse tipo de moto e basicamente o que ela pode fazer.
De uma forma geral, ter uma superesportiva não indica que voce é louco desvairado por velocidade, mas sim um apaixonado pelo motociclismo.
De Edu Di Lascio a 17 de Abril de 2009 às 13:45
Só para me deter no tema dos corredores, mesmo liberados, o proceder dentro do corredores carece de um mínimo de informação e educação : não andar a velocidades insanas de mais de 80km /h com o trânsito parado, não pressionar a moto da frente ou não estourar o escapamento e nem acelerar que nem um idiota para exigir passagem.

De resto, sensacional o texto Tite , como sempre.

Abs

Edu
De Thiago a 17 de Abril de 2009 às 14:21
Aí Tite, não tem como vc se candidatar a um cargo publico não???? Todo mundo tá cansado dos mesmos idiotas no poder, precisamos de gente como vc, com idéias novas e com pouco risco de se contaminar por essa corja que domina nosso país
De motite a 17 de Abril de 2009 às 19:19
Nananininananão, cargo público, tô fora!
De patrick a 17 de Abril de 2009 às 14:37
Caro Tite , a questao da falta de preparo para acelerar , nao ocorre somente com motos esportivas , aqui em cachoeiro de itapemirin-es , aonde moro, deve ter uma media de 20 mortes por mes de motoqueiros ( nao sao motociclistas) todos eles em motos pequenas
o q tem de biz e cg com motor mexido nao é brincadeira , e sao uns caras loucos que cortam pela direita , em curva , te fecham no transito
incosequentes se encontram em qualquer lugar

o brasil so vai melhorar quando o povo aprender a utilizar o bom senso
De luidhi a 17 de Abril de 2009 às 16:21
Patrick,

Isso é educação. Ser "cachorro louco" como dizem, virou um estilo de vida. Já vi uma TW bater no corredor da Av. Rebouças a mais de 100 por hora. Sabe o que é isso, passar a 100 km/h em um corredor de carro parado? Imagina você sentado no banco do motorista de um carro pensando em mudar de faixa, vendo aquela moto distante. Em momento algum irá imaginar que a moto está a mais de 100 km/h, só quando ela estampar a sua traseira.

O que vejo todo dia de acidente no corredor da Rodovia Raposo Tavares é absurdo. E te digo: Se os motociclistas tivessem o mínimo de bom senso, ficaríamos meses sem acidentes.

O problema não está na proibição. Está na educação. Vejo o cachorro louco como uma cultura que só vai acabar quando mudar a geração. Infelizmente vamos ver muitas mortes ainda.

Ah, ando no corredor a 20 anos e nunca sofri um acidente no corredor. Proibição não resolve o problema, educação resolve.
De motite a 17 de Abril de 2009 às 19:25
Patrick!
Tenho uma proposta: eu vou a Cachoeiro ministrar uma palestra de segurança de motociclista se vcs me hospedarem e alimentarem por 3 dias pra eu escalar o complexo do Itabira. Fechado???
De PATRICK a 17 de Abril de 2009 às 20:08
sobre a questao da sua palestra eu e o attila estamos começando a desenvolvera a ideia , vamos começar a procurar patrocinio e locais

acho que agora em maio ja devemos ter uma definiçao de tudo
De André Coelho a 17 de Abril de 2009 às 15:17
Concordo com o Patrick, o que tá faltando é bom senso. E vou mais longe, a educação do indivíduo levou-nos todos a esse cenário atual. Essa lei dos corredores é estúpida mas tenho que admitir que, na primeira vez que peguei a minha moto e precisei atravessar São Paulo pelos corredores fiquei traumatizado. Os motoqueiros (não motociclistas) simplesmente não respeitam os limites alheios e forçam a passagem, seja buzinando, dando farol ou acelerando atrás de você. Adoro moto, já deixei diversos comentários a respeito de segurança, legislação e educação seja aqui ou em outros sites mas acho que vamos pagar o pato pela má educação da turma dos motoqueiros (me recuso a usar esse termo). Ah, por favor, visitem a página do Bom dia Brasil, vejam a matéria totalmente viciada do idiota Alexandre Garcia com um suposto especialista em segurança no trânsito, ridículo.
De André Coelho a 17 de Abril de 2009 às 15:22
Links:

http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1085460-16029,00-MOTOS+PROIBIDAS+DE+CIRCULAR+ENTRE+CARROS.html#frmPost

http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1085507-16020,00-MUDANCA+NO+CODIGO+DE+TRANSITO+PODE+PROIBIR+MOTOS+DE+CIRCULAR+ENTRE+CARROS.html

De The Crow a 17 de Abril de 2009 às 16:08
Tite, nota mil pro seu post cara, queria inclusive te pedir pra copia-lo, mas calma ai, não é pelo plagio não, é que fiz um texto semelhante mas ele foi recusado pela quantidade absurda de palavrões e a quantidade de nomes mandado a PQP, rsrsrsrs e pode deixar de lado sua teoria de "ruas, largas" aqui em BSB esta um porre as vias viu.

E digo mais, presumo ser o lugar com a mior quantidade de motoristas "retardados" do Brasil.

Pois bem, obrigado pelo post e espero que continue sempre conduzindo de forma exemplar este blog, que deveria ser leitura obrigatoria aos imbecis, cretinos, filhos de uma piiiiiii, babacas, otarios, filhos de uma ronca e fuça... epa chega, deculpa ai, que criam leis absurdas quando na verdade só deveriam melhorar a ficalização.

Falouuusss!!!
De Irineu a 17 de Abril de 2009 às 18:41
Parabéns pelo aniversário e parabéns pelo tapa com luva de pelica.

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