Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Patrocínio... 28 anos depois

(Patrocinador é bom, mas quem tem?)

 

Patrocínio: uma jóia rara

 
Aproxime-se de uma pessoa que não esteja diretamente ligada ao motociclismo e pergunte-lhe o nome de qualquer piloto brasileiro da atualidade. Ela certamente ficará muda, pensando, depois de falar o único nome que sabe: Alexandre Barros!
 
Essa é a verdade: o motociclismo brasileiro não tem mais seus grandes ídolos. Muitos dos campeões nacionais da temporada que passou continuam desconhecidos fo­ra das pistas – mas muita gente ainda se lembra de Adu Celso, Walter Tucano Barchi, Cláudio Girotto, Edmar Ferreira, Denísio Casarini e Jacaré.
 
Os ídolos desapareceram, e com eles sumiram muitos dos grandes patrocinadores, fechando um círculo vicioso terrível: sem ídolos e sem grandes corridas não há divulgação nem interesse do público; sem interesse do público, não há interesse publicitário; sem retorno promocio­nal, não há patrocinadores; sem pa­trocinadores, não há dinheiro para as equipes; sem dinheiro, não há boas corridas nem ídolos.
 
Em minha escola de pilotagem, há 11 anos tenho contato com jo­vens iniciantes. E Quase todos, depois de perguntar sobre como é o Curso, querem saber a mesma coisa: “Assim que eu terminar o curso, co­mo faço para ser contratado como piloto por uma equipe?” É a hora, então, de dar um sorriso amarelo e res­ponder que isso, tão normal em qualquer outra carreira, é apenas um sonho no motociclismo brasileiro.
 
Aqui, o normal, para quem começa, é o ''paitrocínio'' - ou seja, a pa­trocínio vindo dos bolsos de um pai rico, ou de amigos cujo interesse é apenas ajudar. O verdadeiro patrocínio - ou seja, de uma empresa que queira divulgar seu produto através das corridas - é jóia rara, nem sempre acessível.
 
A culpa? Bem, na verdade há vários motivos: provas mal organiza­das, calendários mal formulados, dirigentes relapsos, pouca divulgação, apoio governamental inexistente, pilotos que "queimam" verbas, ausên­cia de provas que reúnam diferentes marcas de motos. E outras.
 
Ao longo dos tempos, o motociclismo brasileiro regrediu. É preciso aproveitar o momento para reconstruir tudo com bases sólidas.
 
Então, teremos de volta as boas corridas, os ídolos e o público. E com eles as empresas que entenderão que investir publicitariamente no motociclismo pode ser um excelente negócio. Será um novo e saudável círculo vicioso: mais dinheiro, melhores corridas, mais divulgação, mais retorno publicitário. Como nos velhos tempos ...
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Texto escrito originalmente em março de 1981, pelo jornalista e professor de pilotagem Expedito Marazzi e publicado na revista Quatro Rodas. O texto original tratava de automobilismo, só fiz a adaptação para motociclismo. O incrível é ver que 28 anos depois ele continua tão atual que parece ter sido escrito ontem!

 

publicado por motite às 04:42
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De Paullo Ramos a 31 de Março de 2009 às 02:24
Caramba Tite, achei que realmente vc tinha escrito esse texto "Patrocinio ...28 anos depois" no dia de hoje. Mas acredito que público para assistir provas de motociclismo tem. O que falta mesmo é a TV aberta transmitir as corridas lá de fora, para que aqui dentro a coisa também ande. Eu não entendo nada de publicidade, mas num país que vende tanta motocicleta como o Brasil, bem que as montadoras poderiam criar uma ou duas categorias para revelar novos talento que devem estar por ai.
Se a F1 que é sem graça a TV aberta transmite, porque deixar o GP de motovelocidade de fora?
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