Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Nova Bros 150 com injeção eletrônica

Big Bros

 

(O Mineiríssimo Teo Mascarenhas domando a Bros 150 iE)

 

 

BIG BROSS 150 iE
 
O estilo ficou mais moderno, mas a principal novidade da nova Honda NXR 150 Bros está no motor com injeção eletrônica. O motor é o mesmo 150 OHC com injeção PGM-Fi que equipa a CG 150 Titan, movido apenas a gasolina. As grandes mudanças estão no conforto e estilo.
 
Em função da injeção eletrônica, a Bros também recebeu uma bomba de gasolina. Ao contrário da maioria das motos injetadas, essa bomba fica fora do tanque, colocada ao lado do monoamortecedor traseiro. Dessa forma a autonomia do tanque de 12 litros não foi prejudicada.
 
Com um novo desenho de farol, da carenagem e um novo bagageiro a Bros lembra um pouco a irmã maior, descontinuada, a Falcon 400. Alterações milimétricas na largura do banco e na posição do guidão deixaram a Bros mais fácil de ser pilotada por pessoas com menos de 1,70m – de olho no público feminino – e um pouco mais confortável. O destaque ficou por conta das novas laterais do tanque de gasolina que imitam entradas de ar de um virtual radiador, que não existe, claro, porque o motor é arrefecido a ar.
 
(Painel mais muderno, fashion e estiloso)
 
O projeto da Bros é original brasileiro, lançado em 2003. O departamento de pesquisa percebeu que muitos motociclistas que vivem nas zonas rurais, sem uma rua asfaltada sequer, usavam a CG 125 como meio de transporte, enfrentando todo tipo de terreno. Por isso a idéia de uma 150 mais versátil, com rodas e pneus próprios para fora-de-estrada, suspensões de curso longo e maior vão livre do solo parecia perfeita. Mas... vivemos em um país com consumidores realmente atípicos! Os moradores das zonas rurais sem vias asfaltadas continuaram a usar a CG 150 por motivos mais econômicos do que lógicos: além de ter uma liquidez imediata e maior valor de revenda, a manutenção da CG é bem mais barata. O pneu de uma CG custa a partir de R$ 35,00 enquanto o de uma Bros custa quase R$ 90,00! A mesma coisa com relação a outras peças como corrente, freios etc.
 
A outra surpresa veio na análise de quem então está comprando a Bros, já que ela é a mais vendida do seu segmento? Os moradores das cidades e o público feminino! Isso mesmo, a Bros é feita sob medida para quem mora em uma cidade grande como São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, com ruas esburacadas e trânsito carregado. Com a Bros pode-se passar pelas valetas e lombadas sem susto e como ela é alta consegue passar por cima dos espelhos retrovisores dos carros na hora de trafegar pelos congestionamentos. Ou seja, o pessoal do marketing da Honda atirou no que viu e acertou no que não viu, mas a caça deu um bom churrasco! Eu mesmo só rodo com motos de uso misto na cidade, por ser mais versátil e imune às condições de piso.
 
(Bagageiro inspirado na Varadero)
 
Curta e veloz
No rápido teste que fizemos na pista de teste da Honda em Manaus consegui perceber alguns detalhes curiosos. O primeiro deles é que a nova calibração da suspensão dianteira resultou em uma moto mais firme no começo do curso e mais “macia” no final do curso. Antes a Bros era muito “molenga” e a suspensão tinha dificuldade em manter a roda dianteira em contato com solo. Agora ela ficou mais confortável e a frente se mantém colada mesmo em piso bastante irregular.
 
A grande diferença para a concorrente Yamaha XTZ 125 sempre foi o motor mais forte, porque em termos de desenho a Yamaha apresentava um estilo mais moderno e esportivo. Agora essa concorrência está mais equilibrada, com o desenho da Bros mais atual. Ainda não entendo bem esse papo de adotar a roda dianteira de 19 polegadas. A Yamaha preferiu lançar uma XTX 125 com roda dianteira de 17 polegadas e estilo super-motard. Além da versão trail com roda de 21 polegadas. Só a Honda insiste nessa coisa de roda 19”. Entre os jornalistas criou-se até uma nova categoria no mercado para definir onde encaixar a Bros: moto ficou apelidada de nem-nem: nem trail, nem motard!
 
Para minha surpresa, na pista de teste a Bros foi um tiquinho mais rápida que a CG 150. Não serve como parâmetro, porque as condições de teste eram limitadas, mas é compreensível e aceitável, pois a Bros tem a relação secundária de transmissão (coroa+pinhão) mais “curta” do que a CG 150. Em uma reta pequena como a da pista de Manaus, a Bros consegue atingir a velocidade máxima mais cedo. Ela chegou a 125 km/h no velocímetro (calcule um erro médio de 10%), enquanto a CG 150 não passou dos 120 km/h. Há de se considerar que apesar de ter a relação secundária mais curta, como o perfil do pneu traseiro é maior a relação final (que inclui o perímetro do pneu) pode fica muito próxima à da CG que tem pneu traseiro mais baixo.
 
Um bom item de conforto e praticidade é o novo (e bem resolvido) bagageiro, com duas barras de apoio laterais. O desenho foi inspirado na gigantesca Honda XLV 1000 Varadero e posso afirmar que a turma da prancheta mandou muito bem. A peça já é preparada para receber um bauleto, o que reforça sua vocação urbana, com pequenas incursões pelas estradas.
 
(Feita para uso rural, mas pouca gente enfrenta tera)
 
O perfil de usuário da Bros é tão amplo e versátil quanto a moto. Pode ser desde um motociclista com espírito jovem e aventureiro, que gosta de dar umas escapadas no fora-de-estrada, sem muito compromisso com desempenho, passando por quem precisa trabalhar com frete mas não quer parecer um motoboy, até mulheres que se sentem mais seguras em motos mais altas. E como o banco de garupa é bem espaçoso, ainda serve como meio de transporte para quem precisa transportar alguém na garupa. É bem melhor roda na garupa de uma moto com suspensão monoamortecida do que em uma com dois amortecedores! 
 
A exemplo da CG 150, a Bros está com novo painel e conta com marcador de gasolina. Os preços e as cores estão na ficha técnica.
 
NXR 150 Bros 2009
Especificações Técnicas
 

Categoria
On-off road entry
Motor
OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada
149,2 cc
Potência Máxima
10,2 kW (13,8 cv) a 8.000 rpm
Torque Máximo
13,6 N.m (1,39 kgf.m) a 6.000 rpm
Diâmetro x Curso
57,3 X 57,84 mm
Sistema de Alimentação
Injeção Eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection)
Relação de Compressão
9,5 : 1
Ignição
Eletrônica
Bateria
12V – 4Ah (versão KS)
12V – 5Ah (versões ES e ESD)
Farol
32/32W
Sistema de Partida
Pedal (versão KS)
Elétrica (versões ES e ESD)
Tanque de Combustível
12 litros
Óleo do Motor
1,2 litro
Transmissão
5 velocidades
Embreagem
Multidisco em banho de óleo
Sistema de Lubrificação
Forçada, por bomba trocoidal
Suspensão Dianteira
Garfo telescópico com 180 mm de curso
Suspensão Traseira
Mono-shock com 148,6 mm de curso
Freio Dianteiro / Diâmetro
A tambor com 130 mm de diâmetro (versões KS e ES)
A disco com 240 mm de diâmetro (versão ESD)
Freio Traseiro / Diâmetro
A tambor com 110 mm de diâmetro
Pneu Dianteiro
90/90-19M/C 52P
Pneu Traseiro
110/90-17M/C 60P
Chassi
Berço semiduplo
Altura do Assento
852 mm
Distância Mínima do Solo
244 mm
Dimensões (C x L x A)
2.045 X 810 X 1.138 mm
Distância entre Eixos
1.353 mm
Peso Seco
116 kg (versão KS)
117 kg (versão ES)
118 kg (versão ESD)
Cores
Vermelha, amarela e preta
Preço público sugerido
R$ 7.590,00 (versão KS)
R$ 8.190,00 (versão ES)
R$ 8.690,00 (versão ESD)

 

Viagem a convite da Moto Honda da Amazônia

 
 
publicado por motite às 18:57
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11 comentários:
De douglas a 23 de Março de 2009 às 19:52
A moto é ótima, e agora ficou mais bonita. Só me recuso a pagar o que pedem por ela. Muita grana para uma 150, e as 250 estão logo ali...
De RobLeo a 23 de Março de 2009 às 20:10
Tinha pensado em fazer um UP da minha Intruder 125 para a nova Bros. Perguntei e o próprio Tite me disse que pra mim um real UP seria partir pra uma 250cc.


Com esse valor realmente...!!! :-(


Tá valendo pagar mais R$3000 e pegar uma 250cc trail ou motard!!! Eu acho...!!!
De Wilson a 23 de Março de 2009 às 21:13
Ficou bonita mesmo, para andar na cidade parece ser perfeita. Quem sabe em breve você consiga fazer um comparativo Bros vs. XTZ nos moldes daquele que você fez entre Tornado vs. Lander.

Abraços Tite!!!
De motite a 24 de Março de 2009 às 12:32
Wil, nem preciso fazer esse comparativo, as duas são tão diferentes que só mesmo um aficionado por Yamaha compraria uma XTZ 125 em vez da Bros 150.

Éssa escolha só se justifica se for pelo aspecto visual, pois mecanicamente a bros é bem superior.
De Odil a 23 de Março de 2009 às 22:12
Não entendo essa estória de "põe mais R$3 mil" e compra uma moto maior. Se o sujeito já tem esse valor disponível, ele já está comprando uma moto maior. Quem opta por uma Bros, tem uma quantia suficiente para uma moto da categoria das 125/150, no máximo. Se esse mesmo sujeito quer uma moto diferenciada, aí sim ele consegue "apertar" e colocar menos de R$1 mil para comprar a Bros.

Estou certo na minha linha de raciocínio, ou não?

Abs
De Ramon Portela a 24 de Março de 2009 às 02:08
Oi Tite , a nova BROS é bem bacana , mas vc viu, na sua visita à fábrica da Honda, alguma novidade sobre qual será a opção 2009 para as trail 250 cc??? Eu vi o post sobre a Bushlander , mas dei uma olhadinha na net e me parece que ela é 200 cc, bem como me pareceu que ela tem um estilo bem retrô com aquele "stop" quadradão lembrando as NX e XR da Honda exceto a Tornado que é mais moderninha ), o q pode não agradar nosso mecado . E quanto a uma motard, vc acha q a Honda vai fornecer pro mercado brasuca alguma opção, pq eu vi que nos EUA ela tem um modelo!!!

abração, Ramon Portela
De motite a 24 de Março de 2009 às 12:43
Ramon

PelamordeDeus, aquele post da BushLander era uma BRINCADEIRA!!! Aquilo não é segredo nenhum, apenas uma moto feita no Brasil e exportada pra Austrália. Foi uma pegadinha...

E ATENÇÃO TODOS OS LEITORES: SE EU SOUBESSE ALGUMA NOVIDADE DA QUALQUER FABRICANTE ACHAM MESMO QUE EU NÃO SERIA O PRIMEIRO A PUBLICAR????

Ramon, a única coisa que sei sobre as futuras 250 da Honda é que terão injeção eletrônica. Nada mais que isso!
De nishimura (do Japão) a 25 de Março de 2009 às 08:56
Ô Doc Tite! Usa aí sua influencia com os ómi de vremeio da Honda pra acordarem os japorongas daqui! A nossa XR250 de 1995 até hoje só mudou basicamente tanque e suspensão dianteira; e o painel que era qui nem qui igual a da XR200 brazuca e em 1995 tinha ficado digital, voltou a ser aquela indêntica à da XR200! Eu gosto dos modelos Honda, mas se demorarem muito, estou pensando bastante na WR250 da Yamaha! Uma XR250 revigorada como a Bros brasileira é o que espero que a Honda lance por aqui! Abraço nipônico!
De Ednaldo a 30 de Abril de 2009 às 14:25
A Honda do brasil parece estar achinezando suas motos no intuito de fazer frente a expanção asiatica. Começou com a CG que (tudo bem!)inovou com a ingeçao e o tal "flex", mas talvez por causa dos custos com essa modernização toda, fez gambiarra no vizual, assim como foi feito na Saara...Lembram? Agora na bros se superaram! Enfeiaram ao extremo e as pessoas que gostaram não notaram que foram forçadas a gostar. (Tem outra moto da categoria dela para contra prova?). A frente é achatada, a trazeira é desproporcional (alguem tem oito maos pra pegar naquele apoio?) e os adesivos que ficariam lindos nas Shinerays. Seria melhor ter deixado com o vizual da antiga que está bem mais condizente com a estética mundial.
De Antônio a 8 de Novembro de 2009 às 19:10
Oi Tite, estou passando aqui atrasadíssimo, hehehe mas é que comprei minha Bros a pouco mais de um mês e estou super satisfeito. A moto é tudo que você falou e um pouquinho a mais.
Silenciosa, e potente (para uma 150). O acelerador responde muito bem e mesmo com a patroa na garupa a moto anda ligeira.
Um abraço!
De Clovis a 25 de Maio de 2014 às 13:23
Bom dia já não aguento mais ver vídeos de comparação entre a broz 150 é a nova yamaha crosser 150 quero compra uma das duas qual é a melhor custo benefício !

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