
Pneus esportivos seguram bem no seco & molhado.
Nua e crua
Bajaj lança a Dominar NS 400Z, versão nua da D400 que faz sucesso no Brasil
Depois do sucesso da Dominar D400 no mercado brasileiro, atingindo o primeiro lugar na categoria “roadster”, chega a vez da versão naked, batizada de Dominar NS 400Z, equipada com o mesmo motor de 373cc, ao preço de R$ 26.900.
A marca indiana Bajaj já é amplamente conhecida dos brasileiros e já ocupa a sexta posição nas vendas do mercado brasileiro. Por isso a meta agora é apresentar novos produtos para aumentar o lineup e atender as necessidades do consumidor.
Aproveitando o sucesso da Dominar D 400, a NS 400Z chega prometendo atender especialmente o uso urbano, mas que aceita facilmente aventuras pelas estradas e até fora-de-estrada, já que uma das características são os módulos de pilotagem que inclui a opção “fora-de-estrada”.

Visual Naked com quadro perimetral de aço.
O lançamento foi no autódromo de Capuava, no interior de São Paulo, palco mais ajustado para motos de grande desempenho, mas que permitiu avaliar algumas características, como a dirigibilidade, conforto, desempenho, entre outros, mas não conseguimos medir consumo, velocidade máxima e nem frenagem.
Para quem tem altura entre 1,65m e 1,70m esta Bajaj vai vestir sob medida. O guidão é largo, baixo, com manoplas agradáveis ao toque. Já os punhos tem comandos retroiluminados, uma tendência já observada na maioria das motos.
A posição de pilotagem mantém o tronco levemente inclinado para a frente e os pés para trás. Com espuma macia e capa aderente, o banco é bipartido com o assento do piloto mais baixo (apenas 807 mm do solo). Com meus 1,68m consegui colocar os dois pés no chão bem apoiados.

Painel completo com tomada USB.
Um dos pontos altos é o painel com muita informação, tem conta-giros por barra (de difícil leitura), velocímetro, hodômetros, indicador de marcha, combustível, modo de pilotagem e as luzes espia. No canto direito um painel multifunção pode ser comutado pelas comandos do punho esquerdo e complementa as informações como consumo médio, consumo instantâneo, velocidade média, autonomia, trips, interação com o celular e os quatro modos de pilotagem: road, sport, rain e offroad. Também conta com tomada USB para carregamento de celular.

A posição de pilotagem para o piloto é confortável e fácil de encaixar.
Com as pernas bem encaixadas no tanque de gasolina (capacidade de 12 litros), partimos para o teste na pista inicialmente seca e que seria banhada por uma indesejada chuva. Motor monocilíndrico acionado e o ronco do escapamento parece até alto para os novos padrões de emissões. Dentro da tendência atual, o escapamento termina embaixo do motor. Além da questão estética, tem a vantagem de concentrar massa mais no centro da moto. Este motor tem funcionamento “áspero”, típico dos motores de caráter mais esportivo. A capacidade cúbica exata é de 373,3cm3, potência de 40 CV a 8.500 RPM e torque máximo de 3,5 Kgf.m a 7.000 RPM. Este último dado de torque em uma rotação tão elevada vai determinar o comportamento desta Dominar NS 400Z.
Na pista
Avaliar qualquer moto em autódromos não reflete exatamente o uso diário, mas é possível realizar algumas simulações. Logo nos primeiros metros deu para perceber que é um motor que cresce de giro de forma “preguiçosa”. Precisa recorrer ao câmbio de seis marchas para fazer o motor responder com mais rapidez. A retomada de velocidade em última marcha é lenta e abaixo de 3.000 RPM as respostas são bem mansas. Só começa a mostrar alguma força a partir de 5.500 RPM, quando cresce de giro rapidamente até a faixa vermelha a 9.000 RPM. Nesta primeira entrada na pista foi selecionado o modo “Sport” de pilotagem.

Na cor preta.
Assim que os pneus aqueceram foi a vez de sentir o desempenho nas curvas de Capuava. Os pneus são MRF – Madras Rubber Factory – maior fabricante de pneus da Índia, nas medidas 110/70-17 na dianteira e 140/70-R17 na traseira. Isso mesmo, o pneu dianteiro é diagonal e o traseiro é radial, ambos sem câmera. No piso seco, nenhuma surpresa, dá pra inclinar com segurança. Firme também nas frenagens. Só que o freio dianteiro (disco de 320 mm) se mostrou um pouco “borrachudo”, quando a “mordida” não é tão firme. Como as motos eram muito novas (cerca de 30 km rodados), ainda precisava amaciar os freios. Na traseira o disco é de 230mm, ambos com ABS.
A boa surpresa foi pilotar no piso molhado. Os pneus se mostraram muito eficientes, especialmente porque é um composto mais “mole”, que melhora muito a aderência nas curvas e frenagens, mas não espere uma grande durabilidade.
O quadro perimetral – com o motor pendurado por cima – reforça o caráter esportivo, além de deixar o estilo mais moderno, semelhante ao das motos maiores.
Com muito tempo de pista à disposição aproveitamos para avaliar os modos de pilotagem. No molhado foi a vez de testar o modo “rain” (chuva), que deixa as respostas mais suaves. O piloto pode abrir o acelerador com vontade que a progressão da velocidade é mais gradual.

No piso molhado, modo "rain" com toda segurança.
No modo “road” as respostas são mais rápidas, mas ainda com lentidão se comparada com o “sport”. Na verdade quase não há diferença entre estes modos de pilotagem. A grande diferença é na opção “offroad”, ou fora de estrada. Além de ter reações mais lentas, o ABS fica mais permissivo e o piloto consegue até das algumas derrapadas controladas. E pra quem acha estranho uma moto naked com opção offroad, uma lembrança: apenas 13% das estradas brasileiras são asfaltadas!
O que se pôde perceber nestas voltas pela pista foi a vibração excessiva do motor, que aparece principalmente nas desacelerações e pode ser sentida nas manoplas. Para uma tocada esportiva não faz muita diferença, mas na estrada, se pilotar por muitas horas pode se tornar cansativo.
Não foi possível avaliar o conjunto de suspensão – invertida com tubos de 43mm na dianteira e monoamortecida na traseira – porque na pista não tem irregularidades, mas nas frenagens fortes a frente mantém-se firme, sem afundar tanto. Vamos ficar devendo uma avaliação em uso urbano para esmiuçar mais esta suspensão.

Os leds em torno do farol lembram raios. Já vem com protetor de motor.
Também não conseguimos medir a velocidade máxima porque a reta não tinha espaço suficiente. Mas a julgar pelo motor e pela experiência com a D400 que é mais alta e tem 18 kg a mais, dá para calcular algo perto de 150 km/h no velocímetro. Da mesma forma também o consumo não pôde ser medido, mas a exemplo da velocidade, pode-se projetar um consumo médio na faixa de 25 a 30 km/litro.
De volta para os boxes aproveitamos para mais uma avaliação dos detalhes. Com a lente do farol colocada bem no centro, as luzes de posição (DRL) formam um desenho interessante como dois raios, com luzes por leds. Na traseira o para-lama é do tipo eliminador, rente ao pneu. Pelo menos no molhado não sujou as costas do piloto. Não tem bagageiro e nem dá para imaginar um baú estragando o visual bem resolvido da parte traseira. Já o para-lama dianteiro é exagerado, muito grande, o que não combina com o estilo street-fighter.
Durante o lançamento surgiu a questão de a Bajaj do Brasil ter lançado esta versão da Dominar NS 400Z, quando na Índia já existe uma mais atual com motor de 43 CV. A justificativa foi o tempo necessário para fazer a homologação de um novo modelo para o mercado brasileiro, algo que leva mais de um ano.
Para encerrar, nosso já tradicional IPM - índice de pegação de Mina (ou Mano). Pelo estilo merece 7, mas como o banco do garupa é pequeno, a nota final é 6.5.
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