Domingo, 11 de Julho de 2010

BOMBA: Vem mesmo uma nova Burgman 125

É o mesmo visual da Dafra Smart 150

 

BOMBA, BOMBA!!!

 

Está confirmado mesmo que o novo Burgman está chegando em setembro. Fatos convergem para este lançamento: 1) Os números de emplacamento do Burgman 125 caiu mais da metade de abril para junho. Dos 1.700 em abril despencou para 700 em junho. Isso indica que a J.Toledo já tenha parado de faturar Burgman e estão vendendo os que ainda estão em estoque. 2) Haverá uma conferência de revendedores Suzuki em agosto. 3) Este Burgman 125 carburado não conseguirá passar nos níveis de emissões do Promot 3 que entrará em 2011.

 

Senso assim é certo que este Burgman vendido hoje (na verdade AN 125) deverá dar lugar a um modelo 150cc com injeção eletrônica. Infelizmente não será aquele GSR 125i bonitão que mostrei antes. Deve ser o mesmo 150 produzido pela Haojue (vendido aqui pela Dafra). Certamente haverá alguma mudança para descaracterizá-los e não gerar confusão na cabeça dos consumidores.

 

Este bonitinho já era...

 

Mas eu ainda torço para que seja o GSR 125i, porque este Haojue não é tão bonito e o porta-objeto dele é muito pequeno. Se a J. Toledo optar por este 150 seria uma involução em relação ao ótimo Burgman 125. Já o esportivo GSR 125 seria uma opção para agradar o público jovem e os coroas que gostam de coisa legal, que nem eu!

 

Resta saber o que a Honda pretenderá fazer com o Lead 110, já injetado, porque se o público já o considera fraco em relação ao 125, se colocar do lado de um 150 ficará triste...

publicado por motite às 15:53
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Fala, Presidente!

 

Entrevista com JAIME TERUO MATSUI – presidente da ABRACICLO

 

O que muda na entidade com a sua entrada? - Daremos prosseguimento ao fortalecimento da imagem da entidade e representaremos da melhor forma possível os interesses do Setor de Duas Rodas. A gestão de Paulo Takeuchi foi muito equilibrada, rica em realizações e cercada de consenso dos associados. Daremos continuidade aos trabalhos de sua gestão e buscaremos recuperar as perdas do período de crise para alcançar um crescimento gradativo e constante.

 

O senhor acredita que poderá presenciar um trânsito com menos acidentes envolvendo motociclistas? - Acredito que com muito trabalho e ações de conscientização, tanto por parte do governo e de entidades como também, da mídia, possamos alcançar maior equilíbrio e respeito nas ruas. Tanto motoristas quanto motociclistas devem avaliar suas posturas e trabalhar para garantir mais paz e segurança no trânsito. Temos ainda muito trabalho pela frente, mas creio que estamos no caminho certo.

 

Quais medidas serão tomadas para que o mercado de motocicletas continue aquecido? - A ABRACICLO trabalha intensamente em ações com os governos em todas as esferas e com entidades e organizações relacionadas ao Setor de Duas Rodas. Essas ações e parcerias visam a implantação de medidas e projetos que visem sempre o fomento do segmento, e terão continuidade.

 

Quais medidas estão sendo tomadas para garantir mais segurança aos motociclistas? O que pode ser feito? - Antes de mais nada é conveniente esclarecer que o índice de acidentes tem mostrado queda em relação ao crescimento da frota e ao adensamento do trânsito. É um progresso modesto, mas existe e é crescente a melhora. Além disso, a ABRACICLO trabalha fortemente em ações de conscientização, desde a divulgação de práticas de pilotagem segura, estimulando a manutenção preventiva dos veículos, atuando também diretamente junto aos órgãos públicos em busca de implementação de projetos e parcerias. Podemos destacar o  MotoCheck-Up, que oferece vistoria gratuita de 13 itens mecânicos das motocicletas e apresenta a necessidade de manutenção dos itens visando reduzir acidentes. Devemos mencionar ainda o desenvolvimento e distribuição de revistas de conscientização focadas em crianças e adolescentes e de cartilhas, em parceria com a FENABRAVE, para expandir o MotoCheck-Up para todo o Brasil, além de participação em feiras, implantação de comissões de segurança, etc. De qualquer forma, a entidade tem participação ativa em ações visando a segurança no trânsito, e eu pretendo dar andamento nesses trabalhos.

 

O senhor acredita que o Brasil pode chegar a comercializar oito milhões de motos por ano em 2020, como preveem alguns economistas e estudiosos baseados no perfil socioeconômico do nosso país? - O Brasil possui atualmente uma média de 14 habitantes por motocicleta. Se considerarmos o valor final do produto e o crescimento do poder de compra do brasileiro, é muito provável que alcancemos essa projeção. Temos na Ásia, por exemplo, países com situação econômica e geográfica semelhante ao Brasil onde a média é de 4 habitantes por motocicleta – um índice habitante/veículo possível de se alcançar no nosso país, no setor de motocicletas.

 

Para o senhor, qual a importância dos profissionais que utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho? - A motocicleta é um veículo ágil, versátil, de baixo custo e econômico, o que favorece sua aplicação em múltiplas atividades e, por isso, oferece uma ótima oportunidade de inclusão de milhares de pessoas ao mercado de trabalho, tanto como profissionais liberais ou mesmo contratados por empresas frotistas. Hoje, além dos já conhecidos transportadores de pequenas encomendas, conhecidos como motofretistas, há em diversas cidades do país a atividade de mototaxista, atendendo de modo eficiente a população em pequenos deslocamentos. Outras categorias já optaram pela motocicleta para otimizar seu atendimento, como representantes comerciais, os socorros mecânicos de seguradoras, além de atividades públicas como os Correios. Também os bombeiros nas operações urbanas de apoio e socorro em casos de acidentes, com as "motolâncias" do SAMU, por exemplo. Por fim, a polícia, que inicialmente adotava motocicletas apenas para missões de escolta, hoje utiliza a motocicleta como veículo de apoio eficaz ao policiamento ostensivo nas cidades, nas rodovias e no campo.

 

Quais os resultados obtidos com os Moto Check-Up? As ações serão expandidas para o restante do Brasil? - Desde 2008 foram realizadas 12 edições do MotoCheck-Up,  com quase 19 mil participantes no total. Como resultado, conseguimos uma conscientização maior dos moto-fretistas e demais motociclistas com relação à importância da manutenção de sua moto, da pilotagem segura e defensiva e do respeito às leis de trânsito. No que se refere à realização do evento fora do estado de São Paulo, acreditamos ser muito importante. Há, inclusive, o interesse por parte de alguns estados. Já recebemos algumas propostas que estão sendo analisadas e avaliadas.

 

O que a ABRACICLO pensa das recentes e futuras entradas de novas empresas de motocicletas no Pólo Industrial de Manaus? - A Abraciclo apóia qualquer atitude que possa auxiliar no fortalecimento do setor como um todo e no adensamento do segmento componentista.

 

Qual a expectativa no sentido de que estas novas marcas venham se associar à ABRACICLO? - A Abraciclo, como entidade representante das empresas fabricantes de motocicletas instaladas no Brasil, está sempre aberta a propostas de adesão daqueles que tiverem interesse em se associar e que cumpram as exigências estabelecidas pela entidade.

 



Quais foram os fatores que colaboraram para o aumento das vendas de motocicletas no Nordeste na opinião da Abraciclo? - O Nordeste passou a ser uma das principais regiões de venda no mercado interno, se igualando ao Sudeste. Um dos fatores foi o cenário do ambiente rural que mudou. Muitos pequenos produtores estão trocando os tradicionais animais de transporte por modernas motocicletas. Além disso, a precariedade de algumas das estradas dessas regiões, algumas inóspitas, auxilia muito o aumento das vendas, uma vez que é mais fácil manusear uma motocicleta do que um carro nesses locais.

 

Outro fator, muito relevante, é o crescimento significante do poder de compra do nordestino, beneficiado com ações de incremento econômico realizadas pelo Governo Federal, que permitiu que esse mercado se ampliasse e passasse a poder adquirir um veículo próprio. Sendo a motocicleta mais acessível e econômica do que o automóvel, acaba sendo a primeira opção como ‘veículo de entrada’.

 

Qual a expectativa para o mercado de motocicletas no Brasil nos próximos anos? - Acreditamos que o mercado só tende a crescer. Por ser um veículo acessível, de baixo consumo, que permite a realização dos trajetos urbanos em um menor tempo, continua sendo uma opção racional e viável para o trânsito nas grandes cidades, além de ser também bastante utilizada no interior e em regiões de difícil acesso. O crescimento intenso de sua utilização por estudantes e profissionais que necessitam de locomoção mais ágil é outro dos fatores de incremento desse mercado, que tendo a expandir na direção de outras novas utilizações.

 

Como a ABRACICLO se posiciona em relação às proibições de motocicletas em corredores e em algumas vias, como a Avenida 23 de Maio e a via expressa da Marginal Tietê, em São Paulo? - Esta decisão não cabe à ABRACICLO e sim à Prefeitura. De qualquer forma, a associação apóia toda e qualquer ação que venha a contribuir para a maior segurança do motociclista, a convivência pacífica no trânsito e a consequente redução do número de acidentes. Porém é importante ressaltar que essas ações não devem ser discriminatórias, havendo, portanto, alternativas para as motocicletas. Apenas proibições, sem outras ações de educação e esclarecimento não serão suficientes para a conquista de maior segurança no trânsito.

 

Existe algum plano da ABRACICLO destinado à educação e treinamento dos motofretistas? - Além do MotoCheck-Up, que visa a conscientização com relação à importância da manutenção da motocicleta, da pilotagem segura e do respeito às leis de trânsito, no que tange à educação, a associação, sempre que possível, participa de ações pontuais, como apoiadora ou patrocinadora.

 

O que a ABRACICLO acha da resolução 350 do Contran, que estabelece obrigatoriedade no curso de 30 horas-aula destinado aos motofretistas? - A Abraciclo considera o curso uma vitória. Primeiramente, porque este será gratuito. Além disso, nós apoiamos toda e qualquer ação que vise o treinamento e especialização do motofretista. Ano passado a ABRACICLO participou efetivamente da elaboração da Resolução 285 da Contran. Uma das medidas aprovadas foi o curso de direção veicular que passou de 15h para 20h e permitiu que a prática da condução para motocicleta fosse realizada em via pública. A ABRACICLO espera que essas medidas resultem na redução do número de acidentes de trânsito.

 

ABRACICLO tem algum projeto de longo prazo voltado à educação para o trânsito? Algo que se concentre nas crianças e as acompanhe até a adolescência? - Para o público infantil, tivemos recentemente uma ação em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo. Uma revista em quadrinhos da Turma da Mônica, de autoria de Maurício de Sousa, onde as personagens vivenciam situações cotidianas, auxiliando as crianças com relação à educação e ao respeito às regras e sinalização de trânsito.

 

Qual a participação da ABRACICLO em comissão da Secretaria dos Transportes? - A ABRACICLO passou recentemente a integrar a “Comissão Especial de Acompanhamento da Circulação de Motocicletas e da Atividade de Motofrete na Capital”, instituída pela Secretaria de Transportes da Cidade de São Paulo. A Comissão, que se reúne quinzenalmente, incentiva estudos e propõe medidas, inclusive de caráter legislativo, com o objetivo de aperfeiçoar a regulamentação da atividade de motofrete, além de acompanhar a execução de ações educativas dirigidas a motociclistas, motofretistas e empresários do setor duas rodas, visando aumentar a segurança desses usuários, melhorar a fluidez geral do trânsito na cidade e garantir uma adequada utilização do sistema viário paulistano.

 

O que a ABRACICLO achou do prorrogamento do prazo para instalação do sistema anti-furto nas motocicletas? - Essa foi mais uma vitória do setor. O dispositivo atual – projetado para carros e veículos pesados – não pode ser utilizado nas motocicletas por limitações técnicas claras, como o formato e tamanho, que impede que o dispositivo seja estrategicamente escondido no veículo. Outro fator muito importante é o acréscimo de valor no produto final. Caso os dispositivos atuais fossem implantados nas motos, haveria uma elevação muito gritante no preço final, já que as motocicletas são um produto de menor valor agregado do que carros e caminhões, por exemplo.

 

Nós da ABRACICLO conseguimos estabelecer uma parceria com componentistas que deve levar a produção de um dispositivo anti-furto de menor custo, pesando menos no bolso do consumidor final, mas para isso precisávamos dessa prorrogação.

 

Qual a posição da ABRACICLO com relação ao estudo apresentado pelo Hospital das Clínicas? - O motofretista representa apenas 4% da frota nacional. Apesar de representarem uma porcentagem pequena dentro do total de motociclistas, eram responsáveis pela maioria dos acidentes. A ABRACICLO se empenhou ao longo dos últimos anos em ações de conscientização e aprimoramento da legislação visando reduzir essa realidade, o que, de fato, aconteceu, conforme apontado pelo estudo. Continuaremos investindo em ações voltadas aos motofretistas e lutando por incrementos na legislação, como acontece agora com a obrigatoriedade do curso para os profissionais. Mas investiremos também nos outros consumidores, com atividades como o Motocheck-Up.

 


Qual a posição da ABRACICLO sobre a lei sancionada pelo Kassab que torna obrigatório a cobertura de seguro de roubos e furtos nos estacionamentos? - Toda e qualquer ação que vise a valorização do motociclista e ciclista e que traga mais conforto e segurança para os mesmos são apoiadas pela ABRACICLO. No caso dos estacionamentos, muitos nem mesmo possuem vagas para veículos duas rodas, fato que buscamos modificar.


 

 


 

 



publicado por motite às 20:08
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Sábado, 3 de Julho de 2010

Feita no Brasil? Mais um testículo de moto...

A calça camuflada é pra pilotar no mato. Foto: Daniel Rosa

 

Como é a BMW G 650GS montada em Manaus pela Dafra

 

A BMW G 650 GS é pioneira. Primeiro por recolocar a BMW na categoria monocilindro lá atrás, em 1993, com um modelo F 650 fabricado pela italiana Aprilia, com motor austríaco Rotax e a marca alemã BMW. Ou seja, era um produto totalmente globalizado. A partir de 2000 a BMW assumiu a produção total do modelo, que teve mais um capítulo de pioneirismo porque o motor passou a ser montado na China. Agora a mais importante de todas: é a primeira moto da marca alemã a ser 100% montada fora da Europa.

 

Aparentemente é exatamente o mesmo modelo que foi importado para o Brasil até 2007. Mecanicamente também é a mesma, com motor monocilíndrico, 652 cc, que desenvolve 50 cv a 6.500 rpm. Só a injeção eletrônica teve uma alteração com pequeno aumento do diâmetro da borboleta. Este motor tem como principal característica o bom torque em baixa rotação, grande economia de gasolina, chegando a impressionantes 24 km/litro, mas tem um funcionamento bastante ruidoso com vibração excessiva, denunciando a antiguidade do seu projeto.

 

Na Alemanha esse modelo é considerado como de entrada da marca, ou seja, o mais barato e acessível, especialmente indicado para iniciantes e mulheres. Por isso a posição de pilotagem é estranha, com o piloto afundado no banco de dois níveis e a apenas 79 cm do solo. Os baixinhos agradecem! Já o guidão é exageradamente largo, com avantajados pesos nas extremidades. Pode ser bom para o fora-de-estrada, mas na cidade atrapalha bastante na hora de zanzar entre os carros.

 

(Feia ou bonita? Hum, quem decide é você)

 

Antiquado também é o painel de instrumentos que fica devendo um marcador de gasolina, adotando a luz de advertência de reserva. Com um tanque de 17,3 litros (4 de reserva) a autonomia média é de 360 quilômetros. Um painel mais moderno e com marcador digital de marcha seria bem vindo.

 

Não há qualquer motivo para subestimar a qualidade desse produto apenas pelo fato de ser montado no Brasil pela Dafra. Porque o controle de qualidade é todo exercido por técnicos treinados na matriz em Munique. Mesmo assim nota-se algum descuido no acabamento do chicote elétrico, por exemplo. Outro detalhe irritante são os comandos dos punhos elétricos, totalmente anti-ergonômicos e fora do padrão, com a buzina no lugar do pisca e vice-versa. Parece que os alemães da BMW se especializaram em criar confusão aos motociclistas.

 

Que é isso? Buzina no lugar do pisca e vice-versa!

 

Na rua

A primeira impressão ao acionar a partida da G 650 GS é de um motor áspero. Com a marcha lenta a 1.500 rpm essa sensação é ainda amplificada. Como já foi explicado, o projeto está completando 11 anos e isso aparece nestes detalhes. A principal concorrente, a Yamaha XT 660 tem um motor notadamente mais silencioso e suave.

 

Por enquanto aqui será fornecida apenas a versão GS estandard (já existiu a versão Dakar, com roda dianteira de 21 polegadas), com rodas de liga leve, sendo a dianteira de 19 polegadas. A vantagem da roda de 19” é deixar a moto mais estável e maneável nas curvas, sobretudo no asfalto. No entanto a roda raiada pode até ser mais confortável e absorver melhor as irregularidades do piso, porém impede o uso do pneu sem câmera, mais seguro e eficiente.

 

Até que essa BMW aceita bem o uso no fora-de-estrada e esta é a proposta: ser uma moto de uso on-off road. Só que na hora de sair do asfalto é importante desligar o freio ABS por meio de um feioso botão no painel. Se no asfalto o ABS já funciona com alguma dificuldade quando passa por irregularidades, na terra é preciso desligar. Ao contrário do sistema adotado pela Honda XRE, a BMW ainda não conseguiu desenvolver um sistema que consiga interpretar as irregularidades do piso.

 

Neste modelo avaliado este botão do ABS estava defeituoso e ligava sozinho, quase me matando de susto quando esperava a roda traseira travar e o freio simplesmente não funcionou e por pouco não saí reto na curva!

 

Na estrada

Rodei quase 500 km e dois dias em um percurso com trecho de terra, asfalto, curvas, tanto de dia quanto à noite. Se a distância entre-eixos pode sugerir problema em curvas de raio curto, essa impressão logo desaparece nas primeiras curvas. Os pneus Metzeler Tourance são projetados para 70% de uso em asfalto e 30% de terra e essa mistura é muito bem balanceada, pois eles seguram bem nas duas condições. Para ter uma idéia, cheguei mesmo a raspar o cavalete no asfalto em uma curva mais abusada. E no trecho de terra foi bem tranqüilo. Dessa vez peguei só seco, mas já rodei com essa moto na lama. Não foi fácil, mas dá pra encarar.

 

Painel completo, mas meio antigo...

 

O grande destaque está no conforto. Tanto piloto quanto garupa viajam em amplo espaço, com um bagageiro também avantajado e até equipado com um pequeno porta-objeto. A grande contribuição é do conjunto de suspensões bem balanceadas, inclusive com uma regulagem da suspensão traseira bem acessível para se adaptar às condições da estrada e do peso.

 

O farol de lente única ilumina muito bem e os protetores de mãos ajudam a afastar um pouco do frio. Se a BMW fizesse um pacote de opcionais para este modelo poderia incluir um aquecedor de manoplas e um pára-brisa maior, porque falta um pouco de proteção aerodinâmica.

 

Porta-objeto no bagageiro.

 

A briga no mercado ficou bem aquecida e interessante, porque na faixa de preço da BMW G 650 GS (R$ 29.900 em São Paulo) podem-se encontrar boas opções como a já citada Yamaha XT 660 de um cilindro (R$ 27.000), a Kawasaki ER-6 de dois cilindros (R$ 25.500) ou a nova Yamaha XJ6 de quatro cilindros (R$ 27.500). Honestamente, nesta faixa de preço a BMW seria minha última opção. Para uma moto com motor monocilíndrico, de tecnologia meio defasada, pagar 30 mil reais é um pouco exagerado. A explicação mais usada está no freio ABS, que representa um benefício na mesma proporção do preço. Outro argumento a favor é o seguro menor, que compensa a diferença de preço em pouco tempo.

 

Ficha Técnica

PREÇO: R$ 29.900

ORIGEM: Brasil

MOTOR: monocilindro, 4T, duplo comando, 652cc, alimentado por injeção eletrônica, arrefecido a líquido. Potência máxima de 50 cv (a 6.500 rpm) e torque de 6,1 kgfm (a 4.800rpm)

TRANSMISSÃO: Câmbio de cinco marchas. Secundária por corrente

SUSPENSÃO: Dianteira com garfos telescópicos e traseira monoamortecida

FREIOS: Dianteiro a disco e traseiro a disco, com ABS

PNEUS: Dianteiro 110/90-19 e traseiro 130/80-17

DIMENSÕES: 2.185 mm de comprimento, 905 mm de largura, 1.160 mm de altura e 1.520 mm de entre-eixos

PESO: 175 kg

TANQUE: 17,4 litros

publicado por motite às 04:05
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