Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

BMW F 800 GS (continuação)

(Leve e ágil na terra. Foto: BMW)

 

Por uma destas coincidências da vida, quando estive em Nova York em abril para conhecer a sede da revista Maxim, comprei a edição de maio 2008 da revista Cycle World com a apresentação da BMW F 800 GS. Na reportagem entrevistaram o desenhista David Robb (inglês, 48 anos), responsável pelo desenho externo dos carros BMW e incorporado às motos desde 1993. Segundo Robb o objetivo foi criar uma moto leve no estilo e leve de fato, com uso de materiais nobres (e caros...). Robb e sua equipe identificaram que havia um buraco muito grande entre a linha F 650 e a big-trail GS 1200 e caberia uma moto de características on-off. Aliás, mais off do que on, porque segundo a própria definição do projetista, “as GS 1200 se tornaram motos essencialmente on road, destinada ao público mais comportado. Faltava algo mais emocionante para atender aos jovens aventureiros”.

Na comparação do projetista, a GS 1200 é como um tio que ainda gosta de aventura, mas não quer se cansar demais. Enquanto a F 800 GS é um sobrinho adolescente louco por dificuldades. A definição pode parecer coisa de doido – e todo gênio tem um grau de doideira – mas serve perfeitamente para definir a F 800 GS: ela foi feita para buscar os piores caminhos.

Para conseguir este perfil aventureiro, o motor de 798 cc desenvolvido pela Rotax para a versão esportiva foi muito modificado. Uma das principais mudanças foi na inclinação dos cilindros, que foram recuados 30° em relação ao motor das irmãs F800 S/T. Esse reposicionamento teve como objetivo deixar a moto mais compacta, com menor distância entre-eixos e ainda abrir espaço para a roda dianteira de 21 polegadas. Também foi preciso mudar a posição da bomba d’água e o cárter para permitir uma boa distância livro do solo.

(Corrente, em vez de cardã ou correias. Foto: BMW)

Aliás, esse papo técnico todo sobre o que mudou, o que se manteve e como funciona o motor de dois cilindros paralelos você pode ler em detalhes no site oficial da BMW. Vamos ao que interessa: como ela é!

Leve e fácil de pilotar

Sim, ao contrário das big GS 1200, esta F 800 GS é um brinquedo. O banco é um pouco alto para mim, mas pode ser rebaixado (o banco...) em 3 cm, o que pode ajudar, mas nem perdi tempo ajustando. Já me acostumei e me adaptar a qualquer tamanho de moto.

Como eu já tinha viajado com a KTM 990 Adventure tentei traçar um paralelo entre as duas. Para começar ambas têm motor de dois cilindros (V2 na KTM), mas a KTM tem um pouco mais de potência, com 95,2 cv. Essa diferença é fruto dos 200 cc a mais, porém, na prática, os 20 kg a mais da KTM rouba parte dessa vantagem. Posso dizer quer as duas são muito próximas em termos de desempenho, com ligeira vantagem para a austríaca KTM. Mas a alemã BMW tem a vantagem de dimensão reduzida e facilidade de pilotagem. Em suma, difícil escolher entre as duas, mas certamente a BMW é mais versátil e a KTM é mais estradeira. Eu escolheria a BMW.

Não existe BMW acima de 600cc que se possa chamar de desconfortável. Um dos atributos da empresa é oferecer um elevado nível de conforto.  Só mesmo um chato de galocha pra chamar alguma BMW de desconfortável. Pode não ser muito ergonômica, sobretudo os malditos comandos elétricos, mas é o tipo de moto para viajar horas a fio.

(Na versão cinza com grafite. Foto: BMW)

Em minha jornada de teste peguei estradas de asfalto liso, esburacado, curvas e terra. Na terra desliguei o ABS para poder pilotar derrapando. Logo nos primeiros metros percebi que os pneus estavam longe da eficiência que esperava. Uma acelerada em plena reta deixou a moto de lado e quase meu coração saiu pela boca. Depois de me acostumar aos compostos originais consegui recuperar a sensibilidade e manter a roda traseira no lugar. Admito que preferia um pneu ligeiramente mais off. Fiquei apavorado só de imaginar ter de enfrentar terra molhada com esses pneus.

Em compensação, quando peguei a estrada entre Serra Negra e Amparo, com mais curvas que um intestino delgado, os pneus garantiram muita diversão nas curvas.

(Continua...)

publicado por motite às 18:44
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Contos descontados

 

(RD 350: cheiro característico de óleo dois tempos, um perfume... Foto:Mário Bock)

 

Revirando minha velha coleção de revistas encontrei uma crônica perdida, publicada em outubro de 1985. Mantive as marcas e modelo de motos para você perceber como era o mercado naquela época. E uma curiosidade: eu brinquei com o fato de muitos filmes aplicarem sons errados nas motos. Era um tal de BSA com som de Yamaha! E pasme, no ano passado, em 2007, 22 anos depois de esta crônica ser publicada, a Yamaha do Brasil encomendou um filme publicitário para o lançamento da XT 250 Lander. E não é que a agência altamente especializada meteu um som de motor dois tempos!!! Em suma, há 22 anos venho tentando ensinar alguma coisa a essa gente, mas parece que ainda não aprenderam... Boa leitura!

 

Fim, fom, fum, sinto cheiro de moto...

 

Boa audição e um olfato apurado. E só isso que alguns motociclistas precisam para reconhecer uma moto que está fora do alcance da visão. E chegam até a surpreender os menos experientes, apontando o modelo, o motor, o ano de fabricação, a cilindrada...
 
No exato momento em que o professor chamava a atenção dos alunos para conse­guir um pouco de silêncio, um barulho vindo de fora abafou a sua bronca. Sem conter a fúria, o professor reclama:
 
- Droga, já não basta o barulho que vocês fazem aqui dentro, ainda têm que ficar passando estas motonetas barulhen­tas pela rua!
 
Sem pestanejar, um vivo garoto ruivo e sar­dento interrompeu:
 
- Não é motoneta, professor, é uma Yamaha RD 350LC.
 
Não é fácil distinguir uma moto só pelo ronco do escapamento, mas o fanatis­mo de uns, aliado às poucas marcas de moto existentes no mercado brasileiro, faz com que alguns motociclistas ou simples admiradores dos veículos de duas rodas percebam a presença de um certo modelo só pelo barulho ou até mesmo pelo cheiro.
 
Ninguém mais admite, por exemplo, que o galã da novela pare sua possante, Honda CB450 na portada casa da mocinha e, ao acelerar, produza um ronco inconfun­dível de Yamaha RD-Z 125. Atualmente, os técnicos de som estão evitando esta gafe, utilizando o som gravado diretamente da moto. Portanto, aquelas Agrale que apare­cem na televisão em algumas novelas não foram dubladas por Honda XL 250 R. O som que se ouve é a voz autêntica da atriz .
 
Dizem que os animais domésticos re­conhecem a voz do dono. No caso das motocicletas são raríssimos os donos que não reconhecem a voz de sua cria. Os mais íntimos com o engenho chegam até a comentar:
 
- Pobrezinha, acho que exigi demais dela no trânsito, ela está parecendo um pouco rouca.
 
As namoradas, então, jamais confun­dem o som da moto de seu amado. E nem podem. Imaginem o que aconteceria
se uma garota saísse correndo ao portão, acreditando encontrar o namorado e sua Honda ML 125 e desse de cara com o carteiro de moto, entregando um telegra­ma ao vizinho. No mínimo, o namorado iria matriculá-la num curso de mecânica para, finalmente, perceber a diferença entre uma moto novinha, bem cuidada, com 3 mil Km, e uma moto de frota com 120 mil Km, batendo válvula, com folga na biela e um furo no escapamento.
 
Sinto cheiro de dois tempos
Uma das diferenças mais sensíveis en­tre o motor dois e quatro tempos é cheiro dos gases expelidos. Enquanto no motor quatro tempos a fumaça é quase inodora, exceto quando os anéis estão gastos e o óleo do cárter é queimado na câmara de combustão, no motor dois tempos o óleo misturado com a gasolina produz um odor característico. Ou melhor, quase sempre característico.
 
Um motociclista colegial, com sua Mo­byllete, certa vez ficou inconformado de não poder sair com sua moto por falta de grana para comprar uma lata de 1/4 de litro de óleo dois tempos. Sem esconder a frus­tração, entrou em casa determinado a encontrar uma solução. A resposta estava bem ali, na cozinha, em forma de óleo de soja. Não teve dúvida, pegou a lata e des­pejou um copo dentro do tanque da moto, completando com a gasolina devidamente surrupiada do carro do pai, balançando bastante o ciclomotor para melhorar a mis­tura. Ao se encontrar com a turma, não foi fácil explicar de onde vinha aquele estra­nho cheiro de peixe frito.
 
Mais tarde, o mesmo motociclista tro­cou o ciclomotor por uma Yamaha 125cc, toda equipada no melhor estilo esportivo. Guidão baixo, rodas de magnésio e um cheiro muito particular de óleo dois tempos. Mas não era um óleo qualquer. Era de uma marca que, quando queimado com a gasolina, exalava um ver­dadeiro perfume de máquina de competi­ção, fazendo os pêlos arrepiarem e o sangue ferver só de sentir o aroma do óleo Castrol M-50, especial de competição, que apesar de mais caro valia só pela sensação de superioridade que dava ao dono da moto em relação aos outros reles mortais.
 
(Honda CB 400Four: som inconfundível de motor quatro cilindros)
 
Quando o mesmo motociclista cres­ceu um pouco, a sua identidade motoci­clística passou a ser o ronco de sua Honda CB 400Four, com escapamento 4 em 1 e saída livre. À noite, quando voltava da fa­culdade, toda a vizinhança ficava sabendo, inclusive a namorada, que às vezes fazia perguntas embaraçosas sobre certa aula que terminou às 3 da madrugada.
 
Aliás, explicações são constantes para quem tem uma moto de ruído próprio. Principalmente quando alguns motociclis­tas, como o nosso colega, que gostam de esportividade, adotam a descarga livre e despejam alguns decibéis a mais do que permite a lei. No Detran de São Paulo, um motociclista tentava disfarçar o ronco de sua moto com uma lata de cerveja enfiada no escapamento, para abafar o som. Mas ao ligar a moto, a lata foi lançada pela pressão do escape e o projétil quase atin­giu a canela do oficial que inspecionava as motos. O resultado foi a multa e devida apreensão do veículo, além da repreensão ao piloto.
 
Para meio entendedor
Quem conhece moto a fundo não só é capaz de identificar o modelo pelo som, mas como também detectar possíveis de­feitos só de ouvir o ronco de um motor, mesmo à distância. Esta propriedade audi­tiva pode ajudar muito na hora de comprar uma moto de segunda mão. Por mais que o vendedor afirme que o tic-tic do motor é normal, o experiente motociclista de ouvi­do apurado sabe que o tensor da corrente do comando de válvula já não permite mais regulagens.
 
Existem outras ocasiões nas quais o ruí­do da moto revela segredos, como a personalidade do piloto. O motoci­clista zeloso não permite que sua moto tenha qualquer peça provocando som ex­cessivo. Um pequeno barulho no suporte da placa já é suficiente para fazê-lo perder horas até detectar e eliminar o ruído.
 
Da mesma forma que os irrequietos motociclistas preferem a quantidade de decibéis proporcionado pelo escapamento ao real desempenho e durabilidade do motor. Quem reconhece as motos pelo som sabe perfeitamente o quanto é desaconselhável uma turminha de adolescentes com seus ciclomotores, todos sem silenciador no escapamento, passando em frente de casa justamente na hora em que se tenta conversar com uma tia-avó por telefone.
 
Um ouvido bem treinado e um nariz apurado são capazes de distinguir as mar­cas de moto, o desenho do escapamento, a marca de óleo, etc. E todo mundo que curte moto sabe que, por mais distraído que esteja, um barulho ou cheiro de moto nunca passam despercebidos.

 

publicado por motite às 13:45
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

BMW F 800 GS (continua)

(Apesar da roda dianteira de 21" é muito boa nas curvas asfaltadas)

 

(Continuação)
Se o guidão atrapalha o câmbio ajuda. A BMW optou por uma relação de câmbio mais on do que off Road. O que é ótimo, porque se alguém quiser se aventurar mais no fora-de-estrada basta trocar a coroa, o pinhão ou ambos, afinal essa Bê-eme tem corrente e não correia, nem carda. A Yamaha XT 660, por exemplo, é um exemplo de escalonamento mais off, com as três primeiras marchas muito próximas e curtas e fica um buraco enorme para a quarta marcha. Como resultado, na XT é difícil rodar em velocidades intermediárias porque a terceira é curta e a quarta é longa.
Além disso, a relação da F 800 GS também é muito boa na estrada, com as 4ª, 5ª e 6ª marchas bem distribuídas. Para facilitar ainda mais, o painel digital indica a marcha engatada, muito útil, porque a todo instante eu estava em 5ª achando que era 6ª.
Graças a este câmbio bem dimensionado – e, claro a alimentação feita por injeção eletrônica – esta BMW me surpreendeu na hora de abastecer: o primeiro trecho fez uma média inacreditável de 20 km/litro e nem me preocupei em controlar o acelerador. É mais econômica que minha rabugenta Suzuki DR 650RE.
De dimensões compactas e baixo peso (178 kg, a seco) para uma 800 cc, esta BMW poderia até ser chamada de mid-trail, pela facilidade de pilotar na cidade.
On the Road
O primeiro trecho do teste foi na rodovia Fernão Dias, em direção à Bragança Paulista. Esse é meu roteiro tradicional de teste seja lá qual for a moto. A Fernão Dias é uma estrada esquecida por Deus e pelas autoridades. Especialmente na época das chuvas – agora! – ela esconde cada panelaço capaz de entortar rodas, rasgar pneus e outros acidentes perfuro-contundentes! Neste cenário ainda tinha mais um agravante: as linhas de pipas pairando ameaçadoras sobre minha cabeça e diante dos olhos impassíveis dos policiais rodoviários.
Sem contar com a antena anti-cerol colei na traseira de um caminhão baú e passei o trecho mais perigoso. Neste momento pensei no pára-brisa maior oferecido opcionalmente para o modelo GS. A bolha original não desvia totalmente o vento, mas já alivia bem, sobretudo acima de 140 km/h. Falando em velocidade, pode-se viajar confortavelmente entre 120 e 140 e a máxima que consegui foi 210 km/h (pelo velocímetro), com o ponteiro do conta-giros encostando nos 8.500 rpm (a rotação de potência máxima é 7.500 rpm).
Mesmo com a roda dianteira de 21 polegadas a estabilidade nas curvas é muito boa. Nas curvas de alta velocidade da Fernão Dias consegui manter um bom ritmo, mesmo com os buracos e costelas de vaca por toda parte.
(continua)

(Painel com display digital e indicador de marchas)

 

publicado por motite às 17:19
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

BMW F 800GS

(Boa na terra, no asfalto e na pedra. Foto: BMW)

 

Como estou muito ocupado com o anuário da F1 terei de postar o teste da BMW F 800 GS aos pedaços. Depois basta juntar tudo e vc terá o teste completo...

 

Desde que a BMW apresentou essa versão GS fiquei com a sensação de que esta seria A moto. Claro, sempre pelo meu ponto de vista que convém esclarecer: sempre achei que moto de verdade é aquela que sai do asfalto e entra na terra sem exigir nenhuma alteração, nem na calibragem dos pneus!

 

Passei a adotar essa filosofia por uma questão de simplicidade. Obviamente que o ideal seria ter três motos na garagem: uma esportiva, uma trail e uma urbana. Eu já tive seis motos ao mesmo tempo, mas isso é inviável nos dias de hoje com o tal DPVAT passando dos 300 paus. Por isso a BMW F 800 GS me chamou a atenção por reunir as três possibilidades em uma moto!

 

Peguei a moto em uma sexta-feira caótica em SP. Trânsito dos diabos e logo de cara percebi que a posição de pilotagem é ligeiramente alta para nanicos under 1m70, meu caso. Mais ainda: o banco largo obriga a manter as pernas abertas e complicar ainda mais para apoiar os dois pés no chão.

 

Mesmo assim me acostumei rapidamente. Só não consegui engolir o guidão muito largo. Se alguém quiser uma moto para circular em SP terá de escolher um guidão mais estreito ou correrá o risco de fazer uma coleção de espelhos retrovisores quebrados... dos carros!

 

Uma boa notícia é a relação de câmbio sempre muito bem escalonada nas BMW. Pode-se rodar em 4ª, 5ª ou 6ª marcha sem que o motor fique "pedindo" outra marcha. (continua...)

 

(Não sou eu, tá! é foto de divulgação! Muito boa na terra, mas isso fica pra amanhã...)

 

publicado por motite às 20:04
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Tony Diesel

(Tony e Tite: pouco cabelo mas muito braço. Foto: Beto Miranda)

 

Quando conheci o Tony Kanaan foi uma situação hilária, em 1983. Ele tinha 8 anos e acabado de vencer uma prova de kart da categoria Júnior Menor em Interlagos. Eu fui escalado para ser narrador e apresentador de um programa inaugural sobre kartismo que iria ao ar em caráter experimental pela extinta TV Gazeta.

 

Só que o operador de câmera foi pra balada na noite anterior e não deu as caras no kartódromo, certamente encharcado de cana da pior espécie. Na falta do cachaceiro passei a mão na câmera (que, felizmente já era camcoder) e passei a gravar e entrevistar ao mesmo tempo. Como eu já tinha terminado a faculdade de jornalismo, com estágio em TV, sabia operar uma câmera sem problema. Eu segurava a câmera com a mão direita, operando foco, enquadramento, balanço etc e com a mão esquerda eu apontava o microfone na fuça do entrevistado.

 

Até que chegou a vez de entrevistar o Tony, bem pequenininho, magrinho e já narigudo! Só que a lente da câmera estava aberta em grande angular, o que distorcia a distância real entre mim e o pequeno Tony. Na hora de apontar o microfone pra ele meti o aparelho direto na testa do menino. O Tony levou um choque, fez uma carinha de quem ia chorar, mas continuou a entrevista e falou até que bem para um pimpolho recém vitorioso.

 

Muitos anos depois fui trabalhar na assessoria de imprensa do Tony quando ele estreou na F-Chevrolet. Logo em seguida ele foi para a Europa e só encontrava com ele esporadicamente. Até hoje ele é o único piloto top mundial que lembra do meu nome quando nos encontramos. O que faz de mim um torcedor especial desse baiano.

 

As boas lembranças que tenho do Tony era o jeito espevitado na adolescência e a presença da mãe dele. Normalmente pais e mães de piloto são insuportáveis, excessão feita à dona Míriam, sempre muito paciente, simpática e respeitando uma boa distância da carreira do filho.

 

Hoje (dia 2) reencontrei o Tony em um almoço no restaurante Spazio Gastronômico, em são Paulo. E não perdi a chance de fazer esta foto aí de cima, desta vez sem dar microfonada na testa do piloto! Felizmente, porque ele está cada dia mais com a cara - e os músculos - do ator Vin Diesel, do Triple X.

 

publicado por motite às 19:13
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

De volta à FIAK

(O capacete é aquele mesmo do teste da GSX-R 750... Foto: Fábio Oliveira)

 

Desde 1999 meus amigos jornalistas especializados em automobilismo se reúnem para pegas nas pistas de kart indoor. O que começou com uma brincadeira virou campeonato em 2002, realizado pela então fundada liga esportiva FIAK - Federação Internacional de Andadores de Kart - com aval de órgãos desimportantes como CBA, FASP, FIA e contrária aos interesses de um certo baixinho metido chamado Bernie Ecclestone.

 

Nos primeiros campeonatos disputei algumas corridas esporádicas e cheguei até a vencer uma ou duas, sei lá, quando ninguém me roubava descaradamente, ou um destes escrevinhadores celerados se jogava em cima do meu kart.

 

A exemplo de qualquer campeonato monomarca o índice de cafajestice é do mais elevado patamar. Trapacear é mais importante do que vencer, apesar de um severo regulamento técnico desportivo.

 

(Largada com 21 karts. Eu sou o da direita, com duas rodas na grama. Foto: Fábio Oliveira)

 

Depois de alguns anos afastado do campeonato, voltei à ativa durante a Seletiva Petrobras, realizada em novembro, no kartódromo da Granja Viana, SP. E logo de cara tive de disputar contra 20 karts, completamente enferrujado.

 

(Meu kart saía muito de frente. Foto: Fábio Oliveira)

 

No treino percebi que meu kart saía muito de frente, mas preferi me adaptar ao kart a trocar de equipamento. Na última vez que troquei de kart o substituto era muito pior... Mesmo assim consegui me classificar em sexto para a largada, aliviado porque apenas os seis primeiros da corrida seriam qualificados para a final.

 

Na largada usei minha velha experiência (que já narrei aqui) e fui para o lado externo da pista, enquanto todo mundo se espremia no lado interno. Coloquei metade do kart na grama e consegui passar um piloto. No kart a transmissão atua diretamente no eixo traseiro, sem diferencial. Assim, se ao menos uma roda estiver no asfalto ele ainda consegue aderência para sair rápido.

 

Ainda na primeira volta consegui ultrapassar mais um piloto e ficar em quarto lugar, já traçando um plano de manter essa posição sem forçar, porque precisava chegar até sexto.

 

Mas aí veio o erro... Como o kart saía muito de frente eu precisava entrar nas curvas de alta velocidade levemente atravessado. Logo na primeira volta exagerei na atravessada e rodei na curva mais rápida. Até conseguir endireitar e voltar à pista vi todo mundo passar e fiquei em último.

 

Comecei a recuperar posições até terminar em oitavo e perder a vaga para a final...

 

(Depois dessa bela frenagem... rodei e fui pra último! Foto: Fábio Oliveira)

 

Foi mais uma lição da série "Vida Corrida": em torneios de apenas uma prova é proibido errar. É mais importante correr em cima dos erros dos outros do que tentar uma tática ousada e jogar tudo fora em uma curva.

 

Agora restam mais duas etapas para o final do acirradíssimo campeonato FIAK 2008 e vou participar delas só pra desenferrujar. Mas em 2009, aguardem-me, seus escrevinhadores, diagramadores e vendedores de reclames, porque já contratei um personal SpeedRacer e voltarei à velha forma.

 

Ah, o resultado da corrida não importa, nesta categoria cada um só se preocupa consigo mesmo!

 

publicado por motite às 16:22
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Fim de semana sobre motos

 

(A nova BMW F 800 GS com o céu cinza ao fundo... Foto:Tite)

 

Passei o fim de semana sobre moto! Primeiro rodei cerca de 500 km no sábado com a nova BMW F 800 GS, maravilhosa, em um roteiro que começou em São Paulo, passei por Socorro, Serra Negra, Amparo, Morungaba, Jundiái, Santana do Parnaíba e São Paulo. Peguei estradas de terra, asfalto, retas, curvas todo tipo de piso e posso garantir que essa Bê-eme é simplesmente fantástica.

 

Coisas de quem entende: Desde que testei a F 800S esportiva, com este mesmo motor de dois cilindros paralelos, senti que era uma moto muito legal, mas com um motor fracote para ser 800cc. E fiquei imaginando "humm, este motor em uma moto de uso misto ficaria fantástico". 

 

Algum tempo depois comprei uma revista americana Cycle World com o teste da F 800 GS e o redator começava o texto assim: "Agora sim, o motor 800 da BMW serviu como uma luva para uma moto de uso misto"!

 

Viu! até que eu entendo alguma coisa de motos...

 

Ainda não vou publicar o teste porque quero provar a versão "on" da F 800, estranhamente batizada de F 650! Vai entender!!!

 

A F800GS é uma opção que funciona como única moto na garagem: pode ser usada na cidade, na estrada e na terra sem mexer em nada. Quer dizer, eu mexeria em algumas coisas como trocar o guidão por um mais estreito y otras cositas más que deixo pro contar no teste...

 

(esse cara aí da foto entende alguma coisa de moto! Auto retrato: Tite)

 

+      +       +

 

(Uma Ducati Desmo, acho que é 750, mas não tenho certeza... Foto:Tite)

 

Já  no domingo foi a vez de ver de perto as motos clássicas no encontro no estádio do Pacaembu. Revi várias motos que já tive e algumas que tive apenas vontade... como as Ducati. Meu pai nunca permitiu que eu comprasse uma Ducati. O velho sabia das coisas...

 

Pena que no mesmo dia tinha uma final do campeonato juvenil de futebol e a torcida fez uma barulheira da porra com os rojões. Vc sabe, eu não suporto barulho...

 

Aguarde as matérias...

 

publicado por motite às 14:14
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