Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

Embolou tudo

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Ué, cadê todo mundo? Lorenzo chega 10 segundos na frente. (foto:MotoGP.com)

Depois do GP da França o campeonato equilibrou 

Ainda bem que o GP da França foi atípico. Essa coisa de um piloto largar, abrir 10 segundos e vencer sem ser incomodado por ninguém é coisa de Fórmula 1. Na motovelocidade os vencedores não costumam ter vida fácil da largada até a chegada. É só comparar as diferenças entre os primeiros colocados na linha de chegada da MotoGP com os grande prêmios de F-1. Enquanto na moto essas diferenças raramente passam de um segundo, nos monopostos ela raramente é menor de 10 segundos. Só mesmo o Galvão Bueno acha a F1 emocionante, mas ele recebe comissão dos contratos de patrocínio. 

Só que já é segundo GP da temporada que o vencedor abre um quarteirão e some na frente dos outros. No GP das Américas, nos EUA, foi a vez de Marc Marquez enfiar quase sete segundos no Jorge Lorenzo. Isso procupa? Não, porque na motovelocidade continua sendo raro ver o que Jorge Lorenzo fez e fez bem feito: impôs um ritmo de classificação nas 28 voltas como se não houvesse amanhã. Um domínio de quem tem uma frieza fora do comum, o que aliás é esperado de um campeão mundial. 

Quem patinou na largada foi Valentino Rossi. Depois de um treino sofrível que lhe deu apenas o sétimo lugar no grid, a oito décimos da pole do Lorenzo, Rossi largou no pelotão da merda e, claro, deu merda! Foi atrapalhado, se atrapalhou e cruzou a primeira volta em sexto. Depois fez uma sucessão de ultrapassagens com precisão cirúrgica e se mandou em segundo atrás do Lorenzo, que já tinha 5 segundos de vantagem... Na F1 isso é titica, mas na MotoGP é uma eternidade.

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Ianonne: melhor correr a pé mesmo. (foto: MotoGP.com) 

Aaah Ducati. Acho que o único consolo da equipe italiana é saber que em 2017 vai ter um piloto com a frieza do Jorge Lorenzo, porque os calientes Andreas estão dando um prejuízo enorme. Se olharmos os tempos de volta da Ducati percebe-se que estão exatamente no mesmo ritmo das japonesas Honda e Yamaha. Está faltando aquele piloto “redondo” que consegue andar no limite sem escorregar na própria baba. 

Bom, esse GP da França foi um festival de quedas. Segundo o locutor da SporTV a culpa era do asfalto, mas os pilotos todos afirmaram que o pneu dianteiro da Michelin pra essa corrida não passava o feeling de limite. Simplesmente saía de baixo e deixava o piloto de nariz no asfalto. Mais uma vez os pilotos “cerebrais” como Lorenzo e Rossi sabem identificar o limite antes de a moto sumir debaixo das pernas. 

O tombo sincronizado de Andrea Dovizioso e Marc Marquez foi a prova definitiva de que o problema estava nos pneus dianteiros. Ambos caíram igualzinho e não acredite no que se escreve nas redes sociais: o MM não reclamou do Dovizioso quando se viu no chão, ele reclamou consigo mesmo! Sim, isso acontece com todo mundo. Também não foi causado pelo remendo no asfalto, senão os outros 15 pilotos teriam caído também. 

Depois da corrida os dois se explicaram ao canal Fox. Dovi disse que foi traído pelo pneu dianteiro no momento que estava apertando o ritmo para não deixar Rossi fugir e se proteger dos ataques do Marquez. Já MM deu a mesma explicação: a moto saiu de frente no momento que tentou dar um tiquinho a mais de gás. Segundo ele, esse pneu já tinha apresentado o mesmo problema em Jerez e dicidiu reduzir o ritmo para garantir o terceiro lugar, pensando no campeonato. Mas por que então em Le Mans decidiu apertar? 

- Porque já tinha três motos na frente e isso seria ruim para a tabela geral. Não podia ficar só mantendo o ritmo, precisava atacar! Explicou o espanholito. 

Ao final da corrida, a equipe Ducati divulgou o mapa da telemetria do Dovizioso confirmando tudo que o italiano disse. No momento da queda ele havia inclinado a moto dois graus a mais do que o normal e... chão! 

Para o campeonato essa prova embolou de vez e trouxe mais emoção. Dos três primeiros colocados cada um já teve seu chão. No caso de Lorenzo e Rossi isso representou zero ponto. Já Marquez amadureceu tanto no ano passado que levantou a moto e foi buscar três pontinhos que podem ser decisivos num ambiente tão equilibrado. 

Destaque também para Maverick Viñales, de 21 anos, que fez uma corrida de gente grande dando o pódio à Suzuki. Já de contrato assinado com a Yamaha para 2017, ele vai ter uma baita moto nas mãos e um companheiro de equipe com título de “doutor”. Vai crescer muito! 

Entre as motos, a Yamaha é a moto mais bem resolvida para os compostos da Michelin. Quando Lorenzo afirmou que perdeu o GP da Espanha por causa dos pneus não estava mimimizando, foi uma escolha errada mesmo. Um grande piloto não comete o mesmo erro duas vezes, como acabamos de ver. A Honda ainda não mostrou constância e intercala corridas excelentes com outras medianas. Não pode contar com Dani Pedrosa para ajudar MM e ainda tem de ver seu piloto chegando atrás de Suzuki e Ducati... Esta, por sua vez, tem tudo para ganhar uma etapa em 2016, tudo em termos de engenharia, mas está faltando piloto... 

Moto2 e 3

Na Moto2 continua a torcida para Franco Morbidelli, o ítalo-brasiliano que leva a bandeira do Brasil no capacete. O cabra é bom, ninguém chega entre os cinco primeiros em uma prova do mundial sendo um bobo. Mas ainda falta aquele toque de gênio para chegar lá na frente. Mas a disputa está bem equilibrada entre Alex Rins e Sam Lowes. É uma categoria que dá gosto de ver porque tem um zilhão de motos escorregando de lado. 

Já na Moto3 parece que Brad Binder venceu a segunda consecutiva, abriu uma larga vantagem na tabela para administrar o campeonato. E o malaio Khairul Pawi foi mesmo fogo de palha: só vai no piso molhado, portanto é bom fazer uma dança da chuva a cada prova. 

Para saber classificação, estatísticas, tabelas, calendário etc clique AQUI.

 

publicado por motite às 16:59
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2016

Que domingo!

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Essa foi a visão que tiveram do MM93 (fotos: MotoGP.com)

O GP da Argentina de Motovelocidade foi a felicidade do fim de semana

Para quem gosta de velocidade as corridas de moto transformam qualquer sonolento domingo num dia de pura emoção. Coincidência, ou não, a segunda etapa do Mundial de Motovelocidade caiu na mesma data e quase mesma hora da largada da segunda etapa do mundial de Fórmula 1. Mas quanta diferença... 

Enquanto a F1 cria regulamentos e pneus perecíveis para aumentar artificialmente o número de ultrapassagens, na motovelocidade elas acontecem, entre os líderes, na razão de quase uma por volta! Qual emoção de ver um carro com pneus super aderentes ultrapassar outro que escorrega como se a pista estivesse molhada só para ele? Sem falar que há mais de um ano e meio é a mesma equipe que vence todos os GPs. 

Na motovelocidade, seja o Mundial de MotoGP (transmitido pelo SporTV), seja o Mundial de Superbike (transmitido pela BandSport e ESPN+), não é preciso criar nenhuma regra, tudo se desenvolve de forma equilibrada e ninguém se atreve a apostar em um vencedor até a bandeira quadriculada. 

Essa segunda etapa na vizinha Argentina, começou com uma corrida totalmente atípica na Moto3, que usam motores de 250cc, quatro tempos. Se na primeira etapa a corrida foi uma briga de foice de elevador com a luz apagada, com apenas UM segundo separando o vencedor do sétimo colocado, nessa segunda um piloto se destacou e conseguiu inacreditáveis 26 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. 

O malaio Khairul Idham Pawi, de 17 anos, 1,67m e 57 kg, fez uma corrida impressionante, raramente vista na categoria. Foi apenas sua segunda corrida em uma prova do mundial de motovelocidade e já conquistou o mundo com sua pilotagem agressiva e totalmente sem juízo. Quando já tinha 10 segundo de vantagem na liderança a equipe começou a pedir calma. Com 20 segundos o chefe de equipe já estava desesperado, sobrevivendo à base de calmante, mesmo assim o jovem que começou a correr apenas dois anos antes em provas de motonetas (na rua e em kartódromos), continuou cravando a melhor volta em uma pista que estava úmida em alguns pontos. 

Segundo o locutor e comentarista da prova, essa capacidade veio da experiência em provas na Malásia, país tropical com alto índice de chuva. Que me perdoem esses especialistas, isso já foi dito dos pilotos ingleses, dos belgas, dos finlandeses, mas na verdade o que constrói essa qualidade é a sensibilidade do piloto e sua capacidade de entender a pista. Temos de esperar uma próxima corrida em piso molhado para saber se ele é bom só nessa condição. Lembro que no treino, com pista seca, ele classificou em quarto. O menino é um fenômeno mesmo, pode anotar esse nome... 

Ah, falando em locutor, por favor, não entrem nessa onda de “primeira vitória de um malaio em 67 anos de campeonato”, porque os malaios não participam desse torneio desde a primeira temporada. O correto é “a primeira vitória de um malaio desde que estrearam na categoria!!!”, ou simplesmente “a primeira vitória de um malaio no mundial”, ponto final. 

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Sei que é difícil, mas anota o nome desse malaiozinho cheio de espinha: Dahrul Pawi 

Moto2, o “nosso” piloto

Confesso que não agüento mais esse papo de fazer do Franco Morbidelli um piloto brasileiro. O piloto já percebeu que pode se beneficiar disso e tratou de entrar na onda, colocando metade do capacete com a bandeira brasileira e até está estudando a língua materna. Só que na pista ele mostrou que tem velocidade, mas falta maturidade. Por duas vezes caiu quando estava entre os três primeiros e tem tudo para vencer seu primeiro GP nesta temporada. Só não dá pra engolir que ele é “quase” brasileiro, porque eu também não me apresento por aí como “quase” italiano! 

Na corrida foi aquele arranca rabo de sempre, com a pista naquela condição pior que existe: nem totalmente seca nem totalmente molhada. É muito melhor quando ela está completamente ensopada do que nesse estado meio seco-meio molhado. O Morbidelli foi vítima justamente dessa condição. Johan Zarco conseguiu uma importante vitória, depois de amargar um 12º lugar na primeira etapa. 

Pára tudo!

MotoGP tem seu dia de F1 com essa papagaiada de troca de moto por causa dos pneus. Aliás, a Michelin está mais suja que pau de galinheiro. Pneus estourando, problema com a entrega do produto e agora essa presepada de reduzir o número de voltas e dividir em duas baterias porque não sabia se os pneus agüentariam até o fim. Vexame! 

A corrida teve duas partes. Na primeira e melhor de todas Valentino Rossi vacilou na largada (a moto perdeu tração e não empinou viu, locutor!) e Jorge Lorenzo partiu que nem um foguete! Começou a perder terreno, foi sendo ultrapassado até que... POF! Caiu antes mesmo de trocar de moto. Não precisa se preocupar, porque no ano passado ele também zerou uma etapa e foi campeão do mundo. Se ele perder esse ano não será por causa dessa queda, mas por outro motivo. 

Está para ser anunciada sua saída da Yamaha para ocupar uma vaga do cabeça de bagre Andrea Iannone na Ducati. Se confirmar mesmo pode ter certeza que o desempenho dele esse ano começará a pipocar. É natural que a Yamaha jogue suas cartas em Valentino Rossi por dois motivos: 1) tem mais dois anos de contrato; 2) está em segundo lugar bem à frente de Lorenzo. Na MotoGP não existe essa coisa de primeiro piloto como na F1, mas se tem uma coisa que deixa chefe de equipe muito irritado é anunciar que vai sair, isso acontece até em equipe de rolimã! 

O pega entre Marc Marquez e Valentino Rossi na primeira bateria foi feroz, limpo e anunciava um pega pra capá dos bons até o fim, mas veio a troca de motos e babaus. A segunda Yamaha não estava à altura da primeira e Rossi foi perdendo terreno até ser alcançado por Maverick Viñales (Suzuki), Andrea Dovizioso (Ducati) e Andrea Iannone (Ducati). Maverick teve seu dia de Opala 2500 e escorregou no molhado. A hora que ele parar de cair será um páreo duro e tem tudo para conseguir sua primeira vitória em 2016. 

Depois as Ducati vieram pra cima, passaram pela Yamaha de Rossi e o que tinha tudo para ser uma festa ducatista acabou na área de escape porque Iannone simplesmente perdeu a frente e mandou Divizioso pro espaço. Rossi agradeceu o enorme presente, mas quem nem percebeu que estava no pódio foi o sempre coadjuvante Dani Pedrosa que apareceu em terceiro. 

As Ducati tem tudo para vencer em 2016 mesmo com pilotos não tão constantes. Aliás, só por isso é que Lorenzo aceitou a proposta de se mudar para lá. Parece que agora as motos italianas estão rápidas não apenas nas retas, mas na pista toda. Tem a parte dos 24 milhões de Euros também, que me convenceria a correr até de Kasinski, mas pode acreditar, esses caras nem precisam de mais grana, eles vivem de títulos. Já que a Ducati não conseguiu um piloto italiano vencedor e Lorenzo está numa fase excelente, vai ter de ser espanhol mesmo e viva as forças aliadas! 

Prognósticos para 2016? É um pouco cedo, mas já vimos que Marc Marquez acertou muito bem a Honda e parece que está com a testosterona controlada. Conseguiu um começo de temporada muito acima dos rivais da Yamaha e pode controlar bem essa vantagem. Acredito que daqui para frente ele pode nadar de braçada. 

A próxima etapa será nos EUA, no Texas, dia 8 de abril, circuito com uma reta de 1.200 metros e velocidade máxima de 344 km/h. Bom para as Ducati que voam na reta, mas espero que sem o desesperado Iannone fazer nenhuma lambança. Vamos aguardar!

 

publicado por motite às 13:55
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Sábado, 19 de Março de 2016

99% campeão, mas aquele 1%...

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O Lorenzo está com a macaca... e o macacão! (Foto: MotoGP)

O que esperar de 2016

Eu fiz de propósito. Poderia ter escrito essa resenha lá atrás, no começo do ano, mas quis esperar o primeiro treino oficial para referendar tudo que escrevi no final de 2015. Como meus leitores sabem, sou um dos editores do anuário AutoMotor o mais antigo e completo compêndio das competições motorizadas no mundo. Sim, do mundo, em se tratando de mídia impressa. São mais de 4.5 kg de informação, mais de 1.000 fotos, mais de 400 páginas e contempla as principais categorias do automobilismo e motociclismo mundial e brasileiro. 

Todos os anos, há 24 anos, participo desse trabalho e escrevo a editoria de motociclismo. Como de costume, escrevi sobre o mundial de MotoGP (segue a íntegra abaixo) e mostrei, sem o ranço de torcedor, nem de fanático, que da metade da temporada de 2015 em diante o Jorge Lorenzo foi sempre mais rápido que Valentino Rossi, que o título de 2015 ficou na mão do cara mais rápido e pronto! Ponto final! Não tem mimimi, basta olhar os tempos de classificação. Lorenzo foi sempre dois décimos a meio segundo mais rápido que Rossi.

Bom, começou 2016, o meu amigo e jornalista Ronaldo Arrighi perguntou: quem é favorito em 2016? E eu respondi: se continuar na mesma balada de 2015 será Lorenzo. Mas... motovelociade é muito imprevisível, tem tornozelos quebrados, clavículas esmigalhadas, escafóides dilacerados etc. Salvo voos, Lorenzo vai nadar de braçada.

Eis que terminou o primeiro treino oficial e Lorenzo já cravou a pole e enfiou dois décimos no Valentino Rossi! Pole position em motovelociade não fregga niente. O que importa é o numerinho que aparece no cronômetro. E fique de olho no Maverick Viñales, porque o cabra é ligado em 220V e a Suzuki está bem acertada. Já arrancou o terceiro tempo. E, como sempre, Dani Pedrosa é aquela moscamortice já conhecida, tomando meio segundo do Lorenzo. Marc Marquez rompeu amizade com Valentino Rossi e se os dois se trombarem numa frenagem vai voar pena pra tudo que é lado. Marquez precisa baixar o nível de testosterona pra ser campeão do mundo, coisa que Lorenzo já aprendeu. Esse ano de 2016 promete...

Vamos ver essa primeira etapa porque em motovelocidade piloto burro nasce morto. O cara que for mais cerebral leva. Lorenzo tem o 99 na carenagem para lembrar que tem 99%de chance de ser campeão, mas tem aquele 1%...

Leia a íntegra do texto publicado no Anuário AutoMotor, mas compre o seu exemplar pela internet no SITE e ajude a pagar meu 13. salário. 

Vale ou não vale?

Em uma das temporadas mais emocionantes o espanhol Jorge Lorenzo se torna tri na MotoGP. Johann Zarco foi o campeão na Moto2 e Danny Kent na Moto3.

Ver o título decidido na última etapa não é novidade da MotoGP, pelo contrário, são raros os títulos conquistados por antecipação. Mas em 2015 a temporada foi cruel com o italiano Valentino Rossi, dono de nove títulos mundiais. Depois de liderar por 17 etapas viu o título ir para as mãos do espanhol Jorge Lorenzo na última! Aos 36 anos, Rossi pode ter perdido a última chance de conquistar seu 10º título mundial. E ainda assistiu Lorenzo ser laureado pela quinta vez.

Foi um campeonato espetacular sobre vários aspectos. Depois de duas temporadas brilhantes, o jovem espanhol Marc Marquez teve um ano difícil, com muitas quedas, atribuídas a um problema de estabilidade na frente de sua Honda. E Dani Pedrosa, também espanhol, que fez uma nova cirurgia para resolver a síndrome compartimental no antebraço e voltou tão bom que venceu duas das quatro últimas etapas. Até a Ducati rendeu mais do que o esperado colocando o piloto italiano Andrea Ianone no pódio duas vezes. O que teve influência vital na decisão do título.

Mas o ano de 2015 da MotoGP ficará para sempre gravado na memória pelas duas últimas etapas: Malásia e Valência. Tudo por conta de uma suposta ajuda dos pilotos espanhóis para que o título ficasse na península Ibérica.

Depois de Valentino Rossi abrir 23 pontos de vantagem sobre Jorge Lorenzo após a prova em Misano, Lorenzo fez uma sequência de bons resultados até que chegaram a tumultuada etapa da Malásia com uma diferença de 11 pontos de vantagem para o italiano. Depois de largar na pole Lorenzo despachou na frente, seguido de Dani Pedrosa e a dupla Rossi/Marquez que se engalfinharam por cinco voltas, com cenas de ataque cardíaco, até que Rossi alargou a trajetória de propósito, forçando Marc Marquez a encostar e cair.

A partir desse momento tudo é especulação, porque só duas pessoas no mundo sabem exatamente o que houve: Marc Marquez e Valentino Rossi. Nem adianta ver os filmes inúmeras vezes, analisar telemetria, nada, porque com um título mundial em jogo cada um vai se defender até a morte. E foi o que fizeram.

A choradeira que seu viu nas redes sociais logo após o encerramento do Mundial foi decorrente de fanatismos e da punição aplicada a Rossi pelo acidente na Malásia. Ele foi julgado e condenado o que o fez largar em último, não pelo evento da Malásia, mas pela soma dos pontos que já tinha em seu prontuário de piloto. Assim como no trânsito, os pilotos recebem pontuação por atitudes anti esportivas e com quatro pontos a pena foi largar em último. 

De fato, Lorenzo venceu sete provas, contra quatro de Valentino, que foi muito mais regular, marcando pontos em todas as etapas. No entanto, o campeonato chama Mundial de Motovelocidade e não de Motoregularidade, por isso ganha quem é mais rápido e aqui até os fãs do campeoníssimo italiano podem acompanhar pela cronometragem das últimas três etapas que Lorenzo foi sempre mais rápido. E mais, na etapa derradeira, quando Rossi teve de largar em último, ele nem chegou perto dos tempos de volta do Lorenzo.

Mesmo que ele tivesse largado em 12º, seu tempo nos treinos, ele nem chegaria entre os primeiros porque foi quase meio segundo mais lento por volta. O que pegou muito mal foi a atitude de Jorge Lorenzo após a prova, ao agradecer à equipe Honda pela “ajuda”! Em entrevista ele afirmou que deveria agradecer aos pilotos espanhóis pela ajuda. Isso caiu como uma bomba porque a motovelocidade sempre se orgulhou de jamais, em 63 anos, permitir e incentivar o jogo de equipes, ainda mais equipes de fábricas tão rivais quanto Honda e Yamaha. Mas a presença do rei Juan Carlos antes da largada e o fato de nenhum piloto espanhol ter conquistado título nas categorias Moto2 e Moto3 deu todo o ar de “patriotada” justamente na etapa derradeira na... Espanha!

Para jogar a pá de cal definitiva, a Bwin, a mais famosa casa de apostas e patrocinadora tanto do Mundial quanto de equipes, decidiu devolver o valor das apostas a quem cravou Valentino Rossi como campeão. Segundo o porta-voz da empresa, eles sempre promoveram a integridade no esporte e os eventos de Sepang colocaram esse título em dúvida.

Na categoria Moto2, o francês Johann Zarco foi avassalador com oito vitórias e o título antecipado. Tito Rabat, campeão em 2014, decidiu continuar na categoria e defender o título, algo raro na motovelocidade, mas apesar das três vitórias zerou duas provas – uma delas derrubado pelo ítalo-brasileiro Franco Morbidelli – e teve de se contentar com o terceiro lugar na classificação geral, apenas três pontos atrás do vice-campeão Alex Rins.

Para compensar o ano-para-esquecer da MotoGP, a categoria Moto3 foi de roer as unhas da primeira a última volta das 18 etapas. Depois de um começo vitorioso, o inglês Danny Kent apontava até como campeão antecipado, algo raríssimo de se ver na categoria de base. Ele abriu uma enorme vantagem até exatamente a metade da temporada, mas viu a reação consistente do português Miguel Oliveira que venceu nada menos do que quatro das últimas cinco etapas e chegou ao fim com apenas seis pontos de desvantagem, mesmo depois de zerar três etapas. Para ter uma ideia do nível de competitividade dessa categoria, na primeira etapa no Qatar, a diferença entre o vencedor e o 14º colocado na linha de chegada foi de apenas 2,5 segundos.

 

 

 

publicado por motite às 19:48
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Balanço da MotoGP 2009

(Galinha velha?)

 

A temporada 2009 da MotoGP começou muito equilibrada, como sempre. A prova de abertura, no Qatar, mostrou quem tinha as melhores cartas. O levíssimo Casey Stoner (51 kg) colocou sua Ducati na primeira posição, seguido das Yamaha de Rossi e Lorenzo. Desde os treinos pré-temporada já se sabia que estes três seriam os sérios candidatos a título e vitórias. Correndo por fora outro pequeno, o espanhol Dani Pedrosa (1,60m) que está devendo uma temporada brilhante na Honda desde a sua estreia na MotoGP em 2006.

Foi na segunda etapa, no Japão, que Lorenzo colocou as manguinhas de fora. Após vencer, com o campeão Rossi a 1,3 segundo, o espanhol passou a liderar o mundial com um ponto de vantagem sobre Rossi e deu a polêmica entrevista, afirmando que a Yamaha teria arriscado demais colocando um galo novo dentro do galinheiro. Rossi foi mais político e afirmou que ter um companheiro como Lorenzo era “um estímulo a buscar cada vez um limite mais alto, um bom desafio”. Nada como ter uma língua domesticada.

Que Jorge Lorenzo é rápido, ninguém duvida afinal ele foi bi-campeão na 250cc, somando 17 vitórias na categoria. Vê-lo pilotar assusta, porque está quase o tempo todo no fio da navalha, no limite máximo da moto, dos freios e dos pneus. E quem vive perto demais do abismo uma hora cai. Seu histórico de quedas em 2009 começou justamente na prova caseira, o GP da Espanha, deixando a vitória e os 25 pontos adicionais para o Rossi.

O equilíbrio não demorou muito. O tumultuado GP da França, com pista ora molhada, ora seca, foi daquelas provas para assistir em pé. Rossi caiu, voltou, mas não pontuou. Lorenzo venceu, empatou a classificação e o italiano Marco Melandri deu à equipe não oficial Kawasaki a segunda posição, melhor resultado da temporada. Foi a festa, porque no final de 2008 a Kawasaki anunciou sua retirada do mundial, mas permitiu que uma equipe particular, apoiada pela fábrica, mantivesse a estrutura. Melandri – que nas horas de folga é DJ, e dos bons – fez várias provas espetaculares e provou que a saída da Kawasaki foi precipitada.

E veio o GP da Espanha...

Era a 24ª e penúltima volta do GP da Catalunya, Espanha, sexta etapa do Mundial de motoGP. Desde a primeira volta os dois pilotos da equipe Yamaha, o italiano Valentino Rossi e espanhol Jorge Lorenzo trocavam de posição ferozmente em um duelo fratricida, que poderia acabar com os dois fora da prova, dando a vitória ao australiano Casey Stoner, da Ducati. Se a corrida terminasse com estes três pilotos nas três primeiras posições a tabela do mundial de MotoGP ficaria empatada em 106 pontos.

 

(Lorenzo, o galo novo...)

O circuito catalão tem 4.655 metros, 16 curvas e uma longa reta. A última curva, que antecede a reta de chegada é rápida e ninguém imaginaria uma ultrapassagem naquele ponto. Quer dizer, quase ninguém!

Quando Lorenzo entrou na chicane New Holland em primeiro lugar o público já festejava a vitória do piloto local. Mas aí veio o golpe que já vitimou outros astros do motociclismo mundial, como Sete Gibernau e Casey Stoner: Rossi achou um ponto de ultrapassagem inimaginável e passou por Lorenzo para receber a bandeirada em primeiro lugar com ridículos 0,095 segundo de vantagem. Com Stoner em terceiro o mundial apresentou os três pilotos empatados. 

 

(Stoner, doente ou oportunista?)

O campeonato seguiu disputado a cada a etapa, até que duas quedas seguidas de Lorenzo (Inglaterra e República Checa), deixaram Rossi com 50 pontos de vantagem e a sensação de colocar mais um título no bolso. Nesta altura do campeonato uma surpresa: o australiano Casey Stoner já dava sinais de algum problema físico ou emocional porque seus resultados foram piorando. Alguns acenavam como uma possível “síndrome de Rossi”. Essa “doença” ataca pilotos que de alguma forma sofreram ultrapassagens cinematográficas do campeão Rossi e que caíram em depressão. Mas não foi o caso. Afastado por três etapas para tratar uma desconhecida virose, o problema de Stoner foi diagnosticado como falta de potássio. Fosse ele chegado às festas populares, saberia que a receita para aguentar quatro dias de carnaval em Salvador sem ter câimbras inclui uma dieta à base de banana e água de coco, ricos em potássio!

Quando tudo caminhava para um final de temporada sossegado para Rossi embolsar o sétimo título mundial da categoria veio a corrida de Indianápolis. E o inesperado aconteceu: Rossi caiu, deixando o caminho livre para uma vitória do rival, Jorge Lorenzo. O primeiro a admitir a “burrada” foi Valentino que apareceu na etapa seguinte, em San Marino, com o burro do desenho Shrek pintado no capacete. Venceu a corrida no principado e levou a ironia ao pódio, quando apareceu com um enorme par de orelhas de burro preso à cabeça. Em suma, consertou a burrada e ainda capitalizou em cima do erro, em uma genial demonstração de marketing pessoal.

O GP de Portugal marcou a volta de Casey Stoner ao posto de primeiro piloto da Ducati. Refeito da suposta doença, Stoner terminou em segundo atrás de Lorenzo e à frente de Pedrosa. Rossi, muito mais tranquilo e pensando no campeonato, terminou em quarto e manteve viva a esperança de engolir o galo novo.

Não deu outra. A etapa da Austrália colocou ordem no galinheiro. Stoner voltou a vencer e mostrou ao mundo como potássio é importante na corrente sanguínea. Rossi terminou em segundo e praticamente botou as duas mãos na taça e Lorenzo, bem, o espanhol mais uma vez comprou um terreno logo na primeira volta do GP da Austrália. Na penúltima prova, na Malásia, Rossi fechou a fatura, colocou mais um título na prateleira e o “adoecido” Stoner venceu a segunda consecutiva. Na última etapa, em Valência, diante do público espanhol, finalmente Dani Pedrosa conseguiu uma vitória que o colocou em terceiro na tabela final do campeonato. Tudo bem que teve uma ajuda importante da Ducati. Sim, a Ducati do Stoner, que fez a pole position e rumava para a terceira vitória consecutiva, mas os pneus não se aqueceram o suficiente na volta e Stoner caiu antes mesmo de largar. Frustração total, mas essa prova serviu para marcar a estreia do americano Bem Spies, campeão mundial da Superbike. Olho nele em 2010!

(Stoner e Livio Suppo, troca de acusações...)

Ainda sobre a misteriosa doença de Casey Stoner, houve também uma suspeita perigosa, a de que o piloto teria feito uma espécie de greve. Ao saber que a Ducati fez um convite informal para Lorenzo correr na equipe em 2010 por oito milhões de Euros, Stoner estrebuchou, afinal ele praticamente domesticou a Ducati e recebeu modestos 1,5 milhão de Euros em 2009. De repente o australiano adoece, fica três provas em casa e, como se viu, ninguém o substituiu à altura. O capo geral da equipe Ducati, Livio Suppo, acusava-o de ficar horas sem comer e se alimentar à base de junkie food, o que é uma heresia para qualquer italiano. Até que o pequeno comedor de hambúrguer reaparece e arranca duas vitórias consecutivas. Recuperou-se rápido, não? Coincidentemente, ao final da temporada, Livio Suppo anunciou sua transferência para a Yamaha. Especulações à parte nem Lorenzo foi para a Ducati e nem Stoner estava tão fraco assim... 

(Ninguém duvida de Doviziozzo)

Na categoria 250cc o surpreendente japonês Hiroshi Aoyama deu o título para a Honda, com uma moto privada de 2007, lutando contra o cabeludo Marco Simoncelli (Gilera). Na 125cc, o veterano ex-campeão mundial Jorge “Aspar” Martinez viu o resultado de um longo trabalho de formação de pilotos dar resultado. Aspar criou um campeonato na Espanha para revelar novos talentos e seus dois pilotos terminaram o mundial de 2009 com os primeiros lugares, com o não tão jovem espanhol Julian Simon (22 anos) em primeiro e o inglês Bradley Smith em segundo. Simon foi o responsável pela grande salamada da categoria em 2009. No GP da Catalunya ele estava liderando e quando entrava na última volta confundiu a placa de tempo com a bandeira quadriculada e tirou a mão achando que tinha vencido a corrida. Mas ainda faltava uma volta... Mesmo assim terminou em quarto lugar.

 

publicado por motite às 18:27
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Não perca o Linha de Chegada

(A gente entende um pouco dessa coisa.)

 

Amigos leitores não percam nesta quinta-feira, dia 12, às 22:00 horas, no canal SporTV, o programa Linha de Chegada, do Reginaldo Leme. Será um especial sobre o Mundial de MotoGP, com a participação dos comentaristas Fausto Macieira, Lito Cavalcante, Claudio Carsughi e eu!!! Sim, eu mesmo! Finalmente a Globo me descobriu e nem precisei pagar o mico de aparecer no Big Brother.


Não percam, e numa versão 2.0 com bigode (pra ficar parecido com a minha avó).

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publicado por motite às 18:27
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Sábado, 28 de Junho de 2008

MotoGP ficará igual à F1?

(Casey Stoner. Foto:www.MotoGP.com)

 

 

Poucas motos no grid. Grande vantagem do primeiro colocado. Resultados até certo ponto óbvios. O que aconteceu com a MotoGP em 2008?

 

Depois de quase matar muita gente do coração, a categoria rainha do motociclismo de velocidade está vivendo um momento perigoso. Preocupante, porque o grid está cada vez mais magro e as equipes médias não conseguem se aproximar das grandes. Pode ser reflexo direto da chegada da eletrônica nas motos?

 

Para manter esses sistemas eletrônicos funcionando como se deve a equipe não precisa apenas comprar softwares e hardwares, precisa de técnicos capazes de gerenciá-los a pilotos capazes de interpretar tudo isso. Quando a eletrônica se limitava à injeção de gasolina as equipes eram muito mais equilibradas.

 

Sorte do Stoner, que tem a Ducati a serviço dele e um sistema eletrônico de gerenciamento da moto considerado o melhor de todas as equipes.

 

Mas se a MotoGP está minguada, com 15 pilotos no grid, acorde mais cedo e assista a categoria 250! Karaka, as duas últimas etapas foram de arrepiar. Os vencedores vieram lá de trás, papando todo mundo e fazendo corridas inesquecíveis. Não vou ficar dando muitos detalhes, afinal você está na INTERNET, não está? Então deixa de ser preguiçoso e vá no www.motogp.com e confira resultados, sinopses, vídeos, fotos, dados etc, em vários idiomas.

 

O que me preocupa é que já estão falando em mexer no regulamento da 250 para reforçar o grid da MotoGP. Deixa ver se o lesado aqui entendeu direito: querem arriscar a competitividade da 250 para salvar a 800cc da falência??? Deus do céu! Preparem-se, vem aí cagadas de todas as formas. As categorias 125 e 250 são os alicerces da MotoGP e querem arriscar isso em nome do quê? De encher o grid da 800. Bull shit!

 

Se eu entendesse alguma coisa de motos e competição eu faria outras coisas, como retirar alguns sistemas eletrônicos, principalmente o controle de tração e faria muitos esforços para trazer mais marcas como Aprilia, KTM, BMW, Benelli e MV Agusta.

 

Quanto so GP da Holanda, em Assen, cara, esse Stoner é o diabo louco da Austrália, já reduziu muito o gap em relação aos líderes em apenas duas provas e vai proporcionar um campeonato memorável.

 

Até amanhã!

 

publicado por motite às 15:26
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Domingo, 8 de Junho de 2008

Fim de semana de velocidade

Daniel Pedrosa meteu um chocolate na concorrência!

 

 

Fim de semana de motovelocidade para ninguém reclamar: às 9:00 da manhã GP da Catalunya de MotoGP e às 14:00 GP do Canadá de F1. A prova da MotoGP foi um vareio do nanico mal humorado, Dani Pedrosa. O cara meteu sete segundos no segundo pelotão o que na MotoGP é algo como um nanosegundo se comparado com a F1.

 

Gostei de ver o outro nanico Casey Stoner pilotar com um estilo totalmente australiano de ser: sempre de lado e sempre no limite entre a queda e o espetáculo. E melhor ainda foi a imagem no grid de largada, quando Stoner se agachou e apareceram as pernas da esposa gatíssima dele. Aliás, as mulheres do MotoGP são muito mais gatas que as da F1.

 

 

 

E o Valentino: ave Maria! Quando parte da mídia já dava o italiano como carta fora do baralho, acomodado, se preservando etc, o cara venceu duas seguidas e deu um baile na Catalunya. Largou em 9º, driblou o Stoner e terminou em segundo. Só tem uma coisa que me incomoda no Valentino: é aquele salame gorducho que não sai do lado dele. Os pilotos de motovelocidade e de F1 são assim: ou tem uma maravilhosa ao lado, ou o pai, o irmão, ou ninguém! O único que tem um "damo" de companhia é o Valentino Rossi. Pusta troço mal explicado pacas!

 

Uma vez eu estava fazendo uma conexão entre Milão e Roma e no aeroporto dei de cara com o Valentino. Ele ainda estava na 250 e, segundo ele mesmo me falou, estava indo pro Japão fazer o primeiro teste na Honda NSR 500. Quem estava do lado dele??? Esse salame que nem sei o nome dele. Hummmm. isso me cheira a uma baitolagem das mais grudentas. Pô, o cara é o rei do marketing e fica pra lá e pra cá com um pentelho a tira-colo! Sejas ômi e arruma uma coisa fofoclenta como essa pit-girl aí de cima!

 

+   +  +

 

 

Na F1 eu estava quase dormindo, dando umas pescadas até a 13ª volta, quando o Hamilton fez uma daquelas cagadas que ficarão pra história. Ele simplesmente não percebeu os dois coleguinhas na frente e CATAPLAWS, enfiou-lhes uma McLaren nos fundilhos. Que beleza!

 

E o Nelsonzinho Piquetizinho??? Na iminência de ser defenestrado da Renô o Galvão Bajulão Bueno tenta nos convencer que o fedelho pilota alguma coisa. Por muito menos o Galvão classificou pilotos como Satoru Nakagima, Yukio Katayama, Scot Speed e outros do pelotão da m*** de tudo que é apelido ridículo. Agora só porque o Nelsonzinho Piquetizinho é brasileirinho ele fica mudo diante das gigantescas burradas do bebê. É mais um que precisa tomar machol e virar ômi! Duvido que o Piquetizinho chegue até o final do ano na Renô.

 

O Robert Kubica é mais feio que bater na vó com a Bíblia, mas o cara funciona! Rapazes, esse polonês tem três bolas no saco e vai virar herói nacional, depois do ex-Papa.

 

Depois de um fim de semana desses só mesmo começar a segunda-feira na minha super hiper mega nova aquisição: uma Honda Biz 125+. Depois eu explicarei porque esta é a melhor moto do mundo!

publicado por motite às 20:42
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