Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Tempos modernos

 

Interlagos: uma rara imagem de Gilles Villeuve na Ferrari nº 1 do Jody Scheckter

 

Como era ser jornalista nos anos pré-internet

 

Nessa onda de reler alguns livros acabei encontrando meu passado. Dentro do delicioso livro Henfil na China (1981) achei um pedaço de fotolito com um trecho de poesia. Sim, poesia, aquela coisa gosmenta e pegajosa que, segundo ouvi de um senhor num hotel em Londrina, "é o jeito mais fácil de conquistar uma mulher de coração mole".

 

Pois é, todo jornalista que se preza já passou pela fase da poesia. No meu caso teve nada a ver com conquistar corações melequentos, mas por treino mesmo. A poesia está para o escritor assim como o futebol de salão para um jogador de campo. Escrever poesias é a forma de treinar aquilo que só a poesia sabe ensinar: como dizer muito escrevendo pouco. Como os textos jornalísticos na época da imprensa impressa tinham um rigor métrico - era preciso escrever a quantidade certa de caracteres - às vezes nos víamos diante de uma necessidade de explicar muito, porém com pouco espaço. Aí entra o poder de síntese que só a poesia consegue!

 

O mesmo Gilles, no Rio de Janeiro, já na era turbo.

 

Mas não é sobre poesia que queria escrever. Além de lembrar dessa minha época, digamos, romântica, ter um fotolito em mão me fez recordar do começo da minha carreira de jornalista. Que, na verdade, começou na publicidade e nem como redator, mas como retocador de fotolito. OK, vou ser mais honesto, começou como paste-up, mas eu era tão ruim em recortar e colar que o diretor de arte me "promoveu" ao fotolito.

 

Hoje em dia fico impressionado ao ver velocidade da informação e acho graça quando escuto novos jornalistas criticando o excesso de trabalho e as "dificuldades"... puxa, realmente é muito difícil tirar uma foto com o iPhone e enviar para o e-mail do editor com uma legenda de 140 caracteres. Trinta anos atrás era um pouco mais complexo.

 

Stock-Car dos Opalões e rally

 

Telefoto, um bicho de mandar imagem

 Se tem uma coisa que não sinto a menor saudades é do começo da minha vida de jornalista, principalmente de fotógrafo. Só para ilustrar vou contar como era trabalhar no evento mais importante do ano, o GP Brasil de Fórmula 1.

 

Em 1977 eu aprendi a fotografar e justamente no GP Brasil de F-1 em Interlagos. Moleza... os caras com Canon, Nikon, lentes de 400mm, 500mm e eu de Pentax K1000 com uma lente de 200mm fixa. Sabe aquele provérbio "em briga de faca leva vantagem quem está de revólver"?, pois bem, eu estava de canivete! A credencial foi conseguida com um amigo de um capitão da PM, coisas da época de regime militar.

 

Jean Pierre Jabouille, mais conhecido por Jabulé, em Interlagos.

 

Cheguei em Interlagos sem ter a menor noção do que era abertura, velocidade, profundidade de campo, mas tinha uma máquina, lentes e tripé - que logo foi abandonado. Encostei num fotógrafo italiano e pedi um "aiuto", assim na cara mais dura do mundo. Em 10 minutos ele explicou simplesmente: deixe a velocidade aqui e acompanha os carros como se a máquina fosse um fuzil e o carro a caça! Deve ser por isso que em inglês o ato de disparar a foto tem o mesmo verbo de atirar: to shoot! Saí shootando os carro tudo!

 

Naquela época a gente usava máquinas com filme e não tinha monitor pra ver como ficou. Tinha de esperar voltar do laboratório ensacadinhas em pequenos álbuns. Assim que minhas fotos chegaram comecei a mostrar para os amigos (rede social era escola, turma de amigos ou clube) e um deles comentou: "estão muito boas, leve para uma revista". Levei mesmo, pro único jornal exclusivo de automobilismo que havia na época, o AutoMotor, dos irmãos Reginaldo e Ronaldo Leme. Virei fotógrafo! Grazzi, amico italiano!

 

A partir daí eu já conseguia credencial com status de jornalista mesmo. E a pressão aumentou mil por cento. O equipamento recebeu incrementos como motor-drive que fazia 2,5 fotos por segundo, um espanto! Mais lentes e um segundo corpo, porque eram tempos de fotos coloridas e preto & branco. Funcionava assim: cada corpo de máquina levava um filme diferente, aí quando eu achava que tinha feito a melhor foto do mundo, pra usar na capa do jornal descobria que tinha sido na máquina com filme P&B, grrrrrr...

 

Mas o divertido vinha depois! Precisava mandar as fotos para o jornal e não havia iPhone, internet, G4, coisa nenhuma. A gente usava um aparelho hediondo chamado TELEFONE! Esse mesmo, criado pelo Graham Bell alguns séculos seculorum antes. E enviar foto por telefone era um enorme pé no saco, porque exigia um aparelho chamado TELEFOTO.

 

Se hoje você reclama que seu celular não consegue conexão, naquela época nem o telefone de fio conectava direito. Na sala de imprensa era uma briga de tapa para conseguir uma linha. No meio da ligação caía a linha e a operadora da Embratel precisava terminar de lixar a unha pra ligar de novo. Imagina mandar uma imagem por sinal telefônico. Sim, isso existia...

 

Primeiro era preciso ter a foto em papel, ampliada no formato 18x24 cm. O pixel da época era no sistema métrico mesmo. Mas como transformar um tubinho de filme em uma foto pronta? Precisava passar pelo processo de revelação e ampliação. A revelação do filme era simples, mas tinha de ser feita na completa escuridão. Na minha casa eu inutilizei o banheiro do meu irmão e transformei em laboratório fotográfico. Mas num hotel no Rio de Janeiro, como seria possível?

 

Com o meu kit de transformação de qualquer banheiro em laboratório. Consistia de muitos metros de pano preto e quilômetros de fita crepe. Além de canos de PVC, fracos graduados, tubos como os de mostarda e alguns pós brancos que hoje poderiam me mandar pra cadeia. Precisava primeiro preparar as químicas necessárias: o revelador e o fixador vinham em pó e a gente misturava na água a 22ºC, temperatura que no verão carioca qualquer água torneira tem. Precisava também do interruptor, que por ser apenas um ácido acético glacial a gente passava no restaurante do hotel e surrupiava o vinagre. Tudo pra não carregar peso nem volume.

 

O filme era revelado em um tanque de aço inox, depois lavado e secado. Eu olhava pelo negativo qual a foto tinha melhor enquadramento, foco, contraste etc e fazia uma prova. Para ver isso pelo negativo exige muito treino e uma lente de aumento chamada conta-fio.

 

Uma vez escolhida a foto, pegava o ampliador portátil que de portátil só tinha o nome e colocava lá o negativo para sensibilizar o papel fotográfico. O bom dessa fase é que o papel era orto-cromático, ou seja, algumas cores não o sensibilizava, então no kit tinha uma luz vermelha que dava aquele ar de bandidagem no nosso mini-lab.

 

Essa folha de papel passava pelos banhos químicos (há quem diga que já usou xixi como interruptor, mas não no meu laboratório!!!). Depois era secada e estava pronta para o inferno chamado aparelho de telefoto.

 

Tudo começava que nem filme de espionagem. Pegávamos o aparelho de telefone do quarto, desmontávamos os fios e por meio de garras tipo jacaré ligávamos no aparelho de telefoto. Nele era preciso colar a foto 18x24 em um cilindro de aço, instalava o cilindro e esperava dar linha para a telefonista do jornal receber e já entrar no ramal do aparelho receptor.

 

Cada foto demorava em média de 20 a 30 minutos e fazia um barulho infernizante. Aí, quando faltava uns 2 cm de foto pra acabar caía a linha e tinha de começar tudo de novo. Pensa que acabou?

 

Dura lex só no telex

A partir de 1981 eu passei a ser redator, além de fotógrafo. Mas naquela época não havia essa coisa de direitos trabalhistas e ganhava a mesma coisa para fazer a função de duas pessoas, com o dobro do trabalho. Eu reclamava? Nem a pau, porque meu trabalho era conviver com o período de ouro da Fórmula 1, entrevistando caras como Gilles Villeneuve, Riccardo Patrese, Alain Prost, Nelson Piquet e até com meus colegas de pista como Chico Serra, Ayrton Senna ou Alex Dias Ribeiro.

 

Isso é uma máquina de telex moderna.

 

Era uma delícia, que minava minhas energias. Enquanto deixava algum pobre amigo auxiliar passando as telefotos eu tinha de correr para a sala de imprensa para mandar os textos. Sem tempo de fazer um rascunho na máquina de escrever, eu digitava direto na máquina de telex. Uma trapizonga de uns 400 kgs, barulhenta e sacolejante como uma máquina de lavar roupa dos anos 50. Era como uma máquina de escrever, mas sem acento, cedilha e tudo em maiúsculo. Mais ou menos como as pessoas escrevem hoje em dia. Conforme a gente digitava uma fita de papel de uns 2 cm de largura era perfurada. Era essa fita que passava pela máquina e o texto era reproduzido na máquina de telex do jornal. Sem chance de corrigir, quando a gente erava, escrevia (digo, errava), assim entre parênteses.

 

Mesmo com toda essa trabalheira era bom e divertido. Hoje o fotógrafo vê a foto no monitor da máquina, escolhe, manda dúzias por fibra ótica em apenas um click. O redator escreve, pensa, apaga, volta, edita, acrescenta, corta e manda via e-mail em minutos. Por isso a mídia mudou radicalmente. Hoje a briga é para quem publica primeiro e nem sempre a qualidade prevalece. Uma imagem feita por celular, tremida e fora de foco sai na frente porque o que conta é ser visto primeiro!

 

Já meus colegas que cobrem automobilismo e outros esportes, agora tem tempo de sobra. Editam as imagens e mandam em questão de minutos. Por isso sobra mais tempo para postar comentários no Facebook, fotos no Instagram, Twiter, Whatsapp etc. Bando de folgados...

 

* se quiser saber como era, veja esse filme.

Ah, não adianta, não vou publicar as poesias.

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Sábado, 23 de Maio de 2009

Vai Rubinho!!!

(Estou vestido de Virgin e com o seu capacete, não me decepdione! Foto: Gasparzinho)

 

Primeiro quero deixar claro que não gosto dessa mania de brasileiros em chamar todo mundo pelo diminutivo. Já escrevi um artigo no site GPTotal sobre a maldição do "inho" no esporte brasileiro. Qual centro-avante vai respeitar um zagueiro chamado Luizinho. Mas se o cabra for chamado de Luizão Quebra Canela muda bastante o "approach" do centro-avante.


Mas como eu conheci o Rubens Barrichello quando ele tinha 9 anos e era um baixinho, gorduchinho e engraçadinho, também não resisto chamá-lo de Rubinho.


Sempre torci pra ele, embora também tenha algumas ressalvas como essa coisa besta da sambadinha e o chororô exagerado. Acho que ele ainda está bem fisicamente e certamente vai ganhar corridas em 2009. Quanto a ser campeão, aí não apostaria... Já vi de tudo na F1, mas Jason Button está numa fase brilhante, pode-se ver isso na cara dele após cada corrida. E olha que já chamei o Jason Button de "um grande cheque sem fundo da Fórmula 1".


O que a opinião pública que critica o Rubens não entende é que um piloto de Fórmula 1, já no poente da carreira, com mais de 37 anos ter a chance de classificar e chegar entre os três primeiros em um campeonato é uma tremenda alegria. Meu melhor ano como piloto foi em 1999, aos 39 anos de idade. A cada largada eu olhava em volta, via meus adversários de 18, 20 anos e pensava "será que esses caras estarão competitivos daqui a 20 anos?".


Independentemente da classificação, eu terminava cada corrida com o corpo moído, mais suado que tampa de marmita, mas com a alma tão feliz, mas tão feliz que se eu morresse naquele momento iria sorrindo pro céu. Ainda bem que não morri!


Eu gostaria muito que o Rubens ganhasse o GP de Mônaco, amanhã, domingo. Mas sei que é uma tarefa quase hercúlea. Se não ganhar, que chegue em segundo. Se não der pra chegar em segundo, termine em terceiro pra levar um belíssimo e significativo troféu para seus filhos Eduardo e Fernando. Mas pára de fazer essa cara feia após cada corrida, porque você nem imagina da inveja que os outros 18 pilotos da categoria estão sentindo desse seu gás. Curta cada corrida, divirta-se, aprenda a sorrir com o seu patrocinador, dono da Virgin, esqueça essa pataquada de proteção ao Button (pow, a equipe é inglesa, isso já diz tudo) e, por favor: GANHE ESSA PORRA, AMANHÃ!!! 

 

(Ganhei o capacete do Rubens após vencer uma corrida de kart em Interlagos. Não ria dos meus mullets. Foto: Mario Fittipaldi)

publicado por motite às 16:52
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Respirar a Fórmula 1

 

(Estou a serviço da F1 até o final do ano... )

 

Por favor não estranhem a falta de novos posts no Motite, mas fui chamado para colaborar com o anuário da Fórmula 1 editado pelo meu amigo - e primeiro chefe - Reginaldo Leme. Estou enfurnado na editora R.Leme quase full time para revisar/editar e escrever alguns dos textos para completar as quase 400 páginas do livro.

 

O fechamento está previso para meados de dezembro e a distribuição deve ser a partir de 20 de janeiro.

 

Em uma semana respirei F1 e matei a saudades de grandes amigos. Começou com uma corrida de kart para jornalistas organizada pela Petrobras na Granja Viana. Eu não sentava em um kart havia uns 4 anos e demorei para me acostumar com traçado, dor nas pernas, nas costas etc. Fiz o sexto tempo, larguei bem pra caramba, fechei a primeira volta em quarto e já me preparava ma almoçar o terceiro quando rodei e fui pro 21º lugar... Voltei em último e terminei em 8º com uma tremenda raiva de mim mesmo...

 

+       +       +

 

Voltei a encontrar jornalistas que alguns de vcs conhecem pela mídia como Luiz (Ico) Ramos, Livio Oricchio, Thiago Mendonça, Claudião, Luca Bassani e pilotos que vi ainda na puberdade (deles) como o Sérgio Gimenez.

 

No dia seguinte fomos ao estádio do Morumbi acompanhar a partida de futebol realizada anualmente pelo Vanderlei Pereira da V10, uma academia especializada em prepração de pilotos e que já tive a honra de sofrer na mão dele...

 

O Felipe Massa afundou o time dele ao perder um pênalti depois do empate por 2x2 contra o time do Alexandre Barros. Eu estava ao lado quando Felipe chutou e tive a impressão de ter ouvido um "glock" quando ele bateu na bola...

 

+      +      +

 

Fotógrafo de F1, essa foi minha primeira função séria como jornalista. Desde 1979 O Reginaldo Leme conseguia uma credencial e lá ia eu com uma prosaica Pentax ME Super, lentes de 200 mm, 100 mm, 28 mm e 50 mm conseguir fotos iguais ao dos profissionais com suas Canon e Nikon com lentes 500 e 1000 mm. Naquela época os fotógrafos entravam na pista e podiam ficar bem perto dos carros. Não sei como não morri!!!

 

(olha a bagunça que era o box da Brabham em 1981!!! Foto: Tite)

 

O que me chamava atenção na F1 era a verdadeira zona que reinava nos boxes. Entrava uma ruma de penetra que atrapalhava o trabalho de todo mundo: mecânicos, seguranças, jornalistas e pilotos. Parecia uma feira livre. E os carros? Umas caixas frágeis com motores de quase 800 cv. Cada porrada era quase certeza de que o piloto sairia bem detonado. Os pilotos nem sabiam se terminariam a temporada vivos, porque a morte era uma presença sutil nos três dias de evento.

 

(Patrick Tambay na Ferrari em Jacarepaguá. Foto: Tite)

 

Eu circulava na maior cara de pau nos boxes, conversava naturalmente com os pilotos como se fôssemos colegas, tirava foto deles e o clima era de carnaval. Piloto e mecânico andavam sem camiseta, até passavam protetor solar pra pegar uma cor no calor carioca. Eles fumavam, mexiam com as meninas, eram caras normais e até eram gordinhos e carecas.

 

(Jean Pierre Jarier, sem camisa - gordinho - curtindo o sol carioca. Foto:Tite)

 

No meu livro "O Mundo É Uma Roda" eu conto algumas passagens dessa fase de fotógrafo de F1. Os pilotos mais jovens eram os mais acessíveis. Eu conseguia entrevistar Elio de Angelis, Jan Lammers, Patrick Tambay como se fossem colegas de escola. Já os brasileiros davam canseira porque ficava um mundaréu de gente em volta.

 

Vi a estréia de Ayrton Senna na F1 pela Toleman-Hart, uma cadeira elétrica que dava medo só de ver, mas que ele fez andar e conseguiu quase vencer o GP de Mônaco!

 

(Toleman, primeiro F1 do Senna, dava até medo de ver... Foto: Tite)

 

Segui essa rotina de fotógrafo de corridas até 1990, quando optei por ser editor e deixar a fotografia para os fotógrafos com equipamentos mais modernos. Nos mais de 10 anos que acompanhei o GP Brasil de F1 via a categoria se profissionalizar, os pilotos ficarem menos divertidos e a organização mais chata. Em suma, tiraram o que a F1 tinha de mais legal: o romantismo de quem fazia aquilo por amor e não apenas pela grana.

 

(Jan Lammers sem camisa no cockpit da ATS com um guarda sol comprado no farol. Foto:Tite)

 

Dois acidentes destruíram boa parte destas fotos. O primeiro foi uma má influência de uma ex-namorada bicho grilo que insistia em desfazer de coisas antigas que traziam maus fluidos. Nessa ocasião procurei um amigo jornalista e dei várias fotos pra a coleção dele.

 

O segundo acidente foi mais sério: uma goteira em cima do arquivo de metal inutilizou vários cromos e negativos P&B da F1. Felizmente minha mãe tinha guardado algumas caixas com coisas minhas e no meio da bagunça achei algumas fotos e negativos de algumas destas corridas. São estas que vc está vendo.

 

A F1 deixou saudades e agora estou de novo envolvido com a categoria. Mas ainda prefiro o Mundial de Motovelocidade...

 

Depois eu posto as fotos da corrida de kart!

 

publicado por motite às 14:27
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

GP de Monza de F1

 

(Sebastian Vettel, ai meu São Sebastião, vem aí mais um alemão...)
 
Alguém contou quantas vezes o Galvão repetiu a expressão "o mais jovem piloto a vencer uma prova de Fórmula 1" no GP de Monza? Nunca mais na vida vou esquecer essa efeméride (seja lá o que isso signifique, só gostei da palavra!).
 
E alguém pode me responder, seriamente, porque toda vez que aparece aquela mensagem "radio" indicando que piloto e equipe conversarão SEMPRE tem alguém na cabine da Globo pra fazer qualquer comentário inútil na mesma hora??? Quem quer ouvir a troca de mensagens na versão original perde toda a graça! Karaka, CALA A BOCA. Até a repórter loirinha insiste em continuar falando sem ninguém dar um toque!
 
Parece as entrevistas coletivas depois da corrida. O piloto fala uma coisa e o nosso tradutor diz outra.
 
E a gentileza voltou ao mundo chovinista da F-1:
 
- Ops, desculpe, eu te ultrapassei mas não foi por mal, tome a sua posição de volta. Não fica de mal di mim!
 
Pusta coisa mais coxinha! devolver ultrapassagem me lembra um trabalho do antropólogo Claude Levis Strauss que veio ao alto Xingu e viu os brancos ensinando futebol com os índios. Só tinha um problema: cada vez que um time fazia um gol o outro deixava empatar de propósito porque na cultura nativa não havia o conceito de vitória e derrota.
 
Agora a F1 vive momentos de romantismo selvagem: "ah, fiquei com dó de ter te passado, pode me passar de volta".
 
Se já inventaram o "meio-vencedor" que ganha só dois pontos a mais que o segundo colocado, agora criaram a política da "meia-ultrapassagem"
 
Essa F1 já foi séria...
publicado por motite às 18:41
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Domingo, 8 de Junho de 2008

Fim de semana de velocidade

Daniel Pedrosa meteu um chocolate na concorrência!

 

 

Fim de semana de motovelocidade para ninguém reclamar: às 9:00 da manhã GP da Catalunya de MotoGP e às 14:00 GP do Canadá de F1. A prova da MotoGP foi um vareio do nanico mal humorado, Dani Pedrosa. O cara meteu sete segundos no segundo pelotão o que na MotoGP é algo como um nanosegundo se comparado com a F1.

 

Gostei de ver o outro nanico Casey Stoner pilotar com um estilo totalmente australiano de ser: sempre de lado e sempre no limite entre a queda e o espetáculo. E melhor ainda foi a imagem no grid de largada, quando Stoner se agachou e apareceram as pernas da esposa gatíssima dele. Aliás, as mulheres do MotoGP são muito mais gatas que as da F1.

 

 

 

E o Valentino: ave Maria! Quando parte da mídia já dava o italiano como carta fora do baralho, acomodado, se preservando etc, o cara venceu duas seguidas e deu um baile na Catalunya. Largou em 9º, driblou o Stoner e terminou em segundo. Só tem uma coisa que me incomoda no Valentino: é aquele salame gorducho que não sai do lado dele. Os pilotos de motovelocidade e de F1 são assim: ou tem uma maravilhosa ao lado, ou o pai, o irmão, ou ninguém! O único que tem um "damo" de companhia é o Valentino Rossi. Pusta troço mal explicado pacas!

 

Uma vez eu estava fazendo uma conexão entre Milão e Roma e no aeroporto dei de cara com o Valentino. Ele ainda estava na 250 e, segundo ele mesmo me falou, estava indo pro Japão fazer o primeiro teste na Honda NSR 500. Quem estava do lado dele??? Esse salame que nem sei o nome dele. Hummmm. isso me cheira a uma baitolagem das mais grudentas. Pô, o cara é o rei do marketing e fica pra lá e pra cá com um pentelho a tira-colo! Sejas ômi e arruma uma coisa fofoclenta como essa pit-girl aí de cima!

 

+   +  +

 

 

Na F1 eu estava quase dormindo, dando umas pescadas até a 13ª volta, quando o Hamilton fez uma daquelas cagadas que ficarão pra história. Ele simplesmente não percebeu os dois coleguinhas na frente e CATAPLAWS, enfiou-lhes uma McLaren nos fundilhos. Que beleza!

 

E o Nelsonzinho Piquetizinho??? Na iminência de ser defenestrado da Renô o Galvão Bajulão Bueno tenta nos convencer que o fedelho pilota alguma coisa. Por muito menos o Galvão classificou pilotos como Satoru Nakagima, Yukio Katayama, Scot Speed e outros do pelotão da m*** de tudo que é apelido ridículo. Agora só porque o Nelsonzinho Piquetizinho é brasileirinho ele fica mudo diante das gigantescas burradas do bebê. É mais um que precisa tomar machol e virar ômi! Duvido que o Piquetizinho chegue até o final do ano na Renô.

 

O Robert Kubica é mais feio que bater na vó com a Bíblia, mas o cara funciona! Rapazes, esse polonês tem três bolas no saco e vai virar herói nacional, depois do ex-Papa.

 

Depois de um fim de semana desses só mesmo começar a segunda-feira na minha super hiper mega nova aquisição: uma Honda Biz 125+. Depois eu explicarei porque esta é a melhor moto do mundo!

publicado por motite às 20:42
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