Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Escolhas - parte III

Manutenção e Liquidez

 

Graças à interatividade proporcionada pela Internet, recebi algumas mensagens sobre o texto das escolhas. E sempre surge a mesma dúvida: como calcular o custo de manutenção de uma moto?
 
É muito simples. Digamos que há dúvida entre três motos de estilo, tipo e cilindradas diferentes. O que não muda são as peças passíveis de quebra ou desgaste. São elas:
 
Desgaste natural – pneus, freios, transmissão (corrente, coroa/pinhão no caso das motos ou correia e roletes no caso dos scooters), lâmpadas e cabos (velocímetro, embreagem, acelerador) e troca de óleo (quantidade, periodicidade, tipo etc).
 
Desgaste acidental – As peças mais comuns em caso de queda leve: manete, piscas, espelhos retrovisores e pedaleiras.
 
Além disso, é preciso pesquisar sobre os custos de licenciamento, seguro e IPVA.
 
Depois basta fazer uma simples planilha com esses dados para registrar a pesquisa.
 
Em seguida selecione três concessionárias das respectivas marcas em sua cidade e faça a cotação dessas peças. Com base nesta cotação pode-se avaliar se uma moto vai te custar mais ou menos para mantê-la funcionando.
 
Por exemplo, as peças da minha Suzuki DR 650 devem estar no mesmo patamar das de uma BMW F 650. Só que já desisti de comprar peças originais, porque felizmente o mercado paralelo brasileiro é excelente em matéria de opções e qualidade. Hoje temos fabricantes brasileiros de correntes, coroas e pinhões com padrão de qualidade aceito na Europa e EUA. Os pneus já são feitos no Brasil há décadas, inclusive alguns pneus feitos aqui equipam motos de série vendidas no exterior. O mesmo vale para lâmpadas e até alguns acessórios como guidão, pára-lamas, bauletos etc.
 
Ao analisar o custo de manutenção também é preciso levar em conta a liquidez daquele modelo. O chamado valor de revenda. Eu mesmo nunca me importei com isso, porque considero carro e moto como bens de USO e não de TROCA. O que levo em conta é o quanto estou sendo beneficiado pelo USO daquele bem e não quanto irei ganhar ou perder de dinheiro na hora de vender. Aliás, essa é minha filosofia de vida para qualquer bem material, desde roupa até telefone celular. Afinal, não sou comerciante, sou usuário!
 
Mas as pessoas normais consideram a moto como um bem material valioso demais e que precisa reverter em benefício financeiro na hora de vender ou trocar. A melhor forma de saber sobre valor de revenda é visitar sites de classificados. Claro que existem os sem-noção que anunciam motos usadas 30, 40 ou 50% acima do valor de mercado. Para saber o valor de mercado pode-se recorrer à tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) http://www.fipe.org.br/web/index.asp?v=m&aspx=/web/indices/veiculos/default.aspx que dará uma média do quanto aquele modelo é negociado. Como essa tabela é formulada com base nos anúncios, dá na mesma!
 
Quanto à liquidez (facilidade de venda), a melhor forma de avaliar é visitar as comunidades de Orkut dos donos daquele modelo. Apesar de contaminadas pelo ufanismo desses donos, dá pra conseguir boas informações sobre mercado.
 
Note que estou sempre me referindo às motos NOVAS, zero quilômetro, e não as usadas. Porque esse é um capítulo à parte que saberás no futuro...
 
publicado por motite às 15:18
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Escolhas - Parte II

Suzuki Burgman 125: o scooter mais vendido do Brasil

 

 

 

As escolhas podem ser divididas em duas categorias: as essencialmente importantes e as prosaicas. Depois dessa inacreditável, inédita e indispensável pérola do pensamento humano moderno, posso adiantar que toda escolha representa um risco em maior ou menor grau.
 
Decidir entre ser um mau pai presente ou um bom pai ausente. Optar por uma carreira segura e monótona em uma empresa multinacional ou realizar o sonho na abertura do negócio próprio. Experimentar, ou não, a primeira droga pesada. Tomar, ou não, mais uma dose antes de pegar a moto e voltar pra casa. Ter filhos ou interromper a gravidez. Escolher a escola do seu filho. Perto dessas escolhas decidir entre uma ou outra moto adquire contornos até mesmo ridículos.
 
Comprar uma moto “errada” pode trazer algum desconforto ou, na mais pessimista das hipóteses, a perda de algum dinheiro. Ou seja, nada, diante das escolhas do parágrafo anterior, que efetivamente podem mudar a vida de uma pessoa.
 
Só para ficar nas minhas experiências pessoais, fiz apenas UMA escolha errada de moto na minha vida: uma porcaria de Cagiva W16, oferecida com um super desconto pela Agrale, a importadora desse modelo na época. Perdi o equivalente a US$ 1.000 e um pouco da minha já curta paciência. Por outro lado reforcei minha teoria de que “moto e sushi só feitos por japoneses”. Comprei uma Suzuki DR 650 e sou feliz até hoje. Minha vida não mudou, não empobreci, não cortei os punhos, ou seja, nada de grave, além de ter de redobrar minha carga de trabalho para repor o dinheiro perdido.
 
Se todas as escolhas erradas da vida se resumissem a perdas materiais o mundo seria o verdadeiro paraíso!
 
Por isso acho exagerada a importância que algumas pessoas dão à escolha de uma moto ou carro. Invariavelmente as pessoas mais relutantes na hora da escolha são as maiores vítimas de uma má decisão. Portanto vou começar a ajudar, de fato, nesta tarefa quase homérica de escolher uma moto.
 
Primeiro temos de dividir os motociclistas em duas categorias: os experientes e os novatos.
 
Para os NOVATOS, a melhor e mais sensata dica é escolher uma moto pequena. Já me cansei de socorrer motociclistas novatos que compraram motos muito grandes, pesadas ou velozes. Quando comecei o curso de pilotagem SpeedMaster recebi uma ligação esquisita.
 
- Oi, comprei uma moto e não consigo sair da garagem do prédio!
 
- Ela está com defeito? Perguntei.
 
- Não, é minha primeira moto e estou com dificuldade para sair...
 
- E qual moto você comprou?
 
- Uma Yamaha YZF 1000 R1!
 
Foi assim que descobri um novo tipo de motociclista: o “atrasado”. O perfil é mais ou menos o mesmo. Um sujeito na faixa de 40 a 50 anos, que teve moto nos anos 80, geralmente uma CB 400. Depois casou-se e, ato contínuo, teve de se separar da moto. Passados 10 ou 15 anos veio a natural separação... da mulher! E a vontade de tirar o atraso motociclístico de mais de uma década. Já bem de vida – apesar do sumidouro financeiro provocado pelo advogado da ex-esposa – decide comprar uma grande moto para impressionar os estagiários da firma e as mocinhas. Ainda por cima compra um macacão de couro que fica mais apertado do que colchão de casal em porta-mala de Chevette.
 
Com esse tipo de usuário não adianta perder tempo com explicações prolongadas sobre a necessidade de se começar de baixo pra cima, porque ele escolhe a moto pelo o que ela representa e não pelo o que ela oferece.
 
Os novatos
Para quem decide adquirir a primeira moto da vida é preciso logo de cara saber que tudo na vida tem um começo. Até para andar tivemos de aprender à custa de muito tropeço e joelho roxo. Para os iniciantes no mundo das duas rodas posso separar as categorias mais recomendáveis:
 
- Scooter – são aquelas coisas motorizadas que nossas tias chamam de Lambretas. O grande benefício do scooter é a praticidade. Hoje em dia já é considerado o segundo veículo motorizado de duas rodas de uma família: é comum ter uma moto e um scooter. São boas para deslocamentos curtos por vias (bem) pavimentadas. Mas por usarem rodas pequenas (entre 10 e 12 polegadas de diâmetro) são sensíveis aos buracos. Além disso, os modelos até 150cc não são recomendáveis para uso com passageiro. Conheço gente que leva até a família toda, mas quando escrevo “re-co-men-dá-vel” não quer dizer nem obrigatório nem proibido.
 
Apesar de muito fáceis de usar – têm câmbio automático – é necessário habilitação e ser maior de idade. Eu recomendo scooters apenas para quem faz itinerários de até 10 km, preferencialmente por vias secundárias. Como a velocidade dos pequenos scooters é baixa (máximo de 110 km/h) e são veículos pequenos de difícil visualização pelos outros, especialmente ônibus e caminhões, é mais seguro evitar avenidas de trânsito rápido.
 
Outra característica do scooter é ser preferido pelo público feminino. Como as mulheres normalmente usam sapatos delicados e eventualmente tailler, o scooter tem a vantagem de ser um veículo que se pilota sentado e não montado como em um cavalo. Graças a essa postura pode-se pilotá-los até com saia. E o escudo frontal protege a roupa e os sapatos da sujeira e até dos respingos de chuva.
 
Também é recomendado a quem já atingiu a feliz idade acima dos 60. Por ser leve e simples, não requer força física nem para colocar no cavalete central. Vi dezenas de senhores chegarem ao clube pilotando pequenos scooters nas manhãs de sábado e domingo. Alguns até acompanhados das respectivas senhoras. Na Europa essa é uma cena comum inclusive nos dias de semana. Graças ao porta-objetos sob o banco pode-se levar o material até para um lauto pic-nic! E ainda cabe um capacete.
 
As desvantagens do scooter são poucas: alto custo de manutenção e maior consumo em comparação a uma moto pequena 125cc, pequena autonomia (cerca de 100 km) e a instabilidade das rodas pequenas.
 
Justamente para fugir dessa segunda desvantagem foram criados os scooters de rodas grandes, ou motonetas automáticas.
 
(Aqui cabe um parêntese importante: a nomenclatura e categorias de veículos de duas rodas motorizados é tão extensa quanto confusa. Teoricamente motonetas são motos com câmbio, nas quais se pilota sentado como um scooter. Eram chamadas de CUBs ou “moto de padre” porque podia pilotar de batina. Hoje em dia já existem motonetas automáticas que poderiam se enquadrar tanto na categoria scooter quanto motoneta. E perder tempo com isso é uma tremenda bobagem.)
 
As motonetas automáticas têm a vantagem da roda de maior diâmetro (mais estável), mas o porta-objetos é menor. Em alguns casos a motoneta tem um túnel central que reduz o espaço para os pés.
 
Ainda na categoria motoneta posso citar as CUBs, que têm câmbio, mas sem embreagem. A mais conhecida é a Honda Biz 125, mas hoje já existem outros modelos e marcas no mercado. As vantagens estão nas rodas maiores (mais estáveis), baixo custo de manutenção, maior economia de gasolina e conseqüente maior autonomia. O que pesa contra é apenas o câmbio rotativo que confunde alguns usuários.
 
publicado por motite às 19:35
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Escolhas - parte I

 

Para escalar é preciso equilibrar força e peso. Foto: Felipe Oliveira

 

Desde que comecei a treinar escalada esportiva de forma mais séria, decidi que precisava emagrecer para melhorar a relação peso x potência. Da mesma forma que nos veículos a motor, na atividade esportiva é fundamental equilibrar força e peso. Mais ainda na escalada porque envolve a natural força da gravidade sempre nos puxando pra baixo quando queremos ir para cima.
 
Um bom escalador é magro e forte. Não adianta ser magro e fraco e nem forte e pesado. Como eu já estou no limiar dos 50 anos e não tenho a menor paciência para malhar em academia em busca de força muscular, decidi reduzir o peso. E consegui jogar fora 6 kg em dois meses de treino intenso, sobretudo correndo na esteira e pedalando a ergométrica. Claro que também tive de regular o que passa pela boca adentro!
 
Só que ainda restam três insistentes quilos que se recusam a abandonar este corpo que não lhes pertence. Foi aí que entrou a parte séria: preciso correr na esteira de forma mais profissional e menos preguiçosa. Consertei meu velho frequencímetro que estava abandonado e fui atrás de um tênis de corrida que aliviasse as dores nos joelhos, ambos sequelados depois de 10 anos de tanto estabaco no fora de estrada.
 
Definitivamente não posso correr na rua, porque o impacto sobre minha velha coluna sifótica provoca dores noturnas. Por isso a esteira é minha salvação. Além de reduzir muito o impacto, posso ver TV, falar no celular, tomar os dois litros de água que indicaram, olhar o movimento na academia e ainda palpitar na conversa dos outros, que é meu esporte favorito. Daí meu maxilar ser tão forte: o que ele se exercita não é brincadeira!
 
New Balance: ótima relação custo x benefício
 
Foi na hora de comprar o tênis que veio a dúvida: qual comprar? A última vez que procurei um amigo especialista ele ficou duas horas pra falar até da influência da Lua nas passadas e os novos materiais que reduzem impacto, além de sensores que medem distância, tipo de piso, inclinação dos pés e só faltam correr sozinhos.
 
Aproveitei o natal pra passar a sacolinha na casa de mamãe e fui direto pra Decathlon, uma espécie de Daslu pra quem gosta de esporte. Decidi não pedir consultoria a nenhum especialista e confiar na minha intuição, afinal é um tênis, não um apartamento! Já tinha um valor na cabeça (200 reais) e poderia ser um pouco mais. Com apenas a informação do quanto gastar e da minha necessidade entrei na loja.
 
Como existe tênis nesse mundo! Primeira lição: existe tipo de pisada (pronador, supinador e neutro). Fiz um teste rápido e descobri que sou neutro (até nisso...). Depois vi tênis de 50 a 800 reais!!! Quase enlouqueci com tantas opções, marcas, cores, tecnologias, procedência, funções, especificidades (tem até pra golf!) etc.
 
Depois de mais de uma hora pedi socorro para a vendedora. Piorou! Os que eu achava melhores não eram tão bons e os que eu julgava feios, desajeitados e mais enfeitados que cruz de estrada eram os bons. Descobri que a Decathlon usa uma etiqueta amarela (ou vermelha, verde, sei lá) para identificar as ofertas. Fui direto nelas e descobri uma tremenda pechincha. Um tênis New Balance, modelo 755, bem ajeitadinho e com mega desconto. De R$ 299,00 por R$ 135,00! Na hora já achei que tinha alguma coisa errada, não podia ser menos da metade do preço!
 
A vendedora alegou que estava saindo de linha e ainda disse que era um produto bom, para pisada neutra e com baixo impacto. Comprei!
 
Sempre que compro alguma coisa acho que fiz uma péssima escolha. Tenho essa síndrome do “corno comprador” de achar que sempre fui enganado por um vendedor inescrupuloso. Por isso fui pra academia desconfiado e fiz minha primeira corrida com o tênis novo. UAU! Muito bom! Macio, leve, gostoso de pisar e consegui 55 minutos de corrida, um recorde!
 
Duas semanas depois vi o nosso principal instrutor de escalada, o atleta André Belezinha correndo na esteira com um tênis igual. Ele confirmou a qualidade do calçado e fiquei com a sensação de ter feito uma excelente escolha.
 
Mas, que raios isso tem a ver com as motos?
 
Tudo, porque a cada dia recebo mensagem de pessoas querendo conselho para comprar uma moto. E sempre fico pensando o que leva essas pessoas a perguntarem, em vez de pesquisarem? Certamente existem muito menos motos para escolher do que tênis. E a diferença de preços é gigantesca: temos motos de 2.500 a 120.000 reais!
 
Escolher uma moto é tão complexo quanto escolher um tênis, mas o mecanismo de julgamento é o mesmo. Primeiro definir a função. Pergunte-se: “para que eu quero uma moto?” Dependendo da resposta o motociclista determinará o tipo de moto que vai escolher: urbana, estradeira, uso misto, custom, scooter, esportiva, utilitária, com carenagem, sem pára-brisa, touring, sport-touring etc etc...
 
Uma custom grande e pesada não é recomendada para o dia-a-dia na cidade.
 
É preciso definir o USO que fará da motocicleta. Essa análise deve ser fria, porque precisa ser baseada em fatos concretos e não em teorias estapafúrdias como “esse estilo atrai mais mulher”, ou “essa moto dá status”, porque a chance de errar na escolha é altíssima. Seja objetivo e pragmático: a moto será usada como meio de transporte e pronto! Ou: quero uma moto para fugir do trânsito, economizar gasolina e fazer pequenas viagens com minha namorada na garupa.
 
O erro mais comum na escolha de uma moto é não definir o USO que o veículo terá. Isso gera motociclistas insatisfeitos porque compraram uma custom grande e pesada para enfrentar 20 km de congestionamento todos os dias. Ou aqueles que compram uma moto fora-de-estrada e jamais rodarão nem um quilômetro sequer na terra.
 
O segundo passo é definir quanto quer gastar. O preço é o primeiro grande fator seletivo. Sem definir o preço nem adianta começar a escolher. Por exemplo, eu adoraria ter uma BMW F 800 GS, mas acho que investir R$ 53.000 em uma moto está fora das minhas prioridades.
 
Só depois de definir o uso e o valor pode-se chegar às categorias de motos. Assim como os tênis as motos também têm suas especificidades. Claro que existem motos versáteis que atendem uma maior gama de uso, mas uma esportiva, por exemplo, é um inferno para usar diariamente no trânsito congestionado. E uma trail de um cilindro é um pé no saco pra viajar em alta velocidade.
 
Motociclista grande em moto pequena não combina!
 
Além disso é preciso avaliar o tamanho do motociclista e seu grau de experiência. Pessoas grandes ficam desajeitadas em motos pequenas, assim como pessoas pequenas não agüentam o peso de motos grandes.
 
E... e... ahá! Peguei você! Essa é mais uma série de artigos que será publicada em pílulas. Como envolve muitos detalhes o texto ficaria grande, chato e tenho de pensar nos meus amigos com déficit de atenção. Fique de olho no Motite que vou começar a série “A escolha”. Até a próxima!

 

 

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publicado por motite às 18:15
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