Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Novidades Honda 2011

Todas as cores das novas Biz: só não me pergunte quais são...

 

A Honda surpreende no final do ano com três lançamentos

 

A notícia de que viria uma novidade da Honda já circulava entre a imprensa e fóruns, o que ninguém esperava era ver três, em vez de uma novidade: a nova Shadow 750 totalmente diferente, a Biz com novo visual e motor Flex e a CG Titan 150 com novo estilo.

 

A Shadow 750 chegou em 2004 para substituir a muito bem sucedida Shadow 600. Só que alguém do departamento de desenvolvimento da época acreditou demais nos laboratórios com clientes e decidiu trazer a Shadow 750 Classic, com roda e pneu dianteiro largo, de aro 17 polegadas, que é uma opção bem confortável, mas muito afastada da adorada 600. Vamos detalhar melhor essa história.

 


 

Quando a Shadow 600 foi lançada no mercado europeu em 1988 rapidamente foi aceita e chegou a liderar o ranking de moto mais vendida no mercado italiano. Dali em diante só foi ganhando mais entusiastas que viam neste modelo um primeiro passo para o mundo custom e da personalização. O caminho natural foi crescer para 750cc e ganhar a transmissão por cardã para atender ao mercado americano. Mas aí criaram a versão “Classic” com roda dianteira 17 polegadas e pneus 120/90. Dessa forma, nos mercados americano e europeu o cliente tinha a opção por esta versão mais tradicional, ou pelo modelo chopper, com roda dianteira de 21 polegadas e pneu 90/90.

 


 

Só que no Brasil a Honda optou pela versão clássica e aí pode estar a explicação para um desempenho muito discreto de vendas. O modelo clássico, além de um estilo “pesado” é mais difícil de pilotar em função da roda dianteira mais pesada.

 

Tudo isso é passado, porque a chegada da nova Shadow 750 vai resgatar a simplicidade e facilidade de pilotagem da 600, além de agradar em cheio aquele que manteve sua Shadow 600 até hoje na esperança de surgir esta versão.

 

Ainda por cima, a nova Shadow 750 ganhou a opção do freio Combined-ABS, que reúne os sistemas de frenagem combinada e anti travamento. O conjunto banco e tanque também são novos para encaixar no conceito chopper. Na verdade é um novo modelo mesmo, que só preservou o nome Shadow 750.

 

Chopper com ABS? Isso mesmo, agora existe...

 

Os paralamas e o banco estão mais compactos e o tanque em forma de gota ganhou desenho mais alto na frente e baixo atrás, com capacidade para armazenar 14,6 litros de combustível (0,2 litro a mais que o modelo anterior).

 

A distância entre eixos aumentou, passando de 1.639 mm para 1.655 mm; enquanto a relação entre comprimento, largura e altura agora é de 2430 x 835 x 1125 mm, contra 2.503 x 920 x 1.125 mm do modelo 2010. Como se sabe, quanto maior a distância entre eixos maior a tendência de a moto continuar reto. Ela fica mais estável nas retas, mas fica mais difícil de inclinar nas curvas de baixa. Como o guidão está menor – porque precisa girar um conjunto roda/pneu mais leve e fino – o comportamento certamente mudou bastante e compensa o entre eixos maior.

 


 

Outra preocupação dos clientes de custom é com relação a altura do banco ao solo. Normalmente a Shadow 600 atendia às pessoas de baixa estatura e ao público feminino. Quando passou para a 750 esse público assustou porque o banco era mais largo e alto. Agora o novo assento está a 650 mm de altura do solo (apenas 1 cm mais baixo), só que é mais fino o que proporciona uma posição de pilotagem mais confiável. Como o piloto fica mais baixo, o centro de massa também abaixou.

 

Falar em conforto neste tipo de moto é difícil, porque a posição de pilotagem do piloto impede que as pernas atuem como “amortecedores” e o impacto da suspensão atinge em cheio a coluna do sujeito que está acima do banco. Já o garupa tem uma pequena distância até as pedaleiras, o que força as pernas em posição muito dobrada. Quem acha moto estilo chopper confortável é porque nunca pilotou uma big trail!

 


 

Na dianteira, a motocicleta Shadow tem farol mais compacto, lente transparente e lâmpada halógena 60/55W. Na traseira, a lanterna embutida no pára-lama e os piscas oferecem ampla capacidade de iluminação. Aliás, felizmente, esta versão não tem mais os pára-lamas horrorosos da versão anterior, especialmente o traseiro, que ainda recebia uma lanterna em forma de esquife funerário!

 

O painel de instrumentos integrado ao tanque de combustível permite a fácil leitura do velocímetro, luz indicadora do neutro, pressão do óleo, temperatura do líquido de arrefecimento, luz de diagnóstico da injeção eletrônica e H.I.S.S (Honda Ignition Security System). Já as luzes indicadoras de reserva de combustível e farol alto estão localizadas na mesa superior da motocicleta, enquanto as luzes indicadoras dos sinalizadores de direção ficam no tanque da motocicleta.

 


 

As pedaleiras são normais (sem plataforma) e o pedal do câmbio tem duplo acionamento (frontal e traseiro), com engate fácil e macio. Outro elemento marcante é o escapamento cromado duplo (tipo 2x2), que tem som bem controlado, mas permite sentir o motor V2 pulsar com vigor.

 

A grande vantagem desse motor está na forma suave que entrega potência e torque. O motor OHC de 745 cm3, quatro tempos, dois cilindros em V de 52º e arrefecimento a líquido, desenvolve potência máxima de 45,5 cv a 5.500 rpm e torque de 6,5 kgf.m a apenas 3.500 rpm. Estes números parecem discretos – e são – mas neste tipo de moto o que conta é ter este torque disponível praticamente desde a marcha-lenta! Quase nem se usa as cinco marchas do câmbio. A injeção eletrônica ajuda bastante nessa missão de dar respostas imediatas e vigorosas.

 

Um destaque vai para a transmissão por eixo-cardã que permite respostas imediatas com maior eficiência, baixa manutenção e conforto, devido à ausência de ruídos mecânicos e vibração do conjunto. Além de livrar o dono e a garupa daquela coisa melequenta de graxa e óleo na corrente!

 

Para 2011 a Honda oferece ao consumidor uma opção equipada com freios Combined-ABS. O sistema reúne os benefícios do ABS (Anti-lock Brake System) e do CBS (Combined Brake System). Enquanto o primeiro evita o travamento das rodas em frenagens bruscas, facilitando o controle do veículo, o segundo distribui a força de frenagem de forma eficiente entre as rodas dianteira e traseira.

 

A versão Standard é equipada com freio a disco com cáliper de duplo pistão e diâmetro de 296 mm na dianteira e freio a tambor de 180 mm de diâmetro na traseira. Já a versão C-ABS conta com freio a disco com cáliper de três pistões na dianteira e disco de 276 mm de diâmetro na traseira.

 

Estes sistemas atuais de freios combinados já estão tão sofisticados que não demorará para chegar no ponto dos automóveis, com apenas um acionamento. A central eletrônica já consegue interpretar até o deslocamento de massa a ponto de balancear a intensidade do freio dianteiro e traseiro. Logo mais vai sumir a manete do freio dianteiro!

 

Na parte ciclística nenhuma novidade: o chassi é do tipo berço duplo de aço e manteve suas principais medidas. A suspensão dianteira telescópica, com curso de 115 mm, e a traseira duplo-amortecida, com cinco posições de ajuste da tensão da mola. A novidade aqui são os amortecedores traseiros expostos e não mais cobertos. A bateria selada de 12V – 11,2 Ah dispensa manutenção.

 

O modelo está disponível nas cores preta e vermelha metálica, ao preço público sugerido de R$ 28.880,00 para a versão Standard e R$ 31.880,00 para a versão C-ABS. Os valores têm como base o Estado de São Paulo e não incluem despesas com frete e seguro. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

 

Biz flex

 

Não se trata de uma maquiagem, o modelo 2011 da Honda Biz chega às concessionárias totalmente renovado. Chassi e carenagem receberam alterações em cerca de 95% de seus componentes. As mudanças, além de contribuírem com o conforto do piloto e do garupa, resultaram em um design mais sofisticado e moderno. O motor, mais suave, ganhou balancins roletados no cabeçote.

 


 

Completando a série de inovações, a motoneta agora é flexível, permitindo a utilização de gasolina, etanol ou a mistura de ambos em qualquer proporção. Assim, amplia a linha bicombustível disponibilizada pela Honda, que já contava com as motocicletas CG 150 Titan, CG 150 Fan e NXR 150 Bros.

 

A Biz 125 teve seu design totalmente reformulado. O escudo frontal de maiores dimensões amplia a proteção do piloto contra a ação do vento e de respingos. A carenagem, com maior área pintada na cor da motocicleta, dá sensação de que ela cresceu, além de ficar efetivamente mais bonita e com mais jeitão de scooter. O escapamento agora é preto, contando ainda com protetor em aço inox polido.

 

Na dianteira, o conjunto óptico é formado por novo farol e piscas dianteiros com refletores multifocais. Na traseira, a lanterna e os novos piscas independentes melhoraram a segurança. Para reforçar este item, o farol possui acendimento automático, basta colocar o motor em funcionamento. Já os espelhos retrovisores também estão com desenho mais moderno e mais bem posicionados, em relação ao anterior.

 


Apesar de se tratar de uma CUB (motoneta com câmbio), a cada renovação a Biz fica mais sofisticada. Se for levado em conta que 50% do consumidor é formado por mulheres, essa busca por um estilo mais afastado das utilitárias faz todo sentido.

 

O porte da Biz 125, aliado ao baixo peso seco e às dimensões de 1891 mm de comprimento, 726 mm de largura e 1087 mm de altura, com distância mínima do solo de 130 mm, resulta em maneabilidade, leveza e facilidade na pilotagem. São essas características que agradam o público feminino a ponto de ser oferecida uma versão cor de rosa.

 

Para ampliar o conforto, o assento em dois níveis está mais  amplo e foi reposicionado, oferecendo mais espaço para as pernas do piloto. O uso urbano é favorecido pela posição de pilotagem natural e ergonômica. Para o garupa, o conforto foi reforçado pelas novas pedaleiras, agora fixadas ao chassi, uma velha solicitação dos usuários que melhorou muito a vida de quem vai atrás.

 

Pedaleira do garupa presa ao quadro fixo.

 

O painel de instrumentos possui boa visualização e apresenta hodômetro, marcador do nível de combustível e escala de utilização das marchas no velocímetro, além de luz de diagnóstico da injeção eletrônica, itens que permitem fácil monitoramento do veículo.

 

Para auxiliar o usuário em relação ao funcionamento da tecnologia Mix, o painel traz ainda a luz “ALC”, que acenderá sempre que houver mais de 80% de etanol no tanque e piscará em condições de temperatura ambiente abaixo de 15°C.

 

O chassi é construído em tubos de aço, já as suspensões dianteira telescópica, com 100 mm de curso, e traseira, com dois amortecedores de 86 mm de curso, foram reajustadas e formam um conjunto aceitável e resistente mesmo para o uso em condições adversas.

 


 

O modelo básico utiliza sistema de freios a tambor, com 130 mm de diâmetro na dianteira e 110 mm na traseira. As rodas, traseira de 14“ e dianteira de 17”, possibilitam maior equilíbrio desde as baixas velocidades e contribuem para estabilidade, dirigibilidade e conforto.


Na mecânica um grande aliado: o rolamento! O motor OHC (Over Head Camshaft), 4 tempos, arrefecido a ar, de 124,9 cm3, está mais suave graças aos novos balancins roletados no cabeçote. A novidade dá movimento mais preciso das válvulas, o que gera menos perdas por atrito e menor desgaste das partes internas móveis. Além de reduzir as vibrações, esse sistema também reduz muito o desgaste e deixa o motorzinho ainda mais confiável.

 

A alimentação é por injeção eletrônica de combustível PGM-FI, o que deixa a Biz alguns anos-luz à frente das concorrentes vindas da China, Coréia ou Taiwan, todas ainda carburadas.  A tecnologia Mix permite a utilização de etanol, gasolina, ou a mistura de ambos em qualquer proporção. A potência máxima é de 9,1 cv a 7.500 rpm e torque de 1,01 kgf.m a 3.500 rpm com ambos os combustíveis.

 


 

O câmbio é semi-automático e rotativo, dispensando o acionamento manual da embreagem. O sistema simplifica a troca de marchas e permite ao motociclista passar da quarta para o neutro com o veículo parado. Com quatro velocidades constantemente engrenadas (N-1-2-3-4), a troca de marchas é suave, graças ao sistema de acoplamento das engrenagens. O modelo apresenta grande autonomia devido ao tanque de maior capacidade (5,5 litros) e consumo acima de 35 km/litro em condições normais na cidade. Mas continua com o bocal sob o assento o que inferniza a vida do usuário a cada abastecimento. Já era mais do que na hora de colocar esse bocal isolado do banco, como na maioria dos scooters modernos.

 

A Biz 125 está disponível na versão KS, com partida a pedal, e ES, com partida elétrica. Conta com ignição full transitor (totalmente transitorizada), e traz ainda bateria selada, de maior vida útil e isenta de manutenção. Também já era hora de a Honda eliminar de vez o pedal de partida da versão ES. A alegação é de que muita gente compra para lazer e deixa a moto muito tempo parada. Oras, barco também fica muito tempo parado e ninguém vê uma cordinha de partida em motor de 700 HP! Sem o pedal de partida a posição do pé direito fica muito mais confortável.

 


Um dos grandes destaques da Biz é porta objetos para o transporte de volumes variados e com o maior porta capacetes da categoria. As alças laterais auxiliam na fixação de pequenas cargas sobre parte traseira do assento, já prevendo a possibilidade de uso para entregas.  Já a parte interna do escudo frontal apresenta um gancho de utilidades para o transporte de sacolas e bolsas.

 

Mesmo com todas essas inovações, o preço da Biz 125 foi mantido: R$ 5.290,00 para a versão KS e R$ 5.890,00 para a versão ES. Os valores têm como base o Estado de São Paulo e não incluem despesas com frete e seguro. O modelo está disponível nas cores rosa metálico, verde metálico, vermelho e preto. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

 

Porta objeto ficou menor porque o tanque ficou maior

 

Titan 150

O modelo 2011 recebeu apenas novidades cosméticas como o novo farol, cores e piscas. Continua a mesma base, responsável por seguidos recordes de vendas. Na verdade, está cada vez mais difícil encontrar algo para melhorar nesta moto!

 

(preços, fichas técnicas e mais detalhes no site da Honda)

 


publicado por motite às 13:45
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Escolhas - Parte II

Suzuki Burgman 125: o scooter mais vendido do Brasil

 

 

 

As escolhas podem ser divididas em duas categorias: as essencialmente importantes e as prosaicas. Depois dessa inacreditável, inédita e indispensável pérola do pensamento humano moderno, posso adiantar que toda escolha representa um risco em maior ou menor grau.
 
Decidir entre ser um mau pai presente ou um bom pai ausente. Optar por uma carreira segura e monótona em uma empresa multinacional ou realizar o sonho na abertura do negócio próprio. Experimentar, ou não, a primeira droga pesada. Tomar, ou não, mais uma dose antes de pegar a moto e voltar pra casa. Ter filhos ou interromper a gravidez. Escolher a escola do seu filho. Perto dessas escolhas decidir entre uma ou outra moto adquire contornos até mesmo ridículos.
 
Comprar uma moto “errada” pode trazer algum desconforto ou, na mais pessimista das hipóteses, a perda de algum dinheiro. Ou seja, nada, diante das escolhas do parágrafo anterior, que efetivamente podem mudar a vida de uma pessoa.
 
Só para ficar nas minhas experiências pessoais, fiz apenas UMA escolha errada de moto na minha vida: uma porcaria de Cagiva W16, oferecida com um super desconto pela Agrale, a importadora desse modelo na época. Perdi o equivalente a US$ 1.000 e um pouco da minha já curta paciência. Por outro lado reforcei minha teoria de que “moto e sushi só feitos por japoneses”. Comprei uma Suzuki DR 650 e sou feliz até hoje. Minha vida não mudou, não empobreci, não cortei os punhos, ou seja, nada de grave, além de ter de redobrar minha carga de trabalho para repor o dinheiro perdido.
 
Se todas as escolhas erradas da vida se resumissem a perdas materiais o mundo seria o verdadeiro paraíso!
 
Por isso acho exagerada a importância que algumas pessoas dão à escolha de uma moto ou carro. Invariavelmente as pessoas mais relutantes na hora da escolha são as maiores vítimas de uma má decisão. Portanto vou começar a ajudar, de fato, nesta tarefa quase homérica de escolher uma moto.
 
Primeiro temos de dividir os motociclistas em duas categorias: os experientes e os novatos.
 
Para os NOVATOS, a melhor e mais sensata dica é escolher uma moto pequena. Já me cansei de socorrer motociclistas novatos que compraram motos muito grandes, pesadas ou velozes. Quando comecei o curso de pilotagem SpeedMaster recebi uma ligação esquisita.
 
- Oi, comprei uma moto e não consigo sair da garagem do prédio!
 
- Ela está com defeito? Perguntei.
 
- Não, é minha primeira moto e estou com dificuldade para sair...
 
- E qual moto você comprou?
 
- Uma Yamaha YZF 1000 R1!
 
Foi assim que descobri um novo tipo de motociclista: o “atrasado”. O perfil é mais ou menos o mesmo. Um sujeito na faixa de 40 a 50 anos, que teve moto nos anos 80, geralmente uma CB 400. Depois casou-se e, ato contínuo, teve de se separar da moto. Passados 10 ou 15 anos veio a natural separação... da mulher! E a vontade de tirar o atraso motociclístico de mais de uma década. Já bem de vida – apesar do sumidouro financeiro provocado pelo advogado da ex-esposa – decide comprar uma grande moto para impressionar os estagiários da firma e as mocinhas. Ainda por cima compra um macacão de couro que fica mais apertado do que colchão de casal em porta-mala de Chevette.
 
Com esse tipo de usuário não adianta perder tempo com explicações prolongadas sobre a necessidade de se começar de baixo pra cima, porque ele escolhe a moto pelo o que ela representa e não pelo o que ela oferece.
 
Os novatos
Para quem decide adquirir a primeira moto da vida é preciso logo de cara saber que tudo na vida tem um começo. Até para andar tivemos de aprender à custa de muito tropeço e joelho roxo. Para os iniciantes no mundo das duas rodas posso separar as categorias mais recomendáveis:
 
- Scooter – são aquelas coisas motorizadas que nossas tias chamam de Lambretas. O grande benefício do scooter é a praticidade. Hoje em dia já é considerado o segundo veículo motorizado de duas rodas de uma família: é comum ter uma moto e um scooter. São boas para deslocamentos curtos por vias (bem) pavimentadas. Mas por usarem rodas pequenas (entre 10 e 12 polegadas de diâmetro) são sensíveis aos buracos. Além disso, os modelos até 150cc não são recomendáveis para uso com passageiro. Conheço gente que leva até a família toda, mas quando escrevo “re-co-men-dá-vel” não quer dizer nem obrigatório nem proibido.
 
Apesar de muito fáceis de usar – têm câmbio automático – é necessário habilitação e ser maior de idade. Eu recomendo scooters apenas para quem faz itinerários de até 10 km, preferencialmente por vias secundárias. Como a velocidade dos pequenos scooters é baixa (máximo de 110 km/h) e são veículos pequenos de difícil visualização pelos outros, especialmente ônibus e caminhões, é mais seguro evitar avenidas de trânsito rápido.
 
Outra característica do scooter é ser preferido pelo público feminino. Como as mulheres normalmente usam sapatos delicados e eventualmente tailler, o scooter tem a vantagem de ser um veículo que se pilota sentado e não montado como em um cavalo. Graças a essa postura pode-se pilotá-los até com saia. E o escudo frontal protege a roupa e os sapatos da sujeira e até dos respingos de chuva.
 
Também é recomendado a quem já atingiu a feliz idade acima dos 60. Por ser leve e simples, não requer força física nem para colocar no cavalete central. Vi dezenas de senhores chegarem ao clube pilotando pequenos scooters nas manhãs de sábado e domingo. Alguns até acompanhados das respectivas senhoras. Na Europa essa é uma cena comum inclusive nos dias de semana. Graças ao porta-objetos sob o banco pode-se levar o material até para um lauto pic-nic! E ainda cabe um capacete.
 
As desvantagens do scooter são poucas: alto custo de manutenção e maior consumo em comparação a uma moto pequena 125cc, pequena autonomia (cerca de 100 km) e a instabilidade das rodas pequenas.
 
Justamente para fugir dessa segunda desvantagem foram criados os scooters de rodas grandes, ou motonetas automáticas.
 
(Aqui cabe um parêntese importante: a nomenclatura e categorias de veículos de duas rodas motorizados é tão extensa quanto confusa. Teoricamente motonetas são motos com câmbio, nas quais se pilota sentado como um scooter. Eram chamadas de CUBs ou “moto de padre” porque podia pilotar de batina. Hoje em dia já existem motonetas automáticas que poderiam se enquadrar tanto na categoria scooter quanto motoneta. E perder tempo com isso é uma tremenda bobagem.)
 
As motonetas automáticas têm a vantagem da roda de maior diâmetro (mais estável), mas o porta-objetos é menor. Em alguns casos a motoneta tem um túnel central que reduz o espaço para os pés.
 
Ainda na categoria motoneta posso citar as CUBs, que têm câmbio, mas sem embreagem. A mais conhecida é a Honda Biz 125, mas hoje já existem outros modelos e marcas no mercado. As vantagens estão nas rodas maiores (mais estáveis), baixo custo de manutenção, maior economia de gasolina e conseqüente maior autonomia. O que pesa contra é apenas o câmbio rotativo que confunde alguns usuários.
 
publicado por motite às 19:35
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Vida corrida - pilote nas coxas

 

(sem a mão, manhê...)

 
Há décadas me dedico à pilotagem de motocicletas. Desde a pilotagem simples e preventiva até a sofisticada e esportiva. Fiz cursos de pilotagem aqui na Honda e nos Estados Unidos. Estudei profundamente o assunto e vou contar um segredo: pilotar nada mais é do que um adestramento. Isso mesmo, da mesa forma que consegui ensinar minha fiel cachorra Valentina a fazer xixi sempre em cima do jornal, aprender a pilotar é apenas uma questão de fazer sempre tudo igual. O problema da Valentina é que ela não sabe distinguir o jornal velho do jornal de hoje!
 
Também há décadas insisto que não se ensina a pilotar por escrito, porque a pilotagem esportiva exige um nível de sensibilidade que é impossível de ensinar. Só o treino – ou adestramento – pode fazer alguém ser mais sensível. É possível ensinar as técnicas de pintura a qualquer pessoa, mas fazer dela um Caravaggio só o tempo e sensibilidade conseguem dar a resposta.
 
Durante anos me recusei a criar um “manual de pilotagem”, mas a pedido de muitos leitores decidi então fazer a parte fácil: dar os elementos para adestrar os motociclistas de maneira a pilotar melhor e mais seguro. Esta decisão veio depois de descobrir que às vezes uma pequena dica, quase elementar, mudou a vida de vários amigos que pilotam motos.
 
Então aqui vai a primeira dica para adestramento da sua pilotagem: moto se pilota com as pernas!
 
Pare na frente do espelho e dê uma olhada no seu corpo. Observe que Deus te proveu com mais músculos nas pernas do que nos braços. Portanto, temos mais forças nas pernas do que nos braços. Então por que não usar essa força naturalmente maior para ajudar na pilotagem?
 
Deixe de lado um pouco as motos e observe os cavaleiros. Quem já viu um filme de faroeste ou bang-bang à italiana, pôde reparar nas cenas de índios e mocinhos cavalgando enquanto atiram com a espingarda ou com arco e flecha. Como eles conseguem fazer o cavalo correr na direção certa sem usar as mãos?
 
(Índio não usar mãos pra pilotar cavalos, hau!)
 
A resposta está nas coxas. Ou melhor, nos joelhos. Basta comprimir o corpo do cavalo com o joelho na direção que quiser virar e o animal responde imediatamente. Você também responderia se alguém lhe cutucasse as costelas com o joelho!
 
Nas curvas nós precisamos vencer a tendência de a moto ir sempre reto. Para quebrar essa inércia é preciso usar a parte mais forte do corpo, que são as pernas. A seqüência é a seguinte:
 
- Comece suavemente a forçar o joelho, na lateral do tanque no sentido da curva. Por exemplo, se a curva é para esquerda force o joelho direito empurrando o tanque da moto para a esquerda. É uma operação inversa mesmo, por isso a necessidade de adestramento.
 
- Em seguida apóie o peso do seu pé na pedaleira interna da curva. Nesta curva para esquerda deve-se apoiar o peso na pedaleira esquerda. Sim, aqui é uma ação direta: curva pra direita apóie-se na pedaleira direita e vice-versa.
 
Com o uso dos pés e pernas a curva sai mais “redonda” e o motociclista se cansa menos, porque não faz força nos braços. Mas, para complementar esta técnica o piloto precisa:
 
- Pilotar sempre com a PONTA dos pés nas pedaleiras internas. Se o piloto deixa o pé apontado pra baixo pode raspar no asfalto, assustar o caboclo e desequilibrar a moto.
 
- Forçar o abdome no tanque. Pilotos de motos têm abdome saradão, que nem atleta porque a pilotagem esportiva exige muita força nos quadris e no barrigón!
 
- SEMPRE inclinar o corpo junto com a moto. Nem mais, nem menos, mas junto!
 
Esta técnica do uso das pernas serve para qualquer tipo de moto (menos scooter e motonetas porque não têm tanque, dã!). Inclusive no fora-de-estrada pode-se (e deve-se) usar esta técnica.
 
Treine inclusive nas retas. Experimente usar as pernas em “X”: force o joelho direito no tanque e empurre para baixo a pedaleira com o pé esquerdo e sinta a reação da moto. É sempre uma operação cruzada: joelho de um lado pé do outro.
 
Por favor, estas técnicas são o embrião da pilotagem esportiva (que serve também para pilotagem urbana). Como expliquei anteriormente, a pilotagem é muito complexa para ser ensinada por escrito. Contudo vá fazendo experiências com suas pernas por enquanto. Depois mostrarei como se usa as mãos corretamente.
 
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Vem aí a Biz com injeção eletrônica!
 
(Eu quero uma Biz com injeção!!!)
 
 Acabo de ser informado por espiões que a Honda prepara o lançamento da Biz 125 iE, com injeção eletrônica para o próximo dia 10 de outubro. As principais mudanças são no motor (claro), escapamento, painel e um tapa no visual. O preço anunciado será apenas R$ 100,00 a mais, será?
 
Mas ainda não foi desta vez que será lançada uma moto flex, o que acho um tremendo vacilo. A Biz seria um belo balão de ensaio pra moto flex e eu adoraria rodar com uma moto movida a álcool. Vamos esperar mais um pouco que logo mais chega uma foto!

 

publicado por motite às 16:17
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

O espírito da coisa

 

 

Parece que algumas pessoas realmente não têm o chamado espírito da coisa!

 

Depois de muito tempo longe dos testes de motos decidi escrever um artigo sobre a Biz 125. Num blog. Uma opinião exclusivamente pessoal, baseada numa experiência de quem já testou milhares de motos. Sem a menor pretensão de ser um teste, muito menos de celebrar a Biz como o melhor veículo já concebido pela humanidade em todos os tempos.

 

Escolhi um título "A Melhor Moto do Mundo" como forma de ironia pra dizer algo tipo assim: "olha aqui, moto boa é aquela que te leva pro seu trabalho, traz de volta pra casa, sem gastar um puto dum tostão de gasolina".

 

Mas abri a comunidade do Motonline no Orkut e qual não é minha surpresa ao perceber um festival de antices. Tem vários tipos de antas:

 

A anta científica-psicopática - é aquele sujeito que escreve "pô, o Tite é louco, onde já se viu escrever que a Biz é a melhor moto do mundo!". Claro, pra esse tipo de anta não existe meio termo: ou é a crueza da ciência ou não é nada. Cientificamente a Biz NÃO é a melhor moto do mundo, por isso a anta fica indignada.

 

A anta psicótica-persecutória - Esse é mais grave, porque aproveita um texto que nasceu para ser um depoimento pessoal, mais ainda, um desabafo pela alegria de descobrir o prazer em motos pequenas para escrever "o tite só elogiou a Biz porque tem raiva da Yamaha" e ainda completa com um leque de vantagens da Neo em relação à Biz.

 

A anta neo-complexada - é o maluco que lê uma coisa, interpreta a partir do seu mundinho rasteiro de parco conhecimento e perspectiva social e regorgita as impressões distorcidas como "pow, ele escreveu que freio a tambor é melhor que disco e vai comprar uma Biz com roda raiada só por causa do preço da peça". Um engenheiro de motocicletas pode confirmar que rodas raiadas são mais confortáveis para motos pequenas porque ela sofre pequenas deformações quando sob impactos, enquanto a roda de liga leve é mais "dura" e passa mais as pancadas do solo ao piloto.

 

A anta sabichona-especializada - é aquele que lê um texto com opinião pessoal e usa como argumento para julgar toda a carreira do autor. Do tipo "pow, se o Tite acha a Biz boa, então ele acha as outras motos é uma merda", dãããã!

 

A anta neurótica-bipolar - É aquele tipo de leitor que acredita na teoria da bipolaridade, ou seja, se um jornalista elogia a Honda é porque recebe uma grana da marca... Eu queria saber em qual conta as fábricas depositaram toda essa grana, porque na minha não foi!

 

A anta mãe-Dinah - aquela que faz previsões do tipo "pow, agora que o Tite jogou merda no ventilador, se a revista Maxim não der certo ele nunca mais poderá voltar ás revistas de moto". Primeiro: a revista Maxim JÁ deu certo. Segundo, pelo andar do universo de motos EU não quero voltar a trabalhar nesse mundo!

 

E finalmente, a maior de todas...

 

A anta concreta - é o cara que não pegou o espírito da coisa, que acredita nas instituições, que tem fé na objetividade e não é capaz de usar alguma parte qualquer do minguado cérebro para CRIAR. Essa é a anta que se limita a ler e absorver, sem perceber as jogadas, as ironias etc etc.

sinto-me:
publicado por motite às 01:16
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Mais sobre a Biz e mulheres

 

SOBRE MULHERES, VOCÊS TÊM razão... A melhor mulher do mundo é a que está em casa. Posso garantir que a melhor mulher do mundo é dona Tita, flagrada nessa foto singelamente costurando a barra de alguma calça. Claro que ela não percebeu minha sorrateira foto, mas mesmo assim você pode ver que realmente ela é uma coisa...

 

E também é linda:]

Além de ter a melhor mulher do mundo eu tenho as duas melhores motos do mundo: a SpeedMaster 650 e a futura Biz 125.

 

E vocês nem conhecem a minha cachorrinha Valentina... au, au!

 

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SOBRE A Biz, anotei mais algumas cositas:

 

A localização da chave do banco é horrível. Fica difícil de visualizar e um sujeito velho e acabado como eu sofre de dores nas costas na hora de abaixar para acertar o buraquinho (da chave, da chave...).

Também fala uma luz de cortesia sob o banco (como tem na minha velha Address 100). Eu até estou pensando em como instalar uma luz de cortesia na minha futura Biz.

 

Ah, não será mais a Biz+. Tive um momento de lucidez e decidi ligar numa concessionária Honda pra pesquisar o preço da roda traseira. Sente! TREZENTOS E NOVENTA REAIS!!!

 

DEcidi pela Biz 125ES e terei de amargarm a p*** do freio a tambor em nome da bolsa família.

 

Outra coisa que me incazza profundamente é por que caraios de asas o pneu da Biz 125+ tem câmera se a moto tem roda de liga leve??? A única vantagem da roda de liga é permitir o uso de pneus tubeless, aí nego vai lá e enfia uma câmera. É de c*** sangue com verme!

 

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SOBRE a pilotagem de motos pequenas...

 

Meus caros estrupícios leitores. Motos pequenas não podem ser pilotadas como se fossem motos grandes encolhidas (dã!)

 

Por exemplo: NUNCA jamais trafegue em vias de trânsito rápido à noite, quando só tem mangüaçeiro e speedracers à solta. Não tem nada pior prum motoquento do quer ser atingido por trás. Aliás só o Ronaldo Fofômeno gosta de ser atingido por trás. E ainda curte um abalrroamento triplo...

 

Use as vias menos movimentadas e só pegue as vias expressas quando tiver tudo congestionado (aqui em sumpaulo significa TODAS as vias expressas).

 

Pilote com um olho no peixe e outro no gato. Olhe  pra frente, mas esteja sempre ligado no que se passa atrás de si. Pra isso existe espelhos. No plural, porque são dois!

 

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SOBRE os Blogs

 

Quando eu fiz esse blog (blog parece barulho de pum debaixo dágua) não queria ser uma extensão do Motonline. Não estou aberto a críticas nem a ironias e vou apagar todo comentário que me encher o saco. Quero e vou escrever só o que me der prazer, da forma que quiser e para quem eu quiser.

 

Olhem, sinceramente não estou a fim de responder perguntas sobre pilotagem, compras, capacetes, manutenção etc. Pelo menos não de graça!!! Um dos motivos de eu parar com o Motonline é cansar de ser o bom samaritano que não paga as contas.

 

Meu amigo e guru Renato Gaeta tem uma oficina no centro de SP. Na parede tem uma placa: "Consulta Técnica R$ 30,00". Ou seja, ele cobra 30 pilas dos pentelhos que vão lá perguntar qual o tipo de óleo usar, ou o que pode ser esse tic, tic, tic aqui no motor.

 

Bom, o Tio Tite (ou Doctor Tite) tb não dará mais consultas grátis. O preço é o mesmo R$ 30 pilas e o perguntelho ganha de brinde o livro "O Mundo É Uma Roda". Quem já comprou basta me escrever no e-mail do sapo motite@sapo.pt e responder meu questionário pra saber se comprou o livro mesmo ou se tá me enrolando. Ah, e tem mais R$ 6,0 do frete, tá?

 

Ah, doce liberdade sem chefe nem "amarrações comerciais".

 

publicado por motite às 19:20
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