Quarta-feira, 9 de Março de 2016

Scooterzão

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A versão branco fosco perolizado é muito bonita. (Fotos: Caio Mattos)

Honda apresenta o SH 300i, scooter de luxo para brigar com Citycom

E vai ser uma briga boa. Porque de um lado tem a boa relação custoxbenefício do Citycom 300i, um bom produto da Dafra, que agradou logo de início. Do outro lado o luxo e sofisticação do SH 300i que vai atender um público mais exigente do segmento Premium. Trata-se de dois produtos em faixa de preço distantes, com R$ 18.490 no Citycom e R$ 23.590 no SH 300i. Mais do uma boa briga é uma mostra que as marcas estão investindo mesmo em um cenário esquisito.

 

Quando foi apresentado no Salão Duas Rodas 2015 o SH 300i chamou atenção pelo tamanho e aparência de produto sofisticado. E foi essa a aposta da Honda, tanto que traz elementos da linha de automóveis como detalhes cromados e luzes de leds. Na ocasião chegou-se a comentar que seria oferecida uma versão sem freio ABS e sem pára-brisa, mas no dia da apresentação oficial em Indaiatuba, SP, veio a confirmação de um modelo único, com pára-brisa e freios ABS nas duas rodas.

 

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Como todo scooter pode agradar o público feminino. 

Por coincidência eu tinha rodado 10 dias com um scooter Honda SH 150 na Itália e gostei bastante do produto, porque enfrentei todo tipo de estrada com a mulher na garupa e a motoquinha resistiu bravamente. Por isso fiquei ansioso para experimentar a versão 300. 

Na verdade o motor de um cilindro tem exatos 279,1 cm3, arrefecimento a líquido e potência declarada de 24,9 CV a 7.500 RPM. Está dentro do previsto para a categoria de motor monocilíndrico. A minha curiosidade era ainda maior porque fui proprietário de um Citycom por 18 meses e conheço muito bem o produto. Daí que é inevitável a comparação. A Citycom tem 27,8 CV a 7.750 RPM. 

Para começar vale uma explicação. Dentro da categoria de “veículos motorizados de duas rodas com câmbio automático” podemos dividir entre os scooters tradicionais, com rodas entre 10 e 16 polegadas e a categoria que mais se aproxima das motonetas, com rodas de 16 a 18 polegadas e visual mais próximo de uma CUB (como a Honda Biz ou a Yamaha Crypton). O Dafra Citycom 300i se enquadra nos scooters tradicionais, enquanto a Honda SH 300i está mais para uma motoneta. Só isso já determina algumas diferenças conceituais que estão longe de ser “melhor” ou “pior”, mas apenas características.

 

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O quadro é monobloco tubular tipo under bone. 

Por exemplo, a estrutura dos dois é totalmente diferente, porque o Citycom tem um túnel central que separa os pés do piloto enquanto no SH 300i o assoalho é plano, o que para alguns se torna uma vantagem na hora de transportar objetos. Essa diferença é determinada pelo tipo de chassi. No SH 300i o quadro é monobloco (chamado de “underbone”), com as traves passando por baixo do piso, sem que as peças de plástico tenham função estrutural. Graças a essa estrutura underbone (esqueleto por baixo, em inglês) conseguiram uma pequena distância entre-eixos (1.438 mm) algo raro nesta categoria de scooter. No Citycom é de 1.500 mm e no Dafra Maxsym 400i é de 1.555 mm. 

Também é bem diferente a posição de pilotagem, porque apesar de o SH 300i ter apenas 5mm a mais de altura do banco ao solo (805 mm), em relação ao Citycom, na Honda o piloto fica mais ereto e tem a clara sensação de estar mais alto, por isso o pára-brisa é maior e desvia o vento por cima da cabeça. Já na Dafra o piloto fica em uma posição mais baixa e o pára-brisa é menor. No meu caso (1,69m de altura) o vento pega diretamente na testa, tanto que no meu Citycom fiz um prolongamento da bolha.

 

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Pára-brisa alto e envolvente. 

Ainda sobre o pára-brisa, no Citycom ele sai de dentro da carenagem do farol e isso impede a ventilação nos dias quentes. Já no SH 300i o pára-brisa é fixado em duas hastes e tem o espaço de uma polegada mais ou menos entre a carenagem e a bolha, o que permite a passagem de ventilação para o piloto. Mesmo assim passei muito calor atrás dessa bolha. No Citycom pode-se remover a bolha facilmente em casa; já no SH 300 é preciso levar a uma concessionária porque as hastes devem ser substituídas por outras peças. Num hipotético meu SH 300 mandaria fazer uma bolha menor e pronto! 

Ainda observando o SH 300i parado percebe-se um bom trabalho de acabamento, bem luxuoso. O Citycom também não fica atrás, aliás arriscaria afirmar que esse é o melhor produto entre os scooters da Dafra, incluindo o Maxsym 400i. O uso e abuso de cromados deixaram o SH 300i com jeito de artigo de luxo, enquanto o Citycom tem um apelo mais esportivo e sóbrio.

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Suspensão dianteira semelhante às motos. 

Entre os detalhes de luxo do SH está o sistema keyless (sem chave) que permite ligar só com um sensor de presença. Caso o distraído proprietário perca esse sensor, existe uma chave de emergência que essa não pode perder de jeito nenhum! Para colocar o motor em funcionamento é preciso recolher o cavalete lateral e acionar um dos freios, como na maioria dos scooters. No Citycom existe uma chave geral sob o banco, mas nunca esqueça dela, porque eu já fiquei um tempão tentando fazer ele ligar para descobrir que a chave geral estava desligada... 

Sob o banco do SH está o tanque de gasolina e o bocal, com o detalhe de um porta-tampa para facilitar o abastecimento. Não gosto de scooters (nem moto) com bocal sob o banco, porque exige uma operação a mais para abastecer, prefiro bocais externos, mas isso é raro em scooters, infelizmente. Já o porta-objetos comporta apenas um capacete integral e com esforço uma capa de chuva. No Citycom o espaço sob o banco pode receber até dois capacetes (do tipo Jet) e muita compra de supermercado...

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Porta objetos recebe um capacete integral. 

Na estrada

Tivemos a chance de rodar com o Honda pela estrada de Indaiatuba até Salto (SP) num dia especialmente movimentado. Mesmo assim pude atingir 140 km/h e ainda tinha curso no acelerador. O painel não tem conta-giros, apenas o velocímetro, nível de gasolina e temperatura do líquido de arrefecimento. Acredito que a essa velocidade ainda tinha uns 500 RPM para usar o que projeta uma velocidade máxima em torno de 150 km/h. Sem o pára-brisa pode chegar a 160 km/h fácil! 

O primeiro contato mostra que ela nem é tão alta quanto parece, mas como o banco é largo e as pernas ficam abertas pode atrapalhar um pouco as pessoas com menos de 1,70m. Outro motivo de eu não gostar muito de pára-brisa alto é que bate no capacete na operação de montar e desmontar da motoneta. De fato uns 5 cm a menos faria muita diferença. Outra característica do pára-brisa é que na estrada, em dia de muito vento, o veículo fica um pouco instável, nada que assuste, mas pode-se perceber a frente meio “arisca” querendo mudar de direção contra nossa vontade. Isso acontece com qualquer moto com pára-brisa. Aliás esse acrílico transparente sempre dividiu opiniões. Eu mesmo já odiei, mas hoje gosto do silêncio que fica atrás da proteção. Vale lembrar que aumenta o consumo e reduz a velocidade máxima.

 

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Painel com computador que mede consumo instantâneo. 

Assim que dei a partida o motor revelou-se bem silencioso. O nível de vibração com a motoneta parada em marcha lenta é sensível, mas basta acelerar e começar a se mexer para reduzir bastante. Para um motor monocilíndrico é até abaixo do esperado. Não senti nenhum balanço da roda dianteira, característica que me acompanhou no Citycom 300 desde o dia que peguei na loja até vender. Mesmo depois de balancear a roda o guidão vibrava bastante quando soltava as mãos. No SH soltei as mãos do guidão a 100 km/h e nada de shimmy. Ambos os scooters tem rodas de 16 polegadas. 

Mas foi na cidade de Salto que percebi uma grande diferença entre esses dois produtos. O SH 300i é mais leve tanto em termos de massa (162 kg contra 182 do Citycom) quanto em maneabilidade. O que joga a favor do Citycom é o centro de massa mais baixo porque o piloto e o tanque de gasolina ficam mais perto do solo.

 

SH_movi.jpg

Sim, faz curva!!!

Quando chegamos no trecho de curva pude exagerar e levar o SH 300 até o limite de raspar o cavalete no asfalto para os dois lados. No Citycom a estabilidade também é muito boa, só que para a esquerda ele raspa muito cedo no asfalto por causa do cavalete lateral e do menor vão livre ao solo (125 mm contra 130mm na SH 300). 

Outra observação que vale ressaltar é o trabalho da suspensão. Antes um esclarecimento técnico: quem nunca teve scooter pode achar que a suspensão traseira de todos eles é “dura”, mesmo quando regulado na posição mais “macia”. Na verdade o que dá a sensação de dureza da suspensão traseira é a forma como o piloto se posiciona. Nas motos, os pés ficam recuados e as pernas formam um “Z” criando uma espécie de “amortecedor” natural que ajuda a amenizar os impactos vindos da roda traseira. Já nos scooters, o piloto fica sentado, com as pernas em ângulo quase reto e sem as pedaleiras o piloto não consegue usar as pernas como uma extensão da suspensão. É o mesmo com as motos custom. É isso que faz os trancos da roda traseira serem transferidos para o piloto de forma mais “seca”.

 

regulasusp.jpg

Regulagem da suspensão traseira 

Tanto na SH 300i quanto na Citycom 300i a suspensão traseira é com dois amortecedores, porém na SH é regulável na carga das molas em cinco posições (nem precisa ferramenta). Além disso, na SH o curso dos amortecedores é de 114 mm enquanto na Citycom é de 91mm. Já a suspensão dianteira é diferente. Nos scooters o curso de suspensão é geralmente menor do que o de uma moto da mesma categoria. Na SH 300i a suspensão dianteira se mostrou bem calibrada para o uso urbano e na estrada. Já no Citycom, pelo menos nas primeiras séries que pilotei, a suspensão dianteira é realmente mais dura. Eu resolvi isso trocando o óleo da bengala por outro de especificação diferente e melhorou muito. O curso da suspensão dianteira do SH é maior, com 115 mm contra 110 mm do Citycom. 

Os dois produtos tem banco espaçoso e confortável inclusive para quem vai na garupa. Viajei muito de Citycom com garupa e ele se saiu muito bem. Ainda não tive a chance de rodar nas mesmas condições com o SH, mas pelo que vi na Itália, com a versão 150, deve nadar de braçada.

 

tras.jpg

Todas as luzes são de LEDs 

Também não tivemos como avaliar consumo, mas hoje em dia, imaginando os motores semelhantes posso chutar algo perto de 27 km/litro de média. Com um tanque de 9,1 litros (10 litros na Citycom) pode-se projetar uma autonomia de cerca de 240 km. As duas viajam confortavelmente a 120 km/h sem cansar o piloto nem gerar muita vibração. 

Sobre o preço muita gente já esperneou nas redes sociais. Mas fui pesquisar o preço do mesmo produto na Itália e Portugal e adivinhe? É o mesmo! O que muda é que nossa moeda vale 4,62 vezes menos do que a deles, por isso fica um número que impressiona. Claro que discutir preço de qualquer coisa no Brasil pode causar danos irreparáveis às suas amizades, por isso só pense que esse é um produto de nicho, destinado principalmente a quem quer e precisa de uma moto, mas não quer parecer um “desses motoqueiros”.

 

farol.jpg

Detalhe tuning: angel heyes! 

Também por conta disso uma boa parcela dos compradores do SH deverá ser de neo-motociclistas, que nunca tiveram moto na vida. Não é um produto que imagino sendo usado à exaustão como uma CG Titan, mas hoje já se vê muito scooter médio nas ruas, principalmente graças à Dafra que trouxe o Citycom e a Maxsym e o SH vai engrossar a lista. Também lembro que o veículo scooter foi o que apresentou maior crescimento de mercado nos últimos anos, porém com sua comercialização muito restrita ainda ao sudeste, que responde por 70% das vendas, especialmente nas cidades que apresentam os maiores desafios de mobilidade urbana.

 

SH_PARADO.jpg

Para um nanico que nem eu é um pouco alto. 

Para encerrar o já mundialmente esperado e premiado IPM – Índice de Pegação de Muié (ou Mano). Scooters não são os veículos mais atraentes do mundo. Pode melhorar aqui e ali, mas todos tem a mesma cara de “moto de padre”, o que não evoca as tentações demoníacas de ninguém. Mas por ser m veículo luxuoso, bem acabado e charmoso posso atribuir nota 7,0 o que vai demandar ainda algum esforço por parte do(a) xavequeiro(a). 

Até o encerramento deste teste a Honda ainda não tinha colocado as informações do SH 300i no site. 

A ficha e detalhes do Dafra Citycom 300i encontram-se AQUI.

fictec.jpg

 

 

publicado por motite às 20:32
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12 comentários:
De Daniel a 9 de Março de 2016 às 21:55
Com essa epidemia de corrupção acabando com a economia brasileira, e qualquer carro 1.0 pelado custando uma pequena fábula, a necessidade acaba puxando muitos novos consumidores para as motos e por extensão as scooters. Mas será que, além do preço um tanto elevado, aquele estigma de "moto de mulher" ou "moto de veado" que ainda rodeia esse tipo de veículo vai acabar perdendo força ou ainda pode prejudicar o crescimento das vendas de scooters em mercados mais conservadores como o Nordeste ou em cidades médias de outras regiões onde os problemas do trânsito ainda não tomaram as mesmas proporções das capitais?
De motite a 9 de Março de 2016 às 22:05
Pow, Daniel, não sacaneia!!! se scooter for moto de viado eu sou o maior gay desse planeta porque tenho scooters desde 1994!!! Sou quase um trans!
O que emperra a venda no NE não é a frescura, mas o tipo de piso e das cidades. Tirando algumas capitais, as cidades são mal pavimentadas e os deslocamentos às vezes exige pegar rodovia, o que limita os scooters 110 a 125. Também tem a manutenção que é mais cara.
Os cabra do NE gostam de moto porque é mais resistente, barata e pode pegar rodovia com mais conforto. Uma Biz aguenta qualquer parada!
De Daniel a 9 de Março de 2016 às 23:01
Em nenhum momento eu aleguei concordar com esses estereótipos referentes às scooters. Quanto às condições das vias, agora que começam a aparecer scooters com rodas maiores eu não duvido que o pé atrás que alguns ainda tem com elas pode ser deixado de lado em breve.
De Halysson a 10 de Março de 2016 às 12:59


A scooter não é importada. É montada em Manaus. Os custos não são em Euros são em reais. Salarios, Impostos, transporte etc.

Portanto, Tite, a comparação de preço que você fez não faz sentido.

A conversão correta do preço seria em quantos meses de trabalho um trabalhador com salário médio leva pra pagar essa moto.

Na Itália ela custa 5200 euros e o salario médio é de 800 euros. Ou seja, custa 6,5 salários para comprar uma moto dessa na Itália

No Brasil ela custa 23.400 e o salario médio é de 1840 reais. Ou seja, custa quase 13 salários para comprar uma moto dessa no Brasil. O DOBRO.

Num país com poder aquisitivo bem mais baixo. Esse preço da Honda simplesmente não faz sentido. A moto está absurdamente cara, principalmente considerando que ela tem uuma competidora a altura custando 20% menos.

Essa política de preço nefasta da Honda, só prejudica o mercado. Vai vender pouco, e ainda deixar a Dafra com margem para aumentar o preço. E se bobear a Yamaha Lança a X-max seguindo essa linha de preço.

Uma pena.
De motite a 11 de Março de 2016 às 19:27
Oi Halysson
Vamos por partes. O SH 300i não é nem importado nem fabricado no Brasil, mas MONTADO em processo de PPB (processo produtivo básico) que é uma forma de dizer importado...
O preço de qualquer veículo motorizado no Brasil pode gerar discussões quilométricas e a relação salário/pode aquisitivo serve para todos os veículos, até para um carro "popular".
mas veja vc, o Citycom que é vendido no Brasil a R$ 18.490 é vendido na Itália a R$ 15.720. Pow essa Dafra é uma maluca, é ladra, fora da casinha!!! E mais: a diferença do SH 300i para o Citycom varia entre 21 e 24% em todos os mercado que são vendidos.
A versão básica do SH 300i (sem parabrisa nem ABS) na Europa custa R$ 21.279.
Não tem nada de errado com a Honda, mas com nossa política industrial e econômica.
De Eduardo Mammini a 10 de Março de 2016 às 13:52
Para cidades grandes não tem coisa melhor!!! Abandonei o carro na cidade há 10 anos. Tive Burgman 125, 400 (2) e estou de Citycom. Se é moto de mulher ou de padre eu não sei, é preconceito bobo de quem não experimentou. Você vai ao mercado, leva a garupa no cinema, vai e volta do trabalho, visita clientes, amigos, etc! Sem destruir os sapatos ou ter de vestir capa de chuva por conta de algumas gotas. Por polivalência eu elegeria a Burgman 400 como scooter ideal, vai bem em São Paulo, vai bem na estrada e tem um baú imenso! O Citycom é equivalente, melhor na cidade e nem tão bom na estrada como o Burgman 400 e o baú é acanhado em comparação, para isso servem os bauletos! Jà um burgman 125 é para ir e vir pela cidade rindo pois é uma delicia de pilotar e cabe em qq lugar e não gasta nada e é duro na queda de resistência. Motocicletas são mais rápidas, econômicas, você fica molhado, carrega mochila e destroi os calçados. Mas, num scooter vc vive livre !!!!
De Daniel a 11 de Março de 2016 às 02:41
Como eu disse antes, é possível que os estereótipos pejorativos acabem enfraquecendo. No mercado automotivo, o mesmo ocorreu com itens como o ar condicionado, a direção hidráulica, o câmbio automático e as 4 portas. Uma aparente vantagem da scooter é ser, a princípio, menos visada pela vagabundagem e despertar menos atenção indesejada por parte da polícia, então não é de se estranhar que até motociclistas experientes estejam mais abertos à idéia de pegar uma scooter para usar no dia-a-dia, além daqueles que nunca sequer cogitaram ter uma moto e optam pela scooter para usar nos dias de rodízio de placas.
De motite a 11 de Março de 2016 às 19:32
Muita gente procura scooter para se diferenciar dos "motoqueiros", que hoje é um sinônimo de bandido.
Mas ele cresce nas grandes cidades e litoral. O Sudeste responde por 70% das vendas e ouso afirmar que no caso o sudeste é São Paulo mesmo. Mas na Europa a história é outra, lá o scooter é a sandália Havaiana dos veículos motorizados. Todo mundo tem! Porque as ruas são bem pavimentadas e algumas cidades não permitem mais entrada de carros.
E tem mais: quando o scooter elétrico estiver confiável com boa autonomia vai crescer ainda mais!
De Daniel a 11 de Março de 2016 às 20:29
Se fosse liberada a condução de scooters até 125cc por detentores de CNH categoria B, de forma análoga ao que Portugal faz com motos em geral, a meu ver, o segmento teria um crescimento ainda mais significativo não só no Sudeste.
De Carlos Alberto a 23 de Junho de 2016 às 12:45
Se na Europa pequenos scooters são como sandálias Havaianas, todo mundo tem, no Extremo Oriente (China, Vietnam, Taiwan, etc) seriam como cuecas, calinhas, sutiãs ou, até mesmo o *. TODOS lá tem um pequeno scooter. Chega-se a ficar um tempão sem ver nas ruas outro veículo que não seja um scooter ou um cub.

Sou motoqueirociclista há 42 anos. Sempre tive motos. Hoje tenho um pequeno scooter que cabem 2 penicos sob o banco, tem gancho para levar sacolas e porta-objetos bem grande no escudo frontal. Além de andar somente com o cheiro de gasolina, ainda carrego tralhas à rodo no pequeno scooter.

Se soubesse que era tão bom assim teria tido um há muito mais tempo.
De Leonardo Amorim a 11 de Março de 2016 às 13:53
Imaginava que o para brisa auxiliasse no consumo e não atrapalhasse. Por que isso? Ele não melhora a aerodinâmica da moto?
De motite a 11 de Março de 2016 às 19:20
Oi Léo
Na verdade o fator determinante do consumo nesse caso é a área frontal. Na moto esportiva a carenagem serve sim para melhorar o coeficiente aerodinâmico, mas o pára-brisa reto funciona como um pára-quedas e agrava muito o Cx. Por isso aumenta o consumo.

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