Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015

A BMW S 1000 XR é a candidata a melhor moto do mundo

!BMW_SXR_59.jpg

 Boa, muito boa de curva!

BMW S 1000 XR pode ser a resposta que todo mundo esperava 

De tempos em tempos surge essa velha pergunta: qual a melhor moto do mundo? Especialmente nós, jornalistas especializados que passamos a vida avaliando motos, somos submetidos a essa questão quase diariamente. Principalmente depois que nossos acessos se tornaram conhecidos pelas redes sociais. Sem nenhuma sacanagem, uma vez peguei uma Honda Biz 125 e no título do teste inventei “A Melhor Moto do Mundo”. Foi a senha para que todos os dias dezenas de pessoas acessem o meu blog por causa desse título.

Obviamente que se tratava de um artigo opinativo que tentava mostrar justamente que não existe “a melhor”, mas aquele que atende às suas necessidades e pronto.

Só que aí a BMW só pra me sacanear lança a S 1000 XR, com motor quatro cilindros em linha, 160 HP a 11.000 RPM, uma suspensão ativa de altíssima tecnologia e estilo que lembra vagamente uma big trail. E colocou esse produto a sério candidato ao título de melhor moto do momento.

Nem vou ficar esmiuçando a ficha técnica, ela está no fim e pode ler à vontade, mas posso descrever como é essa BMW considerada uma espécie de crossover, mas que você pode enquadrá-la como bem quiser. Para começar é uma obra de arte de estilo. Sim, você está certo, ela lembra muito a Ducati Multistrada (que nasceu primeiro), com escapamento baixo e curto, pequena carenagem frontal, guidão largo e os faróis simétricos, algo raro na linha de motos BMW. Entre os faróis uma discreta iluminação diurna de leds, coisa fina.

detalhes2.jpg

 Confira alguns detalhes

A ideia de colocar motor esportivo em uma espécie de big-trail também não é nova, basta ver a Kawasaki Versys 1000, com a mesma configuração de quatro cilindros em linha. Mas apresentar tudo isso com uma eletrônica de Star Wars é coisa de BMW.

Na véspera desse teste eu peguei de propósito uma BMW GS 1200 da mais nova da frota. Era nova em todos os sentidos, porque tinha pouco mais de 1.200 km rodados. Considerada por muito como a melhor moto para dar a volta ao mundo (pessoalmente não gosto muito do motor boxer), assustei ao pegar essa GS 1200 e notar o quanto de eletrônica tem à disposição. Para saber para que servem todos os botões e displays é preciso uma pequena aula, ou uma paciência infinita pra ler manuais. Fui na caminho mais fácil, colei em um velho professor da BMW e perguntei o que era aquilo tudo. Toda eletrônica da “velha” GS foi introduzida também na S 1000 XR.

Aliás esse é o primeiro susto ao se posicionar na S 1000 XR: tem muito comando. Mas vamos deixar isso pra depois e saber como é essa crossover pura.

detalhes.jpg

Mais detalhes 

Como vai?

Sempre que alguém se vê diante de uma moto desse estilo imagina ser alta, pesada e difícil de pilotar. Nada disso. A altura pode ser regulada: vai de 820 a 855 mm do banco ao solo. Não se preocupe, eu tenho 1,68m e consegui colocar os dois pés no chão sem parecer um dançarino de tango. O guidão

é largo e os comandos bem macios. Moto nova, né?

Até parada ela é fácil de manobrar, os 228 kg em ordem de marcha, são muito bem distribuídos e mostram que é possível fazer um produto bem equipado sem pesar como um tanque de guerra.

Nossa avaliação foi em uma pista, junto com o modelo esportivo da marca, a S 1000 RR (que será alvo de avaliação em breve) e logo nos primeiros quilômetros já percebi que se trata de um produto diferenciado no nível da Ducati Multistrada. A posição de pilotagem é aquela típica de motos on-off, com guidão aberto e que mantém o tronco do piloto bem ereto. Esse tipo de moto é a salvação para quem tem mais de 1,80m de altura, porque as pedaleiras são menos recuadas do que nas esportivas e a distância delas para o banco é maior.

curva.jpg

Sopa de numerinhos e letrinhas 

Na primeira troca de marcha... que beleza! O assistente de troca shift Pro permite trocar as marchas ascendentes sem usar a embreagem. Nas reduções preferi usar a embreagem. Como ela foi construída com base no quadro da S 1000 RR, que é uma superesportiva, foram feitas pequenas alterações na geometria (cáster, balança, trail e distância entre eixos). Mesmo assim fiquei pasmo com a facilidade com que ela acompanha uma moto esportiva e mais ainda com o grande ângulo de inclinação nas curvas. Por um vacilo fui de equipamento “touring” (calça jeans e jaqueta de poliéster), porque se estivesse de macacão de couro teria me divertido muito mais.

Resumindo as características de pilotagem diria que essa é uma moto de dupla personalidade. Pode ser uma mansinha companheira de viagens sem compromisso e com muito conforto, mas quando quiser pode ser usada como uma autêntica esportiva desavergonhada. Durante o teste exagerei dos controles eletrônicos de freio e tração e eliminei qualquer vestígio de bom senso para pilotar como um verdadeiro marginal do tipo “fura 300 km/h”. E para total surpresa ela aceitou numa boa.

ABSPRO.jpg

Esquema de funcionamento do ABS PRO 

Claro que fiz tudo isso porque antes de nos soltarem na arena dos leões recebemos todas as informações sobre os sistemas à prova de idiotas que tornam a moto muito “perdoável”. Se alicatar o freio com força o ABS dá exatamente a carga necessária para não travar, sem trancos nem sustos. Aliás é preciso ter muita sensibilidade para sentir o ABS atuando.

O mesmo vale para os controles de derrapagem e aceleração ASC e DTC. Esquece essa sopa de letrinha porque vou resumir da seguinte forma: sabe o que é um acelerômetro? Ou medidor de G? É tipo aquele nível que pedreiro usa para alinhar o muro de arrimo. Aquela bolha dentro de um líquido ajuda a manter o zero grau em relação aos planos horizontal e vertical para alinhar o piso, parede etc.

ASCDTC.jpg

E explicação dos sistemas ASC e DTC 

Pois bem, nas BMW modernas existe um cérebro eletrônico que controla tudo que está rolando com o acelerador, motor, temperatura ambiente e também consegue ler que tipo de piso está passando e até – acredite – se está chovendo. Graças ao acelerômetro colocado dentro dele também é capaz de medir a inclinação tanto em relação ao plano horizontal (nas curvas) quanto no sentido longitudinal (nas frenagens). Aí o processdor faz tudo sozinho baseado na configuração que o freguês escolheu (veja no quadro as opções).

Por exemplo, se o piloto prefere manter tudo no mais perfeito mar de rosas, seleciona pelos comandos e pelo display do painel qual a configuração que quer usar, por exemplo, no “Road” (estrada). As retomadas de aceleração serão suaves, a moto nunca irá empinar, nem que queira e os freios ABS terão atuação bem mais intensa. Já no modo “Dynamic Pro” o cabra tem de ser macho, porque vai empinar fácil e os atuadores preventivos de derrapagem e frenagem entrarão mais tarde e bem de leve. A moto fica tão mais “bruta” que nessa escolha é recomendado pneus slick de competição. Para evitar que alguém selecione esse modo sem querer é preciso retirar o banco da moto e puxar um plug. É meio que um aviso: aqui você está por conta e risco.

esquema_painel.jpg

Esquema do painel... tem de ler o manual, senão dança. 

A suspensão é algo bem diferente, também gerenciada pelo mesmo módulo eletrônico. Entre outras coisas, ela consegue identificar o tipo de piso e se ajusta para a situação. Até se o piloto resolver dar um salto, a suspensão se ajusta para a recepção. Uma das características são os garfos dianteiros com funções separadas: de um lado faz o trabalho hidráulico e do outro o eletrônico com regulagem. Na suspensão traseira uma surpresa: o ajuste eletrônico não só do amortecedor, mas também da mola. O piloto pode fazer o ajuste levando em conta o piso, mas também a massa a carregar, garupa, malas etc.

Não tivemos chance de experimentar na estrada – o que espero poder fazer em breve – mas pode-se prever um produto que vai proporcionar muito prazer em qualquer condição. Talvez no trânsito da cidade o calor do motor provoque algum desconforto, mas hoje isso já é comum a todas as motos: motor potente gera calor, não existe mágica. Mesmo com arrefecimento misto (líquido+óleo) é uma usina de calor entre as pernas do piloto.

painel.png

Painel com GPS (opcional). 

Quem me conhece sabe que não sou do tipo que escreve muito sobre preço e consumo. Começando pelo fim: pode-se imaginar algo como 16 a 18 km/litro rodando numa boa, para um tanque com capacidade de 20 litros. Já o preço é salgado, claro: R$ 71.900.

Não posso deixar de terminar a avaliação sem o já mundialmente famoso IPM – Índice de Pegação de Mulher. Nem precisa ser muito esperto para perceber que é muito alto, diria 9,9 porque sempre tem aquelas minas que preferem superesportiva. Mas se você se der mal com essa moto, pode procurar um analista ou cirurgião plástico.

P.S. - Depois de publicado este teste eu finalmente tive acesso a esta BMW por mais tempo. De fato a vibração é muito alta, especialmente na faixa entre 5.100 e 5.500 RPM, o que em última marcha fica entre 120 e 130 km/h. No começo assustou um pouco, mas para quem já viajou de SP ao Rio de Janeiro com uma Yamaha DT 180 essa BMW é um luxo só. Eu não deixaria de comprar essa moto por causa disso, como já vi depoimentos, mas a fábrica precisa rever esse problema...  e rápido!

fichatecnica.jpg

 

!BMW_SXR_4.jpg

!BMW_XR_9.jpg

 

S1000XR_galeria_07.png

 P.S.

 

 

publicado por motite às 15:26
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20 comentários:
De Eduardo Mammini a 14 de Dezembro de 2015 às 18:25
Tite, já li sobre a moto em outros sites espanhóis e americanos. E em todas matérias reclamaram de uma vibração constante do motor. O site americano até reclamaram que dava formigamento e amortecimento da mão. É verdade? Este motor tem essa característica. Pois, tive uma F800R e acabei vendendo justamente por conta dessa vibração extremamente chata.
De motite a 15 de Dezembro de 2015 às 22:09
Grande Mamimimini!

Cara, a gente andou em autódromo e nessa condição não se mantém velocidade constante. Mas é motor 4 cilindros, dificilmente vibra muito.
De Aguinaldo Goes a 20 de Dezembro de 2015 às 17:29
Realmente fiz uma pesquisa e li muita reclamação sobre essa vibração. Fui na Autokraft ( Barra da Tijuca) liguei a XR e segurei a 3.000 e 4.000 . você sente uma vibração estranha na manete, liguei no mesmo momento a S 1000 R e tb senti uma vibração, mas menor e diferente que na XR. Vou aguardar mais testes para ver resultados.
abs.
De motite a 20 de Dezembro de 2015 às 21:47
Aguinaldo
Na verdade a forma de medir a vibração é na rotação decrescente. Vc acelera até 4 ou 5.000 RPM solta e sente a vibração quando a rotação está DESCENDO e não subindo, nem constante.
Mas devo pegar a moto em breve e fazer um teste mais efetivo.
De aguinaldo.goes a 29 de Dezembro de 2015 às 20:54
Prezado Tite
realmente estava com muita vontade de comprar a S 1000 XR, confesso que perdi um pouco o tesão depois dessas notícias sobre essa vibração da manete. e tb com notícias ruins a respeito dos defeitos da GS 1200 , como quebras do cardã, defeitos eletricos, etc... que meus amigos da AUTOCRAFT aqui do Rio relataram , volto a pensar na Tiger Explorer 1200 - 2016 que virá com muitas inovações. forte abraço feliz 2016 e aguardarei suas opiniões sobre a S 1000 XR , que é meu sonho de consumo.
De Bruno a 31 de Dezembro de 2015 às 12:56
IPM? É sério Tite?
De motite a 6 de Maio de 2016 às 16:44
Claro que é!!!
De Daktyn a 3 de Janeiro de 2016 às 15:11
Tite, também aguardo suas informações a respeito das tais vibrações (tem reviews que informam-nas tanto nos manetes quanto nas pedaleiras!).
Estou ansioso para saber de você a respeito disso.
De Luiz Francisco da Cunha a 23 de Janeiro de 2016 às 22:47
Olá, pessoal.
Troquei minha GS1200 pela S1000XR, sem testar. Só pelos vídeos comparativos entre ela e a Ducati Multistrada e números. Desejava voltar aos 4 cilindros, que sempre fizeram mais meu estilo.
Criei muita expectativa nessa moto. Porém, estou muito desapontado... A vibração não é pouca, é muita! Eu diria até insuportável! Deixei a moto na sexta-feira na concessionária, depois de ir de São Paulo até Paulínia. Por algum momento, deixei ela no piloto automático a 120 kms/h, limite da Bandeirantes. É assustadora a vibração. Tirei a mão do acelerador e toquei os espelhos e as extremidades do acelerador. No espelho, a vibração é tão forte, que não é possível ver o que está atrás, se é um carro ou outro veículo... espero que a BMW faça algo a respeito pois, do contrário, já penso em trocá-la de tão insuportável que é a vibração a partir de 4000 rpm.
De Aguinaldo Goes a 21 de Fevereiro de 2016 às 15:41
Luiz, ontem fiz outro teste na S 1000 XR na Eurobike.
Realmente senti bastante a vibração , fui para marginal e mantive a rotação a 5000 RPM.
outros amigos que estavam na Eurobike tb fizeram o teste e relataram a mesma vibração.
è um foguete a XR mas cortei da minha lista.
Andei logo em seguida na GS 1200, realmente continua sendo a rainha das maxtrail.
abs.
De Daniel Freitas a 10 de Maio de 2016 às 00:25
Luiz, poderia complementar seus comentários sobre as vibrações da moto. Vc esta com a moto ainda ? a BMW conseguir consertar isso ? Grato, Daniel
De Aguinaldo Goes a 2 de Fevereiro de 2016 às 20:29
Oi Tite, realmente a BMW S 1000 XR è uma bela maquina.
acabei de fazer um test drive na EUROBIKE e foi sensacional , ela é muito equilibrada, gostosa de andar, freia muito .
A sensação na troca de marchas é que o giro não cai, o motor continua cheio e o ronco tb. Não senti nenhuma vibração.
mas comentei com mecânico da EUROBIKE e ele disse que acima de cinco mil vc sente alguma vibração.
como estava muito transito e o teste foi curto , espero depois do carnaval completar o teste. abs.
De willian israel da silva a 1 de Maio de 2016 às 21:54
ola tenho um s1000xr desde de janeiro ,, vou falar so pode estarde brincadeira ne vibração kkkk nem uma ,,nada perfeita isso sim ,,nem em 15 mil giros ,, inveja isso que eeeeeeeeeehdqgr8n
De motite a 6 de Maio de 2016 às 16:43
Willian, depois de viajar com ela eu até me acostumei. Acho que é um pouco de exagero do pessoal mal acostumado!
De Victor a 30 de Maio de 2016 às 15:44
Ja andei 2.000 km com a minha, e excelente, nada contra, uma verdadeira esportiva num quadro alto, dou nota 10. Nao ha vibracoes no motor, dirigibilidade top!!!!
De Alexandre a 7 de Julho de 2016 às 22:25
voce comentou que o banco da s1000xr pode chegar a 82cm, é uma regulagem no banco original ou outro banco?

grato,
De motite a 11 de Julho de 2016 às 04:15
É no banco original, claro. Ele pode subir ou descer por meio de uma regulagem descrita no manual da moto.
De Anónimo a 11 de Julho de 2016 às 18:28
ok Obrigado, infelizmente nenhum vendedor da marca soube me falar isso.

abraço,
De Luciano do vale a 25 de Agosto de 2016 às 10:27
Dia 19/08/2016 adquiri a s1000xr na bmw Motorrad de santo andre/SP, com receio da tal vibracao citada nesta matéria. Andei 1000 km em 3 dias e absolutamente nada de vibração alguma nas rotações e velocidades mencionadas. Conforme consulta junto a concessionária os técnicos me informaram q isso pode ser causado por slguma peça mal ajustada tipo carenagem solta e etc. Não existe vibracao alguma já testei a 110, 115, 120, 125, 130, 135, 140, 145 km por hora e nada.
De Luis Alberto Dupont a 27 de Dezembro de 2016 às 17:34
tenho uma S 1000 XR , está com pouco mais de 900 km e desde a revisão que fui fazer antes dos 1000 km devido a um vazamento de òleo da bengala dianteira está parada.Estou desde a metade de novembro esperando uma solução para poder rodar com ela.....Fui para uma Marca Alemã pela Confiabilidade, mas entrei numa Gelada !!!!! Um Tapa pó com retentor demorar mais de 30 dias numa moto que ainda não fez 1000 km ??? Foi a maior decepção pra mim,......,mas serviu de lição,......

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