Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

Novo Tucson, mas pode me chamar de ix 35

 

Hyundai da Coréia apresenta os novos Tucson, que serão chamados de ix 35 no Brasil

 

Foi um lançamento estranho. O ix 35 2.0, novo crossover da Hyundai, já está sendo vendido em algumas concessionárias da marca. Inclusive foi avaliado por algumas revistas especializadas, mas só agora a imprensa “geral” teve acesso ao carro, informações e teste dinâmico. Mais estranho ainda porque em alguns os mercados onde é vendido este modelo se chama Tucson, mas aqui no Brasil recebeu o nome de ix 35 porque o Tucson continuará em produção. A gama do novo ix 35 começa com a versão 2.0 de câmbio mecânico manual por R$ 88.000 e vai até o modelo Limited 2.4 com tração 4x4, automático, por R$ 115.000. A versão diesel não será vendida no Brasil. Outra estranheza: no momento não será vendida a versão 2.4 no Brasil, mesmo assim tivemos 20 deles à disposição para testes...

 

 

Com as linhas apelidadas pela Hyundai de “fluídicas”, este novo ix 35 não tem jeitão de SUV tradicional e está mais para um crossover, na tendência do Captiva ou BMW X6. A grade frontal em forma hexagonal é outra tendência, como os novos Ford Focus e Fiesta. A capota rebaixada na parte traseira e a linha de cintura alta que “espreme” a lateral reforçam essa idéia de um misto de hatch com SUV.

 

O interior tem acabamento refinado, típico de um carro desta categoria. Claro que há plástico em abundância, mas o revestimento de couro nos bancos e volante melhora muito o conforto a bordo. É um daqueles carros tão confortáveis que dá tristeza quando termina a viagem. Certamente o que mais se destaca é o silêncio e baixo nível de vibração. Tanto no motor 2.4 quanto no 2.0 o funcionamento é tão silencioso que o ruído mais percebido é dos pneus com o asfalto. O volante tem regulagem de altura, mas não de distância. Já os bancos têm regulagem de altura, distância, inclinação e lombar controlados por botões.

 

 

Avaliamos apenas as versões com câmbio automático de seis marchas, muito rápido e eficiente. Na opção Drive ele retoma com muita velocidade mesmo sem o sensor do kick-down (aquele que ao pisar no pedal até o fundo as marchas reduzem). O câmbio percebe a abertura do acelerador e reduz sem escândalos nem atraso. Já na opção seletivo ele não reduz e deixa ao motorista a função de trazer as marchas menores. Aliás, a posição da alavanca + e – é mais intuitiva, com o + (marcha maior) para frente e – (marcha menor) para trás. Não há troca de marcha por borboleta. Este câmbio também tem sensor de neutro, que mantém a rotação de marcha lenta mais baixa quando o carro está parado, mesmo com a marcha engatada. Basta tirar o pé do freio para a rotação aumentar sozinha.

 

 

No motor 2.4 a 120 km/h ele está a 2.200 rpm. Já o motor 2.0 a 120 km/h indica 2.500 rpm. A diferença de potência é sensível e no 2.0 é preciso se preparar melhor para ultrapassagens.

 

Tivemos a chance de avaliar em um trecho fora-de-estrada e pudemos comprovar a eficiência do controle de tração. Ao jogar o ix 35 em alta velocidade numa curva para provocar a derrapagem intencionalmente, uma das rodas freou e corrigiu a derrapagem. Na subida, com piso de terra e cascalho, o ix 35 4x4 sai com incrível precisão sem derrapar. O mesmo se repete na versão 2.0 com tração dianteira. Mas basta desligar o controle de tração para o 4x2 escorregar como qualquer outro carro. Na terra, a versão 2.4 com pneus de perfil 55 revelou mais “dura” do que a 2.0 com pneus de perfil 60.

 

 

Outra boa surpresa foi nas curvas asfaltadas da serra. Percebe-se a inclinação da carroceria, afinal é um veículo alto e pesado, mas o controle de tração mais os pneus 225/55 (ou 225/60) montados em aros de 17 ou 18 polegadas seguram muito bem e mantém a trajetória mesmo no limite da aderência.

 

Pequeno é o porta-malas (465 litros), apesar da grande abertura, o espaço é reduzido. Para melhorar os bancos traseiros são divididos e podem ser rebatidos.

 

No painel, a iluminação é do tipo sempre acesa, o que gera confusão em motoristas distraídos que saem à noite com os faróis apagados... Em compensação, o conta-giros está do lado certo: o esquerdo, bem mais fácil de enxergar. Ainda no campo da eletrônica, ao engatar a marcha à ré aparece uma tela de vídeo no espelho retrovisor, muito útil já que o vidro traseiro é muito pequeno e estreito, mas as janelas traseiras se abrem completamente.

 

Vale frisar que o teto solar precisa de uma revisão no sistema anti-esmagamento porque quase esmagou a mão do nosso colega Bob Sharp que se ofereceu de cobaia para o teste e ficou preso!

 

O ponto forte é mesmo o acabamento. Não há mais qualquer sombra de dúvida que os carros coreanos estão no mesmo patamar de outras potências produtoras de veículos. Aqui no Brasil a situação começa a ficar estranha, porque a matriz coreana deu início à construção da fábrica de Piracicaba, SP; enquanto o grupo Caoa continua com a linha de montagem em Anápolis, GO. Ao que tudo indica, o Tucson que conhecemos hoje será produzido pela Caoa, enquanto o ix 35 será importado. Em Piracicaba deverá ser feito o HB, um compacto. Mas que é estranho é: onde já se viu, duas fábricas fazendo Hyundai no Brasil?

 

O melhor do teste foi enfrentar a estrada da serra catarinense, cheia de curvas, com o Bob Sharp pilotando. Eu que ia para Interlagos ver o Bob correr de Maverick e dar pau nos Opala, curti demais e ganhei uma aula de pilotagem grátis!

 

Para ler o teste completo, com ficha técnica e preços, clique aqui

 

Não sou muito de falar de bastidores de eventos como estes testes, mas dessa vez é preciso. Havia muito tempo que não via algo tão desorganizado. Desde a escolha do local: Florianópolis no inverno nem pinguin aguenta! Passando pelo despreparo técnico (apenas 10 Pcs para 50 jornalistas) e terminando na falta de um assessor de imprensa minimamente equipado. Como foi um evento realizado pela Hyndai Coréia e não da Caoa, está na hora de pensarem em montar uma equipe aqui no Brasil.

 

publicado por motite às 16:38
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4 comentários:
De Rodrigo, o ex-vizinho mala a 5 de Agosto de 2010 às 17:46
Bolachinhas desorganizados? Nossa, que novidade...

Dizem por aí que o GP da Coreia do Sul pode ser cancelado pois o circuito ainda não está pronto.
De Roger a 6 de Agosto de 2010 às 14:01
O motite é bom porque fala de motos e do mundo além das motos. O próprio Tite já falou sobre a infelicidade de ser uma pessoa de visão restrita. Mas estes dois ultimos post's fizeram pensar:
Estaria o Tite cansado da vida motociclística?
No ponto onde aqueles tormentos como chuva, vento e dores diversas vencem o prazer de pilotar sobre 2 rodas e assim voltando-se para o conforto dos automóveis?
Até do frio de Florianópolis ele reclamou, Florianopolis para quem mora no RS é verão o ano inteiro. E eu que achei que algum dia podia ver o Tite testando alguma moto no inverno da serra Gaúcha , serpentiando pelas estradas e sentindo aquele ventinho bom que congela até a alma.... (nessa eu forcei)

De Alexandre Penna a 7 de Agosto de 2010 às 05:07
ja deu pra perceber a zona que vai virar a hyundai do Brasil. Caoa de um lado, Hyundai do outro, acho que vao ate ter duas concessionarias diferentes para diferentes produtos. Para as consumidores vai ser ruim, e quem vão adorar serão as montadoras ja instaladas que estavam temerosas do "Tigre coreano"

Atenciosamente

Alexandre Penna
De Gustavo a 7 de Agosto de 2010 às 14:30
Olá Tite, te citei no meu blog. Passa lá. Abs!

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