Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Lêndeas do Motociclismo brasileiro: Minsk 125

(Conhece essa moto? vem da Bielo-Rússia, outra desconhecida. Foto:Mário Bock)

 

Você conhece uma moto chamada Minsk? Não? Nem eu! Apesar de ter escrito este “teste” na base do “ou dá ou desce”, ou seja, ou eu escrevi isso ou o departamento comercial fritaria meu fígado com cebola. Como eu precisava muito de emprego... o resultado é mais uma lêndea do motociclismo brasileiro, que nunca foi vendida. Se alguém comprou essa moto por causa deste teste pode me mandar pro inferno porque eu mesmo já garanti a vaga ao lado do tinhoso por conta dessa matéria dos diabos! Bom proveito.
 
Minsk 125*
 
Chega da Rússia uma proposta de moto popu1ar, com tecnologia simples a um preço baixo: R$ 2.090
 
Que tal uma moto ao preço de um ci­clomotor? Essa é a proposta da Minsk, uma robusta 125cc - com motor dois tempos, um cilindro - fa­bricada na Belárus, ou Bielo-Rússia, ex-­república soviética e importada para o Bra­sil pela Nacar Imports (São Paulo, SP) e pela Mototrading (Fortaleza, CE). Seu pre­ço de lançamento, já incluído o novo im­posto de importação de 70% é de R$ 2.090, mas poderá até ser reduzido, quando começarem os processos de nacionalização que os importadores pretendem fazer.
 
O primeiro contato com a Minsk provoca um susto: ela lembra as 125 dos anos 60, mais precisamente as Yamaha todo terreno, como a TT 125, mas com acabamento bem rústico. O plástico foi praticamente esquecido no projeto da Minsk e a maioria das peças é feita em chapa de aço, incluindo pára-lamas e laterais. O guidão é alto e aberto, com cross-bar e os punhos são feitos de liga. Curiosamente uma das peças feitas de liga leve é justamente o cavalete central, que na maioria abso­luta das motos é de tubos de aço.
 
Tudo na Minsk é projetado para resistir às condições adversas de clima e terreno dos países do leste e centro europeu, onde as temperaturas podem chegar a 20 graus negativos, ou 40 graus positivos e as estradas asfaltadas quase não existem. O sistema elétrico, por exemplo, é com magneto e não existe bateria, por­que em temperaturas muito baixas até o ácido da bateria congela.
 
Por não ter bateria, todo sistema de iluminação e sinais só fun­cionam com o motor ligado. A buzina, por exemplo, tem sua in­tensidade variável, conforme as rotações do motor. Da mesma forma, os piscas ficam mais rápidos conforme se acelera.
 
Pensando nas regiões isoladas por onde rodam os consumi­dores tradicionais da Minsk, o conjunto de ferramentas é comple­to, incluindo kit de reparo dos pneus, com espátula, remendo, bomba e calibrador. Dificilmente alguém fica parado na estrada com a Minsk, até por questões de sobrevivência, já que um pneu furado no rigor do inverno pode colocar o motociclista numa si­tuação de alto risco.
 
RODANDO
Na hora de ligar, a primeira surpresa: o pedal de partida fica do lado esquerdo, junto ao pedal de câmbio, um sistema semelhante ao da Jawa 250cc, de 1949. Para facili­tar a partida, existe um afogador que fica no corpo do carburador (Bing de 26mm), cujo funcionamento também é semelhante ao dos antigos carburadores ingleses. Basta apertar um pino várias vezes para baixar a bóia na cuba do carburador, aumentando a quantidade de gasolina e enriquecendo a mistura. O carburador é por guilhotina, com um desenho retangular, ao contrário dos modelos japoneses, que são tubulares.
 
Não dá para esperar um alto desempenho de um motor sim­ples, com potência máxima 10 cv a 6.000 rpm. Segundo o fa­bricante, a velocidade máxima é de 85 km/h, valor fácil de al­cançar. A maior qualidade está na resistência, resultado da transferência de tecnologia entre a Minsk e a MZ Sirmson, da ex-Alemanha Oriental. O motor de l25cc é praticamente o mesmo da MZ 125, dois tempos, com mistura de óleo dois tem­pos feita diretamente no tanque de gasolina. A proporção re­comendada pelo fabricante, para os 11 litros de gasolina do tanque, é de 50 cc de óleo para rodar na cidade e 60 cc para rodar na estrada. O consumo de gasolina, segundo dados do fa­bricante, chega a 31 km/litro.
 
O ronco também lembra o motorzinho da Yamaha TI 125, só que mais silencioso, em função do escapamento. Primeira engatada, (câmbio de quatro marchas), a pequena 125 começa a se revelar. O motor demora para ganhar rotações, mas depois de embalado reage como urna dois tempos à moda antiga, ou seja, pouca força em baixa rotação, mas boas respostas em alta rotação.
 
O banco tem cobertura de espuma muito macia, fazendo com que o traseiro do motociclista sinta a dureza da chapa metálica do assento. Nos planos de nacionalização da Minsk, deverá ser estudado um novo tipo de espuma mais consistente, que permita rodar por mais tempo sem massacrar o motociclista.
 
A boa surpresa são os freios, a tambor mas muito eficientes. Os cabos de acionamento do freio e embreagem não têm regulagem na ponta superior, apenas nas extremidades inferiores, como nos ciclomotores e bicicletas.
 
A estabilidade é bem limitada pelos pneus de uso misto, de fabricação russa. Aliás, outra curiosidade a respeito da Minsk é a forma de substituição dos pneus. Devido aos custos reduzidos das peças, os pneus são vendidos junto com as rodas. Ou seja, quando o pneu fica careca, troca-se todo o conjunto de rodas e pneus. Na Bielo-Rússia, é claro!
 
Uma das vantagens da Minsk deverá ser justamente a facili­dade de reposição de peças e o baixo custo de manutenção, se­gundo os importadores. Cada revendedor se compromete a com­prar um lote mínimo de peças de reposição. Soma-se a isso o fato de as peças da Minsk serem de reconhecida resistência a quebras e desgastes e o resultado é um veículo que oferece transporte por baixo custo. A corrente de transmissão, por exemplo, é toda co­berta por uma capa de plástico sanfonado, aumentado a durabili­dade em pelo menos quatro vezes.
 
Em termos de acabamento e estilo, pode-se dizer que a Minsk é uma moto antiga "0 km", incorporando tecnologias dos anos 60 com algumas modernidades. A transmissão primária (que passa o movimento da ponta do virabrequim para o câmbio) é feita por corrente, enquanto atualmente se adota um sistema de engrena­gens. Para compensar, a ignição é eletrônica, dispensando o arcaico platinado.
 
O maior atrativo de venda da Minsk será, sem dúvida, sua vocação de moto popular. Trata-se de um produto para quem procura sua primeira moto, ou quem precisa de um veículo de transporte econômico. Atualmente, o preço é semelhante ao de um ciclomotor de 50cc, mas a tendência é reduzir os custos quan­do começarem as importações através de Nova Palmira, Zona Franca do Uruguai. Nesse caso, os impostos de importação serão menores, graças aos incentivos do Mercosul. Hoje, a Minsk 125 é vendida em 50 países, incluindo Argentina e Uruguai. De acordo com os planos da Nacar Imports, a redução das alíquotas de im­portação poderá viabilizar projetos de alterações na Minsk para modernizar a pequena 125 e tomá-la mais confortável.
 
De onde vem a Minsk?
O nome oficial da fábrica é Minsk Motorcycle and Bicycle Company, fica na Belárus (Bielorússia), país da Euro­pa Central e tem 50 anos de atuação, desenvolvendo motos específicas para trabalho. O catálogo (impresso em cin­co idiomas), que acompanha a Minsk 125 a identifica como "Motocicletas para regiões rurais". Por isso sua es­trutura é robusta e simples.
 
A Minsk produz 20.000 unidades por mês dos dois modelos de 125cc, um mais voltado para fora-de-estrada, com pára-­lama dianteiro alto e o outro, mais es­tradeiro, que será o escolhido para as primeiras importações ao Brasil. Esses dois modelos são vendidos em mais de 50 países. A meta da Nacar lmports é trazer 3.000 unidades neste primeiro ano, projetando 6.000 unidades para 1996.
 
* Publicado originalmente em Duas Rodas/julho de 1995.Foi mantida a redação original.

 

publicado por motite às 21:26
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30 comentários:
De Jo a 14 de Outubro de 2008 às 23:54
Bah, praticamente um LADA em 2 rodas. Que medo desse troço. Se as chinesas já são ultrapassadas no tempo (motos dos anos 70/80), isso é a total falta de evolução. Será que alguém chegou a comprar essa coisa? Um abraço!
De Remerson Andrade a 15 de Outubro de 2008 às 00:42
putz grila.... essa bizonhice tentou vir pra cá em 1996???? o mercado tava feio mesmo em materia de motos.... apesar que hoje temos a "Invasão Chinesa" que ta fazendo o papel dessa tal Minsk
De Samuel Lopes a 15 de Outubro de 2008 às 14:40
Po, que ela é feia pra car@#$% ninguém discute... mas pelo preço de uma Mobilette eu acho q teria sido uma opção interessante pra época.
E pra ser sincero, achei ela até bem parecidinha com a Super 100 e Hunter 90.
Será que alguma dessa aí desembarcou aqui no BR?
De Sergio CJR. a 15 de Outubro de 2008 às 17:39
hahahahahaha...

Putz, eu tenho a revista com essa matéria...

O pior é que nessa época, com apenas 13 anos e sem um puto no bolso, vi nessa moto a oportunidade para "evoluir" nas duas rodas, já que só tinha uma mobilete.

Por pouco não me tornei um "feliz" proprietário de uma Mink.
De Daniel a 12 de Fevereiro de 2017 às 13:58
Ainda tem a revista ?
De motite a 15 de Fevereiro de 2017 às 08:59
Sim, quer comprar? me escreva pelo email info@speedmaster.com.br
De Daniel a 15 de Outubro de 2008 às 21:34
ainda a vendem na argentina e no uruguai... sobre o magneto: será que é difícil adaptar numa cg?
De Fabio A.E. - Jijoe a 17 de Outubro de 2008 às 01:05
Ôpa! Fala Tite! Aproveitando o gancho das Lêndeas para falar de Lendas mesmo, na terceira foto à direita se não for você, é um sósia dos bons!
http://www.motos.pro.br/index.php?pg=ler_materia&ler_materia=26
[]´s!
De Fabio Nogueira a 17 de Outubro de 2008 às 19:41
Graças a Deus que essa catiça não veio pro Brasil!!!
De edmilson a 9 de Novembro de 2008 às 19:59
Amigos: EU COMPREI UMA MINSK! É COMO "PILOTAR" JEGUE DOMESTICADO: ATENDE, MAS É RÚSTICO DEMAIS, POR JÁ TER NASCIDO ASSIM. A MOTO NÃO QUEBRA NUNCA, E A FEIÚRA CONTRASTA COM A DOCILIDADE. É UM PRAZER PILOTÁ-LA, PRA DEPOIS SE JOGAR NA CAMA COM O ESQUELETO ARREBENTADO. FELICIDADE PRIVILEGIADA, PRA QUEM TEM UMA MINSK! AH! E PARA AQUELES QUE ACHAM QUE PRA FEDER MESMO, É PRECISO MUITA MERDA... EU TENHO DUAS 1992!!!!!
De motite a 10 de Novembro de 2008 às 17:36
Pow Ed, se vc anunciar é capaz de vender por uma baita grana!!!

De edmilson a 10 de Novembro de 2008 às 23:01
Minhas adoráveis senhoras são puro valor sentimental (muito!). Dia desses, se for possível, enviarei fotos. O pessoal não irá dormir e mijar-se na cama, de tanto medo das minhas feiurinhas de estimação... Se alguém precisar de valiosas dicas para restaurar esse tipo de motocicleta, em especial quanto à retífica do motor, estou à disposição, pois, acabei me especializando em mendicar e ser humilhado pelos "mexânicos-troca peças da vida", mas, com elas, cresci muito, humanamente falando, nas idas e vindas, à procura de ajuda para restaurá-las, e à isso não se pode falar em valor comercial. Quem for um verdadeiro motociclista, irá facilmente me entender. Aos motoqueiros, meus sentimentos e compreensão, pois, penso que não tiveram inesquecíveis oportunidades, tais quais, se pilotar uma JAWA 250, uma Leonete 50, uma Norton, uma XL 250 japonesa, enfim... Mas, abraços a todos.
De Juliana a 10 de Janeiro de 2011 às 11:15
Edimilson, meu pai através de uma troca acabou pegando uma MINSK, preciso fazer manutenção nela e não tenho muitos conhecimentos, se derepente puder me ajudar, agradeceria muito!
De Ivaldo a 30 de Junho de 2010 às 01:59
Prezado Edmilson;
Tenho uma Minsk e to tentando reformar ela.....
Apesar de todo mundo meter o pau nela, acha a feiura dela bonita!!!!
Ela lembra as motos da decada de 40 e 50.
Voce tem algumas peças para vender?
De Allan Jurk a 4 de Agosto de 2010 às 21:27
Encontrei uma Minsk 125 à venda, como já tenho 2 MZ 250 não me assusto muito com a dificuldade de peças, mas não encontrei o caminho, alguém pode ajudar ? Pelo que sei esta moto é 95, a cor é azul. Agradeço qualquer ajuda.
De galo a 29 de Julho de 2011 às 17:21
Tbem sou feliz proprietario de uma minsk desde 2007.estou precisando retificar o motor. Estou em sampa, tem alguma dica. Valeu
De edmilson oliveira a 31 de Julho de 2011 às 21:27
Olá, amigo "Minsk" Galo. Tenho um amigo em Minas Gerais, que importou para nós diversas peças a preços muito acessíveis. Se o problema do motor for apenas rolamentos do girabrequim, é fácil, há rolamentos excelentes compatíveis no mercado. Quanto às gaiolas (rolamentos de agulhas), pistão e anéis, então precisa contatar o meu amigo em Minas Gerais, alexandrebomb@gmail.com, que certamente irá lhe ajudar a adquirir esses rolamentos da biela e algumas outras peças que precisar. Se precisar de mais alguma informação, estou à disposição. Parabéns pela bela motinha. Abraço.
De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 15:11
Hola, saludos desde Argentina...aquí se vendieron por la misma época...tengo dos 1992...y hasta hay clubes de fanáticos de la marca en distintos países...miren esto http://www.minskclubvietnam.com/bike.htm
Son indestructibles y confiables, solo les falta velocidad y las piezas se pueden cambiar por otras...Andrés
De motite a 18 de Agosto de 2009 às 19:40
Gracias, Andrés! Saludo!
De bohdan a 17 de Agosto de 2009 às 22:23
caros amigos.sei que aquela foto la em cima e´ assustadora (sou de aquela epoca quando essas motas realmente eram assim).mas se voces entrarem aqui:
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

caros amigos.sei que aquela foto la em cima e´ assustadora (sou de aquela epoca quando essas motas realmente eram assim).mas se voces entrarem aqui: <BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ minsk-moto.com ru content models sport super / <BR class=incorrect name="incorrect" <a>voces</A> vao reparar que alguma coisa mudou la na fabrica.gostaria de ler os vossos cometarios <BR>aquele abraçao a´todos
De bohdan a 17 de Agosto de 2009 às 22:29
desculpem mas o meu PC nao ta bom.baralhou tudo
De bohdan a 17 de Agosto de 2009 às 22:31
http://minsk-moto.com/ru/content/models/sport/super/
De bohdan a 17 de Agosto de 2009 às 22:44
de lado esquerdo, em cima, onde diz "модельный ряд" basta so´ pór cursor que a imagem aparecerá
De motite a 18 de Agosto de 2009 às 19:41
Valeu, Bohdan, vc tecla de Portugal?
De bohdan konovchuk a 24 de Agosto de 2009 às 21:24
sim.mas nao sou portugues.desculpem os erros orfograficos

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