Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

Ótima notícia: as reformas do autódromo de Brasília continuam e veja as novas cores da CB 500.

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Branca HRC

Honda traz novas cores e grafismos para modelos da família 500cc

CB500F e CBR500R versão 2015 chegam com novidades  na rede de concessionárias a partir deste mês


Mais uma novidade promete agitar o segmento de alta cilindrada no mercado brasileiro. A partir deste mês, dois modelos da família Honda 500cc, versão 2015, ganham novas cores e grafismos que complementam o lineup atual. Assim, a CB500F passa a ser comercializada nas cores preta (nova e inspirada na CB650F), branca e vermelha metálica, agora com grafismo padronizado aos demais. A esportiva CBR500R, disponível apenas na versão ABS, também traz inovações visuais e está disponível em duas novas cores, preta e branca tricolor, com detalhes em vermelho e azul baseadas no visual do Team HRC (Honda Racing Corporation). 

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 A preta lembra a CBX 750F de 1986

Porta de entrada Honda na categoria alta cilindrada, os novos modelos estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de fevereiro nas concessionárias de todo o país. Equipados com motor DOHC (Double Over Head Camshaft), bicilindrico de quatro tempos, 471 cm³ de capacidade, com duplo comando de válvulas no cabeçote e quatro válvulas por cilindro, possuem respostas rápidas e ótimo desempenho, com potência máxima de 50 cv a 8.500 rpm e torque de 4,55 kgf.m a 7.000 rpm.

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Branca e pelada 

 A proposta da CB500F segue características próprias e diferenciadas. Destaque para o estilo Naked, com propulsor totalmente à mostra e rabeta curta. Seu visual está alinhado às expectativas do consumidor que busca o DNA de uma pura street fighter, com segurança, economia e versatilidade, tanto para o uso urbano, quanto para deslocamentos em estradas. Já a CBR500R é marcada por linhas inspiradas nos modelos Honda de competição. Seu design avançado agrada ao consumidor que busca um estilo mais arrojado, com guidão esportivo e carenagens laterais, que proporcionam um conjunto moderno, agradável e equilibrado.

 Produzidas na fábrica de Manaus (AM), os modelos têm garantia de um ano, sem limite de quilometragem. Os preços públicos sugeridos são: CB500F R$ 23.053,00 (STD) e R$ 24.625,00 (ABS); CBR500R R$ 25.673,00 (ABS). A CB500X versão 2015 ainda não tem previsão de chegada ao mercado. Os valores têm como base o estado de São Paulo e não incluem despesas com frete e seguro.

 

BOA NOTÍCIA!!!

Governo do DF libera crédito para término nas obras do autódromo de Brasília. Através de decreto, o Governador Rodrigo Rolemberg destinou mais de 20 milhões de reais para encerramento das obras no autódromo Nelson Piquet 

O Governo do Distrito Federal liberou através de decreto divulgado na última quarta-feira (4) uma verba complementar de R$20.479.297,00 para a conclusão das obras de melhorias no autódromo Nelson Piquet, em Brasília (DF).
De acordo com o decreto assinado pelo Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg, o dinheiro será repassado à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e "revoga todas as outras disposições".
O Presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, ficou satisfeito com a divulgação do decreto. "É uma vitória para o esporte a motor brasileiro. Brasília é uma praça esportiva importante para competições nacionais e vital para os campeonatos regionais", comenta.
Veja o decreto abaixo (disponível em imagem no alto desta mensagem):

DECRETO Nº 36.357, DE 04 DE FEVEREIRO DE 2015

Abre crédito suplementar, no valor de R$20.479.297,00 (vinte milhões, quatrocentos e setenta e nove mil, duzentos e noventa e sete reais) para reforço de dotação orçamentária consignada no vigente orçamento.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 100, VII, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o art. 7º, I, "a", da Lei nº 5.442, de 30 de dezembro de 2014, e com o art. 41, I, das Normas Gerais de Direito Financeiro, aprovadas pela Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, DECRETA:
Art. 1º. Fica aberto à Companhia Imobiliária de Brasília - TERRACAP, crédito suplementar, no valor de de R$20.479.297,00 (vinte milhões, quatrocentos e setenta e nove mil, duzentos e noventa e sete reais), para atender à programação orçamentária indicada no anexo II.
Art. 2º. O crédito suplementar de que trata o art. 1º será financiado, nos termos do art. 43, § 1º, III, da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, pela anulação de dotação orçamentária constante do anexo I.
Art. 3º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º. Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 04 de fevereiro de 2015.
127º da República e 55º de Brasília
RODRIGO ROLEMBERG

 

 

publicado por motite às 14:10
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015

A história de um encontro - Final

Tornado2.jpg

 Pontos turísticos: Câmara Comercial de Maceió; São Cristóvão, em Aracaju, a quarta cidade mais antiga do Brasil; Ponta do Seixas.

Terceira e última parte da novela regada a suor, lágrimas e cidra Cereser. Se você perdeu as duas primeiras partes, clique AQUI e AQUI.

Nísia Floresta.

O nome de batismo era Dionísia Gonçalves Pinto, mas ficou conhecida pelo apelido Nísia Floresta Brasileira Augusta. Sim, eu sei que é o primeiro caso de apelido maior e mais esquisito que o nome de batismo, mas, coisas do Nordeste. Esta potiguar nascida em 1810 foi uma espécie de jornalista, pioneira no movimento feminista e seu papel na mudança de comportamento dos padrões rígidos machistas levou à condição de celebridade a ponto de dar nome ao município colado em Natal e por onde eu deveria passar rumo a Maceió.

No meu plano de viagem não passaria por Nísia Floresta, mas a insistência do Klebinho foi tanta que obedeci. E também pra me livrar dele eu faria qualquer coisa. É claro que me perdi, aumentando mais ainda o meu drama, porque quando já me perguntava "o que mais pode dar errado, meu Deus?", imediatamente voltou a chover forte! A ponto de eu ter de comprar um par de galochas porque as botas ficaram encharcadas.

Enquanto estava perdido vi uma van toda decorada de equipe de motocross parada no posto de gasolina, aproveitei que o cabra era do ramo e pedi ajuda. Tudo explicado, mapa guardado trocamos uma rápida conversa sobre motocross e não é que o cabra ela leitor da revista? Sabia meu nome, dos outros jornalistas e até lembrou alguns testes e causos engraçados. Na despedida ele alertou para a condição da estrada. Inclusive se ofereceu para colocar a moto na van e ir de carona, o que recusei, afinal a moto precisava rodar, eu era um profissional, cabra-macho que não afina nem nas piores condições. Como prova de macheza inconteste, levei uma almofada de gel para colocar no banco da Tornado e não destruir minha bunda!

Nosso roteiro tinha uns pontos que era de passagem obrigatória, inclusive com registro fotográfico e um deles era Ponta do Seixas, perto de João Pessoa, por uma estrada péssima e cheia de ponte de madeira. O tempo da viagem aumentou além do esperado e obviamente escureceu quando estava a uns 150 km do destino. Aquela estrada de mão dupla, cheia de caminhão, buracos, acostamento tosco, em obras e sem as faixas refletivas pintadas ficou muito pior com o farolzinho broxante da Tornado.

Nunca na minha vida motociclista eu interrompi uma viagem. Nem nos piores invernos, tempestades, lama, situações ameaçadoras mesmo. Mesmo com a moto falhando, quebrada, com pneu furado, nunca interrompi uma viagem. Mas dessa vez não deu. Para desviar dos buracos os caminhões simplesmente entravam na contramão, invadiam a minha pista e ai de mim se não fugisse pro acostamento!

Em mais de meia dúzia de vezes peguei terreno muito ruim no acostamento e não teve jeito. Parei num posto de gasolina disposto a dormir no chão mesmo porque tinha decidido interromper a viagem. Isso arriscaria todo o cronograma da viagem, porque o jornalista seguinte já estava de passagem comprada e chegaria no dia seguinte a Salvador para fazer o último trecho.

Ah, o destino. Quando estava procurando um canto pra dormir entrou uma van toda decorada de motocross. Identifiquei na hora e pulei na frente dele!

- Aquela oferta de carona ainda está de pé?

E foi assim que meu trecho do teste foi surrupiado em 150 km, mas isso foi revelado na reportagem. Para minha vergonha dormi praticamente toda a viagem e quando chegamos em Maceió, à meia noite, me despedi sem lembrar de pegar um cartão dele. Portanto desculpe por não saber o nome do meu anjo da guarda.

Fala com ela!

Para compensar todo sufoco do dia anterior, Maceió se revelou linda e ensolarada pela janela do meu quarto, à beira-mar. Dei uma rápida volta para conhecer a bela cidade e segui rumo a Salvador.

Foi uma viagem pra lá de tranquila, com quase os mesmo 600 km do dia anterior, mas com céu azul e estrada já melhor. Uma rápida passagem por Aracaju e cheguei em Salvador já a ponto de ver o pôr do sol. Entreguei a moto para o outro jornalista e no dia seguinte estava dentro do avião de volta pra casa!

Nesta época eu estava saindo de um relacionamento bem complicado e não tinha planos de me envolver novamente com ninguém. Apenas curtir a solteirice e, para confirmar esse papo de maktub, meu plano de reveillon era voltar para Maceió. Já tinha reservado hospedagem, voo etc, mas o destino...

Toca o telefone e do outro lado da linha o sotaque inconfundível de Kleber Tinoco. Ligou pra resenhar e eu, como quem não quer nada e pensando em outra coisa, a exemplo do que sempre faço ao telefone, perguntei na maior inocência:

- E aquela loira que trabalha aí com você? Ela é solteira?

- Ah, espera aí que ela mesmo vai responder!

E transferiu a ligação para ela!!!

Sabe aquela sonho de criança, que a gente está pelado no meio do pátio do colégio e todo mundo rindo? Lembra da sensação de angústia, medo e constrangimento? Eu estava assim! Eu não sabia nada sobre aquela mulher, nem fazia idéia do que falar, perguntar, nada. Diante de um alô, tímido, só me ocorreu perguntar:

- Er, hum, uh, é, onde você vai passar o reveillon? As palavras saíram da minha boca, mas minha mente estava a uns 2.500 km de distância.

- Em Florianópolis - ela respondeu.

E, numa das raras vezes que minha boca foi mais rápida que o meu cérebro e deu certo, comentei:

- Puxa, que coincidência, eu também!

Mentira da grossa! Só que não dava mais para desfalar e me vi diante de um tremendo sufoco: cancelar a hospedagem, deixar um monte de gente na mão, pedir reembolso da passagem e, missão impossível: conseguir hospedagem em Florianópolis, uma semana antes do ano novo! Eu já tinha falado e não lembro de mais nenhuma palavra naquele telefonema. Só sabia que estava literalmente ferrado para produzir uma mudança de plano a jato.

Com ajuda de amigos e amigas consegui um quarto em Floripa, capital que eu também não conhecia e decidi ir de carro. De quebra ainda dei carona para duas amigas que estavam no mesmo barco, literalmente.

No período entre o telefonema e a viagem pra Florianópolis, meu brother Klebinho fez a catequese na cabeça da loira. Falou um monte de mentiras a meu respeito: que eu era gente boa, inteligente, bom caráter, mas infelizmente mostrou uma foto minha, velha, quando eu ainda tentava manter meus cabelos a qualquer custo, mesmo que ficasse parecido com o palhaço Bozo, com dois chumaços de pelo em cima das orelhas.

fófis2.jpg

A loira da Potiguar... 

O que Deus uniu...

De São Paulo a Florianópolis são 700 km, por uma estrada boa, com quase 100% de pista dupla, mas tem a porcaria da serra do Bananal que é o purgatório que todo paulista enfrenta para chegar aos paraísos do Sul. Mas, de carro tudo é moleza: som, ar-condicionado e dá até pra comer e beber enquanto dirige. Molezinha!

Depois de alguns telefonemas (bendito seja o celular) marquei o encontro com a loira. Ela estava hospedada na casa da avó (que boa moça) e assim que ela apareceu na porta do prédio meu coração disparou, meu estômago gelou e devo ter feito a maior cara de paspalho babão que o mundo já viu.

Normalmente sou um cara quieto. E tímido, acredite! Sempre fui quieto e, segundo minha mãe, quando era criança eu só falava com ela. Minha primeira professora dizia que levou seis meses para ouvir minha voz. Gosto de ficar quieto e nada é mais torturante do que "criar assunto". Acho que foi isso que fez de mim um escritor, sou melhor escrevendo do que falando.

Em apenas duas situações eu falo muito: quando estou doente ou nervoso. E naquela manhã em Florianópolis eu estava nervoso e doente ao mesmo tempo. Tive pena daquela pobre moça que foi metralhada com umas 20.000 palavras por minuto. Nas raras ocasiões que eu parava de falar reparei como ela era mais linda do que na minha memória. E a boca, meu Deus, quem pode resistir a uma bela boca?

Não lembro de nada do que foi falado, nem por onde passei naquela tarde do dia 30 de dezembro de 2001. Só lembro da boca. Até que num impulso incontrolável fiz qualquer comentário idiota sobre a boca. Meses depois, ela admitiu que me achou bem esquisito, porque ela passara toda a vida ouvindo comentário sobre os lindos olhos verdes e só o doido do paulista falou "orra, meu, meu boca linda!". Ela ainda não sabia, mas eu não vejo o verde nos seus olhos.

E, na falta de assunto, tive coragem de beijar aquela boca.

Foi assim, que o destino fez um roteiro de história de amor. E se eu tivesse sido sorteado com o primeiro ou o terceiro trecho da viagem-teste? E se não tivesse chovido naquela manhã de Natal. E se o Klebinho não estivesse ocupado naquela manhã. E se eu tivesse decidido a passar o reveillon em Maceió? Se, se, se... O destino e o amor não respeitam o condicional. Não conhecem possibilidades. Quando está escrito nada pode impedir. Tudo conspirou para eu ver a loira da Potiguar. E quem há de negar que, em épocas Tinder, todo esse esforço do destino seria em vão se não resultasse em uma história de amor pra toda vida?

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Casal fofinho... 

 

publicado por motite às 02:21
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

A história de um encontro - parte 2

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Em algum lugar entre Maceió e Salvador. Note a almofada de gel no banco, depois explico isso.

Mais um capítulo de uma história regada a gasolina, água de côco e coriza. Se você perdeu a primeira parte clique AQUI

Comedor de camarão

Potiguar no idioma tupi significa "comedor de camarão". Ninguém come mais camarão do que eu, mas o potiguar dessa história é meu amigo Kleber Tinoco, um irmão que o destino decidiu fazer nascer em Natal. Minha missão era chegar em Natal num dia e na manhã seguinte, bem cedo, seguiria caminho rumo Maceió, a cerca de 600 km.

Como o farol da Tornado é uma piada, decidimos em comum acordo não viajar à noite. Para fazer os 600 km sem sufoco, com tempo para registrar os locais em fotos e parar para descanso eu sabia que teria de oito a nove horas de viagem. Saindo cedo, com tudo normal, daria facilmente para chegar em Maceió antes de escurecer. Maceió era uma das poucas capitais que eu não conhecia e sem GPS pra ajudar eu já estava me preocupando antes mesmo de dormir.

Meu brother Kleber Tinoco, ou simplesmente Klebinho, já estava ciente da minha estada em Natal e até jantamos na noite da minha chegada. Só que ele insistia para eu conhecer a concessionária Honda Potiguar, de propriedade do generosíssimo João de Deus, um homem de caráter raro hoje em dia. Por isso já me sentia mal em dar um belo bolo nos dois, porque não tinha a menor intenção de visitar a concessionária, uma vez que o plano era sair às 6 da manhã sem tomar café. Além disso, como bom nordestino que é, Klebinho fala mais que o homem da cobra e se eu passasse por lá não conseguiria sair antes do meio-dia, quiçá no dia seguinte.

Mas... o destino. Sempre ele a mexer na ordem das coisas. Quando preparei meu equipamento ainda em São Paulo dei conta que não tinha capa de chuva. Procurei pela casa toda e nada! Ah, que bobagem, Natal sempre se orgulhou de ser a capital que menos chove no Nordeste a ponto de as agências de turismo criarem o "seguro-sol", que devolvia a grana da hospedagem caso chovesse, não seria bem na minha vez que choveria.

Choveu, claro. Acordei às 5 da manhã, abri a janela do quarto e chovia canivete aberto. Pegar chuva no meio da viagem é uma situação normal e até contornável. Mas sair já debaixo de chuva, para uma viagem de 600 km! Nem a pau!

Voltei pra cama, acordei duas horas depois e ainda chovia. É, não tinha jeito, eu teria de comprar uma capa de chuva e a única loja que eu conhecia era justamente a Potiguar. Liguei pro Klebinho e avisei que passaria lá apenas pra pegar a capa de chuva e sair. Nada de conversa, resenha, almoço, nada. Era comprar a capa e me mandar! Ele respondeu ao telefone:

- Sim, venha que já estarei com a capa na mão lhe esperando, não vai demorar nada!

Mas... o destino de novo. Com a moto mais carregada que jegue de cigano parei na porta da concessionária e nada de Klebinho. A boutique abriu às 8:00 em ponto, comprei a capa de chuva e já estava saindo quando Klebinho apareceu e fez o convite:

- Venha conhecer João de Deus, ele quer lhe conhecer! Falou naquele tom meigo e convidativo de um rottweiler com fome.

Só que o ômi estava no meio de uma reunião e pediu para esperar só um pouquinho. O "pouquinho" no idioma potiguar é como um "segundinho" pro soteropolitano, ou seja: uma hora. Nesse tempo eu fiquei sentado na sala de espera, vendo o movimento dos vendedores. Era um tal de entra e sai de gente comprando moto que parecia mercado de peixe. Aquela concessionária, naquela época, vendia algo como 600 motos por mês, um literal maremoto.

Em meio a nada pra fazer uma vendedora me chamou a atenção. Olhos verdes, loira, alta (pro meu padrão), pele viçosa e aquela covinha no rosto que surgia quando abria o sorriso digno de comercial de pasta de dente. E ela não parava um segundo. Atendia cliente, falava ao telefone, passava pra cá, pra lá, numa correria desatada, mas com um sorriso de parar conversa de bar. Uma hora olhando aquela mulher começou a mexer com minha testosterona. Mas eu precisava ir embora, tinha 600 km para percorrer e já era 11:30. Sabia que uma grande tragédia estaria se anunciando se eu pegasse a estrada à noite, numa rodovia de mão dupla, cheia de caminhão, esburacada, com acostamento erodido e... como nada é tão ruim que não possa piorar, muitos trechos em obras!

Dei um abraço no meu amigo e caí fora precisamente ao meio-dia. Debaixo de um sol saariano, sem chuva e preparado para um enorme sufoco. Que não demoraria para começar.

(Continua...)

publicado por motite às 11:13
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

A história de um encontro - parte 1

Ponta-Negra.jpg

 Morro do careca: parece alguém que eu conheço!

Como explicar os mistérios do destino?

Dizem que nossos destinos estão traçados antes mesmo de nascermos. O tal do maktub que os árabes usam para definir que tudo estava escrito. Não sei se acredito muito nessa história de destino, às vezes me parece aquela forçada de barra da Igreja para confortar os pobres, com o manjado discurso "não se desespere, toda essa desgraça que está vivendo é destino"...

Quer dizer, não acreditava até eu mesmo viver uma situação na qual o destino só pode ter recebido uma mãozinha, um empurrão, ou alguém lá em cima olhou pra mim e pensou: "esse cabra precisa de uma ajuda".

Bem, a história que vou contar aconteceu comigo mesmo - e com outras pessoas por puro efeito colateral. Lá pelo final dos anos 90 eu era editor de uma revista especializada em motos e costumávamos fazer alguns testes malucos. Os testes 24 Horas ficaram conhecidos e muita gente invejava sem saber do trabalho escorchante e o tremendo cansaço após mais de 36 horas de atividade comendo mal, dormindo mal e sem tomar banho (irgh!).

Outro teste era bem mais divertido: viagem-teste! Pegávamos as motos e saíamos pelo Brasil rodando milhares de quilômetros sem a menor preocupação na vida, afinal as motos eram novas, tinham seguro e, principalmente, não eram nossas. Com a vantagem de termos de avaliar condições extremas e levar ao limite da máquina e da pessoa.

Um dia um diretor entra na redação e solta a bomba:
- Vamos trazer uma Honda 250 Tornado de Teresina até São Paulo!

Na hora já senti minha bunda reclamar porque o banco da Tornado era um primor de desconforto. Fino, duro e jogava o corpo pra cima do tanque. Para piorar, o roteiro era pelo litoral, o que aumentava quase em dobro a distância. A quilometragem total daria algo perto de 4.000 km. Mas cada jornalista faria um trecho. O primeiro trecho foi Teresina-Natal, o segundo Natal-Salvador e o último Salvador-São Paulo.

No sorteio eu fiquei com o trecho Natal-Salvador. O destino já começou seu jogo aí, bem no sorteio, porque poderia ter feito o primeiro ou o último trecho. Mas quis o destino que fosse o segundo.

(Continua...)

publicado por motite às 15:35
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