Sábado, 8 de Dezembro de 2012

O mercado em números

(Curiosidade: essa Yamaha vende mais que a Honda!)

 

Um raio-x do mercado brasileiro de moto, segundo a Abraciclo

 

Em algum lugar entre 2011 e 2012 o mercado interno brasileiro perdeu 400 mil motos. Na verdade elas não sumiram, o que sumiu foi o dinheiro para levá-las para casa. Do marca de dois milhões de motos vendidas ao ano, caímos para 1,6 milhão e os índices apontam para a falta de grana circulando. Ou na má vontade de os bancos abrirem as carteiras.

 

Banco é que nem pai ( ou padrasto): quando percebe que o filho não está correspondendo às expectativas corta a mesada. No auge das vendas de motos os bancos liberaram crédito a rodo. Mas nem todo mundo honrou os empréstimos e vivemos numa sociedade que tem no currículo uma enorme carga de picaretagem. O brasileiro inventa todo tipo de golpe pra pegar um bem e não pagar, desde o mais antigo da humanidade, a subtração mediante ou não coerção (popular mão-grande), ou na forma de golpes financeiros.

 

Depois de amargar uma inadimplência recorde nas últimos três anos, os bancos cortaram a mesada. De cada 10 fichas cadastrais pedindo crédito para compra de moto apenas duas são aprovadas. O que projeta uma realidade de 80% de futuros motociclistas sem crédito. Sacanagem dos bancos ou realidade?

 

Já cansei de escrever que motociclista é a categoria de pessoas que mais conspira contra si mesmo. Basta analisar os dados de fraudes contra as seguradoras e a forma como a maioria faz questão de se parecer diferente do resto da humanidade. Só que a sociedade já se cansou disso e a resposta vem na forma de animosidade no trânsito ou no corte da grana para a compra de motos novas. Estamos pagando o preço pela nossa eterna "rebeldia".

 

Sem dinheiro em circulação é óbvio que toda uma rede de consumo desaba, desde os fabricantes de motos, passando pelos prestadores de serviços e fabricantes de acessórios, imprensa especializada, seguradoras e os próprios bancos. Quer dizer, para os bancos nem tanto, porque essa dificuldade de crédito afeta diretamente as motos pequenas, que representam um volume de mais de 80%, porém o faturamento é pequeno em comparação com os automóveis. Para o banco tanto faz o veículo, o que eles querem é vender - caro - o dinheiro que compram barato.

 

Nos últimos 12 meses houve uma migração da modalidade de compra. Em 2011 o consórcio representava 27% da forma de venda, contra 21% da compra à vista e 52% do financiamento. Hoje o consórcio absorve 34% da modalidade de compra contra 25% à vista e 41% financiado. Deus salve o consórcio, a forma de compra mais brasileira já inventada. Experimente explicar para um americano ou europeu como funciona o consórcio e verá que filosofia alemã vai parecer muito fácil!

 

Pulverização

A previsão de crescimento para 2013 não é das mais otimistas e gravita na faixa de 3 a 5%. O ano de 2012 (até novembro) revelou uma queda de 21,2% nas vendas ao atacado em relação ao mesmo período de 2011. Mas os dois últimos meses contabilizados de 2012 já mostravam uma leve recuperação, discretíssima, mas suficiente para tirar a sola da bota da lama.

 

Já a fatia do bolo continua com a Honda dominando 80% do mercado, quase um monopólio. A marca que mais perdeu espaço nos últimos três anos foi a Yamaha, que viu sua fatia cair de 13 para 10%, resultado da entrada de novas marcas, que brigam ferozmente na faixa de preço mais popular. Por outro lado vimos as marcas "novatas" ganhando espaço. Isso mostra que a Honda continua confortável na faixa de 80% enquanto nove marcas (apenas das filiadas à Abraciclo) disputam os 20% restante.

 

Esses dados são resultado de uma política interna de vendas, porque a Honda conta com um banco próprio que na hora do arrocho pode preencher os espaços deixados pelas instituições financeiras tradicionais. Em setembro a Caixa Econômica Federal e o Banco Panamericano anunciaram uma "moção" de auxílio ao crédito. Pode ter funcionado para as outras nove marcas, porque logo em seguida a curva de vendas começou a subir.

 

Para a Abraciclo situações como o aumento vertiginoso dos casos de roubos e furtos, além do já descontrolado crescimento dos acidentes, não justifcam os casos de queda nas vendas das motos, porque são situações pontuais, reflexo das grandes cidades. Para a entidade, se hoje existe apenas 20% da operação de financiamento se efetivando, isso significa que tem 80% de pessoas querendo comprar sem conseguir. A demanda ainda está muito além da oferta.

 

Alguns dados da Abraciclo são curiosos. Você sabia, por exemplo, que em uma categoria a Yamaha vende mais que a Honda? O modelo custom da Yamaha, a XVS 950A faturou 1.062 unidades contra 479 da Honda Shadow 750 nas versões com e sem ABS. O modelo XJ6 da Yamaha também não decepcionou e chegou ao final de novembro com 3.284 unidades contra 2.694 da Honda Hornet 600 sem ABS. Porém se somar todas as versões da Hornet elas quase empatam com 3.946 (desprezando a versão "F" carenada).

Isso mostra um outro dado interessante: o mercado acima de 600cc continua crescente no Brasil e deve fechar 2012 com cerca de 44.000 unidades faturadas, o que dá uma vultuosa margem de cerca de 3.600 unidades/mês. Não é mal para um país como Brasil. Mas esses dados podem ser mais animadores porque estão de fora as BMW importadas, Ducati, KTM, Triumph, Bimota etc. Hoje o Brasil já vende mais motos acima de 600cc do que muitos países ricos. Confirma a teoria de que o dinheiro grosso está circulando, o que sumiu foram os trocados.

 

A Harley-Davidson, que só comercializa motos acima de 883cc, pode chegar ao final de 2012 com algo perto de 7.000 unidades faturadas. É mais do que nos mercados italiano, alemão, francês e só deve perder para o americano.

 

Tem muita gente de olho nestes 2% do mercado porque, se representa pouco em número, significa bastante em faturamento. Paras as marcas "premium", acostumadas com poucas e caras vendas, o Brasil é um novo Eldorado. Como a demanda ainda é grande, os preços praticados estão bem acima do peso. Existe uma margem de gordura paquidérmica para negociar. Se for aprovada a lei que obriga a publicar a incidência de impostos sobre os produtos industrializados, aí vamos saber realmente quem é o algoz desta tabela: o Estado, com sua fome insaciável de tributos, ou a indústria, que conhece melhor do que ninguém a velha lei da oferta e procura.

publicado por motite às 15:02
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

É doloso!

(Multar é fácil, difícil é ensinar! Foto: André Duek/Facebook)

 

Chega de tratar os crimes de trânsito como se fossem menos grave

 

Um sujeito visivelmente apressado entra em um cinema, saca uma arma e disparar a esmo. Instala-se o tumulto, correria, gritaria e o saldo são algumas pessoas baleadas e outras mortas.

Do outro lado da cidade um sujeito visivelmente apressado, dentro de um automóvel,  ignora os avisos visuais de PARE colocados em uma placa e pintado no asfalto e atinge outro carro na altura da porta. O motorista atingido bate violentamente a cabeça na coluna da porta, sofre traumatismo crânio encefálico, entra em choque, parada respiratória e morre.

 

Qual a diferença entre os dois crimes? Para a Justiça, o primeiro foi um crime chamado de doloso, quando há intenção de matar. Já no acidente de trânsito, será considerado culposo, quando não há a intenção de matar. Será? No meu ponto de vista de cidadão, ambos os crimes foram cometidos com a intenção de ferir alguém.

 

O automóvel existe em escala industrial há mais de 100 anos. É o veículo que faz parte da civilização moderna a ponto de ser objeto de desejo praticamente desde o nascimento.

 

As leis de trânsito também são seculares. Umas mais antigas que outras, mas é fato que não existe um motorista letrado que desconheça os sinais básicos de trânsito. Até porque a maioria é simplesmente uma palavra na língua nativa, como a referida placa de PARE. Se, teoricamente, os analfabetos não podem dirigir, supõe-se que uma placa com um aviso de apenas quatro letras seria totalmente compreensível por 100% das pessoas habilitadas.

 

Portanto, não deveria haver um juiz de direito neste país que desse a sentença de "culposo" para quem ignora todos os sinais de trânsito e causa um acidente fatal, que na verdade não deveria ser qualificado como "acidente", mas crime.

 

Quem ignora os sinais de trânsito intencionalmente sabe que pode provocar um acidente e que alguém pode se ferir gravemente e até morrer. Da mesma forma que disparar tiros dentro de um cinema. O mesmo serve para quem bebe e sai dirigindo sem noção de distância, equilíbrio, foco e precisão.

 

A legislação de trânsito brasileira vive uma crise de personalidade. Mostra-se severa com atitudes leves, mas condescendente com as ações realmente graves. Não dá mais para tolerar o avanço de um sinal fechado como "acidente", porque é um crime. No qual o transgressor é assumidamente responsável por todo ferimento decorrente do ato. Inclusive dos próprios ferimentos.

 

Todos os dias eu vejo motoristas de carros, ônibus, caminhões, motociclistas e outros atores do trânsito cometendo todo tipo de infração. Que resultam em multas, eventualmente a apreensão da habilitação e até a exigência de comparecer a um cursinho de boas maneiras. Mas não vejo ninguém se apresentar diante de um Juiz para justificar o que levou a desrespeitar uma regra tão elementar.

 

Dá medo do futuro. Porque na tentativa desesperada de reduzir os acidentes as autoridades de trânsito (e todo séquito de especialistas) inventam regras ridículas, que geram multas, mas não são capazes de imputar de forma exemplar os verdadeiros criminosos do trânsito.

 

Independentemente do que propagam os órgãos de trânsito, as entidades de classes de motoristas, motociclistas, associações de fabricantes e de concessionárias, nenhuma ação para redução de acidente de trânsito terá o menor efeito enquanto vivermos o clima de terra sem lei. Enquanto a municipalidade enxergar o trânsito como fonte de arrecadação, que faz instalar um radar em uma grande avenida no período das 8:00 às 18:00 horas, mas retira à noite, quando acontecem os mais graves acidentes.

 

Eu nunca vi um guarda de trânsito depois das 18:00 horas que não estivesse preocupado apenas em multar quem estaciona em local proibido. Enquanto um carro é rebocado da frente de uma guia rebaixada 30 tiram racha nas avenidas da periferia.

 

O gerenciamento de trânsito é preguiçoso, não quer fiscalizar onde dá trabalho. Não quer diferenciar os grandes dos pequenos delitos. E o cara que ignora um sinal de PARE nunca será multado, porque tem um motociclista de viseira aberta que está ali, mais fácil de ser flagrado.

 

Enquanto quebramos a cabeça na busca por soluções que diminuam o sofrimento de quem se acidenta no trânsito, os legisladores passam a mão na cabeça de quem causa acidente.

 

Se mundo acabar num grande sinal de PARE só sobra o Brasil!

publicado por motite às 18:52
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012

Proteja-se

Proteja-se de qualquer forma!

 

 

Em poucos dias a cidade de São Paulo viu cenas de faroeste envolvendo motociclistas


Não é novidade que a motocicleta é um ótimo veículo para se embrenhar no trânsito das grandes cidades. Além disso, por serem leves e potentes alguns modelos são ideais para ações de fuga, como todo mundo viu na recente onda de violência que atingiu a cidade e na qual um grande número de homicídios foi cometido por criminosos usando motos... roubadas!


Para nós, que usamos a moto como meio de transporte e lazer, ficamos no fogo cruzado desse louco bangue-bangue urbano. Ora somos perseguidos e confundidos com os criminosos, ora somos perseguidos e vitimados pelos verdadeiros marginais. E a imprensa geral não contribuiu, alardeando e generalizando o comportamento dos motociclistas.

E nós no meio do fogo cruzado.


Já que não podemos mudar a natureza versátil do veículo motocicleta e nem temos o poder de doutrinar a população, a melhor estratégia é tomar medidas que diminuam tanto a repressão policial para cima dos motociclistas inocentes, quanto para evitar engrossar as estatísticas da violência.


Roubar e furtar motos sempre foi muito fácil. No caso do furto, mesmo que a moto esteja presa com corrente, cadeado, alarme e chave “chipada”, basta estacionar uma perua van e jogar a moto dentro para que desapareça. O nos roubos, por deixar o condutor totalmente exposto, sem proteção de vidros ou lataria, basta o ladrão apontar a arma e o assalto estará concluído. Tudo muito rápido e fácil.


O que mudou nos últimos anos é a sensação de impunidade que faz os bandidos atuarem livremente, na certeza de que não serão pegos, mas se forem, não ficarão muito tempo presos. Por isso, antes de esperar uma ação efetiva do Estado, é melhor tentar se proteger de todas as formas. Aqui vão algumas dicas:


- Dificulte a ação dos bandidos – Ladrão não gosta de ter trabalho, senão não seria ladrão! Qualquer medida que dificulte a ação contra o furto é bem vinda. Segundo os delegados especializados um furto de veículo não pode demorar mais de um minuto. Portanto se a moto ficar parada na rua ou estacionamento, use algum tipo de trava mecânica, como cadeado, corrente ou trava-disco. Mas importante: não se esqueça de tirar quando for sair com a moto. Uma dica esperta é colocar um pequeno adesivo no painel da moto só pra lembrar que está travada.  Sair com a moto sem tirar a trava pode causar acidente e destruir o sistema de freio.



(Não esqueça de tirar a trava antes de sair com a moto!)


- Evite a “primeira-fila” – Motociclistas gostam de ficar na frente dos carros quando param em semáforos. Aliás era um procedimento até recomendado pelos manuais de segurança, porque permite sair na frente dos carros e ficar visível. Pois bem, era, porque atualmente os ladrões ficam a pé, parados em semáforos só esperando o motociclista parar para fazer a abordagem. Se ficar posicionado atrás de um carro, sem espaço para fuga, o ladrão vai desistir dessa moto e procurar outra mais fácil. Lembre: ladrão não gosta de trabalho.


- Não namore na moto – Apesar de óbvio, namorar na porta de casa, apoiado na moto é uma cena comum de se ver. Deixe o romantismo de lado e não fique parado com a moto na porta de casa. Aliás, nem no carro!


- Mude o caminho – As táticas de roubo incluem alguma inteligência, como estudar os hábitos da vítima. Geralmente o roubo de moto é por oportunismo, o ladrão pega a que estiver mais perto. Mas se for um modelo raro ele vai estudar o percurso da vítima em busca de um local mais vazio e sossegado para abordar. Fique atento aos espelhos retrovisores e varie o percurso sempre que desconfiar de alguém por perto.


- Não reaja, nem fuja – A bala de um revólver alcança uma aceleração muito maior que a da moto. Se perceber que a abordagem é iminente não tente fugir. Os ladrões saem à caça totalmente dispostos a qualquer coisa, inclusive matar. Além disso, na tentativa de fugir, sob pressão, o motociclista pode cair e piorar muito as coisas. Da mesma forma, não tente “negociar” com os bandidos, quanto menos falar com eles, melhor. Não dificulte a ação porque a pior coisa que pode acontecer durante um assalto é deixar o bandido nervoso.


- Faça seguro – Parece piada, mas o simples fato de mencionar que a moto tem seguro “relaxa” o ladrão. Se tiver sistema de alarme à distância é melhor avisar do que ser surpreendido pela revista que os bandidos sempre fazem. Eles ficam muito contrariados quando acham um sensor no bolso da vítima. Hoje os sistemas de rastreamento são eficientes e dispensam sensores de presença.


- Faça backup – Tenha cópia de todos os seus documentos e da moto. Facilita muito na hora de fazer o Boletim de Ocorrência e de receber a indenização do seguro. Também ajuda para tirar segunda via dos documentos. Procure passar o máximo de detalhe na hora de dar o depoimento na delegacia, descreva as motos que os bandidos usavam, embora só quem passou por um assalto sabe que não dá pra olhar mais nada além da arma apontada!


- Use a tecnologia – Hoje em dia a maioria dos celulares 3G são dotados de localizadores tipo “follow me”, forneça o máximo de informação para a polícia e avise sobre o sistema. Em alguns casos é possível localizar o telefone em questão de minutos.


- Ande em grupo – Uma presa solitária é um alvo sempre mais fácil do que em turma. Também evite marcar pontos de encontro e divulgar itinerários pelas redes sociais. Bandido também tem Facebook.


É triste chegar ao ponto de ter de “ensinar” como evitar ou como se comportar diante de um assalto. Isso mostra que chegamos ao ponto no qual o Estado faliu com sua missão de dar proteção e segurança aos cidadãos. Mas enquanto não podemos contar com a segurança pública é melhor que cada um cuide de si.


Mas posso garantir que se não existe formas de combater o crime é sinal que tem grupos ganhando muito bem com a violência. E nesse grupo pode estar incluídos os que deveriam fazer o papel de combater o crime. Não é aceitável que uma das maiores cidades do mundo, com economia maior e mais rica do que a de muitos países seja feita refém de grupos armados e dispostos a sobreviver na clandestinidade. Precisamos de um choque de ordem, de uma política de intolerância aos pequenos delitos e à punição exemplar. É inaceitável que um jornalista tenha de ensinar a população como não ser vítima de violência, como se fossem dicas de manutenção de moto. Isso não é normal e precisa deixar de ser tratado como "a consequência de uma metrópole".

publicado por motite às 00:53
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