Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Samba enredo

Como eu já compus um rap da desgraça e o repente do rodízio, chegou a vez de um samba de raiz. Ou seja, um samba-mandioca. Se alguém quiser compor a música para esta letra super elaborada, que narra o amor pelas motocicletas, num contexto sócio-cultural urbano paulistano, pode ficar à vontade. Mas pra gravar só me pagando róialti!!! Ou Royaltite!

 

Samba enredo Unidos da Motoca

 

 

Na estrada, olêlêê 

Honda, Harley BMV

Tudo a ver

Na estrada, olêlêê

Honda, Harley BMV

Tudo a ver

Na estrada, olêlêê

Honda, Harley BMV

Tudo a ver (que bonito, que lindo!)

E o petróleo?

Que nasceu pra lamparina

Virou óleo e gasolina

Pro trabalho e pras minas (graças a Deus, Oh meu Deus)

Motoca, óh motoca

Honda, Harley, BMV, que beleza

Movimentam a nação

Honda, Harley, BMV, que beleza

Só não vale as chinesas! (que, tristeza!)

Na estrada, olelê

Honda, Harley, BMV

Tudo a ver

E nós? nós é tudo motoboy!

Fio de rico é playboy,

Nós é tudo motoboy

Filho de rico é playboy!

Na estrada, ôôô

Honda, Harley, BMV

Tudo a ver

Quando aqui parou no rio

Ipiranga e suas ocas

Dão Pedro já previu

"São Paulo é terra de motocas"

Ai, minha mandioca!

Na estrada, lelelêêê

Honda, Harley, BMV

Tudo a ver

Nós é tudo motoboy

Filho de rico é playboy

A minha moto é que nem a namorada

Subo em cima e dou pau

E ela não fica zuada

 A minha moto é que nem a namorada

Subo em cima e dou pau

E ela não fica zuada

Unidos da Motoca, êô, êô

A minha moto é ferramenta de trabalho

Subo calçada e dou pau

Atropelo os otário, êô, êô

Unidos da motoca

Subo em cima e dou pau

Nós arrepia o carnaval

Unidos da Motoca

subo em cima e dou pau

Nós arrepia o carnaval.

(repetir 190 vezes)

publicado por motite às 00:14
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Filosofia infantil

(A Terra é só água! Foto: Tite)

 

Quando eu tinha uns 9 anos estava filosofando sobre o planeta Terra. Quando uma criança filosofa os adultos dizem que “está no mundo da Lua”. Pois eu estava no mundo da Lua depois de aprender que 70% da superfície do planeta é coberta de água. E lembrava que nosso corpo também tem quase a mesma porcentagem de água. Daí veio a filosofada.

 

Pensei na Terra como um grande organismo vivo, que respira, se movimenta, sente, tudo igual à gente. Pensei ainda que nós somos como pequenos planetinhas Terra, porque também temos rios, flora e fauna. E que da mesma forma que a fumaça do cigarro entope de destrói nossos pulmões, a poluição do ar também destrói o pulmão do planeta. Da mesma forma que o excesso de bebida alcoólica detona nosso fígado, os derrames de petróleo no mar causavam imensas úlceras no planeta. Em suma, da mesma forma como estamos agredindo a natureza, o planeta Terra pode ter uma úlcera, ficar entupido, desenvolver câncer e... morrer!

 

Bom, nesta semana vários estudos revelaram que a Terra está mudando. Para pior! E, pasmem, não por ação do Homem, mas pelo ciclo natural do planeta. Aquela minha filosofada 41 anos atrás estava quase certa. O planeta Terra é um organismo vivo que nasce, se desenvolve e... morre, como qualquer ser vivo. E podemos estar presenciando uma fase de agonia.

 

Desde julho de 2008 chove descontroladamente em São Paulo e todo Sudeste. Só em 36 dias entre dezembro e janeiro choveu em São Paulo mais do que na cidade de maior índice pluviométrico do Brasil, na Ilha do Marajó! É o maior índice registrado em 77 anos!!! Pode ser apenas uma coincidência, mas a Terra está mudando sim e nossa existência dependerá basicamente da nossa já provada capacidade de adaptação. Os paulistanos da próxima geração não nascerão com guelras, claro, nem vamos virar batráqueos, mas a cidade terá de rever toda urbanização para consertar a enorme cagada feita por prefeitos anteriores, que permitiram (e incentivaram) a construção de moradias populares nas serras e encostas.

 

Quem vive em cidades cortadas por rios, córregos ou cercadas por represas terão de planejar uma grande mudança. Ninguém imaginava, 60 anos atrás, que a represa de Paraibuna (SP), por exemplo, alcançasse sua capacidade máxima a ponto de ameaçar a cidade. Ou que o rio Paraitinga superasse em 7 metros seu nível, invadindo a cidade do mesmo nome.

 

O mais cruel é que as cidades cresceram em volta dos rios para facilitar o transporte, alimentação e despejo de lixo. Só que a impermeabilização das áreas ribeirinhas causaram esse caos pluvial.

 

Alguns pesquisadores notaram uma certa sazonalidade nesses períodos de chuva intensa. Basicamente a cada 10 anos, nos últimos 40 anos, apresentaram pequenas tragédias naturais. Portanto, já podem se preparar para 2019. Isso se o mundo não acabar em 2012, conforme prometido pelos mayas.

 

Aqui em casa são visíveis alguns sinais dessa mudança climática. A grama cresce a uma velocidade espantosa e até apareceram novas espécies da flora. Mais precisamente na minha janela do escritório por meio de uma manifestação quase poética. Em meio a tanta umidade e calor nasceram dois cogumelos na madeira. Pequenos, coloridos e venenosos! A Natureza decidiu se vingar e começou justo pelo pequeno filósofo de 9 anos!

 

(Tá servido? Foto: Tite)

 

(É uma nova marca de champignon: Cogumelos Windows! Foto: Tite)

publicado por motite às 14:32
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Viver ou morrer do turismo

(Essa paisagem combina com música alta? Foto: Tite)

 

Desde o longínquo ano de 1981 escrevo (e fotografo) sobre turismo. Já viajei muito pelo Brasil e exterior, além de pesquisar muito o assunto. Por isso foi com uma profunda tristeza que vi uma transformação muito grande no meu paraíso, onde há 17 anos tiro minha religiosa semana de férias: a Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro.

 

Minha primeira visita à Ilha Grande foi em 1992, ainda na época do presídio ativo, mas passei apenas um dia em Abrahão. Lembro que tive a mesma sensação de quando conheci Ilhabela, no litoral norte de São Paulo em 1966. Algo selvagem, preservado, puro, intacto e com uma natureza tão exuberante que podia sentir a existência de Deus naquelas paisagens.

 

A ingenuidade da Ilhabela começou a ruir quando retiraram os pequenos barcos que faziam o transporte de passageiros e impuseram o burro, poluente, barulhento, caro e infernal ônibus. Claro que teve uma mãozinha das companhias de transporte e seus lobbies maquiavélicos. A partir de 1983 parei de frequentar a Ilhabela, por isso fiquei tão feliz ao descobrir a Ilha Grande, com a mesma ingenuidade natural que conheci aos 7 anos de idade, ao atravessar o canal de São Sebastião.

 

(Vila do Abrahão: muita caca de cachorro nas ruas. Foto: Tite)

 

Nos últimos quatro anos, por motivos diferentes, deixei de passar minhas férias na Ilha Grande e esse jejum terminou uma semana atrás. E foi com uma preocupante tristeza que percebi uma mudança perigosa: acabou a ingenuidade. O turismo virou a fonte de renda e será o algoz de mudanças ainda mais profundas na estrutura social e natural na Ilha Grande.

 

Longe de querer implantar uma espécie de “reserva de mercado” naquele paraíso, sou favorável a uma interferência radical urgente na prática do turismo na Ilha Grande. Não precisamos chegar ao ponto de um regime quase militar praticado na ilha Fernando de Noronha, mas não posso acreditar que a exploração comercial do turismo como está sendo feita hoje manterá a Ilha Grande longe de grandes problemas ambientais e estruturais.

 

(Esse paraíso não deve ser agredido. Foto: Tite)

 

Só pra ficar em um exemplo bem simples e visível, algumas trilhas estão em processo perigoso de erosão e precisam ser fechadas imediatamente sob risco de um deslizamento provocar grandes deslocamentos de terra. No caminho de Abrahão para Dois Rios, um passeio muito fácil e feito por uma estrada usada até por caminhões, existem dois atalhos abertos na mata. Estes dois atalhos precisam ser fechados porque o processo de erosão já está tão grande que só fechar não será suficiente para conter. O indicado lá – e em outras trilhas – seria fazer degraus tanto para facilitar a caminhada (e evitar abertura de mais e mais trilhas) quanto para reduzir a velocidade de escoamento das águas.

 

Viver ou morrer do turismo?

O turismo beneficia muita gente. Isso é inegável, mas jamais pode ser visto como um “mal necessário” e sim como “um bem a ser controlado”. O que vi nesta recente visita à Ilha Grande foi uma concorrência exagerada por pequenas fatias. É a história do pipoqueiro que começa a se dar bem na porta do cinema e uma semana depois tem uma dúzia de pipoqueiros, cada um ganhando menos e brigando, literalmente, por quirelas.

 

A Secretaria de Turismo de Angra dos Reis precisa olhar com muita atenção e cuidado para esse assunto antes que perca o controle da situação. Vamos lembrar que a administração pública no Lisarb funciona ao contrário do resto do mundo. Aqui primeiro é preciso chegar ao caos absoluto para depois tentar implantar o controle.

 

(Caxadaço: colocar um barco enorme aqui é um crime! Foto: Tite)

 

Viver do turismo significa mais do que só oferecer guia, refeição, passeios e pousadas. É preciso respeitar o turista, o ambiente e saber se mimetizar na paisagem e não se sobressair nela. Quem ensinou aos barqueiros que todo mundo gosta de música alta? Quem disse que música é para qualquer ocasião? Será que nenhuma pessoa nesse mundo consegue convencer que um santuário ecológico não combina com Rappa tocado a 130 decibéis? Dentro do barco já tem o ronco do motor, com o som alto ninguém consegue nem sequer conversar sem ser aos berros.

 

Qualquer pessoa com um pouco de relacionamento artístico com a música se sente agredido quando o som é de má qualidade e a seleção musical é de péssimo gosto. Como adoram ventilar os membros do Orkut, “gosto é que nem c*, cada um tem o seu!”. Pra quê agradar muitos em troca do sofrimento de poucos? A melhor solução é deixar sem música e quem sentir falta espeta os fones de ouvido no MP3, no celular, no iPod e arrebenta os próprios tímpanos. Será por isso que nos aviões não existe música ambiente? Dããã, deixe que cada um escolha o que quer e se quer ouvir alguma coisa.

 

Imagine uma baía como o Caxadaço, na Ilha Grande, ponto de mergulho com variada vida marinha (tartarugas aos montes), um dos lugares mais preservados da Ilha, recebendo uma escuna de 120 metros, com 60 pessoas pulando de macarrão e máscaras! Ah, ao som de Rappa, claro. Bem alto! Eu aposto como em breve esta será uma região fechada às embarcações.


(Ilha Jorge Grego: point dos golfinhos. Foto: Tite)

 

É muito fácil atrair e agradar turistas:

 

1) Não trate todo mundo como uma coisa sem forma, sem personalidade. Agradar a qualquer custo pode desagradar uma parcela que comentará com outros e mais outros.

 

2) Respeite o que é natural, como os sons, cores e perfumes da natureza. Fumaça de cigarro e de óleo diesel não combinam com natureza.

 

3) Crie uma tabela única de preços e conceda descontos na baixa temporada. Da forma como são publicadas as tabelas, a impressão é de que na alta temporada todo mundo corre aumentar os preços!

 

4) Cobrar caro não é proibido, desde que seja recompensado com qualidade e gentileza. Turista é um ser que está longe de casa, até do país, por isso precisa ser recebido com gentileza. A pior sensação a um turista é a de ser explorado, como se o mundo fosse acabar depois da alta temporada!

 

5) Hemisférios diferentes, hábitos diferentes. Os operadores brasileiros precisam entender que hábito e cultura mudam que nem os ventos. Se na Itália, Argentina ou Alemanha todo mundo fuma como um turco no corredor da morte, aqui deve prevalecer a nossa legislação. Notei que muitos restaurantes, hotéis ou embarcações fazem vistas grossas aos estrangeiros que fumam.

 

6) Aprendam inglês e espanhol!!! É duro ver um guia brasileiro conversando em inglês macarrônico com um argentino! Miércoles! pode-se aprender espanhol em seis meses sem morrer de estudar. Mesmo que seja pra oferecer um “sorviete de moriango”.

 

7) Nessa época de “all friendly” as pousadas e serviços precisam se adaptar às pessoas com problemas de locomoção. Se alguém tiver de usar cadeira de rodas na Ilha Grande vai preferir ficar parado. As ruas e calçadas têm pavimentação muito ruim e desnivelada e a maioria das pousadas têm acesso aos quartos por... escadas!

 

8) Promovam mais as baixas temporadas. Há décadas inverti a tendência do cardume na piracema e deu super certo: praia no inverno e montanha no verão. Além de tudo mais vazio, os preços são melhores. E como um belo país tropical, quem está perto dos trópicos nem sofre com temperaturas extremas. Verão na montanha é mais fresquinho e dá até pra entrar na cachoeira. E inverno na praia ainda é quente, com a vantagem da água fria. Em suma, quem não gosta de arder como uma picanha na brasa, nem congelar como uma cerveja no freezer, basta nadar contra a correnteza e descobrir as delícias do clima ameno! Podem falar: coisa de velho!

 

9) Chamem os gringos! O turismo interno é importante, mas pra quem vive no hemisfério norte, 23ºC é calor infernal! Eles podem viajar o ano todo pro Rio de Janeiro que vão achar sempre “quente e exótico”. Conheci um alemão que vinha todos os anos pra Ilha Grande sempre no inverno, pra fugir do calor saariano do verão. Além disso, pra eles é tudo 1,5 vez mais barato por conta da moeda. Mas atenção: só porque o gringo gasta 100 paus por pessoa num jantar não significa que os brasileirinhos também pagam! R$ 100 = 40 euros!

 

(Verde até debaixo d'água! Foto: Tite)

 

A respeito de preços em geral, fica uma dica final: o que mais conquista um turista não é preço baixo, senão os albergues estariam lotados pelos próximos 15 anos. Na verdade turista gosta é de qualidade e atendimento! Eu até aceito pagar 40 Euros por pessoa em um jantar, desde que saia da mesa com a sensação de ter vivido uma experiência divina!

 

E chega, porque cansei de escrever!

publicado por motite às 19:56
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Liquidação total

Amigos doentes por motos! Na minha eterna missão de lhes levar boas notícias, aqui vai uma uótema: LIQUIDAÇÃO!


A Moto Garage do Morumbi está promovendo uma mega-hiper-ultra liquidação pra zerar estoque. Olha que eu conheço o cara do departamento de compra da loja e estou sabendo que vai sair coisa por valor abaixo do custo. Luva de R$ 800 por R$ 300.


Quem está indeciso sobre compra de equipamento, corre dar uma olhada lá. No mundo motociclístico existe bons negócios também fora da General Osório. Mas corra, pq acho que até o dia 1º de fevereiro vai zerar tudo!

 

 

publicado por motite às 17:04
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Novo triciclo

(Spyder RT Roadster Touring, mistura de triciclo com Gold Wing!)

 

Estava eu visitando os amigos Dagoberto e José Cohen no kartódromo de Interlagos, durante o treino de supermotard, quando aparece o Gian Calabrese (Moto Adventure) com a informação de que estava rolando um evento da BRP no autódromo. Um test-drive com o novo triciclo touring. Interessante, porque não recebi nenhum comunicado. É mais um daqueles casos de assessoria de imprensa que abre uma revista, lê os nomes no expediente e acha que "jornalista especializado" se resume a isso.


Mais curioso ainda foi a Yamaha lançar produtos na semana passada e eu nem sequer fiquei sabendo. Aqui no Brasil ainda prevalece a "assessoria de empresa" em vez de assessoria de imprensa, um caso típico no qual o veículo é mais importante do que o jornalista. Para algumas empresas, ser jornalista free-lancer equivale a ser desempregado... ou pior: "apenas um blogueiro!".


Bom, como eu entrei de penetra no evento da BRP (mas já deixei o cartão com as assessoras) acho justo divulgar. Mas na minha vez de fazer o test-drive choveu e preferi marcar pra outro dia. Segue abaixo o press-release, devidamente editado pra tirar aquela dúzia de adjetivos.

 

 

BRP apresenta o novo Can-Am Spyder RT-S 2010

 

A BRP (Bombardier Recreational Products) traz ao Brasil o novo Can-Am Spyder Roadster Touring (RT-S). O lançamento do modelo 2010 foi dia 25 de janeiro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

 

Com a estratégia de apresentar ao mercado um modelo exclusivo com design arrojado a BRP decidiu expandir a família Spyder para duas versões: Roadster Touring (RT-S), lançado oficialmente no Canadá no final de 2009, e o Roadster Sport (RS), já comercializado no Brasil desde 2008 e que passou por constantes evoluções.

 

O novo modelo RT-S é diferente de tudo o que existe no mercado. Direcionado àqueles que prezam pela sensação de liberdade que a moto proporciona, o triciclo tem a arquitetura em ‘Y’, ou seja, duas rodas na frente e uma roda traseira.

 

A linha Can-Am Spyder, tanto RT-S quanto RS, vem com câmbio semiautomático e sistema de estabilidade de veículo (VSS), que inclui freio antibloqueio. O freio ABS, desenvolvido conjuntamente com a empresa Bosch, e o controle de tração traseira (TCS) também são diferenciais do modelo. Para garantir a potência, a BRP introduziu o motor Rotax 990.

 

Versão com uma carreta: pra viagens com a esposa

 

Entre os destaques do RT-S, que mais se parece com um "carro de luxo" de três rodas, está o sistema de som AM/FM com auto-falantes na dianteira e traseira, manopla aquecida, apoios de mão traseiros aquecidos e suspensão a ar.

 

No RT-S há regulagem elétrica da suspensão e entrada para iPod. Todas as versões RT vêm equipadas com pára-brisa elétrico, que é regulado conforme a altura do piloto.


A cor preta é o carro-chefe de 2010 e chega para unir seu charme aos modelos prata, amarelo e vermelho, já existentes.


Preço estimado da versão RT-S sem frete = R$ 90,8 mil

 

(É quase um carro de luxo!)

publicado por motite às 21:50
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Féééérias!!!

(Vc tá me vendo ali??? foto: Tite)

 

ATENÇÃO bando de chatos do meu coração. Vou dar um sossego a vocês todos e levar minha ranzinzice pra bem longe por uma semana inteira. Minhas filhas - verdadeiros anjos - terão de me aguentar chateando-as no litoral fluminense, apesar de eu ser flamenguista. Bom, elas serão canonizadas por me aguentarem todos esses anos.


Não sou louco de dizer pra onde vou, senão vai encher de chatos me chateando!


Dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo a paciência de vcs vai explodir pq vou voltar com uma carga novinha de chateação.


Do chato mór!


Tite

 

(Morra de inveja... Vou velejar!!! Foto: Tite)

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publicado por motite às 20:27
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

A Hipótese, a tese e a antítese

(Tudo culpa dela...)

 

Quando a Honda lançou a CBR 1000 2008 no Brasil houve uma grande cachoalhada no mercado. Começaram a surgir problemas de consumo de óleo e até queima de óleo na câmara de combustão, que indicava algo, no mínimo, muito estranho. Coincidiu com uma fase que eu estava fora do circuito de teste das fábricas e não tive a chance de pilotar a moto, mas meus colegas da imprensa fizeram relatos bem estimulantes sobre a nova CBR.

 

A Honda sempre pautou suas esportivas para serem motos “pilotáveis”, com muita distribuição de força desde as baixas rotações e sem a “explosão” de potência em alta. Porém, a HRC – Honda Racing – oferecia um kit de potência que entregava tanta cavalaria que a marca faturou vários campeonatos de superbike pelo mundo, inclusive no Brasil com Gilson Scudeler. Quem quisesse uma CBR desfrutável mantinha-a original. Quem estava a fim de enrugar o asfalto metia o kit HRC e assim foi por anos.

 

Mas o marketing da velocidade máxima tomou conta dos motociclistas de cuca mole de todo mundo. A vontade de passar dos 300 km/h em 15 segundos virou febre a ponto de ninguém mais se importar de que forma a moto chega a esta velocidade ou se é capaz de dominar essa velocidade, mas se passa de 300 é boa! Basta entrar no Youtube para confirmar essa mania.

 

Isso obrigou a Honda a se adequar ao mercado e criou um motor mais potente, com mais rotação e entrega absurda de potência. Como não existe mágica em mecânica, ganha-se de um lado, mas perde-se em outro e aqui começaram os pepinos. E o pepino estourou em algumas unidades que consumiam óleo e soltavam fumaça pelo escapamento.

 

Quando li em uma comunidade do Orkut que era um “absurdo” uma moto consumir 1 litro de óleo a cada 1.000 km entrei na discussão e argumentei que não existe nada de “anormal” em um motor (note que escrevi “um motor” qualquer, genericamente) consumir 1 litro de óleo a cada 1.000 km e ainda citei alguns exemplos nos testes 24 Horas de motores que consumiram até 34% de óleo em menos de 1.000 km. Ora, não precisa ser um gênio da matemática pra saber que 34% de 3 litros é igual a 1 litro!!! E ainda formulei uma HIPÓTESE para esse consumo observado: na busca por mais rotação a Honda pode ter exagerado na (pouca) espessura dos anéis e a consequência tenha sido a passagem de óleo para a câmara de combustão. Tudo no condicional, uma vez que ainda não tinha pesquisado nada.

 

Pronto, bastou escrever uma HIPÓTESE para que todos os especialistas do Orkut acordassem. Curiosamente nenhum desses especialistas foi buscar uma explicação, mas todos sabiam que eu estava errado, louco, fumado maconha estragada, vendido a alma pra Honda, etc etc. E isso revelou uma face sinistra da personalidade dessas pessoas. Sempre olhei com muita suspeição essas hordas que defendem uma marca como se fosse uma religião. Pessoas que aceitam ofender Deus, mas vão à guerra quando criticam suas motos. É um claro atestado de desequilíbrio emocional, uma vez que nenhuma fábrica, nenhum produto e nenhuma religião é soberana. Sempre terá uma época, um modelo ou uma manifestação cultural que se sobrepõe em determinado tempo ou contexto.

 

Também me deixou impressionado ver que os especialistas do Orkut acham que os motores não consomem óleo!!! Como se toda quantidade de óleo colocada no cárter se mantivesse lá, cada gotinha, até a hora da troca! Inclusive em motores de competição! E eu que sou o louco maconheiro!!!

 

Além disso, os especialistas do Orkut, verdadeiros gênios da mecânica, ironizavam afirmando que teriam de levar litros de óleo na bagagem para uma viagem de 3.000 km. Quanta burrice!

 

Só para citar três testes de longa duração, a Suzuki GS 500, a Honda CG 150 e a Honda CB 300 consumiram cerca de 30% de óleo em 1.000 km. Nos três casos as fábricas consideraram o consumo NORMAL PARA O USO E AS CONDIÇÕES DO TESTE. Claro que os donos da nova CBR 1000 respeitaram os limites de amaciamento, rodaram sempre na boa e não passaram de giro. O primeiro dono de CBR 1000 que entrevistei admitiu que não esperou nem 500 km rodados para socar a mão e a moto consumiu 300 ML de óleo em 1.000 km, algo absolutamente normal.

 

A Tese

Graças a essa ensandecida paixão por algo inanimado como uma motocicleta, as pessoas mais revoltadas com minha hipótese foram curiosamente os donos de ... Suzuki! Sim, porque eles tinham acabado de ganhar de presente um motivo para zoar os donos de Honda, como se a Suzuki só produzisse verdadeiras maravilhas motorizadas. A moto que mais consumiu óleo em um teste de longa duração que participei foi uma... Suzuki!!! Com 33% de consumo em 947 km rodados. E os engenheiros da Suzuki do Japão mandaram um relatório afirmando ser um dado NORMAL, diante da exigência do teste. Será que eles também fumaram maconha estragada?

 

Obviamente incazzato com os gênios do Orkut, me retirei das comunidades e fui cuidar da minha vida. Afinal, como dizia Shakespeare, “não mais jogarei pérolas aos porcos”. Mas fiquei surpreso ao saber que o babado continuou – e continua até hoje! Então saí do campo da hipótese e parti pra TESE.

 

Com ajuda de um jornalista brasileiro, perguntamos para colegas na Itália, EUA, Espanha e consultei vários mecânicos. Para minha surpresa os dois jornalistas italianos e o americano desconheciam qualquer problema na CBR 2008. Já o espanhol foi mais irônico: “aqui na Espanha quando uma moto consome óleo a gente vai no posto e completa. No Brasil não é assim?”.

 

Já os mecânicos e preparadores finalmente deram uma resposta mais convincente. Em primeiro lugar houve sim um problema com os anéis em alguns lotes que chegaram no Brasil. Algumas concessionárias assumiram a troca no período de garantia, mas quem comprou a moto de importador independente teve de negociar a troca das peças (confesso que desconheço os trâmites legais para exigir garantia de produtos importados paralelamente). Alguns donos de CBR que conversei passaram a usar outra especificação de óleo e o problema reduziu a ponto de nem mexerem no motor. Finalmente, segundo um chefe de oficina de uma grande concessionária (que não quis se identificar) explicou que o problema foi levado para a matriz no Japão e solucionado. Ponto final. A minha tese corroborou a hipótese e pronto!

 

Se até hoje ainda me enchem o saco por causa dessa história é porque:

 

1)     No alto da ignorância que grassa nas comunidades do Orkut, os “especialistas” não sabem a diferença entre HIPÓTESE e TESE. Portanto, aqui está minha contribuição para aumentar o conhecimento destas bestas quadradas;

2)     O Orkut é um excelente fomentador de futilidades, porque ao entrar no campo do conhecimento profundo e técnico só aparecem idiotas dispostos a ironizar o que efetivamente é certo na tentativa de amenizar a própria limitação intelectual.

3)     Como diz o pára-choque de caminhão, “A inveja é uma merda” e nego se rasga de inveja por ser limitado como motociclista e mais incapaz ainda no campo da inteligência e tenta ofuscar quem se sobressai neste mundo de mediocridade.

4)     São incapazes de admitir que eu estava certo o tempo todo e usam esse episódio para esculhambar tudo que escrevo, até mesmo em um simples anúncio classificado!

 

Outro dado curioso desse espisódio é que tudo começou em uma comunidade da Suzuki!!! Que me acusavam de ser “Hondeiro”. É a primeira vez que vejo um caso de hondeiro que tinha duas motos Suzuki na garagem! É como afirmar que alguém é corintiano, mesmo vestindo a camisa do Palmeiras! E os moderadores da uma comunidade da Honda CBR 1000 tomaram a estúpida atitude de me expulsarem! Vejam como se processa a inversão de valores: quem está certo é expulso, afinal eu gritei “o rei está nu!”, mas quem estava errado continuou.

 

O sujeito compra uma moto com problemas e em vez de contratar um perito, acionar a Justiça e reaver o dinheiro investido ele briga COMIGO! Parece o caso do avião da TAM que se espatifou na avenida 23 de Maio e que levou pra cadeia o dono do puteiro local. Sim, afinal alguém tem de pagar por essa putaria toda.

 

Antítese

É assombroso como esse episódio tomou uma dimensão pandêmica e eterna. Encontro as pessoas na General Osório e comentam sobre esse assunto até hoje. Parei dois motociclistas de Bandit 650 do fórum Suzukionline e eles me despacharam depois de citar esse caso e ainda afirmaram “você é muito chato”. Incrível como uma HIPÓTESE foi capaz de provocar tamanha ANTÍTESE. Nesse caso, a palavra antítese nada tem a ver com a definição enciclopédica, mas digamos que é uma forma de ser “contra-tudo-que-o-Tite-escreve”. Se eu escrever que a Terra é redonda é capaz de nego contestar, afirmando que “não, seu burro inepto, ela é elíptica!”, dãããaã!

 

Por isso sobra pra mim a pecha de ser “o chato do Orkut”. Sim, porque chato é ensinar uma geração inteira, pesquisar, desenvolver e escrever um milhão de caracteres. Ser legal é nadar rio acima com o cardume, nesta inevitável piracema da ignorância.

 

publicado por motite às 02:21
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Tô na mídia, tô na mídia!

(Fiquei bonitinho no Jornal da Tarde? REprodução JT)

 

Então, motíticos que acompanham esse meu incansável trabalho, parece que 2010 será o ano da virada! Depois de escrever várias vezes que as empresas estavam perdendo a chance de aparecer na mídia por meio do apoio ao curso SpeedMaster de Pilotagem, a Honda enxergou essa oportunidade e o resultado está aí: uma entrevista no Jornal da Tarde de hoje (dia 11/1) sobre segurança de motociclista. E na foto aparece eu, com boné e camisa oficial Honda.


Agora espero sensibilizar outras empresas para participarem deste que é o curso de pilotagem de moto mais sério do Brasil. Não é oportunismo, nem hobby, é um trabalho sério para reduzir o preocupante número de acidentes com motociclistas e devolver a auto-estima (ou moto-estima) aos motociclistas e ao veículo.


Obrigado Mário Curcio e JT!!!

publicado por motite às 15:57
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Quem precisa aprender

(Curso para jornalistas em 2009. Foto: Caio Mattos)

 

Uma das situações mais constrangedoras que passo toda vez que entrego o folheto do curso SpeedMaster de Pilotagem a alguém é receber de volta e ouvir o seguinte comentário:

 

- Eu não preciso de curso! Já sei pilotar...

 

Só quem vive no degrau mais alto da prepotência pode fazer tal afirmação. Na verdade, essa é a pior das justificativas para não revelar o óbvio: a falta de coragem em admitir que ainda tem muito a aprender.

 

Quando recebi o convite para fazer o curso de pilotagem do ex-campeão mundial Freddie Spencer, nos Estados Unidos, eu já pilotava motos havia 28 anos. Já tinha feito mais de uma centena de corridas dentro e fora de estrada e já atuava como piloto de teste havia bem uns 12 anos.

 

Assim que cheguei ao Brasil, meu amigo e compadre Kleber Tinoco perguntou como tinha sido o curso e sintetizei em uma frase: “Rapaz, eu não sabia p*** nenhuma de pilotagem!”. Foi aí, nesse dia,que nasceu a idéia de criar o curso SpeedMaster (cujo nome veio em homenagem ao meu primeiro professor de pilotagem, Walter Travaglini).

 

Por isso fico verdadeiramente chocado quando ouço uma resposta dessa, às vezes, vindo de pessoas aparentemente esclarecidas. Ninguém, nem a mais brilhante cabeça do universo, pode ter a propotência de achar que já sabe tudo. Se até Sócrates, o pai da filosofia admitiu, 2.400 anos atrás, ser o conhecimento muito maior que nossa capacidade de aprendizadado ao declarar “só sei que nada sei”, quem somos nós para afirmar que já sabemos tudo sobre alguma coisa?

 

Aprendizado, seja de qual matéria for, nunca tem fim e uma das melhores formas de aprender é ensinar. Da primeira vez que apareci na frente de um grupo de motociclista, em 1998, até hoje continuei aprendendo com meus alunos. E não foi diferente quando ministrei aulas de redação e fotografia no curso de Jornalismo da Fundação Cásper Líbero. Todo professor deve se manter em constante aprendizado. O ato de preparar uma aula, de planejar um exercício, implica na atualização e o consequente incremento do conhecimento.

 

Recentemente tive de passar por uma experiência realmente assustadora: junto com a Honda desenvolvemos um curso voltado exclusivamente a jornalistas especializados. Longe de querer direcionar o trabalho dos meus colegas, a intenção era atender uma solicitação dos próprios jornalistas. Desde que iniciei o curso sempre reservo algumas vagas aos colegas da imprensa especializada (desde estagiário até dono de editora) como forma de retribuir a gentileza que todos eles sempre dedicaram à minha história como jornalista, piloto e instrutor.

 

A partir dessa ação, reuni alguns conceitos básicos sobre jornalismo especializado – afinal posso dizer sem medo de parecer arrogante que sou o único professor de pilotagem e de jornalismo do Brasil – para criar o curso de pilotagem voltado exclusivamente aos jornalistas, que foi chamado pela Honda de “Curso de Reciclagem”. Dessa primeira experiência tiramos o aprendizado suficiente para levar esse curso a outros Estados.

 

Ao final do curso, o comentário que mais ouvi dos meus colegas foi “hoje fiquei sabendo de teorias que só conhecia pelo nome”!.  

 

Amor seguro

Semanalmente recebo mensagens solicitando informações sobre o curso. Uma pequena parte efetiva a inscrição, mas a maioria desiste e comecei a investigar os motivos. Entre as justificativas aparecem as clássicas: falta de grana, moto inadequada, vergonha (não quer parecer iniciante na frente dos amigos) e a já explicada prepotência em achar que sabe tudo. Mas para minha total surpresa – e acho que de vocês também – o fator que aparece em primeiro lugar como impedimento para a matrícula no curso está, acredite, a esposa!!! Isso mesmo, a esposa que deveria incentivar a segurança do cônjuge (e do lar) é o fator usado como justificativa principal para não fazer o curso.

 

Desde o mais elementar aspecto do ciúmes (por imaginar que o curso é cheio de mulheres luxuriantes ardentes por uma tarde de sexo com um sujeito suado e de macacão), passando pela antiquada sensação de poder (“você só vai se EU deixar”), até a natural curiosidade em participar junto, mas projetar um dia entediante vendo o marido se divertir.

 

Como tudo que se refere a problemas conjugais, todas essas justificativas esbarram no mais antigo e vil dos sentimentos humanos: a insensatez. Bastava um pingo de bom senso para clarear as idéias e perceber que um curso de pilotagem pode trazer muito mais benefícios ao casal do que riscos. A começar porque existe a disciplina “garupa” no curso. A mudança no formato do curso, alterando de dois para um dia e sempre aos sábados, já foi determinada para atender um pedido dos próprios alunos casados (ou enjaulados) que não podiam passar um fim de semana longe de casa. Nem perder o almoço de domingo na casa da sogra ou agregados.

 

Então, aqui vai meu recado às espodas e periféricas em geral: pode deixar seu amor passar o sábado conosco, porque quem ama protege, mas proteção não significa prisão.

 

publicado por motite às 13:01
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Dakar 2010

Já deu a largada para o rali mais espetacular do ano. Quem quiser acompanhar tudo de perto basta acessar a página oficial do rali. Eles liberam um pequeno vídeo de 3 minutos com o resumo do dia.


Duas surpesas no primeiro dia cronometrado: Nani Roma, ex-piloto de motos, vencedor de 2004, passou o chinelo nos favoritos e venceu entre os... carros! Sim, de carro, pois ele passou a correr de quatro patas desde o ano passado. Ele deixou pra trás o companheiro da equipe BMW o multicampeão Stephane Peterhansel.


Entre as motos outra surpresa: David Casteu, francês, também superou os favoritos e foi o mais rápido no trecho cronometrado entre Colon e Cordoba, correndo com uma Scherco, isso mesmo, essa marca de moto aí com nome de órgão sexual. Poucos segudos atrás ficaram Cyril Despres e Marc Coma, ambos de KTM.

publicado por motite às 00:19
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