Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

A História de uma semente - parte X

 

(Com três semanas de vida: puxa, filha, como vc cresceu! Foto: Tite)

 

Desculpem a falta de post scriptuns mas caiu um raio aqui perto de casa e queimou a placa de rede. Fiquei sem internet, mas o Word continuou ativo, de forma que não parei de escrever!

 

Voltando à história da semente, antes quero informar que uma muda já está com meu amigo Júnior que levará para Boracéia. E aquela maior, de 5 anos, acabei plantando em frente da minha casa, pra poder acompanhar melhor o crescimento. E caíram várias sementes, já posso mandar pelo correio.

 

Veja como plantar o Pau (ôpa!) Brasil!

 

Primeiro é preciso pegar a semente, o que não é fácil, porque ela é muito parecida com a folha. Por isso tem de colher a vagem e deixá-la secar em uma peneira até explodir espontaneamente liberando a semente. Mas cuidado, a semente vai parar lá longe!

 

(A vagem é essa coisa espinhuda, manuseie com luva porque estes espinhos são um saco pra tirar. Foto e mão: Tite).

 

Depois deixe as sementes secarem um pouco também por um dia, mas cuidado para os passarinhos não almoçarem elas! Separe as melhores sementes, aquelas mais gorduchas e com um tom marrom (verde?). Apesar de muito prolífica, apenas uma pequena parte das sementes viram árvores saudáveis. Uma boa semente dá bom fruto!

 

(As sementes precisam ter um tom marrom e estar gorduchinhas, essas mais murchas não vingam. Foto: Tite).

 

Depois prepare um saquinho para plantar a semente. Eu aproveito especialmente os sacos laminados ou aqueles bem grossos de ração de cachorro porque duram mais de 5 anos. Comece com um saquinho, mas quando a muda tiver cerca de 50 cm mude para um saco maior. Faça muitos furos no saco (ai!) para a água não empoçar. A muda deve ser regada diariamente, mas não exagere na quantidade de água senão apodrece a raiz. cerca de 200 ml por dia está bom (um copo de requeijão). A melhor época para plantar é agora (verão) porque chove todo dia (ou o dia todo).

 

(Olha aí meu saquinho já com a terra. Foto e saco: Tite)

 

Basta furar a terra com o dedo e depositar a semente. Não precisa cobrir com terra. Dê preferência para terra antiga e bem escura, rica em nutrientes. Quanto mais minhoca encontrar ne terra mais equilibrada ela será. Não compacte a terra, deixe-a bem fofa para raiz  do broto penetrar sem esforço.

 

(Faça um furo na terra com o indicador. Só manuseie terra com luva, tem lagartas e formigas que provocam queimaduras ardidas pacas. Foto e dedo: Tite)

 

Depois coloque o saquinho com a muda em uma área sombreada, que receba sol preferencialmente pela manhã ou no final do dia. O melhor viveiro natural é sob uma árvore. O meu viveiro fica debaixo de um pau-Brasil de 20 anos!

 

(deposite a semente no buraco. Não precisa cobrir de terra. Foto: Tite)

 

A muda cresce rapidamente nas primeiras 4 semanas. Se chover todo dia não precisa regar. Mas se passar mais de dois dias sem chuva regue com 200 ml de água. Depois que a muda atingir cerca de 3 semanas e as folhas estiverem abertas, pode usar um borrifador para aspergir água pela manhã e no final da tarde. Nunca regue com o sol muito forte direto na muda. As gotas d'água funcionam como uma lente de aumento e podem queimar as folhas.

 

(Meu viveiro, com mudas de café, pitanga, Pau-Brasil, ameixa amarela e sei lá mais o que nasce sozinho. Foto: Tite)

 

Fique sempre de olho nas pragas: pulgões, formigas e lagartas. Contra pulgão o remédio mais eficaz é uma boa e esfomeada joaninha. Como elas andam em falta, tenha um produto feito à base de alcatrão que se encontra em qualquer loja de planta. Mas borrife só se aparecer pulgões. Não sufoque a muda!

 

Pronto, é só esperar o Pau (êpa-êpa) Brasil crescer forte e saudável.

 

* Atenção: quem quiser semente basta me enviar uma carta com um envelope selado dentro e eu mando de volta com a semente! Escreva para Tite. Endereço: Rua Luis de França Jr, 513 - CEP 04648-071. São Paulo - SP.

 

 

publicado por motite às 20:18
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Fotoblog

(Teiú - Tupinambis merianae - que conheci em Floripa! Foto: Tite)

 

Às vezes lembro que tenho um fotolog jogado em algum canto. Decidi recuperar algumas das fotos para tranpostar pra cá. Esse bela teuiuia (era fêmea) eu encontrei em pleno boulder em Florianópolis. Estava escalando a rocha quando dei de cara com ela. Fiquei imóvel um bom tempo e consegui sacar a máquina fotográfica da mochila para registrar este encontro insólito.

 

(Ela foi embora, depois não telefonou, nem mandou e-mail, telegrama, nada. Foto: Tite)

 

Fiquei um tempão - para desespero da minha mulher - observando o réptil e até captei bem o cheiro para ficar guardado na memória e saber identificar num eventual encontro futuro. Eles têm um cheiro forte, ácido e caracaterístico que lembra amônia.


A escalada proporciona o encontro com vários exemplares da fauna brasileira, desde répteis,  iguanídeos, cobras, aves, vários roedores e já dei de cara até com um lobo guará (mas não consegui fotografar).  Por isso é uma atividade esportiva sob medida para quem gosta de natureza.

 

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(Hornet fora-de-estrada? Foto: Fábio Arantes)

 

E para não dizer que não falei de motos, aqui vai uma das pérolas do meu Fotolog: a Hornet voadora!


Essa foto foi feita na época da revista Motociclismo, quando fui testar a Hornet junto com outro maluquinho, Rafael Paschoalin. Para chegar a uma locação tivemos de passar pela estrada de terra e... veio a idéia a foto! E tem gente que ainda acha a Hornet uma moto muito careta...

publicado por motite às 03:22
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Crise? What crisis?

(Quanto vale este rosto?)

 

Algo de errado estava rolando no mundo. Como entender esportistas ganhando salários na cifra de US$ 1 milhão por mês??? Jogador de futebol, piloto de Fórmula 1, tenista, jogador de basquete, sem falar nos atores de cinema, cantores pop e as top models. Além de executivos de empresas com salários de R$ 80 mil ou apresentador de TV pentelho que recebe R$ 250 mil por mês para infernizar nossos domingos.

 

Sempre fiquei intrigado porque minha avó sempre dizia que dinheiro não é uma coisa que brota do chão, muito menos nasce em árvores, nem cai do céu como a chuva. Então, se existem pessoas que ganham cifras de 7 dígitos em dólar é sinal que milhares de pessoas precisam comprar alguma coisa para gerar essa receita.

 

Temos aí a tal história do cachorro que corre atrás do próprio rabo: as empresas gastam cifras milionárias para associar a imagem de seus produtos aos chamados formadores de opinião (os tais artistas, esportistas, modelos) na esperança de vender mais para poder pagar essa gente toda.

 

Estes “formadores de opinião” ficam acostumados a ganhar US$ 1 milhão para participar de uma campanha publicitária e depois não aceitam receber US$ 100 mil, mesmo que já tenham acumulado uma fortuna suficiente para que até a oitava geração possa viver de renda, sem produzir nem um alfinete sequer. Alguém consegue imaginar a filha da Xuxa se formando médica, engenheira civil, pedagoga ou bióloga? Ou a filha da Madonna administrando uma indústria têxtil?

 

O tal cachorro corre atrás do próprio rabo, só que uma hora ele alcança e... morde a si mesmo!

 

Essa é a situação: na certeza de que a top model anoréxica tem alto poder de venda, a fábrica de xampu paga a fortuna por um rosto que será exaustivamente trabalhado no Photoshop. E mais: como sabe que este rosto photoshopado venderá milhares de frascos de xampu de R$ 5,0 corre para o mercado financeiro e pega uma graninha extra para incrementar a linha de montagem. Assim, a empresa trabalha sempre na projeção de lucro de uma grana que ainda vai entrar.

 

Agora que o mercado financeiro começou a fazer água e parou de distribuir dinheiro a rodo, a mundo percebeu que minha avó estava certa: dinheiro não brota a partir de geração espontânea. Dinheiro é um produto que serve como troca para adquirir matéria. Precisa sair da mão de alguém para chegar na mão de outro alguém. É assim desde que nasceu a moeda.

 

Mas as grandes corporações quebraram essa regra e passaram a ditar a economia mundial como se dinheiro realmente brotasse de árvores milagrosas, de fontes mágicas ou de cornucópias misteriosas. E assim surgiram estes salários estratosféricos. Nos anos 70 o campeão mundial de Fórmula 1, Jackie Stewart renovou o contrato com sua equipe para receber US$ 120 mil na temporada seguinte. Hoje um piloto 10º colocado no grid ganha isso por mês!

 

Era mais que natural que a crise pegaria essa gente em cheio. A primeira a pedir o penico foi a Honda, a mesma equipe que ofereceu US$ 12 milhões para um salame do calibre do Jenson Button ficar na equipe por três anos. Quatro milhões de dólares por ano! Isso representa uma dízima absurda de US$ 333.333 por mês!!! Partindo dessa distorção salarial dá pra imaginar a economia que a Honda fará ao acabar com a equipe de F-1. E olha, não duvido se anunciar o fechamento da equipe de MotoGP também!

 

(Honda saiu fora da F-1 e pode abandonar o mundial de MotoGP também!)

 

E o que dizer do último ano de Michael Schumacher na Ferrari com um salário de US$ 100 milhões por ano!!! Será que ele é 1.000 vezes mais piloto do que foi Jackie Stewart? Será que a Fiat, dona da Ferrari, vendeu tanto carro assim a ponto de jogar US$ 100 milhões em UM garoto-propaganda?

 

Pra mim essa crise servirá para devolver a ordem ao barraco. Esses salários certamente serão cortados em alguns zeros e quem não aceitar terá de se contentar com os milhões que já estão acumulados em algum lugar da Suíça.

 

O que me dói mesmo, a ponto de cortar meu coração em fatias, é ver grandes projetos e iniciativas dignas serem abandonadas por conta de uma “crise”. Não seja ingênuo: muitos diretores de marquetching usarão a “crise” como desculpa esfarrapada para cortar investimentos que já não queriam fazer há muito tempo. E mais: muito empresário oportunista aproveitará a desculpa da “crise” para aumentar suas margens de lucro.

Veja meu caso: há dois anos tento um patrocínio para levar adiante os projetos que salvam vidas de motociclistas e recebo, em plena época de “crise” a notícia de que uma marca brasileira de moto investirá R$ 4 milhões para contratar a cantora Ivete Sangalo em uma campanha publicitária.

 

Por isso os espanhóis têm um provérbio que acho perfeito: “Cría cuervos y te sacarán los ojos”. Algo como “crie os corvos que te arrancarão os olhos”. Ou melhor ainda, na versão mineira: “Passarinho que come pedra sabe o c* que tem”.

 

As empresas criaram os corvos, agora estão vendendo os olhos para pagar as contas.

 

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Coisas da língua

 

(Diz ae, Lu, calção é menor ou maior que calça?)

 

Tem dias que de noite eu fico pensando... êpa, como assim? Isso, coisas da língua portuguesa, que determina dia como o período de 24 horas, mas também separa um período para chamar de noite.

 

Bom, mas estava escrevendo que fico pensando nesta tal língua portuguesa, nossa língua-mãe, e suas particularidades. Como, por exemplo, chamar de calção um artigo menor que uma calça! Calcinha, então, é um calção em escala transparente!

 

E como explicar que o cartão de visita seja menor que a carta? Então vamos esclarecer: existe a carta, de tamanho normal, uma folha A4 de sulfite. Depois tem a cartinha, que é assim quase um bilhete, digamos, metade de um A4. E o cartão, que apesar do aumentativo, é um quarto da metade de um A4!

 

Sem falar em outros absurdos como chamar de nublado o céu cheio de nuvens e não de nublens! Ou dizer que a rua é arborizada porque tem muitas árvores e nenhuma árbore!

 

Coisas da língua!

 

publicado por motite às 21:21
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

História de uma semente - parte II

 

(Com duas semanas o broto eclode e começa a nascer as primeiras folhas. Foto: Tite)

 

A Donna (nome deste bebê Pau-Brasil) está com duas semanas nesta foto. A semente já eclodiu e começa a aparecer o embrião das primeiras folhas. Esse período é muito delicado e tenho de ficar de olho nas lagartas, pulgões e outros parasitas. Para sorte da Donna estamos entrando no verão e os dias são quentes e úmidos. Nas últimas duas semanas choveu quase todos os dias. Quando não chove eu só pulverizo água com um aspersor manual.

 

Também é hora de ficar de olho nas ervas que crescem ao lado dela. Algumas raízes roubam os nutrientes e dificultam o crescimento da muda. Por enquanto ela adormece em um vaso de cerâmica. Quando estiver crescidinha, com um mês, mais ou menos, ela será transferida para um saco plástico, junto com a terra que está à volta dela.

 

Nesta foto ela está com 2 cm de altura. Tudo corre bem com ela.  Com um ano terá cerca de 25 cm de altura.

 

(Com um ano de idade atinge cerca de 25 cm de altura. Foto: Tite)

 

Aqueles que me pediram mudas: é preciso esperar que a muda chegue a um metro para plantar no solo. Esta altura ela atinge com cerca de 4 anos de idade. Eu tenho apenas uma pronta para o plantio, a Belezinha (nome da árvore!!!). Ela está com 5 anos de idade e 1,21 metro de altura. Deve ser plantada sempre no período de chuvas, em região de mata Atlântica (incluindo a cidade de São Paulo). Não esqueça que ela chega a mais de 15 metros de altura e tem a copa muito larga. Não pode plantar sob fiação elétrica, e em locais bem abertos porque produz uma sombra intensa a ponto de matar a grama em volta. A raiz é profunda e não espalha muito.

 

(Belezinha, a maior, já tem 5 anos, 121 cm e está pronta para conhecer o mundo. Foto: Tite)

 

publicado por motite às 12:06
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Fábrica de campeões

(Pequena 150 com cara de moto de corrida, show! Foto: Team Scud)

 

Cerca de três anos atrás o piloto Gilson Scudeler me contou de um projeto que mais parecia um sonho: criar uma modalidade para jovens pilotos de motovelocidade. De tão bom, imaginei que em pouco tempo seria concretizado. O tempo foi passando... passando... e, nada!

 

Até que na última etapa do campeonato Brasileiro de 2009 já estava pronta a moto idealizada pelo multicampeão, uma Honda CG 150 com carenagem, guidão baixo, painel eletrônico e tanque especial. Ficou muito parecida com as motos 125 do Mundial de Motovelocidade. Até eu babei na motoquinha e fiquei louco pra vestir o macacão e experimentar.

 

Na mesma etapa, ironicamente, a Honda tentava estimular a criação da uma eventual Copa Pop, com a utilitária vestida para competição. Honestamente, ficou bem estranha! Para não usar de toda sinceridade.

 

Algumas semanas depois desta etapa conversei com Scudeler sobre o projeto Fábrica de Campeões. Coincidentemente, a nossa longa conversa foi um dia após a realização do curso SpeedMaster/Motorsco. Pela primeira vez o curso teve apoio da Red Bull, que forneceu material promocional além de latas do energético que contribuíram para manter os alunos acordados nas aulas teóricas. Quando conversei com o representante da Red Bull para agradecer o apoio, aproveitei para comentar sobre a Fábrica de Campeões e, para minha bela surpresa, ele confirmou que já estavam em negociações. Isso explica a euforia do Gílson que teve a paciência em ficar quase uma hora falando comigo ao telefone.

 

Acho que ninguém, além da equipe do Gílson, torce mais para que este projeto se realize do que eu mesmo! Admito que por vários momentos fiquei emocionado durante a conversa, sobretudo quando ele contou detalhes que tento aqui repassar em ordem para não trair minha já debilitada memória.

 

a)      A idéia, claro, é fomentar as modalidades de motovelocidade, revelando novos e promissores pilotos. Mais ou menos como ocorre com as categorias de kart infanto-juvenil. No kart a petizada começa a correr com 6 anos de idade e talvez isso explique a imensa quantidade de jovens pilotos brasileiros no Exterior nas categorias de 4 rodas.

 

b)      Mais do que criar pilotos talentosos, a Fábrica de Campeões pretende formar PESSOAS preparadas para o mundo da competição. Para isso os jovens selecionados não deverão apenas ser bons na pista, mas também fora dela.

c)       Uma das idéias é criar um vínculo entre as competições e a escola, incentivando os jovens a valorizar a educação formal. Para ter direito a participar das seletivas o candidato deverá apresentar o boletim escolar e, ai, se as notas estiverem baixas pode ser recusado independentemente da nota que tirar no cronômetro. Além disso, será feito um acordo com as escolas para reposição de aulas quando os pilotos tiverem de ausentar das aulas. Quem sabe até manter professores itinerantes.

d)      Entre quesitos observados estão: pontualidade, apresentação pessoal, preparação física, alimentação, contato com a imprensa, mecânica etc.

e)      As seletivas deverão ser feitas em vários Estados, talvez com uso das motos Pop 100, em kartódromos. Nestas seletivas cada candidato será observado pelos monitores que determinarão quais seguirão para as finais.

f)       O objetivo é selecionar 24 pilotos que disputarão o campeonato ao longo do ano, mantendo dois de reserva. Os pilotos receberão pontos do primeiro ao 22º colocado e os dois últimos que não pontuarem cederão as vagas ao reservas na etapa seguinte. E assim por diante.

g)      Atitudes anti-esportivas, atrasos, notas baixas, ou alguma outra infração disciplinar serão passíveis de punições em pontos. Ou seja, o piloto pode perder posições no campeonato se pisar na bola fora da pista!

h)      Evidentemente nem todos os candidatos serão aprovados. Como um vestibular muitos ficarão de fora, mas estes também poderão se beneficiar do projeto em ações paralelas como cursos de preparação de motores e outras atividades ligadas ao motociclismo de competição.

i)        Ainda não foram determinadas as datas nem locais das seletivas, mas Gílson adiantou que é um projeto para três anos.

j)        Quem quiser se cadastrar para receber pode fazê-lo pelo site WWW.fabricadecampeoes.esp.br

 

É por tudo isso que sou um torcedor fanático deste projeto. Torço para que as empresas envolvidas não se intimidem diante do fantasma da crise e invistam neste produto que tem tudo para ser a maior alavanca que o motociclismo nacional terá nos próximos anos.

 

E se você quiser entrar na torcida também ajude a espalhar esta semente entre os amigos e comunidades da Internet.

 

publicado por motite às 22:30
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A História de uma semente

(Primeiro dia de vida de um broto de Pau Brasil - Caesalpinia echinata. Foto:Tite)

 

Quando eu era um broto de gente minha mãe me deu de presente um livro chamado "Tistu, o Menino do Dedo Verde". No livro o pequeno Tistu tinha um dedo mágico: onde ele colocava o indicador nascia uma planta. Bom, isso é tudo que lembro do livro.

 

Mas uma coisa nunca ficou esquecida: o amor pelas árvores. Desde pequeno sou um incurável plantador de árvores. Minha mãe até passou a me chamar de Tistu. Evidentemente já perdi a conta de quantas plantei ao longo dos últimos 40 anos, mas passa de 1.000 fácil. Só na região de Paraibuna, interior de SP, foram centenas de sementes colhidas, tratadas e espalhadas.

 

Um dos maiores prazeres da minha vida é acompanhar o crescimento de uma árvore. Especialmente uma pela qual criei um amor eterno: o Pau-Brasil (sem piadinhas...).

 

Quando minhas filhas eram pequenas, bem pequenas, ganharam uma muda de Pau-Brasil da Fundação Mata Atlântica. Mais conhecida como Cesalpina echinata, o Pau-Brasil é árvore de crescimento relativamente rápido e atinge a idade adulta com cerca de 10 anos. Levamos a muda para casa e quando atingiu um metro de altura plantei no quintal.

 

Como tudo que plantei ela brotou forte, cresceu e hoje, 15 anos depois, é uma virtuosa árvore que ocupa todo meu quintal (e parte do quintal do vizinho...).

 

Essa árvore é uma das minhas alegrias verdes. Outra é um pinheiro araucária que plantei na frente da casa (não sei a espécie porque não é o brasileiro). Esse pinheiro entrou em casa como uma prosaica árvore de natal, dessas que se jogam fora no dia 6 de janeiro. Mas eu fiz uma tentativa de mantê-lo vivo e hoje é uma bela árvore que posso admirar da janela do meu escritório.

 

Uma noite eu senti um cheiro forte de perfume e fiquei farejando pela casa até descobrir que o Pau-Brasil tinha florescido. Flores amarelas lindas e muito perfumadas. Que atraíram um batalhão de abelhas... 

 

Meses depois percebo algumas cascas curiosas pelo chão. Pareciam folhas cheias de espinhos. Na verdade eram as vargens do Pau-Brasil que estavam espalhando as sementes. Centenas delas, por todo jardim. Semanas depois e o chão estava coalhado de brotos de Pau-Brasil. 

 

Pacientemente recolhi um a um e coloquei em sacos plásticos. Criei um viveiro de Pau-Brasil no quintal de casa e passei a doar mudas a amigos. Este viveiro já está na terceira geração de mudas e devo ser pai de umas 20 árvores de Pau-Brasil espalhadas por aí.

 

Neste final de 2008 decidi registrar pela primeira vez todo o processo de nascimento e crescimento de uma muda de Pau-Brasil, árvore símbolo do nosso País, e trazer para você a história de uma semente.  A muda leva cerca de um ano para atingir o tamanho adequado para plantio (cerca de 50 cm), mas eu só entrego a muda quando ela atinge um metro para ter certeza de que crescerá forte.

 

Na primeira semana apenas sequei a semente e preparei o vaso com terra bem antiga do meu quintal, misturado com restos de xaxim e muito material orgânico. Na segunda semana coloquei a semente no vaso e deixei que as chuvas de dezembro fizessem o serviço.

 

A semente está na terceira semana e já é um broto, forte e saudável.

 

Fique ligado, você vai conhecer a história de uma semente.

publicado por motite às 13:01
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Contos descontados - A melhor cidade do mundo

(As ruas de Jugenheim na primavera)

 

A melhor cidade do mundo

Quando minhas filhas foram estudar na Alemanha, em 1993, eu decidi visitá-las. Não que tivesse grana sobrando, mas era uma oportunidade rara de conhecer a Europa e coincidiria com uma semana de férias escolares, conhecidas por lá como “kartoffel ferien”, ou Férias da Batata, no mês de outubro. Curioso esse tipo de feriado, porque é mais do que evidente que a raiz – literalmente falando – da tradição está na colheita da batata.

Tento imaginar as crianças alemãzinhas na Idade Média parando tudo que estava fazendo para ajudar os pais a colher batatas:

- Jugenfriddalinchen, pára de cardar a lã e venha ajudar a tante Milchwierderolen a pegar essas batatas aqui.

Hoje em dia não há mais colheita de batatas, mas é uma oportunidade para pais e filhos fazerem uma pausa e sair viajando pela Europa. E era isso que eu pretendia fazer em um mês de férias do trabalho.

Viajar pela primeira vez para a Europa sempre gera uma série de confusões, ainda mais naquela época em que cada país, alguns do tamanho de um bairro paulistano, tem uma moeda diferente. Algumas destas presepadas eu já revelei no livro “O Mundo É Uma Roda”. Outras espero nunca revelar para não macular minha imagem de homem equilibrado.

(Pequena igreja antiga preservada)

O que me chamou a atenção era a cidade, ou melhor, vila na qual minhas filhinhas moravam: Jugenheim (pode procurar no Google Maps), no município de Seeheim, perto de Freiburg. Era tão afastada, mas tão afastada que a linha de bonde acabava antes de chegar lá! Da estação pra casa era só a pé ou de taxi. Se achasse algum! E quando achava começava outro sufoco, porque as ruas eram fáceis de encontrar, mas impossíveis de pronunciar, como Kreiskankenhausstrasser.

E mais: a casa que elas moravam ficava no alto de uma pequena colina e o quintal era o limite para... coisa alguma! Era a linha final da vila. Depois da cerca tinha ruínas de um castelo e uma área preservada, de visitação controlada, obviamente, chamada Bergstrasser-Odenwald Naturpark.

(Ruínas medievais no quinta de casa. Foto: Stefan lang)

Pequena e pouco habitada, a vila parecia um cenário de filme. Quase não se via ninguém nas ruas. Para piorar, aquele era o outono mais frio dos últimos 60 anos. E eu estava lá! Claro, não poderia ser diferente, quando estive em Teresina pela primeira vez fez o verão mais causticante dos últimos 50 anos. Questão de equilíbrio!

Mesmo assim, quando fui à padaria, em meu segundo dia naquele pontinho do mapa, a balconista já sabia que eu era o pai das crianças brasileiras! E nem havia celular!

(A Schlosstrasser, rua sem saída que acabava no Bergstrasser-Odenwald Naturpark)

Nesta vilazinha medieval, de poucos habitantes, contavam-se quatro fábricas de cerveja! Provavelmente era um dos poucos lugares no mundo onde se via mais garrafa do que gente. E para atrair a clientela, as fábricas deixavam na porta das casas um pequeno engradado com quatro garrafinhas de cerveja – geralmente uma de milho, uma de cevada, uma escura e uma light – além de algum suco, junto com um pedido. Bastava o freguês deixar as garrafas, devidamente esvaziadas, junto com o bloquinho de pedido com a seleção das bebidas e esperar a entrega no dia seguinte, depois de pagar, claro!

Ou seja, se existe mesmo paraíso é muito próximo disso.

Mas não acabou: um sábado por mês estas fábricas abriam suas portas para receber a população e oferecer uma degustação, acompanhada sempre de pães integrais e, não podia faltar, algumas salsichas.

Não é à toa que a Alemanha é um dos países mais desenvolvidos do mundo: nem é preciso sair de casa, a cerveja vem até você!

(Casa antiga totalmente preservada)

 

publicado por motite às 18:37
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Homenagens

 

(Livro-TCC: tão bom que não parece TCC. Foto da capa: Daíza Lacerda)

 

Homenagem é uma coisa estranha. No Brasil são comuns as homenagens às personalidades que mais ferraram do que ajudaram. Por exemplo: os bandeirantes, que massacraram os índios de Sul a Norte e viraram nome de ruas, estradas, ganharam estátuas gigantes como a ridícula Borba Gato de São Paulo e se tornaram heróis.

 
Ou militares que mandaram jovens para a morte em batalhas duvidosas como a Revolução de 32, a Revolução Farroupilha, ou que promoveram chacina política em um golpe de Estado. Eles estão por aí em estátuas, pontes, ruas e estradas.
 
Existem homenagens em forma de prêmio. Oscar, Pulitz, Prêmio Esso, Jaboti etc. Ou o prêmio Abraciclo, que é conferido aos jornalistas que escrevem sobre motos e bicicletas. Ganhei duas menções deste prêmio: uma em 1983 e outra em 2006. Em 2008 um trabalho meu sobre dicas de pilotagem foi premiado, mas inscrito pelo diretor do filme Alma Selvagem, Renzo Querzoli e ele que foi receber o prêmio*.
 
Não mandei nenhum trabalho para o prêmio Abraciclo porque não gosto de ver meu trabalho de uma vida inteira ser comparado com de jornalistas que escrevem uma vez ou outra sobre o assunto, muitas vezes com um texto claramente "inspirado" no trabalho de outros profissionais.
 
Mas em 2008 recebi a homenagem que considero maior que qualquer prêmio seja em estatueta ou cheque. A estudante de jornalismo Daíza Lacerda – que conheci pela comunidade do Orkut – apresentou um trabalho de conclusão de curso que virou um livro intitulado “Motociclista: condutor de histórias” e recebeu 9,5 da banca. Sei que bancas raramente dão 10 porque é uma filosofia de trabalho: não existe a perfeição!
 
Este livro começa contando a história de um jornalista especializado: EU! E ela me descreve como “um homem robusto, de estatura média, ligeiramente careca”. Se ela perdeu 0,5 ponto no trabalho foi por culpa desse “ligeiramente careca”. Ninguém é rapidamente careca. Careca é uma coisa que demora muuuuito para conseguir e fica pra sempre!
 
O capítulo dedicado à minha pessoa é uma homenagem tão honesta, sincera e fiel que vale mais que qualquer prêmio. Livros são eternos, ficam registrados na Câmara Brasileira de Livro e no Arquivo Nacional. Ninguém pode contestar ou apagar. Está lá. Para sempre.
 
Por uma questão de investimento, Daíza fez apenas uma tiragem simbólica, mas se ela for esperta irá digitalizar e colocar, aos poucos, em algum de seus vários blogs. http://anohrien.blogspot.com/ ou http://daiza.blogs.sapo.pt/
O filme com a apresentação está no link: http://www.4shared.com/file/73066845/dae95bbe/Apres_TCC.html
 
Daíza, tenha certeza que você já uma jornalista, infelizmente, porque bem que eu avisei para ser médica, arquiteta, bióloga...
 
+      +       +
 
(Mulher no guidão! Tudo de bão!)
 
O destaque do livro fica por conta da visão fiel sobre a moto. Daíza conseguiu fugir da armadilha de fazer o discurso em defesa da moto, motoboys ou, pior, enaltecendo as “mulheres motociclistas”. A postura foi muito fiel a quem vê um assunto sem contaminar com as experiências e filosofias pessoais. É a chamada isenção, tão difícil de conseguir no jornalismo e na vida.
 
Ela usou o tema “moto” por ser ela mesma uma motociclista que não se intimida em pegar 300 km pilotando a CGzinha. Se as empresas do setor motociclístico ainda tivessem profissionais com esta paixão sincera podem ter certeza que teríamos campanhas muito mais humanas e menos comerciais.
 
Parabéns, Daíza, e muito obrigado por me tornar eterno!
 
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* Obs: A pedido do diretor Renzo Querzoli, devo esclarecer ao público que a inscrição do capítulo "Pilotagem Segura" do filme "Alma Selvagem" no Prêmio Abraciclo de Jornalismo foi feita com o meu consentimento. E que não inscrevi em meu nome por não concordar com os critérios de julgamento do referido prêmio. Portanto, declaro publicamente que abro mão do prêmio de R$ 4.500 em dinheiro conferido à empresa organizadora do prêmio e faço tornar público que não houve qualquer ato de má fé por parte do diretor do filme.

 

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Por que não compram motos?

(Posso dar uma voltinha até a costa Leste? Nãããaãão!)

 

Um recente estudo de duas empresas americanas de análise de mercado apontaram os principais motivos que impedem alguém de comprar uma moto nova nos EUA. São eles:

- Incapacidade de fazer test-ride

- Indisponibilidade do modelo desejado

- Sensação de encontrar um melhor negócio em outra concessionária

- Preço

- Falta de taxas de juros mais baixas para financiamento, descontos ou promoções

- Alto custo de manutenção

Essa pesquisa revela o quão diferente são os motociclistas e o mercado americano em comparação com o mercado brasileiro. Note que a preocupação com custo de manutenção aparece em ÚLTIMO lugar. Enquanto o preço aparece em QUARTO lugar.

No Brasil essa pesquisa teria um resultado completamente inverso, porque as principais preocupações do motociclista brasileiro são relacionadas aos custos – aquisição e manutenção – e o test-ride raramente é mencionado por aqui. Aliás é curioso que essa necessidade apareça em primeiro lugar no mercado americano, porque em nenhum lugar do mundo pratica-se test-ride em motocicletas a exemplo dos automóveis. Nas raras oportunidades que vi em outros países era sempre em parques fechados.

O estudo revelou ainda que alguns lojistas deixam de vender simplesmente por não informar anteriormente que não permitem test-ride e o consumidor sai da loja ofendido, com total convicção de jamais retornar.

Outro dado MUITO interessante da pesquisa é que 81% dos 3.022 entrevistados pesquisaram a moto desejada pela Internet, 73% em revistas e 28% em eventos. É mais uma grande diferença para Lisarb, porque aqui nesta terra dos contrários, os consumidores podem até usar a Internet para pesquisar, mas se baseiam nas revistas para avaliar um novo produto. Ah, se os publicitários brasileiros tivessem acesso à essa pesquisa americana...

E curiosamente, pela primeira vez, o consumo de gasolina foi apontado como preocupação para adquirir a moto nova. A gasolina sempre foi considerada barata nos EUA até o George Busch implantar uma economia de terror que fez o preço da gasolina disparar e deu no que deu: os EUA estão em recessão!

É bom lembrar que americanos usam motos de uma forma muito diferente de nós Lisarbianos. Enquanto aqui a moto é um veículo essencialmente de transporte e opção ao trânsito caótico, nos EUA a moto é objeto de lazer, esporte ou hobby.

Para quem quiser ler o artigo completo aqui vai o link: http://thekneeslider.com/archives/2008/12/11/why-motorcycle-shoppers-walk-away/#more-3519

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publicado por motite às 20:44
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Ronaldo chega ao Corinthians para jogar em posição inédita

 

(Camiseta do Ronaldo: apenas R$ 169,00 em 3 vezes!)

 
 Agora sim, o glorioso Timão voltará com força total ao Brasileirão. Não, não, deixe de ser ingênuo, não se trata do Campeonato Brasileiro de Futebol, mas o anuário Brasileiro de Propaganda e Marketing. No campo gramado o Corinthians certamente continuará a ser surrado como em 2007, mas no campo do marketing vai nadar de braçada.
 
O Corinthians estava desesperado precisando de grana, depois de uma administração envolvida em escândalos. O título da Série B, Segundona, ou qualquer nome, serviu para remediar o caixa. Mas o que salvará a administração é a contratação do Ronaldo Nazário.
 
O jogador fora de forma, entrará em uma posição inédita em sua carreira: na prateleira! Isso mesmo, sua grande atuação não será em campo, mas na vitrine. Só um marciano acredita que Ronaldo tenha condições de jogar 90 minutos, mas ele tem um nome. E este nome vende até areia no deserto. Em menos de uma semana as camisas número 9 do Corinthians, com nome Ronaldo, já estão na lista das top10 entre os presentes de natal. Cada camiseta custa a bagatela de R$ 169,00. Se vender um milhão de camisetas terá pago toda transação e ainda sobrará um troco para ajudar a estabilizar as contas.
 
Você não tem noção do que significa um ícone como Ronaldo Fofômeno. Quer vender qualquer coisa? Contrata Gisele Bündchen ou Kaká, Ronaldinho e Ronaldão. Vende e qualquer estagiário de marquetching pode confirmar. Essas pessoas cobram um milhão de dólares? Não importa, porque vendem 30 vezes mais!
 
Vamos ver o Ronaldo em 2009: o melhor vendedor de camisetas do mundo!

 

publicado por motite às 14:29
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