Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

10 coisas em ciclistas que enchem o saco até de ciclistas!

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Use a bike, seja feliz, mas não encha o saco!

Ainda na moda da lista de “coisas que nos enchem o saco” agora é a vez de mexer com essa nova religião chamada “ciclo-ativista”. 

Começa logo por essa denominação: ciclo-ativista! Quem usa carro é motorista. Quem usa moto é motociclista. Quem anda a pé é pedestre. Mas quem usa bicicleta é ciclo-ativista. Por quê? Desde quando meio de transporte é ativismo? Aí está: tem gente tratando o meio de transporte e mobilidade como bandeira para ativismo fashion. Comecei a andar de bicicleta quase um bebê. Antes de mim, meu pai foi ciclista de competição e corria com uma Peugeot. Antes dele meu avô era ciclista. E ninguém enchia o saco dos outros por causa disso. 

Na primeira oportunidade meu avô comprou uma moto. Meu pai comprou um Gordini e eu ganhei uma moto com 12 anos. E nunca enchemos o saco de ninguém. Por que os neo-ciclistas que começaram a pedalar ontem enchem tanto o nosso saco? Acho que isso dá uma ideia da lista que vem abaixo. 

1 – Demonizar os veículos motorizados. A última moda entre ciclistas é induzir a sociedade a acreditar que as montadoras de carros estão por trás dos grandes problemas de urbanização e mobilidade urbana. Mas quando eles nasceram foram levados da maternidade para casa dentro de um veículo motorizado e não na garupa de uma bicicleta. Quando ficam gravemente doentes vão para o hospital dentro de uma ambulância motorizada e não na garupa de uma bicicleta. E quando morrerem seus restos serão levados em um coche funerário e não em uma charrete puxada por uma parelha de ciclistas. Portanto o motor é muito bem vindo quando lhe convém.
As grandes montadoras já estão há décadas investindo em veículos elétricos, compactos e até em bicicletas! Não será uma manifestação de ciclistas pelados com pelancas que irá transformar o perfil da mobilidade urbana. As grandes corporações já estão de olho nesse mercado e a cada manifestação eles agradecem porque tem a certeza que continuarão faturando. A palavra que precisa enfiar na cabeça dos neo-ciclistas de sapatilha é COMPARTILHAMENTO de modais. Ônibus e trens com lugar para levar bicicleta; bicicleta feita para caber no porta-malas de um carro, como o exemplo da Ford. Em suma, em vez de demonizar, compartilhar o que cada veículo tem de bom. 

2 – Espírito corporativista. Filho(a) pedale sua bike, vá para o trabalho, para a faculdade, vá vagabundear, fazer o que quiser, mas não faça disso uma religião! Não precisa ser um “líder” nem evocar o espírito de corporação porque essa é a mola propulsora do regime militar e do fascismo que você critica. Essa coisa de “siga o líder” pega bem nas forças armadas, mas não entre amigos civis. Convide os amigos para um rolê, mas não queira ser melhor do que ninguém. Uma das cenas de corporativismo mais decadentes que presenciei foi um grupo de nightbikers descendo a avenida Rebouças. Quando fechou o farol dois ciclistas fecharam a avenida Henrique Schauman para que os motoristas não atravessassem até a última bicicleta passar. É a prova de um corporativismo burro e sociopata, porque quer mostrar à sociedade que bicicleta tem uma prioridade que não tem! O ciclista tem de respeitar para ser respeitado, como qualquer cidadão. Quando um sinal de trânsito diz “pare” é para parar. Simples assim. 

3 – I ‘m the best, fuck the rest. O que causa guerras no mundo inteiro, desde que o homem saiu das cavernas são dois conceitos: da propriedade (terras) e religião. A mais cruel de todas é a religiosa (e étnica) porque mexe com o inconsciente coletivo e inculca nas pessoas a ideia de que uma religião (ou etnia) é melhor que a outra. E não é!

Os ciclo-ativistas agem dessa forma ao tentar nos impor que a bicicleta é melhor do que os outros modais de transporte! Bom, parte dessa crença religiosa vem do fato de a maioria viver em grandes cidades, no clima ameno e temperado do Sudeste. Vai para Mossoró (RN) perguntar para o cabra que acorda às seis da manhã já com o sol à pino e temperatura de 36ºC se ele acha melhor pedalar uma Barraforte ou dirigir um carro com ar-condicionado?

Não existe o conceito de “melhor”, porque, na verdade, isso é um pré-conceito. Tem situações que a bicicleta é ótima opção, mas em outras não. Simples assim... Não queira nos empurrar sua filosofia goela abaixo! 

4 – Vejam eu aqui! Parece que o ciclo-ativista tem uma necessidade vital de mostrar à sociedade o quão descolado é. Mais uma vez presenciei uma cena bizarra: durante um Fórum de segurança um ciclista armou uma pequena confusão porque quis levar sua bicicleta pelo elevador até a sala de convenção! E vestido com aquele traje discreto de porteiro de circo. Optar pela bicicleta como meio de transporte é saudável, contribui para reduzir os efeitos da poluição e deixa a cidade mais humana, mas não precisa mostrar isso pra ninguém! Mais uma vez cito o exemplo da religião: seja religioso, fervoroso, tenha sua crença, mas não esfregue seus ícones na minha cara! 

5 – Informe-se mais e melhor! Em outro debate sobre modais de transporte uma ciclo-ativista levantou a questão da poluição dos veículos automotores e citou um dado sobre emissões das motocicletas de 1992!!! Hoje os veículos automotores poluem bem menos do que há 20 ou 30 anos. Claro que em um país pobre vamos confrontar com a realidade de uma frota antiga e mal conservada. Mas é preciso se atualizar e saber que hoje a indústria e a pecuária são os maiores vilões do meio ambiente. A queima de combustível fóssil causa sim doenças e mata tanto quanto acidente e violência. Mas hoje carros e motos modernos vendidos no Brasil estão sob um dos regimes de emissões mais rigorosos do mundo. E vai ficar mais ainda! Se caminhões e ônibus a diesel ainda emitem fumaça preta aos rolos é reflexo da falta de fiscalização. E seja um pouco menos ingênuo do ponto de vista ambiental: o quilo de picanha que se consome causa um estrago muito grande no meio ambiente, mas o churras é sagrado! Quer um planeta melhor? Continue pedalando, mas pare de comer carne! 

6 – Pedalar por esporte é uma coisa; por necessidade é outra! Outra coisa que me irrita a ponto de desandar os intestinos é confundir necessidade com moda. Existem dados que mostram que o mercado de bicicletas no Brasil vem caindo desde 2008 (http://www.abraciclo.com.br), enquanto o mercado de motos cresceu. Aliás, basta cruzar os dados de vendas de motos x bicicletas para entender o que é moda e o que é necessidade. Quando as vendas de motos crescem caem as de bike; quando as vendas de motos caem crescem as de bike. Quem sabe interpretar números percebe que a moto é o objetivo do ciclista que realmente usa como meio de transporte e não por modismo. Quem roda o interior do Brasil vai ver a quantidade gigantesca de bicicleta popular circulando. São as primeiras a perder o mercado para as motos, porque esse cidadão não vê a hora de sair do pedal para entrar no mundo motorizado.

Já nas grandes cidades a bicicleta ganhou outro status de necessidade, por causa do trânsito insuportável, aliado a um programa de ampliação das ciclovias e ciclofaixas e introdução da “cultura da bicicleta”. Mas essas bikes são mais sofisticadas e geralmente estão nos pés de quem tem um veículo motorizado na garagem, seja carro ou moto. É uma necessidade que foi criada para compensar parte das perdas de mercado com a popularização das motos.

Quando alguns ciclistas demonizam as montadoras de carros e motos mostram outra face da ingenuidade política. Quem é o maior interessado na ampliação do uso de bicicletas caras nos centros urbanos? O seu plano de saúde ou os fabricantes de bicicletas? Ou os dois? No mundo capitalista vale tudo para aumentar vendas, inclusive criar um cenário de comoção social para gerar uma nova necessidade de consumo. Quer mais um dado curioso? O mercado de bicicletas no Brasil cai a cada ano. Mas quando saímos às ruas das grandes cidades o que vemos é mais bicicleta circulando. Não, elas não procriam na garagem, é apenas o reflexo dessa necessidade de criar um novo apelo de consumo: grande parte dessas bicicletas estavam guardadas em algum canto, só vieram para as ruas porque surgiu uma condição nova, que são as ciclovias, que é o próximo assunto.

 

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Ciclovia, um bem necessário! 

7 – Eu pedalo onde quiser. Não, não e não! Fiquei chocado quando li recentemente um artigo de uma ciclo-ativista “formadora de opinião” pregando a simples desobediência às leis de trânsito pelos ciclistas. Vamos com calma: os ciclo-ativistas querem proporcionar um novo modelo de sociedade, querem criar um mundo melhor, com harmonia e respeito mútuo. E pretendem fazer isso desrespeitando as leis de trânsito? Eu trabalho com segurança viária há 30 anos e não gosto da expressão “leis de trânsito”, porque pressupõe leis válidas só para quem está usando veículos motorizados. Prefiro o termo EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO, porque isso inclui pedestres, ciclistas e usuários de transporte coletivo. Mais: gosto de começar minhas palestras afirmando que o trânsito nada mais é do que uma organização social e respeitar essa organização é o primeiro passo para a cidadania. Quando um ciclista age como se não existisse lei seu lado cidadão vai pro esgoto. Me irrita profundamente essa sensação de só porque uso um veículo que “não polui e é ambientalmente correto, então tenho mais direitos que você”. Coisa nenhuma! Tem direitos e deveres iguais.
A ciclovia (e ciclofaixa) é uma realidade e nem adianta gritar, xingar, espernear porque é um caminho sem volta e uma necessidade. O prefeito de São Paulo precisava tomar a iniciativa, mesmo às custas de um inferno de críticas, para despertar o assunto na sociedade. Agora o próximo passo é avaliar o que funciona, o que não funciona, o que pode melhorar e o que tem de desaparecer.
Mas no meu último passeio de bicicleta ainda vi ciclistas rodando pela calçada, fora da ciclovia, afinal ele aprendeu que bicicleta está acima da lei!

E mais: fique 10 minutos em qualquer ciclovia de uma grande cidade, aos domingos e repare como as pessoas se comportam. Vamos precisar de anos de investimento em educação para começarem a entender como funciona a vida em sociedade. Em qualquer país de mão francesa (volante do lado esquerdo) em qualquer via, com qualquer veículo, inclusive a pé, quem vai devagar se posiciona à direita da via, para deixar a esquerda livre pra quem quiser passar. Nunca vi um pai ensinar isso ao filho. Nem na estrada, nem na rua, na calçada, nunca! A bicicleta deveria ser uma mini-escola de trânsito, mas quem ensina desconhece ou pouco se importa com a lei.

 

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Ensine desde pequeno que bicicleta tem duas rodas 

8 – Usar rodinhas laterais. Aqui é uma irritação antiga e exige uma explicação longa. Bicicletas são veículos de duas rodas tandem, uma na frente e outra atrás. Como tal tem um equilíbrio todo balanceado pelo esterçamento do guidão e auxiliado pelas rodas em movimento. Aí o papai pega uma pequena bicicleta, equipa com duas rodinhas laterais e entrega para o pimpolho. Só que essa coisa deixou de ter duas rodas e passou a ter QUATRO rodas, um veículo que se equilibra pelo contato de quatro pontos de apoio. Para fazer curva em um veículo de quadro rodas é preciso virar o guidão e se apoiar na roda externa. Ou seja, para virar à esquerda a criança vira o guidão para a esquerda e apóia o peso no rodinha do lado direito, inclinando a bicicleta ao contrário da curva.

Pois bem, quando a criança se sente à vontade o pai vai lá e tira as rodinhas laterais. A bicicleta volta a ser um veículo de DUAS rodas, que para fazer curva é preciso inclinar para o lado interno da curva e virar o guidão ao contrário do sentido da curva. Quando percebe que a criança não pára de cair o pai fica furioso e reclama com mãe!!!

Papais e mamães: se querem que seus filhos aprendam a andar de bicicleta e não de quadriciclo, comece logo em duas rodas. O aprendizado é mais rápido e intuitivo. 

9 – Burro de carga. Sou do tempo que chamávamos bicicleta de camelo. Mas ao contrário do animal ungulado, não foi feita para transportar a família, mobília, botijão de gás, etc. Tenha um pingo de bom senso para perceber que aquela cestinha que vai à frente tem limite de peso e é bem menor que o do rottweiler fofo. Muito peso no guidão transfere massa para o eixo dianteiro, desequilibra a bike e pode causar acidente. Não leve criança no guidão nem no cano. Tem cadeirinhas próprias pra isso. E como todo veículo, bicicleta tem limite de carga, leia o manual! 

10 – Politizar a diversão. Chega de polarizar o mundo! Desde a Idade Média que o mundo adora se dividir em categorias. Não dá mais pra agüentar essa coisa de cultivar rivalidades. Nenhum ciclista precisa demonizar outros meios de transporte para curtir sua bike. Nenhum motorista precisa passar por cima de um ciclista para provar que é melhor. Nenhum motociclista precisa invadir a ciclofaixa para mostrar que é mega esperto, senhor das ruas. A palavra mágica da mudança é COMPARTILHAMENTO. A sociedade só vai ter harmonia quando todo mundo conseguir entender qual é o seu espaço em relação ao todo. Sou e sempre fui contra moto-faixa, porque a segregação é a raiz do preconceito. Segregar um veículo significa dar um poder que não lhe é de direito. Veículos motorizados precisam compartilhar o MESMO espaço e os usuários tem de aprender a conviver. Já a bicicleta (e skate, patins etc) não tem motor, rodam a baixa velocidade e precisam dar ao usuário uma sensação de segurança e proteção. Por isso precisam sim ser separadas dos veículos motorizados.

E, por favor, usem, curtam, divulguem a bicicleta sem discursos segregacionistas, nem ativismo de iPhone. Quer usar a bike, apenas use! Simples assim!

 

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Capacete é muito simples: usa quem quer, mas não encha o saco de quem não usa! 

*11 – Capacete é bobagem. Depois de terminar essa lista chegou-me um artigo que considero uma leitura obrigatória. O autor considera que o capacete de bicicleta é inútil e ridiculariza quem usa a título de proteção. Percebe-se que o autor é jovem, porque se adulto fosse saberia que essa mesma “defesa” foi feita quando exigiram cinto de segurança nos carros e capacete para motociclistas. Papel (e tela de computador) aceita qualquer coisa. Sou jornalista e escritor e já fui contratado por uma grande montadora francesa para redigir um estudo comprovando que a bolsa inflável (air-bag) não é o salva-vidas que se diz. Para isso encontrei vários artigos de especialistas americanos mostrando os riscos da explosão acidental do air-bag, inclusive com relatos e fotos de mortes causada pelo air-bag. Claro que em todos os casos houve negligência por parte das vitimas ao não usar o cinto de segurança, mas isso foi omitido no estudo final. Felizmente a montadora desistiu de publicar esse relatório (mas me pagou, ufa!) e logo depois foi a primeira a vender um carro pequeno com air-bag para o passageiro, porque mostramos que o apelo de marketing da segurança era um bom argumento de venda.

Tudo isso para mostrar que qualquer um pode provar qualquer teoria, desde que escolha as fontes necessárias. O cérebro ainda é um órgão vital. Quem precisa mantê-lo funcionando usa o capacete, quem não precisa dele não usa, pronto, simples assim. Não precisa fazer patrulha nem contra nem a favor, mas saiba que já existe projeto de Lei tramitando para obrigar o uso de capacete em bicicleta e até de placa e licenciamento!!!

Como este é um blog pessoal, preciso me posicionar: sou a favor do capacete, mas contra a obrigatoriedade porque é preciso ensinar e não invadir as liberdades pessoais. Quanto ao emplacamento é uma discussão mais complexa que vai depender muito mais de como os ciclistas se comportarão do que com a fiscalização e arrecadação com eventuais multas.

publicado por motite às 13:57
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38 comentários:
De Sergio a 17 de Julho de 2015 às 19:04
Cara, ótimo post! Primeira vez q leio algo sobre este tema q me relaciono. Sou ciclista a tanto tempo, mas estava me sentindo um extra terrestre com este ciclo-modismo-ativista. O pior, percebo gente neste estilo na rua pedalando já me dá um certo bode.
De waler a 17 de Julho de 2015 às 20:54
Talvez com o emplacamento e licenciamento de bicicletas possa conscientizar os ciclistas sobre a importância da educação no transito.
walter.
De Marisa a 20 de Julho de 2015 às 23:22
Só vão respeitar dessa maneira. Porque senão vão continuar a passar em semáforos fechados para eles, e andando de qualquer jeito no meio das avenidas.
De André Pasqualini a 18 de Julho de 2015 às 17:17
Da mesma forma que alguns cicloativistas exageram (esses eu os classifico como ciclochatistas), você simplesmente exagerou do outro lado. Só um detalhe, o cara que escreveu sobre o capacete não é nenhum "moleque" no pedal, com certeza ele tem muito mais rodagem e bagagem de você, tanto é que hoje ele tem um mestrado na melhor faculdade de direito do Brasil falando sobre o tema.

Só pra falar do capacete, ele não questiona sua eficácia em algumas situações, mas questiona sim sua obrigatoriedade (algo que muitos ciclistas defendem) e que pode desestimular o uso da bicicleta. Basta ver que a maioria das cidades onde a bicicleta é consolidada são poucos os que fazem uso do capacete.

Tem diversos pontos aí e fica até difícil discutir. A maioria dos cicloativistas não defende nenhum ódio aos motoristas, mas questionam as opções dos nosso governantes em privilegiar e estimular apenas o uso do carro deixando em segundo plano TODOS os outros modais. Mas você simplesmente colocou todo mundo na mesma vala.

E até é engraçado você falar que todo mundo tem que seguir as leis de transito a risca e logo depois dizer que você recebeu uma moto aos 12 anos. Seu artigo até poderia ser considerado bom se você realmente fosso ponderado, mas não passou de mais um extremista (como os ciclochatistas) que cospem opiniões sem realmente tentar se embasar.
De motite a 20 de Julho de 2015 às 13:29
André, eu sou jornalista há mais de 30 anos, sei interpretar um texto e o autor daquele artigo sobre capacete de bike se dedicou a escrever mais de 15.000 caracteres para provar que o capacete NÃO é eficiente. E não apenas contra a obrigatoriedade, o que aliás no meu texto eu também mostrei ser contra. Portanto se o autor quis dizer que o capacete é eficaz escolheu algum tipo de metáfora estranha e imcompreensível!
O governantes não estimula mais o uso do automóvel nas grandes cidades há duas décadas. Mais um exemplo de falta de informação de sua parte. Por favor olhe os dados de vendas de veículos no Brasil por Estado e por cidades. O Rio de Janeiro tem uma das maiores malhas cicloviárias do mundo e vai auemntar ainda mais, esse papinho de "governante estimular venda de carros" acabou há mais de 30 anos!
Eu andava de moto aos 12 anos mas você não sabe em que ano eu tive 12 anos, ou sabe? Naquela época podíamos pilotar motos de 50cc com autorização do pai ou tutor legal. E mesmo depois, passei 2 anos realmente fora da lei, mas isso não é argumentação retórica para hoje exigir o cumprimento da Lei. Essa argumentação é a mesma usada por políticos corruptos quando afirmam "ah, mas no passado também se roubava"... Os erros do passado não justificam os erros do presente. E não compare uma criança de 12 anos com um adulto de 35 que se nega a cumprir as leis!
De André Pasqualini a 20 de Julho de 2015 às 15:01
Cara, você realmente pedala? Se pedalasse saberia que 80% da malha cicloviária do Rio é focada no Lazer e não fazem sentido como transporte. Se pedalasse saberia que pedalar no Rio de Janeiro é PIOR que pedalar em São Paulo. Quem diz isso não sou eu que já usei a bicicleta como meio de transporte em mais de 10 capitais no Brasil (inclusive no Rio) e já pedalei por mais de 300 cidades brasileiras, mas os próprios ciclistas cariocas que pedalaram nas duas cidades.

Se tem mais de vinte anos que o poder público não estimula o uso do carro, o que significa então essas duas obras, a Ponte Estaiada que custou 280 milhões, ou mesmo a "Nova Marginal", que derrubou centenas de árvores, algumas centenárias e impermeabilizou 19 hectares de uma área de várzea aumentando ainda mais o risco de enchentes? Essas são apenas duas obras para citar como a prioridade dos nossos gestores ainda é o deslocamento individual motorizado que atende apenas 30% da população.

Ainda sou obrigado a ouvir coxinhas reclamando dos 80 milhões gastos com as ciclovias de São Paulo. Fiquem tranquilo, por mais que os governantes deem alguma atenção aos ciclistas, os motoristas infelizmente ainda serão prioridade, pois esses motoristas egoístas continuarão recebendo mais atenção do que os ciclistas e principalmente os dependentes de transporte público.

E sobre o capacete aqui vai um pedido de desculpas pois confundi os posts, achei que você se referia a esse aqui de um cara que defendeu recentemente um mestrado sobre o tema "cicloativismo".

https://asbicicletas.wordpress.com/2012/07/03/o-capacete/

Agora sobre o artigo, quando ele diz que o capacete é realmente ineficaz, é porque eles só são seguros para quedas abaixo de 20 km/h e que num impacto com um carro, dificilmente ele será eficaz. O que a Márcia Prado, Julie Dias e seu Antonello tinham em comum? Os três foram assassinados por motoristas irresponsáveis enquanto pedalavam e os 3 estavam de capacete.

Aquele post é uma crítica a alguns ciclistas que querem colocar capacete na cabeça dos outros como se a obrigação fosse do ciclista se proteger e não dos motorizados cumprirem a lei e protegerem os mais fracos. Tem até um adesivo que uns ciclistas americanos usam que dizem o seguinte "Uso capacete para você poder dirigir como um idiota".

Sou ciclista a mais de 20 anos, um ferrenho defensor do uso da bicicleta e odeio capacete. Mas obrigo meu filho de 8 anos e minha mulher que pedala a pouco mais de um ano a usarem, pois eles estão muito mais propensos a quedas (mesmo em baixa velocidade) do que eu e sei que uma queda besta e uma batida com a cabeça na guia pode ser fatal.

Agora se tiver que defender a segurança dos ciclistas, caso eu queira ser eficiente, prefiro me concentrar em sensibilizar os motoristas de ônibus e caminhões, exigir que os motoristas cumpram a lei que os manda protegerem SEMPRE o mais fraco, do que perder tempo tentando colocar capacete na cabeça dos outros, algo que só tem a desestimular com que mais ciclistas vão para as ruas.

Ah, pra terminar, se ver alguém pedalando na calçada, antes de condená-lo, pergunte o porque está ali. A maioria das vezes é por medo de pedalar entre os carros e isso só tende a aumentar, pois como as ciclovias de Sampa ainda não tão interligadas, entre uma ou outra, muitos ciclistas irão pelas calçadas, até se sentirem seguros em pedalar entre os carros. Portanto não force a barra, deixe que com o tempo, além dos ciclistas sentirem-se mais seguros, acredito que o número de imbecis ao volante já vem diminuindo e vai diminuir ainda mais com o passar do tempo. Foi assim na Holanda, porque tem que ser diferente aqui?
De motite a 21 de Julho de 2015 às 13:44
Valeu, obrigado pela disposição e paciência em escrever com propriedade.
Eu pedalo sim, acho que nasci em cima de rodas! Eu trabakhei na primeira revista de bicicletas do Brasil e sou bem antigo nessa área. E já visitei a maioria desses países que usam como exmeplo para gerenciar o trânsito em SP. Sabe qual a minha posição muito pessoal quando citam Amsterdã, Estocolmo, Los angeles etc?
La na Europa vivem europeus, que tem 2.000 anos de história de convívio social, passaram por guerras, invasões, cataclismos naturais etc que moldaram um senso de vida em sociedade muito avançado e especial.
Aqui no Brasil a vida em sociedade existe há pouco mais de 100 anos e só nos últimos 50 anos surgiram as grandes concentrações urbanas. Se quiserem citar exemplo de outros países façam com aqueles que tenhma a mesma realidade social e econômica do Brasil, como a Colômbia, que reduziu o número de acidentes de trânsito usando a mais prosaica das ações: a EDUCAÇÃO! Sem ativismo, sem conflito de interesses, tudo na Buena!
De Pablo a 26 de Agosto de 2015 às 20:42
Também acho complicado andar de bike hoje. Moro na Grande Vitória, no ES, vou de bicicleta para o serviço, e o prefeito tem se empenhado em construir ciclovias, apesar de ainda estar longe do ideal.
Agora a questão de andar nas calçadas acho muito complicado. A ciclovia aqui termina num cruzamento, em uma grande avenida sem acostamento em que os carros passam a 80km, sem ter muito o que fazer a não ser subir na calçada, mas faço isso com todo o cuidado do mundo, andando devagar e respeitando o pedestre. O que me deixa puto é que os ciclistas correm e acham que o pedestre tem que sair da frente, deixando todos com medo e quase causando acidentes (presenciei um, inclusive). E olhando por esse ângulo, tais ciclistas se comportam na calçada da mesma forma que os carros se comportam com os ciclistas na pista, ou seja, parece mesmo uma questão de educação.
De Soham a 18 de Julho de 2015 às 20:50
Saudações.

Interessante abordagem, me fez pensar sob uma perspectiva diferente em alguns aspectos. Agradeço por isso.

Gostaria de registrar que achei interessante a reflexão: "Quer um planeta melhor? Continue pedalando, mas pare de comer carne!". De fato um motorizado vegetariano impacta menos o ambiente que um ciclista onívoro. Mas o ideal é aliar as duas coisas (:

Já quanto ao "animal ungulado", é importante frisar que ele não foi feito para "transportar a família, mobília, botijão de gás, etc". Quem o torna "burro de carga" é o animal da espécie humana. Mas o ideal é repensarmos esse tipo de coisa (:

Abraços.
De jah a 19 de Julho de 2015 às 11:57
Oi, o texto é bom mas tem muitas inverdades. Nem todo o ciclista é activista, aliás conheço muitos mais ciclistas que activistas e por norma, os ciclistas são aqueles que usam a bike diariamente para o trabalho e o activista é aquele que usa só em passeios.

Mais, acho que essa iirritação com os ciclistas completamente desiquilibrada. Eu percebo o sentimento mas acho que é completamente injusto. Quase todas as notícias sobre segurança na estrada são sobre ciclistas e isso é muito mau. Ninguém escreve textos sobre táxi apesar de todos saberem que são os primeiros a quebrar toda a regra de segurança da estrada, que passam vermelhos, aceleram em passadeiras e tudo o mais. Não, quando se fala de taxis as pessoas encolhem os ombros em jeito de "ah, é normal". O problema é que o táxi pode matar e uma bicicleta é difícil que isso aconteça. Falo de táxis como podia falar do excesso de velocidade feito todos os dias por 99% dos motoristas — é algo aceite pela sociedade. Andar a 40km/h "parece que estou parado".

É, são dois pesos e duas medidas. A bicicleta é simplesmente uma minoria (frágil) e assim é mais fácil de dizer mal e criticar, mas a verdade é que um idiota ao volante de um carro ou um idiota no guidão de uma bicicleta vai continuar a ser um idiota, não precisa de ser em duas ou 4 rodas. Mas lá está, o carro mata, a bicicleta.. é difícil.

Você devia ter começado seu texto pelo ponto número 10, e usado menos pontos de exclamação!!!!

Ando de bike todos os dias porque antes demorava uma hora em cada deslocação para o trabalho de carro e agora demoro 30 minutos. Páro nos sinais vermelhos e não ando nos passeios. Ando com temperaturas que vão desde os 36 graus no Verão e -2 graus no Inverno (Lisboa é assim). Sabe quantos carros vejo em excesso de velocidade e que passam a centímetros do meu guidão? Demasiados. Os taxis então? Enfim.

Se toda a gente tentar ter a conversa sobre a segurança e compartilhamento na estrada A GRITAR E AOS BERROS não vai dar, e as cidades vão continuar sem segurança para toda a gente, peões, motoristas e ciclistas.

É como disse no início, é um bom texto, mas com algumas inverdades e apesar de perceber o seu sentimento, não creio que seja honesto pois há coisas bem piores na estrada que um ciclista a subir um passeio. Abraço daqui de Portugal.
De motite a 20 de Julho de 2015 às 13:32
Oi Jah
O fato de o meu blog estar hospedado no Sapo me traz muitos leitores portugueses, o que acho sensacional! Conheço Lisboa e a nossa realidade aqui em São Paulo é bem diferente. Eu invejo quem pode usar a bicicleta nas ruas de Lisboa porque os europeus tem uma visão muito mais humana das bicicletas e dos ciclistas. Os pais ensinam os filhos desde cedo como se portar no trânsito, enquanto aqui é uma selva de gente querendo devorar gente!
De Luiz AG a 19 de Julho de 2015 às 13:03
Porque ciclo ativista? Porque a mídia quer colocar na cabeça de todo mundo que são os novos paladinos da sociedade.
O noticiário também diz "motoqueiro assalta" e não "bandido faz assalto de moto". Pura PNL para o banda de anencefalos de nosso país.
De Junior Menini a 20 de Julho de 2015 às 01:33
MUITO BOM O TEXTO. É de pessoas sensatas que o mundo precisa. Eu penso exatamente igual. Cicloativistas adoram as ciclovias jogadas "guela" abaixo e super-hiper-mega-faturadas. Uma pena que canalizam as energias de forma errada. Sou ciclista e acho praticamente desnecessárias quase todas as ciclovias de sampa.
De Fabio Michelotti Schroeder a 20 de Julho de 2015 às 18:29
Boa tarde.

Sou Bike Anjo e tenho algumas considerações e vou tentar colocá-las dentro dos limites da postagem:

1- Está confundindo veículo de carga com veículo de transporte, ou seja, a demonização dos veículos é com relação a termos muito mais veículos com uma pessoa dirigindo, que poderia ser uma bicicleta.

2- Corporativismo existe em todos os modais, derrube um motoboy para você ver quantos te cercam, bata num carro para ver quantas pessoas chegam, você citou um GRUPO de ciclistas que andam juntos para que ciclistas inexperientes percam o medo de andar na cidade, por isso os mais experientes garantem a segurança dos menos.

3- Quase todo ciclista tem carro, estranho ele querer impor alguma coisa que ele usa, na verdade a palavra 'impor" poderia ser colocada como "defender seu espaço e o de outros". Nenhuma minoria impõe nada, isso é meio ilógico.

4- Protestos existem todos os dias, de todas as formas, inclusive por 20 centavos um bando de tontos vão para as ruas, não é exclusivo de ciclo-ativistas.

5- Em 1992 tínhamos muito menos pessoas e muito menos veículos nas ruas, mesmo com a diminuição dos gases, o consumo aumentou muito acima do tolerável, se cada carro com uma pessoa fosse trocado por uma pessoa, a redução seria significativa.

6- Este é de extrema falta de informação. Qual a maior industria do mundo ? De petróleo.
Qual veículo a motor roda mais com menos combustível ? Motos.
Obviamente o crescimento das motos está relacionado á rapidez num trânsito caótico, gastando menos combustível, isso sem contar manutenção e usos ilícitos.

7- Todos devem seguir as regras, porém, quando as regras são criadas para 2 partes e existe uma terceira, uma das 3 é sacrificada. Ou seja, num ambiente viário, temos ruas para veículos e calçadas para pedestres, a Bicicleta anda onde ? Teóricamente nas ruas, certo ?
Errado, ela anda onde o ciclista se sinta seguro, desde que use o bom senso. Quantas pessoas param num farol de madrugada, numa rua escura ?
Isso é questão de educação e bom senso, mas que deve vir das 3 partes não só de ciclistas.

8- Nessa eu concordo, mas é tudo uma questão de segurança e educação.

9- Também concordo, existem opções bastante úteis atualmente, justamente pelo crescimento das bicicletas e da crise econômica que ajuda entregadores no dia-a-dia.

10- Questão de cultura e educação. Cada povo age de uma forma, no caso do Brasil as ciclofaixas virou extensão de faixa de pedestres, estacionamento para descarga, rota de passeio de pessoas e quando pedimos licença para passar, ainda somos xingados. Isso vai das pessoas.

11- Capacetes deveria ser obrigatórios. Andamos num veículo de baixa velocidade, mas nunca é previsível uma situação como quebra e queda repentina, eu mesmo cai de forma besta e ainda tenho as marcas da queda em meu capacete e se ele não estivesse ali, talvez não estivesse aqui.

No final de tudo, um movimento desperta racionais e irracionais de todos os tipos. Um ativista geralmente é voraz e usa da emoção e não da razão, por isso não é legal generalizar.
Ando constantemente de bike para deixar o carro em casa, não gastar meu dinheiro com combustível, colocar um carro a mais nas ruas, não pegar metrô lotado e cada vez mais eu vejo pessoas andando de bike.
Mas vejo muitas pessoas que são contra as bicicletas, justamente porque invadiram um espaço que era delas. Por isso as vezes alguns ciclistas se exaltam.
A criação das ciclovias e ciclofaixas não idéia desse prefeito (sem noção), foi colocado nos projetos desde a posse do Kassab, então nem pode ser usada como plataforma de reeleição.
Com relação ás leis, isso é bastante complicado, existem bastante lugares onde as bicicletas lesam leis, porque não tem como não passar por causa das faixas de pedestres, um farol abre aos carros, ou aos pedestres, um dos dois a bicicleta vai passar no vermelho, sempre. Bike anda na calçada quando não consegue passar na rua, não é aconselhável, mas pode ser feito com cautela.
Em todos os segmentos tem os prós e contras, mas se um dia quiser que eu mostre alguns pontos de vistas positivos e negativos, só escrever pra mim que pedalamos e mostro que muitas coisas poderiam ser mudadas para o bem da maioria, porque nunca conseguimos agradar a todos.

Um abraço.
De motite a 21 de Julho de 2015 às 13:49
Obrigado pelo ponto de vista muito lúcido e eloquente. Só acrescento uma informação que esqueci no meu texto. Eu participei de um projeto de implantação de ciclovia em São Paulo em 1983!!!! Acredita nisso? Faz mais de 30 anos que um arquiteto e urbanista projetou uma malha cicloviária que passava pelas Marginais, avenida JK, Paulista, Radial Leste etc etc... dava algo perto de 350 km de vias.
Imagine como seria a cara de SP se esse projeto tivesse sido implantado nos anos 80?
Boas pedaladas!
De Guilherme A. a 21 de Julho de 2015 às 13:15
É preciso ciclo ativismo sim, caro blogger. As bicicletas ocupam um lugar inferior na cadeira alimentar do trânsito urbano. E as grandes montadoras de carros investem em ativismo massivamente, na forma de publicidade.
De motite a 21 de Julho de 2015 às 13:50
Sim, caro, ativismo sem pentelhismo!!!
De Coxinha a 21 de Julho de 2015 às 18:27
Sou o citado "COXINHA", como diz o despreparado reclamante, porém eu pago IPVA, coisa que ciclistas não pagam, pedágio e todos os demais impostos para ter o direito de circular e "respeitar" as leis de transito, coisa que esses ciclo-ativistas não fazem. Não admito que meu espaço pago seja tomado por alguns poucos demagogos metidos a besta.
Via o automóvel, viva a motocicleta.
De Coxinha a 23 de Julho de 2015 às 21:53
Na verdade o IPVA que vc paga (e eu tb) não é pelo espaço PÚBLICO, é sobre o veículo automotor.

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